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dc.contributor.advisorManica, Lilian Tonellipt_BR
dc.contributor.authorFratoni, Rafael de Oliveira, 1992-pt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Biológicas. Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservaçãopt_BR
dc.date.accessioned2022-06-27T16:47:16Z
dc.date.available2022-06-27T16:47:16Z
dc.date.issued2020pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/69659
dc.descriptionOrientadora: Profª Drª Lilian Tonelli Manicapt_BR
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação. Defesa : Curitiba, 04/03/2020pt_BR
dc.descriptionInclui referências: p. 24-29pt_BR
dc.description.abstractResumo: Aves defendem territórios utilizando comportamentos custosos, como vocalizações e agressividade. Contudo, tais comportamentos favorecem a aptidão individual ao garantirem acesso e exclusividade a alimentos, parceiros e sítios reprodutivos. Aqui, descrevemos os comportamentos territorial e vocal do pula-pula-ribeirinho (Myiothlypis rivularis, Aves: Passeriformes) e testamos a relação entre atributos dos territórios (tamanho e disponibilidades de alimentos) e parâmetros vocais dos indivíduos. Hipotetizamos que aves com maior qualidade acústica e melhores condições corporais defendem territórios menores e com maior massa de artrópodes, componentes da dieta do pula-pula-ribeirinho. Entre outubro/2018 e abril/2019, anilhamos 23 indivíduos (14 machos e 9 fêmeas) na RPPN Salto Morato - Guaraqueçaba, PR. Usando o estimador de densidade kernel, estimamos área territorial para nove casais e gravamos 10 e 5,4 h de vocalizações de machos e fêmeas, respectivamente. Os territórios variaram de 0,88 a 1,66 ha (média±dp: 1,25±0,29 ha), ligeiramente maiores do que os de outras espécies de Parulidae. No entanto, os territórios de pula-pula-ribeirinho são menores que aqueles de outras aves tropicais, especialmente outras que se alimentam de artrópodes. Também encontramos massa de artrópodes variando de 0,11 a 0,26 g (média±dp: 0,18±0,06 g) nos territórios, pelos quais machos e fêmeas passam a maior parte do tempo emitindo chamados, forrageando e se deslocando juntos. Machos emitem cerca de 1,5±0,4 cantos/min, os quais têm, em média, 13,8±2,3 elementos sonoros, duração de 4,7±0,7 s, banda de frequência de 2055±167 Hz e frequência de pico de 3465±80 Hz. Esses cantos apresentam sibilo inicial com pouca modulação de frequência, seguido de trinado. Ainda, para a porção trinada, encontramos uma distribuição triangular entre a taxa de trinado e a banda de frequência e modelamos uma reta de regressão negativa utilizando os pontos no limite superior da distribuição. Calculamos as distâncias ortogonais individuais médias de cada macho em relação a essa regressão que variaram entre 0,27±0,18 e 1,13±0,17. Tal relação negativa se deve às limitações do próprio aparato vocal, sendo necessário alto investimento energético para aumentar ambos os parâmetros simultaneamente. Fêmeas vocalizam com taxa média de 1,4±0,9 cantos/min e seus cantos apresentaram duração de 2,5±0,3 s, banda de frequência de 2262±223 Hz e frequência de pico de 3194±90 Hz. Encontramos relação negativa entre a banda de frequência dos cantos das fêmeas e o tamanho de seus territórios. Isso sugere uma possível atuação das fêmeas na territorialidade para esta espécie. Os parâmetros de canto dos machos, no entanto, não apresentaram relação com tamanho de território e disponibilidade de alimentos. É possível que os parâmetros acústicos atuem mais como indicadores de qualidade individual, ao invés de indicadores de características do território. Com este trabalho, contribuímos com o conhecimento dos comportamentos vocal e territorial em Parulidae na Mata Atlêntica ao apresentar dados inéditos para pula-pula-ribeirinho. Ainda, apontamos a necessidade de pesquisas abordando canto de fêmeas, as quais também podem estar envolvidas com a defesa de territórios. Palavras-chave: aves, bioacústica, Floresta Atlântica, território, vocalização em fêmeas.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: Birds defend territories by engaging in potentially costly behaviors, such as vocalizations and aggressive interactions. Nevertheless, those behaviors favor individual fitness as they help guarantee access and exclusivity to food, sexual partners and nesting sites. Here, we describe territorial and vocal behaviors of the riverbank warbler (Myiothlypis rivularis, Aves: Passeriformes), and tested for relationships between territory attributes (size and food abundance) and individuals' vocal parameters. We hypothesize that birds with higher levels of vocal performance and with larger relative body mass will defend territories that are smaller and contain higher masses of arthropods, the main component of riverbank warbler diets. Between October 2018 and April 2019, we banded 23 riverbank warblers (14 males and 9 females) in the Reserva Natural Salto Morato - Guaraquegaba, PR, Brazil. Using kernel density estimator, we estimated territory sizes of nine warbler pairs and recorded 10 and 5.4 h respectively of male and female vocalizations. Territories varied from 0.88 to 1.66 ha (mean±sd: 1,25±0.29 ha), slightly larger in area than those of other Parulidae species, but smaller than those of many other tropical bird species, especially insectivorous ones. Arthropod mass varied from 0.11 to 0.26 g (mean±sd: 0.18±0.06 g), and males and females spent most of the time cheep-calling, foraging and traveling as pairs. Males sang 1.5±0.4 song/min, their songs comprised 13.8±2.3 elements, 4.7±0.7 s in duration, and measured 2055±167 Hz in frequency bandwidth and 3465±80 Hz in peak frequency. These songs begin with whistle-like notes, with low frequency modulation, and then continue with trilled notes. We found a triangular distribution between trill rate and frequency bandwidth, and modelled a negative regression for its upper-bound limit. We calculated mean individual orthogonal distances to the negative regression ranging from 0.27±0.18 to 1.13±0.17. Such negative relationships are due to limitations of the vocal apparatus, demanding high mechanical investment to simultaneously enhance both parameters. Females vocalize at 1.4±0.9 song/min, their songs span 2.5±0.3 s duration, and feature 2262±224 Hz frequency bandwidths and 3194±90 Hz peak frequencies. We found a relationship between female frequency bandwidth and territory size, in which females with broader bandwidth songs occupied smaller territories. This suggests a possible role for females and their songs in territoriality in this species. However, territory size and food availability were not related to male song parameters. It is possible that acoustic parameters act mainly as indicators of individual quality, rather than territory quality. Overall, this work presents new data on riverbank warbler and contributes new knowledge on vocal and territorial behavior for Parulidae in the Atlantic Forest. In addition, we highlight the need for further studies focused on female song, which like male song could be associated with territory defense. Keywords: Atlantic Forest, bioacoustics, birds, female song, territorypt_BR
dc.format.extent1 recurso online : PDF.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languageInglêspt_BR
dc.subjectAves - Mata Atlanticapt_BR
dc.subjectAves - Comportamentopt_BR
dc.subjectCanto dos pássarospt_BR
dc.subjectAves - Populaçãopt_BR
dc.subjectTerritorialidade (Zoologia)pt_BR
dc.subjectEcologiapt_BR
dc.titleSong and food availability in the territoriality of the riverbank warbler (Myiothlypis rivularis, aves: passeriformes)pt_BR
dc.typeDissertação Digitalpt_BR


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