O treinamento das habilidades sociais como um meio de inclusão da criança autista nas séries inciais do ensino fundamental
Resumo
Resumo: O surgimento da linguagem marca o desenvolvimento cognitivo e social da criança, independentemente da situação em que esta se encontra. Embora a criança em seu desenvolvimento normal não fale durante o primeiro ano de vida, a sua interação com os outros é fundamental para o desenvolvimento da linguagem. As relações entre linguagem e a interação social devem ser consideradas na fase chamada pré-lingüística e também ao longo do processo lingüístico, o qual deve ocorrer, principalmente durante a sua freqüência às séries iniciais do ensino fundamental. A partir desse ponto de vista, consideramos que o desvio de linguagem no quadro de autismo pode ser considerado mais abrangente. Além disso, o entendimento da retro-alimentação entre linguagem e as demais habilidades, permite uma visão dinâmica do tripé das áreas social, de comunicação e interação com o ambiente escolar. De acordo com os conceitos de aquisição, desenvolvimento e abrangência, a linguagem é parte essencial na apreensão do mundo físico e social: O mundo das pessoas, objetos e acontecimentos que as envolvem, dos sons e gestos que geralmente as acompanham e dos meios gestuais e vocais pelos quais podem criar resultados desejados. A partir deste ponto de vista, o desenvolvimento das habilidades sociais no autismo remete ao raciocínio de desvio no processo e não, a atraso ou retardo relativo ao tempo. Considera-se que este apresenta comportamentos semelhantes aos da criança comum, no entanto com variações de freqüência de uso e de época de ocorrência. Tal visão é relatada à proposição de desordem, ou seja, falta de ordem no processo da linguagem. Nos estudos sobre o desenvolvimento infantil, a presença / ausência da linguagem é considerada sinal preditivo do desenvolvimento e sujeitos com autismo que desenvolveram tais habilidades antes dos cinco anos, mostram maior competência intelectual e de inserção social em sua vida futura, demonstrando, dessa forma maiores e melhores habilidades sociais, fatores considerados relevantes à inclusão social. A linguagem, bem como outras habilidades sociais, do sujeito com autismo pode ser discutida considerando-se diferentes dimensões como: inabilidades no código que permeia o uso da linguagem, nos processos que permitem a aquisição dos códigos e seus significados, na dinâmica relacionai entre os interlocutores e o contexto que estimula e sustenta a comunicação como fator fundamental ao desenvolvimento das demais habilidades sociais
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