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dc.contributor.advisorTrindade, Alexandro Dantas, 1973-pt_BR
dc.contributor.authorMindoso, André Victorinopt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Sociologiapt_BR
dc.date.accessioned2020-07-03T14:46:53Z
dc.date.available2020-07-03T14:46:53Z
dc.date.issued2017pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/46471
dc.descriptionOrientador: Prof. Dr. Alexandro Dantas Trindadept_BR
dc.descriptionTese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Sociologia. Defesa: Curitiba, 28/03/2017pt_BR
dc.descriptionInclui referências : f. 243-251pt_BR
dc.description.abstractResumo: Esta tese se propõe a analisar a condição identitária dos assimilados moçambicanos, tanto na vigência do Estado colonial, quanto durante a revolução socialista que se lhe seguiu. Para isso, orientou-se, teoricamente, pela perspectiva da Sociologia construcionista, que parte do princípio de que as experiências e interações dos indivíduos com os outros no cotidiano, contribuem para que estes construam sua identidade, a despeito daquelas sugeridas pelas instituições sociais. Tendo acionado as mais diferentes fontes de pesquisa, desde as oficiais, entrevistas em profundidade e cartas publicadas na revista Tempo, a pesquisa sugere, em primeiro lugar, que o Estado colonial teve um importante papel na "atribuição" da identidade do assimilado moçambicano. Ele o encarou como o moçambicano negro ou mestiço que havia superado a condição de indígena, de "não civilizado", tomando-o cidadão português, à semelhança dos colonos portugueses. A pesquisa mostra, porém, que ao contrário da expectativa do Estado e das elites coloniais, o assimilado não abandonava completamente as práticas e costumes indígenas. Ele negociava a sua identidade. Após a independência de Moçambique e o desencadeamento de uma revolução socialista, que visava eliminar todos os vestígios da sociedade colonial, o assimilado passou a ser associado àquele passado e, como tal, foi alvo de combate simbólico. Apesar disso, dada a sua condição escolar, profissional e linguística herdada do período colonial, viu sua condição socioeconômica anterior reproduzida ou mesmo incrementada, na medida em que passou a ocupar importantes posições sócio profissionais deixadas vagas pelos colonos portugueses que a revolução havia expulso. Esta situação passa a ter influência na forma como os indivíduos construíam a sua identidade, tensionando-a com as promessas da revolução. Enquanto os assimilados passaram a sentir-se indesejados, embora úteis à revolução, os moçambicanos de origem indígena passaram a sentir, subjetivamente, que não haviam superado a sua condição anterior. Palavras-chave: Assimilados. Identidade social. Moçambique-colônia. Revolução socialista. Cidade de Tete.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: This thesis aims at analyzing the identity condition of Mozambican 'assimilados', both during the colonial state and during the socialist revolution that followed. For this, the thesis was theoretically guided by the constructionist sociology perspective, which assumes that the experiences and interactions of individuals with others in everyday life, contribute to the formation of their identity, not coincide exactly to those suggested by social institutions. Having worked on the most diverse sources of research, such as official records, in-depth interviews, and letters published in the journal Tempo, the research suggests, first of all, that the colonial state played an important role in "assigning" an identity to the 'assimilados'. The state regarded 'assimilados' as the black or mestizo Mozambican who had surpassed the status of indigenous "uncivilized" subject, taking him as a Portuguese citizen, like the Portuguese settlers. The research, however, shows that, unlike the expectation of the state and the colonial elite, the 'assimilados' did not completely abandon indigenous practices and customs. They used to negotiate their identity. After the independence of Mozambique and the unleashing of a socialist revolution aimed at eliminating all traces of the colonial society, the assimilated 'assimilados' became associated with that past and, as such, were the target of a symbolic attack. In spite of this, due to their educational, professional and linguistic condition inherited from the colonial period, they saw their earlier socioeconomic condition reproduced or even increased, inasmuch as they came to occupy important social and professional positions left vacant by the Portuguese settlers that the revolution had expelled. This situation has an influence on the way individuals constructed their identity, stressing it with the promises of the revolution. While 'assimilados' began to feel unwanted, although useful to the revolution, the Mozambicans of indigenous origin began to feel, subjectively, that they had not surpassed their previous condition. Keywords: 'Assimilados'. Social identity. Colonial Mozambique. Socialist revolution. The city of Tete.pt_BR
dc.format.extent254 f : il.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.relationDisponível em formato digitalpt_BR
dc.subjectSociologiapt_BR
dc.subjectIdentidade socialpt_BR
dc.subjectMoçambique - História - Sec. XIXpt_BR
dc.subjectRevolução socialistapt_BR
dc.titleOs assimilados de Moçambique : da situação colonial á experiência socialistapt_BR
dc.typeTesept_BR


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