| dc.description.abstract | Resumo: A butirflcolínesterase humana (BChE; EC 3.1.1.8), enzima produzida no fígado, presente no plasma e principais sistemas do organismo, ainda não teve sua função biológica esclarecida. É codificada pelo gene BCHE, cuja variante K confere redução de cerca de 33% na atividade, em relação ã enzima usual. O objetivo deste trabalho foi investigar associação da variante K com o diabetes melliíus dos tipos 1 e 2. A amostra de 249 pacientes (103 do tipo I e 146 do tipo 2) foi genotipada quanto à variante K por JPCR-RFLP e PCR-SSCA. Analisaram-se variáveis antropométricas, bioquímicas, fenófipos do gene CHE2, pressões arteriais, idade de aparecimento da doença, sexo e origem étnica. Uma amostra de 944 doadores de sangue serviu de controle para as comparações das freqüências alélicas e genotipieas. Em DM do tipo 1, os principais resultados foram: 1) As freqüências alélicas e genotipieas (K = 21,84% ± 2,88%; 61,17% UU, 33,98% UK e 4,85% KK) não diferem daquelas dos controles; 2) Nos pacientes, o fpnpo UK+KK mostrou menor idade média de aparecimento da doença (11,67 ± 1,00) do que o grupo usual (15,25 ± 0,96; p = 0,015) e menor atividade média da BChE (4,62 ± 0,16 KU/L) do que o usual (5,42 ± 0,16 KU/L; p < 9 x IO*4); 3) Á freqüência do alelo K (30,61% ± 4,66%) nos diabéticos com idade de aparecimento da doença antes dos 13 anos (mediana) é significativamente mais alta do que naqueles com essa idade maior ou igual a 13 anos (12,75% ± 3,30%; p = 0,002)) e do que nos controles (17,53 ± 0,88%; p = 0,0011). Indivíduos com o alelo K parecem apresentar maior susceptibilidade ao aparecimento do DM do tipo 1 antes dos 13 anos (odds raüo —2,40; de 1,35 a 4,28, com IC de 95%). Esses dados são reforçados pelos que relacionam atividade baixa da BChE e auto-imunidade. Em DM do tipo 2, os principais resultados foram: 1) As freqüências alélicas e genotipieas (K = 17,12% ± 2,20%; 69,18% UU, 27,40% UK e 3,42% KK) não diferemXV daquelas dos controles* contrariando resultados de HASHIM e cols, ( 2001) e estando de acordo com os de JOHANSEN e cols. (2003); 2) Nesses pacientes, o gpipo com a variante K mostrou maior média de razão cintura-quadrií (RCQ = 0,97 ± 0,01) do que o usual (0,93 ± 0,01; p = 0,023) e menor atividade média da BChE (5,68 ± 0*18 KU/L) do que o usual (633 ± 0*15 KU/L; p < 0,02); 3) A RCQ, em média, aumenta com os triglicerideos, o índice de massa corporal (1MC), em homens e diabéticos com a variante K; 4) Â freqüência dessa variante no grupo com Síndrome Metabólica (22,02% ± 3,20%) é maior (p = 0,027) que naquele sem SM (11,22% ± 3,19%), sugerindo que, em DM do tipo 2, a variante K predispõe para maior RCQ e, em conseqüência, para maior risco de Síndrome Metabólica, já que a RCQ é usada no diagnóstico dessa síndrome.XVI | pt_BR |
| dc.description.abstract | Abstract: Tiie human butyrylchotinesterase (BChE; EC 3.1.1.8) - enzyme produced in líver and found in píasma and in the rnain body sysíems - has not yet liad rts bioíogical function deiined. It is eoded by the BCHE gene whose K variant leads to approximately 33% reduction in activity in relation to the usual enzyme. The purpose of tiiis work was to investigaíe associations between the K variant and diabetes mellitus (types 1 and 2). The 249 patient sanaple (103 type 1 and 146 type 2) was genotyped for the K variant by PCR-RFLP and PCR-SSCA. Many variables were analyzed (aeíhropomeíric, biochemical, CHE2 gene phenoíypes, arterial pressures, age of disease appearance, sex and ethnic origin). A sample of 944 blood dooors served as control for cotnparing allele and genotype frequencies. The main resulís for type 1 DM were: 1) The allele and genotype frequencies (K = 21X4% ± 2.88%; 61.17% UU, 33.98% UK and 4.85% KK) did not diifer írom those of the Controls; 2) Io these palíents, ífae UK+KK group showed lower mean age of disease onset (11.67 ± 1.00) than the usual group (15.25 ± 0.96; p = 0.015) and lower mean BChE activity (4.62 ±0.16 KU/L) than the usual gronp (5.42 ± 0.16 KUÍL; p < 9 x IO*4); 3) The K allele frequeacy (30.61% ± 4.66%) in diabetícs wíth age of disease onset less than 13 years (median value) is sígmficaiitly higher tlian in those with íbis age greater than or equal to 13 years (12.75% ± 3.30%; p = 0.002) and than in the Controls (17.53 ± 0.88; p — 0.001 T). Individuais with the K variant secni to have greater susceptibiility to type 1 DM onset previous to 13 years of age (odds taíio = 2.40, from 1.35 to 4.28. wifti 95% of O ). These data are reinforced by those that relate low BChE activity and auto-immuniíy. In type 2 DM, the main results were: 1) The allele and genotype frequencies (K = 17.12% ± 2.20%; 69.18% IIÜ, 27.40% UK andxvn 3.42% KK) do not differ from those of the Controls, dísagreeíng with. results froin HASHIM et aí. (2001) and in accordance with tbose from JOHANSEN eí aí. (2 0 0 3 2 ) Xn tibcsc puíiouts, tlic group wítii the K variant showed greater mean waist-Mp ratio (WHR = 0.97 ± 0.01) than the usual group (0.93 ± 0.01; p = 0.023) and lower mean BQiE activity (5.68 ± 0.18 KU/L) than Üie usual group (6.33 ±0.15 KU/L; p < 0.02); 3) The mean WHR raises with triglycerides, body mass index (BMI), in men and in diabetics with the K variant; 4) The freqaency of íhis variant in the group with the Metabolic Syndrome (22.02% ± 3.20%) is higher (p = 0.027) than in those wilhout íi (1 1 .22% ± 3.19%), suggesting that the K variant predisposes to higher WHR in type 2 DM and, conseqiientiy, to higher risk of Metabolic SyndrQnm. sioee WHR is used for the diagnosis of tfns syndrome | pt_BR |