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    Influência da restrição do sono no desenvolvimento de respostas associadas a migrânea em ratos machos e fêmeas

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    R - D- GABRIEL CAMARGO DE OLIVEIRA.pdf (2.587Mb)
    Data
    2025
    Autor
    Oliveira, Gabriel Camargo de
    Metadata
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    Resumo
    Resumo: A migrânea é uma síndrome neurológica incapacitante que afeta aproximadamente15% da população mundial, com prevalência de duas a três vezes maior emmulheres do que em homens. Dentre os mecanismos subjacentes à migrânea, aliberação de peptídeos vasoativos por neurônios do gânglio do trigêmeo (GT), taiscomo o peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP) e o polipeptídeoativador da adenilato ciclase hipofisária (PACAP), desempenham um papel crucial.Esses peptídeos contribuem para a inflamação neurogênica, a sensibilizaçãoperiférica e central, bem como para a vasodilatação, processos que participam dageração e manutenção da crise migranosa. Vários gatilhos ambientais, incluindoprivação de alimentos, estresse, exposição à luz e restrição do sono (RS), têm sidoassociados ao início das crises de migrânea. No entanto, os mecanismos pelosquais esses fatores modulam a sensibilização nociceptiva permanecem poucocompreendidos. Este estudo investiga a relação entre sono e migrânea, avaliando sea RS pode alterar o limiar mecânico nociceptivo na região periorbital de ratosmachos e fêmeas ou atuar como agente sensibilizador do sistema trigeminovascular.Ratos Wistar machos e fêmeas foram submetidos à RS por 6 horas diárias durantetrês dias consecutivos, utilizando o método Gentle Handling. Os grupos controleforam mantidos sob as mesmas condições, mas sem restrição do sono. No primeiroexperimento, a alodinia mecânica periorbital foi mensurada com filamentos de vonFrey antes e após cada dia de RS. Nos experimentos subsequentes, CGRP (38ng/10 µL), PACAP (0,1 ng/10 µL) ou os veículos correspondentes (10 µL) foramadministrados no GT no terceiro dia de RS, seguidos pela avaliação do limiarmecânico periorbital. Vinte e quatro horas após a injeção, os mesmos animais foramexpostos à luz intensa (~ 6000 lux) por 1 hora para avaliação de uma possívelreativação do limiar mecânico periorbital. Por fim, avaliou-se a influência da cafeínano protocolo descrito acima, mediante administração oral diária dessa substância(50 mg/kg) por três dias consecutivos antes da RS. Os resultados demonstraram quea RS isoladamente não alterou o limiar mecânico periorbital em ratos machos oufêmeas, mesmo após três dias consecutivos. No entanto, a administração de CGRPou PACAP em doses baixas, quando combinada à RS, induziu alodinia mecânicasignificativa em ratas fêmeas na segunda hora após a injeção, mas não em ratosmachos. A exposição à luz aversiva reativou a alodinia mecânica periorbital emfêmeas tratadas com CGRP ou PACAP, por uma e duas horas, respectivamente,sem efeito em machos. A cafeína potencializou ainda mais os efeitos sensibilizantesde CGRP e PACAP sobre a alodinia e a fotossensibilidade, gerando respostasnociceptivas em animais de ambos os sexos. Esses achados indicam que a restriçãode sono facilita a sensibilização do sistema trigeminovascular, promovendorespostas semelhantes à migrânea de maneira dependente do sexo, e destacam acafeína como um modulador dessa interação.
    URI
    https://hdl.handle.net/1884/101930
    Collections
    • Dissertações [193]

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