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dc.contributor.authorPinheiro, Zairo Carlos da Silvapt_BR
dc.contributor.otherSahr, Cicilian Luiza Lowenpt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências da Terra. Programa de Pós-Graduação em Geografiapt_BR
dc.date.accessioned2015-01-22T15:48:26Z
dc.date.available2015-01-22T15:48:26Z
dc.date.issued2014pt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1884/37043
dc.descriptionOrientadora : Profª. Drª. Cicilian Luiza Löwen Sahrpt_BR
dc.descriptionTese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Terra, Programa de Pós-Graduação em Geografia. Defesa: Curitiba, 24/11/2014pt_BR
dc.descriptionInclui referênciaspt_BR
dc.descriptionÁrea de concentração: Espaço, sociedade e ambientept_BR
dc.description.abstractResumo: Tornou-se bastante comum a busca por uma ancestralidade que ligue os atuais "quilombolas", como são denominados na política atual, à sua experiência histórica. Esta tese busca entender o "ser quilombola" para o caso dos moradores do município rondoniense de Pimenteiras do Oeste, os quais adentraram o Vale do Guaporé vindos de Vila Bela da Santíssima Trindade no Mato Grosso. Investiga-se o imaginário da espacialidade, considerando a criação da Associação de Remanescentes Quilombolas de Pimenteiras do Oeste (ARQOS) como resultado da espacialidade individual-coletiva desse. O recorte empírico da análise são as pessoas que viveram no antigo seringal Santa Cruz e que estão atualmente filiadas à ARQOS. A localidade estudada faz parte de um mosaico espacial de vivências, o qual apresenta singularidades que se (re)constroem a partir do imaginário de se fazer quilombola no presente. Por isso, a tese se volta para os sujeitos através da espacialidade de suas narrativas, que indicam a presença desvelada desse "ser quilombola". A estadia no lugar, em períodos intercalados, permitiu ainda a "observação participante" dos sujeitos e do fenômeno. Os meandros trilhados foram possíveis a partir da Geografia e Filosofia de base fenomenológica. Para este tipo de epistemologia, o homem passa a ser "a medida de todas as coisas", isto é, nele existe, em osmose, o individual-coletivo e sua espacialidade. Para efetivar as entrevistas dos sujeitos e dar possibilidades interpretativas as suas geograficidades, valeu-se da metodologia da História Oral e do conceito de "transcriação". Nele, os sujeitos são colocados ao mesmo nível de importância que qualquer outra fonte documental, sendo seu modo de agir na espacialidade e na oralidade indissociáveis. As entrevistas, como meio de diálogo na tese, mostram os narradores quilombolas em sua totalidade; assim, os narradores estão, nas narrativas, como gostariam de ser lidos. A interpretação que se obteve foi um mosaico de geograficidades plurais, enquanto imagens que mostram um modo de vida de "passado rememorado", porém, sem a intenção de um "voltar à tradição", ou a um "tempo de escravidão". Pelo contrário, a nostalgia de um passado que se associa à tradição dos antigos escravos é somente um "passado-pretexto", enquanto a intenção é prospectiva, e jamais um "retorno" ou um "voltar no tempo". Não é por acaso que nem todos os narradores tenham ouvido falar na expressão "ser quilombola". Isso indica que o termo só ganha sentido para os sujeitos em uma perspectiva do presente. Assim, a tese aponta que os "Quilombolas no Vale do Guaporé" apresentam um imaginário de espacialidades no e para o presente, ao contrário do que sugerem os demais pesquisadores sobre a temática que se baseiam numa espacialidade quilombola de resgate do passado. Palavras-chave: Quilombola; Imaginário; Espacialidade; Narrativa; História Oral; Vale do Guaporé.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: In the nowadays political scenario of Brazil it is commonly assumed that quilombolas (afro-descendent communities) are linked to their historical experience through ancestry. Our thesis refers to the case of the inhabitants of the municipality of Pimenteiras do Oeste in Rondônia (a Southern Amazon state in Brazil), where afro-descendents have historically entered the Guaporé Valley from Vila Bela da Santíssima Trindade in Mato Grosso. Its focus is the imaginary of their spatiality, interpreting the formation of the Association of Remaining Quilombolas in Pimenteiras do Oeste (ARQOS) as a product of such an individual-collective spatiality. Empirically, the research focuses on persons who have lived in the old Seringal Santa Cruz (in Brazil, a territory of rubber harvest is called Seringal) and are members of ARQOS. The studied locality is part of a mosaic of spatial livelihoods, where the present singularities of "being quilombola" are (re)constructed based on an imaginary. Therefore, this thesis is inclined to subjects who indicate their present "being quilombolas" through their own narratives. Throughout the research, the presence of the researcher in different periods has allowed a "participant observation" of these subjects and the phenomenon as such. The author?s meandering reflections have been based on phenomenological geography and philosophy. For such an epistemological approach, Man is the "medium of all things" through his existence, in osmosis, as an individual-collective entity and his spatialities. The interviews and the interpretative acts of certain geographicities have been realized through the implementation of an Oral History methodology and its concept of transcription. In this case, the research subjects are equal to all other documentary sources, turning their action mode in space and their oral interpretations inseparable poles of the same dialogue. Thus, the interviews are a mean of dialogue revealing the quilombola narrators in their totality; here, the narrators appear as they wish to be seen. The result of this research is a mosaic of plural geographicities, where the images of a "memorial past", which appoint to a certain lifestyle, are not linked to a "return to tradition" or the "times of slavery". To the contrary, the nostalgic perception of these links to the past traditions of old-time slaves is simply a "past-pretext", while the actual intention is a prospective post-text, and never a "return" or a "voyage in time". It is not by accident that not all narrators have heard of what it means to be a "quilombola". This is a clear indication that such a term only gains relevance in present times. Thus, this thesis confirms that the "Quilombolas of the Guaporé Valley" are disposing of an imaginary of spatialities in and for the present, in contrast to what most academics involved in quilombola research assume that the quilombola spatiality is a recuperation of its past. Keywords: Quilombola; Brazilian Maroons; Imaginary; Spatiality; Narrative; Oral History; Guaporé Valley; Rondônia; Brazil.pt_BR
dc.format.extent301f. : il. algumas color., maps., tabs.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.relationDisponível em formato digitalpt_BR
dc.subjectTesespt_BR
dc.subjectGeografiapt_BR
dc.titleO imaginário nas espacialidades : quilombolas do Vale do Guaporé/Rondôniapt_BR
dc.typeTesept_BR


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