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dc.contributor.advisorLimongi, Maria Isabel de Magalhaes Papaterra, 1967-pt_BR
dc.contributor.authorWinter, Lairton Moacirpt_BR
dc.contributor.otherAmes, Jose Luiz, 1957-pt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Filosofiapt_BR
dc.date.accessioned2018-05-04T15:24:31Z
dc.date.available2018-05-04T15:24:31Z
dc.date.issued2017pt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1884/46338
dc.descriptionOrientadora: Profª. Drª. Maria Isabel Limongipt_BR
dc.descriptionCoorientador: Prof. Dr. Jose Luiz Amespt_BR
dc.descriptionTese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Filosofia. Defesa: Curitiba, 17/02/2017pt_BR
dc.descriptionInclui referências : f. 224-228pt_BR
dc.descriptionÁrea de concentração: Filosofiapt_BR
dc.description.abstractResumo: O propósito deste trabalho consiste em investigar a centralidade do problema do conflito no pensamento político de Maquiavel. Para cumprir essa finalidade, passamos em revista as análises de importantes autores da tradição republicana (Aristóteles, Cícero e Guicciardini), para os quais o conflito, compreendido negativamente, representava grave ameaça à liberdade política. Ultrapassando esse limite imposto pelo republicanismo, Maquiavel apresenta uma nova interpretação ao problema do conflito, definindo-o como o elemento fundamental da vida política da cidade, princípio das leis que regulam a vida da comunidade política. Para demonstrar isso, analisamos o modus operandi dos dois grupos sociais que se opõem no interior de toda e qualquer cidade, os grandes e o povo, aos quais correspondem dois humores fundamentalmente antagônicos: os grandes, marcados por um desejo particular positivo, movidos pelo desejo de dominar o povo, logo, um desejo de poder; e o do povo, marcado por um desejo universal negativo, animado, unicamente, pelo desejo de não ser dominado pelos grandes, portanto, um desejo de viver em liberdade. Deste antagonismo fundamental Maquiavel extrai a tese de que o conflito é o fundamento da vida política porque é dele que nascem as leis responsáveis pela liberdade. Acreditamos que tal movimento do pensamento maquiaveliano, ao superar a lógica convencional negativa do republicanismo acerca do conflito, se mostra como absolutamente novo, operando verdadeira inversão no contexto do republicanismo: o conflito não é apenas constitutivo do corpo político, o que o torna incontornável, mas é dele também que nascem as leis favoráveis ao vivero politico. Mais, ainda: as análises de Maquiavel mostram que as leis que regulam a vida da comunidade política somente podem resultar da atividade do humor popular, precisamente a partir do seu movimento de oposição que continuamente faz aos grandes, produzindo liberdade para todo o corpo político. É dessa oposição ad infinitum que o povo faz aos grandes, afinal, que depende o verdadeiro regime de leis. De acordo com isso, a defesa do papel do povo na vida política da cidade revela o caráter verdadeiramente democrático da teoria política maquiavelina. Por isso mesmo, a relação entre o conflito e a atividade do humor do povo e sua importância na produção e na manutenção da liberdade estruturam a elaboração desta investigação. Palavras-chave: Maquiavel, Republicanismo, Conflito, Lei, Liberdade.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: The purpose of this research is to investigate the centrality of the problem of conflict in Machiavelli's political thought. For fulfilling this purpose, we reviewed the analyzes of republican tradition important authors (Aristotle, Cicero and Guicciardini), for whom the conflict, understood negatively, represented a serious threat to political freedom. Overcoming this limit imposed by republicanism, Machiavelli presents a new interpretation of the problem of conflict, defining it as the fundamental element of the political life of the city, the principle of the laws that regulate the life of the political community. To demonstrate this, we analyzed the modus operandi of two social groups that have opposed ideas within every city, the great ones and the people, to which two fundamentally antagonistic moods correspond: the great ones, defined by a particular positive desire, driven by the desire to dominate the people, so a desire for power; and the people's one, defined by a negative universal desire, animated only by the desire not to be dominated by the great ones, therefore, a desire to live in freedom. From this fundamental antagonism Machiavelli draws the thesis that conflict is the foundation of political life because it is from it that the laws, responsible for freedom, are created. We believe that the movement of Machiavellian thought, by overcoming the conventional negative logic of republicanism about the conflict, shows itself as absolutely new, operating a true inversion in the context of republicanism: conflict is not only constitutive of the political body, which makes it inevitable, but it is from it, also, that the laws are created favorable to the vivero politico. Moreover, Machiavelli's analysis shows that the laws, which regulate the life of the political community, can only result from the activity of popular humor, precisely from its opposition movement which continually makes the great ones, giving freedom to the whole political body. It is from this opposition ad infinitum that people make to the great ones, after all, which depends the true regime of laws. According to that, defending the people's role in the political life of the city reveals the truly democratic character of Machiavellian political theory. For this reason, the relation between the conflict and the people's humor activity, and its importance in the production and maintenance of freedom structures the elaboration of this investigation. Keywords: Machiavelli, Republicanism, Conflict, Law, Freedom.pt_BR
dc.format.extent228 f.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectFilosofiapt_BR
dc.subjectMachiavelli, Niccolo, 1469-1527pt_BR
dc.subjectRepublicanismopt_BR
dc.titleMaquiavel contra a tradição : o conflito como fundamento da Lei no Republicanismo Maquiavelianopt_BR
dc.typeTesept_BR


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