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dc.contributor.authorSamways, Daniel Trevisanpt_BR
dc.contributor.otherMagalhães, Marion Brepohl de, 1956-pt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Históriapt_BR
dc.date.accessioned2019-08-19T15:33:10Z
dc.date.available2019-08-19T15:33:10Z
dc.date.issued2014pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/36464
dc.descriptionOrientadora : Profª Drª Marionilde Dias Brepohl de Magalhãespt_BR
dc.descriptionTese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em História. Defesa: Curitiba, 01/09/2014pt_BR
dc.descriptionInclui referênciaspt_BR
dc.description.abstractResumo: O presente trabalho analisa o discurso de Comunismo Internacional, produzido pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) entre 1970 e 1973. Entende-se que este discurso é permeado por sentimentos como medo e a paranoia em relação aos comunistas e ao comunismo. Os órgãos de repressão da ditadura civil-militar produziram uma grande quantidade de informações sobre aqueles que eram vistos como seus inimigos. Em certa medida, essas informações estão ligadas diretamente à prática da violência, não somente por oferecerem dados sobre suspeitos, mas por apresentarem características negativas e colocarem os comunistas como indivíduos de grande periculosidade e sua doutrina, o comunismo, como algo que visava apenas destruir o mundo ocidental e seus valores. Comunismo Internacional está inserida em uma prática discursiva que colocava opositores como "subversivos" e inimigos da nação, merecendo por isso serem vigiados e punidos. Esta publicação analisava o comunismo em nível global, produzindo informações sobre a ação de comunistas em todos os continentes, além de apresentarem características de como agiam e o que defendiam. Se muitas destas informações eram verdadeiras, outras são fruto da imaginação dos agentes e das notícias nas quais se baseavam. Os comunistas ganhavam uma força e um poder que não eram condizentes com a realidade. A eles atribuíam-se práticas e costumes vistos por determinados setores como imorais, como o uso de drogas e a liberdade sexual. Para estes segmentos, os comunistas representavam o mal e o perigo para a sociedade. Por outro lado, estas informações contribuíam também para a disseminação do medo e da paranoia, pois o "inimigo" poderia estar em todos os lugares, com grande força, além de suas características maléficas. Comunismo Internacional era distribuída em diversos órgãos do governo, desde a Presidência da República, Congresso Nacional, agências de informações e secretarias de segurança pública estaduais. Esta publicação está inserida em um discurso autoritário e paranoico que temia o avanço do comunismo e, ao mesmo tempo, buscava também sua eliminação da cena política. Informações sobre um inimigo imaginado gerou sentimentos e ações violentas.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: This thesis analyzes the discourse of International Communism, produced by the National Intelligence Service (NIS) between 1970 and 1973. It was analyzed that this discourse is permeated by feelings of fear and paranoia towards communists and communism. The organs of repression of civil-military dictatorship produced a large amount of information about those who were viewed as enemies. In certain way, such information is directly linked to the practice of violence, not only for providing data on suspects, but also because they have negative traits and put the Communists as individuals of great danger and its doctrine, communism, as something that was only meant to destroy the Western world and its values. International Communism is embedded in a discursive practice that put opponents as "subversive" and enemies of the nation, deserving therefore be monitored and punished. This publication analyzed communism globally, producing information about the action of Communists in all continents, and also having features as they did and what they stood for. If much of this information were true, others are the imagination of agents and news on which they were based. The communists gained a strength and power that were not consistent with reality. To the communists, they attributed up practices and customs viewed as immoral by certain sectors, such as drug use and sexual freedom. For these segments, the communists represented evil and danger to society. Moreover, this information also contributed to the spread of fear and paranoia, because the "enemy" could be everywhere, with great force, with its evil features. International Communism was distributed in various organs of government since the presidency, Congress, information and secretaries of state public safety agencies. This publication is part of a paranoid and authoritarian discourse which feared the spread of communism and, at the same time, also sought his removal from the political scene. Information about an imagined enemy generated feelings and violent actions.pt_BR
dc.format.extent250f.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.relationDisponível em formato digitalpt_BR
dc.subjectTesespt_BR
dc.subjectHistóriapt_BR
dc.subjectComunismopt_BR
dc.subjectAutoritarismopt_BR
dc.subjectDitadura e ditadorespt_BR
dc.subjectParanoiapt_BR
dc.subjectMedopt_BR
dc.titleInimigos imaginários, sentimentos reais : medo e paranoia no discurso anticomunista do Serviço Nacional de Informações (1970-1973)pt_BR
dc.typeTesept_BR


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