| dc.contributor.advisor | Garcia, Junior Ruiz, 1977- | pt_BR |
| dc.contributor.other | Fuck, Marcos Paulo, 1978- | pt_BR |
| dc.contributor.other | Paula, Nilson Maciel de, 1951- | pt_BR |
| dc.contributor.other | Universidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Sociais Aplicadas. Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Econômico | pt_BR |
| dc.creator | Stockler, Hemerson | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-05-26T17:02:12Z | |
| dc.date.available | 2026-05-26T17:02:12Z | |
| dc.date.issued | 2026 | pt_BR |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1884/105289 | |
| dc.description | Orientador: Professor Dr. Junior Ruiz Garcia | pt_BR |
| dc.description | Banca: Junior Ruiz Garcia (Presidente da Banca), Marcos Paulo Fuck e Nilson Maciel de Paula | pt_BR |
| dc.description | Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Sociais Aplicadas, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Econômico. Defesa: Curitiba, 24/02/2026 | pt_BR |
| dc.description | Inclui referências | pt_BR |
| dc.description | Área de concentração: Desenvolvimento Econômico | pt_BR |
| dc.description.abstract | Resumo: Até os anos 1990, a cotonicultura brasileira caracterizava-se pelo convívio de duas subespécies no sistema produtivo — algodão arbóreo e herbáceo — baseando-se em processos com menor intensidade de capital e tecnologia, do plantio à colheita, o que demandava mais mão de obra. Predominava também um sistema de produção familiar, no qual a figura do colono representava a exploração de pequenas estruturas fundiárias, concentradas no semiárido nordestino e nos estados de São Paulo e do Paraná. Nesse contexto, o aumento da produção associava-se principalmente à expansão das áreas de cultivo, enquanto a melhoria da produtividade envolvia medidas empíricas, como o aumento da adubação orgânica e o emprego simultâneo de múltiplas variedades. Tais práticas prejudicavam a qualidade da fibra produzida, distanciando o Brasil dos padrões internacionais e direcionando a produção, sobretudo, ao atendimento do consumo doméstico. Após os anos 1990, a cotonicultura intensificou-se no Cerrado, concentrando-se nos estados de Mato Grosso e da Bahia, sob o cultivo do algodão herbáceo, com uma estrutura fundiária mais empresarial e intensiva em capital e tecnologia, e redução da área cultivada total e da mão de obra, resultando em aumentos de produção e produtividade. Como efeito, a cotonicultura tornou-se competitiva, passando a destinar mais de 70% da produção ao mercado externo, posicionando o Brasil, em 2024, como o maior exportador mundial de fibras de algodão. O objetivo geral deste trabalho é investigar a formação de um novo padrão produtivo da cotonicultura brasileira, compreendido como o conjunto de resultados provenientes de estratégias deliberadas ou emergentes do setor, observados em determinado contexto espacial e temporal. Para isso, utiliza-se a análise estatística das médias trienais dos períodos de 1974–1976, 1984–1986, 1994–1996, 1997–1999, 2007–2009, 2017–2019 e 2022–2024, bem como informações de: (i) entidades representativas do setor produtivo; (ii) centros de pesquisa e instituições acadêmicas; (iii) órgãos governamentais; (iv) instituições internacionais e interinstitucionais; (v) fontes bibliográficas. Os resultados indicam transformações importantes na estrutura produtiva, na base técnica e tecnológica, nas relações de trabalho e nas formas de organização social, bem como na inserção econômica e nos elementos institucionais ligados ao setor. Em conjunto, essas transformações são compreendidas como a constituição de um novo padrão produtivo da cotonicultura brasileira. Esse novo padrão mostrou-se influenciado pelas transformações iniciadas na década de 1970, mas com manifestação mais evidente a partir do final dos anos 1990. Apresenta-se como limitação para a pesquisa identificar se esse novo padrão produtivo está consolidado, pois a análise dos últimos triênios demonstra trajetória compatível com uma nova fase, associada às restrições aos ganhos de produtividade, ao avanço da cotonicultura no bioma Amazônico e aos efeitos climáticos constatados a partir das safras de 2016 | pt_BR |
| dc.description.abstract | Abstract: Until the 1990s, Brazilian cotton production was characterized by the coexistence of two subspecies in the production system — tree cotton and herbaceous cotton — based on processes with lower capital and technological intensity, from planting to harvesting, which required more labor. A family-based production system also predominated, in which the figure of the settler represented the exploitation of small landholding structures, concentrated in the northeastern semi-arid region and in the states of São Paulo and Paraná. In this context, increases in production were mainly associated with the expansion of cultivated areas, while improvements in productivity involved empirical measures, such as increased organic fertilization and the simultaneous use of multiple varieties. Such practices harmed the quality of the produced fiber, distancing Brazil from international standards and directing production, above all, toward meeting domestic consumption. After the 1990s, cotton production intensified in the Cerrado, concentrating in the states of Mato Grosso and Bahia, under herbaceous cotton cultivation, with a more entrepreneurial and capital and technology intensive landholding structure, and a reduction in total cultivated area and labor, resulting in increases in production and productivity. As a result, cotton production became competitive, allocating more than 70% of output to the external market, positioning Brazil in 2024 as the world’s largest exporter of cotton fiber. The general objective of this study is to investigate the formation of a new production pattern in Brazilian cotton farming, understood as the set of results derived from deliberate or emergent strategies in the sector, observed within a given spatial and temporal context. To this end, statistical analysis of triennial averages for the periods 1974 1976, 1984–1986, 1994–1996, 1997–1999, 2007–2009, 2017–2019, and 2022–2024 is used, as well as information from (i) representative entities of the production sector; (ii) research centers and academic institutions; (iii) government agencies; (iv) international and interinstitutional institutions; and (v) bibliographic sources. The results indicate important transformations in the production structure, in the technical and technological base, in labor relations and in forms of social organization, as well as in economic insertion and in institutional elements linked to the sector. Taken together, these transformations are understood as the constitution of a new production pattern in Brazilian cotton farming. This new pattern proved to be influenced by transformations initiated in the 1970s, but with more evident manifestation from the late 1990s onward. A limitation of the research is identifying whether this new production pattern is consolidated, as analysis of the most recent triennial periods shows a trajectory consistent with a new phase, associated with restrictions on productivity advances, the expansion of cotton farming in the Amazon biome, and climate effects observed from the 2016 harvest onward | pt_BR |
| dc.format.extent | 1 recurso online : PDF. | pt_BR |
| dc.format.mimetype | application/pdf | pt_BR |
| dc.language | Português | pt_BR |
| dc.subject | Desenvolvimento econômico | pt_BR |
| dc.subject | Agricultura - Aspectos econômicos | pt_BR |
| dc.subject | Agricultura - Exportação | pt_BR |
| dc.subject | Algodão - Cultivo | pt_BR |
| dc.subject | Crescimento e Desenvolvimento Econômico | pt_BR |
| dc.title | A formação de um novo padrão produtivo da cotonicultura brasileira | pt_BR |
| dc.type | Dissertação Digital | pt_BR |