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dc.contributor.advisorFrighetto, Renan, 1974-pt_BR
dc.contributor.authorZetola, Bruno Mirandapt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Históriapt_BR
dc.date.accessioned2020-07-30T20:30:41Z
dc.date.available2020-07-30T20:30:41Z
dc.date.issued2010pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/24109
dc.descriptionOrientador : Prof. Dr. Renan Frighettopt_BR
dc.descriptionAutor não autorizou a divulgação do arquivo digitalpt_BR
dc.descriptionTese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes, Programa de Pós-Graduação em História. Defesa: Curitiba,15/03/2010pt_BR
dc.descriptionBibliografia: fls. 233-240pt_BR
dc.descriptionÁrea de concentração :pt_BR
dc.description.abstractResumo: A presente Tese é uma tentativa de analisar as diferentes dimensões políticas das relações diplomáticas no ocidente tardo-antigo, em particular entre os séculos V ao VIII, período de instalação e consolidação das principais monarquias romano-germânicas. A escolha desse recorte cronológico se deve ao fato de que, com a desestruturação política da parte ocidental do Império Romano, abriuse a oportunidade para a constituição de diversas unidades políticas soberanas, que necessitavam estabelecer relações diplomáticas entre si haja vista as expressivas transformações por que passava o ocidente europeu no período. Um dos elementos mais importantes para o desenvolvimento da prática diplomática foi o processo de construção de relações de identidade e alteridade. Os soberanos tardo-antigos sforçavam-se por construir, entre seus súditos, relações de identidade monárquicas, tendo em vista que componentes de diversas matrizes contribuíam para que as populações locias possuíssem outros critérios de identificação social, como o de pertencimento a comunidades locais, a um estrato nobiliárquico supranacional ou ao conjunto da cristandade. Uma vez analisados os processos de elaboração de identidade social, procede-se à análise da prática diplomática quotidiana, evidenciando as continuidades e rupturas da Antigüidade Clássica para a Antigüidade Tardia. Assim, são apresentados de maneira diacrônica ecanismos essenciais das relações diplomáticas, como os critérios para a seleção de emissários, os privilégios e imunidades necessários ao seu trabalho, as regras de cerimonial e protocolo e os recursos de egociação. Uma vez que a prática diplomática tardo-antiga atendia a variados objetivos de política externa, a Tese também discute as prioridades políticas de cada unidade soberana, ressaltando a influência de condicionantes internas e externas em sua formulação. Por fim, analisam-se as implicações do exercício das relações diplomáticas no processo de legitimação de poder de monarcas, nobres e eclesiásticos. As benesses na imagem pública dessas autoridades poderiam ser auferidas tanto da prática diplomática quotidiana, como de um imaginário político que lhes atribuía essa importante dimensão da res publica. A conclusão da análise das diferentes dimensões das relações diplomáticas na Antigüidade Tardia foi que a nobreza, atuando como uma classe supranacional e como herdeira dos signos e práticas políticas do Império Romano, foi responsável, por meio da observãncia aos mesmos padrões de comunicação política, por manter uma unidade política e diplomática no ocidente tardo-antigo. Do ponto de eórico-metodológico, este estudo recorre a formulações de autores clássicos do período, apropriando-se, principalmente, dos conceitos de imaginário político e de ideologia, tal como empregados, espectivamente, por Peter Brown e por Georges Duby; da maneira como Maria R. Valverde Castro trabalha a concorrência de bases materiais e ideológicas para a legitimação do poder; e da noção de pensamento político bárbaro", estabelecida por P. D. King. As fontes utilizadas foram de diferentes naturezas, com destaque para as crônicas, epístolas, e legislações produzidas no período.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: This dissertation is an attempt to analyze the different political dimensions of diplomatic relations in Western Late Antiquity, focusing the period between 5th and 8th century, marked by the settlement and consolidation of the major romanic-germanic kingdoms. The choice for this chronological approach is based on the fact that the political ruin of the western part of the Roman Empire gave the opportunity to the development of several sovereign political unities, which had to establish diplomatic relation among them due the expressive social changes Western Europe faced in that period. One of the most important elements to the development of the diplomatic activity was the process of redefining social identities. The Late Antiquity rulers made efforts to create a stronger link between the citizens and the kingdom, since there were other expressive social identification criteria, such as belonging to a municipal community, to a noble class community or to a Christian community. Having analyzed the making of identities in Late Antiquity, I center the discussion on aspects of the daily diplomatic activity, in order to observe continuities and transformations from the pattern established in classical antiquity to late antiquity. Therefore, I compared in a diachronic perspective essential components to diplomatic relations, such as the criteria to select envoys, privileges and immunities necessaries to their work, ceremonial and protocol rules and negotiation resources. onsidering that diplomatic activity in Late Antiquity served varied foreign policies objectives, I also discuss, in its general patterns, the political priorities of each sovereign unity, whose definition depends on internal and external circumstances. Finally, I explore the implications of the diplomatic activity in the power legitimating process of kings, nobles and churchmen. The benefits on the public image of these authorities could come from the daily diplomatic activity as well from ideological aspects of a political imaginary which attributed to those authorities such an important role of the public government as to deal with the foreign affairs of the kingdom. My conclusion of the analysis of these different dimensions of the diplomatic relations in Late Antiquity is that the nobility, acting as a supranational class and as the heir of the political signs and ractices of the Roman Empire, was the responsible for maintaining, through the observance of the same patterns of communication, a political and diplomatic unity in Late Antiquity West. From the methodological and theoretical point of view, this dissertation observed guidelines from consecrated authors in the field. In this way, I used the concept of political imaginary and of ideology, in the manner proposed, respectively, by Peter Brown and Georges Duby; I assumed the assumption that ideological and material elements work together in power legitimating process, like Maria R. Valverde Castro have developed; and I applied the idea of specific "barbarian" political thought, launched by P. D. King. The nature of the sources used in this dissertation was of a wide range. Among them, the most expressive were the chronicles, letters and legislation produced in the period.pt_BR
dc.format.extent253f. : il. [algumas color.], maps., grafs.,tabs.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.relationDisponível em formato digitalpt_BR
dc.subjectHistoria antigapt_BR
dc.subjectTesespt_BR
dc.subjectMonarquiapt_BR
dc.subjectPolitica externapt_BR
dc.subjectDiplomaciapt_BR
dc.subjectHistóriapt_BR
dc.titlePolítica externa e relações diplomáticas na antiguidade tardiapt_BR
dc.typeTesept_BR


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