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dc.contributor.editorCEVpt_BR
dc.contributor.otherCOMISSÃO ESTADUAL DA VERDADEpt_BR
dc.coverage.temporal1964-1985pt_BR
dc.date.accessioned2021-05-07T03:39:47Z
dc.date.available2021-05-07T03:39:47Z
dc.date.issued2014-09-19
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/70556
dc.description.abstractPresentes: Amanda Oliveira e Suelen Maciel representantes da Comissão Nacional da Verdade, Drª Ivete Caribé da Rocha, Srº Norton Nohama e Srº Marcio Kieller da Comissão Estadual da Verdade do Paraná Teresa Urban. Inicia falando da sua ida para Londrina em 1959, como advogado do Banco do Brasil. Foi convidado por Onório de Melo então Presidente do Sindicato dos Bancários de Londrina para ser seu sucessor na Presidência em 1962, isso porque os sindicalistas de outros bancos não conseguiam porque assim que assumiam o Sindicato eram demitidos em justa causa. Aí deu-se início a sua militância. Em 1964 quando houve o golpe não houve muita pressão em Londrina, posteriormente é que uns tenentes começaram a interrogar pessoas e pressionar. Posteriormente prenderam o juiz Aldo [...] e o promotor Athos Abilhoa que foi levado para Curitiba. Uma ocasião houve ordem para minha prisão, dois soldados foram o meu escritório e perguntados o que queriam responderam que tinham vindo me prender, a determinação da prisão foi feita pelo Delegado Bukoski. Quando cheguei a cadeia já haviam diversas pessoas presas de partido, vereadores, professores, os quais fomos encaminhados para um ônibus para vir a Curitiba. Ficou preso uma semana depois soltaram porque não havia denúncia formal. Quando Jânio Quadros vem fazer campanha em Londrina, o sindicato recepciona-o, a partir daí as atividades do sindicato passam a ser vasculhadas. Mas o sindicato desenvolvia algumas atividades interessantes como uma cooperativa, consultório de dentista, etc. Nessa época o PTB era tido como comunista, depois da presidência de Manoel Jacinto também tido como líder comunista, mas não havia ingerência no sindicato, houve um pacto entre a Diretoria e os bancários, o sindicato era mais consultivo e assistencialista. Tinha como tesoureiro o Guerter. A defesa dos trabalhadores era mais especificamente na área trabalhista. Relembra o Movimento enxada de ouro, onde os agricultores reuniram ouro para a Campanha “Ouro para o Brasil”. Nesse período a classe dominante era muito silenciosa. Como represália a Ele tentam transferi-lo para Brasília, mas consegue permanecer em Londrina. O MDB faz um projeto para chegar à Presidência, revogar o Artigo 477 e o AI5, e chegar a nova constituição depois da Presidência. Faz um breve apanhado político da época destacando, que quem é eleito em 1974 não volta as bases porque corria o risco de ser preso. Comenta do seu mandato e do funcionamento da Constituinte. Morre Tancredo, assume o Sarney, no congresso estão Saturnino Braga, Paulo Brossard e Marcos Freire. Paulo Brossard o convida para ser Procurador geral da Justiça Militar. Determina a reabertura do caso do desaparecimento do Rubens Paiva, após a declaração do médico do exército Amílcar Lobo, no qual contesta a versão anterior. É reaberto o inquérito, acham a ossada que é levada para o IML do Rio de Janeiro onde fica por um tempo e depois é trocada por ossos de aves. O procurador do caso Paulo Cesar de Cardoso encontrou muitas dificuldades, mas indicou cinco nomes responsáveis pela tortura, morte e ocultação de cadáver de Rubens Paiva. Coronel Ronalde José da Motta Batista Leão, Capitão de Cavalaria João Câmara Gomes Carneiro codinome “João Coco”, Subtenente Barbosa Torres , Major da PM Ricardo Bagio e o 2º TenenteEduardo Ribeiro Nunes. Relata sobre a morte de Herzog – morreu na tortura, gritava de tantas dores em determinado momento puseram uma bola de ping-pong na garganta e com isso ele morreu sufocado, depois simularam a forca na cela. Comenta ainda sobre o poder de Geisel e Silvio Frota destaca que os militares tinham certeza que voltariam ao poder, mas aceitaram o Sarney que era muito leniente e garante a transição. Médice, é o período de tortura mais silenciosa na história. Faz considerações sobre os governos militares Geisel, Médice e Figueiredo e ressalta a corrupção em grandes obras do período inclusive na construção de Itaipu, quanto as desapropriações, pagaram miseravelmente os índios e os colonos além da violência empregada. Após faz um arrazoado sobre o governo do PT, mas que aqui no Brasil o maior problema é a desigualdade e que a elite não admite a ascensão das classes menos favorecidas. Termina fazendo uma análise da situação atual e reforçando que o importante é a continuidade da democracia, mas que para governar é preciso o apoio do congresso.pt_BR
dc.format.medium8 vídeospt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.rightsAtribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil*
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/*
dc.subjectBRASIL - POLITICA E GOVERNO, 1960 -pt_BR
dc.subjectMOVIMENTO SINDICAL - PARANÁ;pt_BR
dc.subjectPARTIDOS POLÍTICOS - PARANÁ;pt_BR
dc.titleFrancisco Leite Chaves, oitiva no dia 19 de setembro de 2014pt_BR
dc.typeVideopt_BR
dc.description.originCEVpt_BR
dc.format.colorcolorpt_BR
dc.description.conservationÓtimopt_BR
dc.format.originalreplicapt_BR
dc.contributor.speakerCHAVES, Francisco Leitept_BR


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