Amaurose congênita de Leber : estudo comparativo entre cães da raça Spitz Alemão e o ser humano
Resumo
Resumo: Esta tese de dissertação visa avaliar semelhanças e diferenças entre pacientes acometidos por mutação no gene GUCY2D relacionado a amaurose congênita de Leber (LCA) e um grupo de cães da raça Spitz Alemão afetados por retinopatia progressiva hereditária relacionada a mutações no mesmo gene, com o objetivo final de determinar a viabilidade desse grupo de cães como modelo animal para estudos de terapia gênica. Este é um estudo observacional retrospectivo que revisa dados de prontuários médicos, testes genéticos e exames oftalmológicos dos grupos estudados, avaliando dados como idade, testes genéticos, fotografias de fundo de olho, melhor acuidade visual corrigida (BCVA), autofluorescência do fundo, tomografia de coerência óptica (OCT), eletrorretinografia (ERG) e campo visual. O Grupo 1 consistiu de 13 pacientes, enquanto o Grupo 2 consistiu de 16 cães. Em ambos os grupos, os sinais clínicos se desenvolveram em idade precoce, e o nistagmo estava presente em vários indivíduos, assim como a redução severa da acuidade visual. Anormalidades nas imagens de fundo foram muito sutis em ambos os grupos. Registros de ERG ausentes a severamente reduzidos foram observados em ambos os grupos. O exame de OCT de mácula do grupo de pacientes diagnosticados com LCA apresentou redução da espessura da retina com alteração em retina externa. Esses mesmos achados são similares ao grupo dos cães, os quais também apresentaram descolamentos focais de retina neurossensorial. O modelo animal de cão da raça Spitz Alemão afetado por mutação no gene GUCY2D apresenta semelhanças importantes e preservação estrutural retiniana em relação à perda funcional, podendo ser um bom candidato à terapia gênica para LCA. Abstract: This master's thesis aims to evaluate similarities and differences between patients affected by mutation in the GUCY2D gene causing Leber's congenital amaurosis (LCA) and a group of German Spitz dogs with a form of hereditary retinopathy caused by a mutation in the same gene, with the ultimate aim of determining the prospect of this group of dogs as an animal model for gene therapy studies. Observational retrospective study with review of data from medical records, genetic testing and ophthalmological examinations of the groups studied, evaluating data such as age, genetic testing, fundus photography, best corrected visual acuity (BCVA), fundus autofluorescence, optical coherence tomography (OCT), electroretinogram (ERG) and visual field. Group 1 consisted of 13 patients while group 2 consisted of 16 dogs. In both groups, clinical signs developed at an early age and nystagmus were present in several individuals as well as severe visual acuity reduction. Abnormalities in fundus images were very subtle in both groups. Absent to severely reduced ERG tracings were observed in both groups. The macula OCT scan diagnosed with LCA showed reduced retinal thickness with changes in the outer retina layer. These same findings are similar to the group of dogs, which also showed focal neurosensory retinal detachments. The German Spitz dog model affected by mutation in GUCY2D gene shows important similarities and retinal structural preservation in relation to functional loss and may be a good candidate for gene therapy for LCA.
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