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dc.contributor.advisorPassos, Fernando de Camargopt_BR
dc.contributor.authorRinaldi, Alcides Ricieript_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Biológicas. Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservaçãopt_BR
dc.date.accessioned2014-08-19T17:34:27Z
dc.date.available2014-08-19T17:34:27Z
dc.date.issued2014pt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1884/35814
dc.description.abstractResumo: A capivara é o maior roedor herbívoro e possui larga distribuição pela América do Sul. Devido a sua alta capacidade reprodutiva, ecologia e a adaptabilidade a ambientes antropizados, algumas populações desta espécie causam danos as atividade humanas. Os estudos sobre a ecologia circadiana e de uso de habitat da capivara são restritos ao período diurno, e assim pouco se sabe sobre ela no período noturno. No entanto, estas informações são de fundamental importância, uma vez que auxiliam no planejamento do manejo desta espécie na natureza ou no cativeiro. Desta forma, neste trabalho se descreve quantitativamente o perfil circadiano da capivara, avaliando possíveis diferenças sazonais e a influência de variáveis extrínsecas e intrínsecas sobre a atividade circadiana da capivara. Além disto, desenvolveu-se um estudo da ecologia espacial com o uso de colares GPS que permitiram monitorar nove exemplares de capivara, pertencentes a grupos sociais distintos. No capítulo 1 deste trabalho, é possível verificar que capivaras apresentam um padrão circadiano catemeral do ritmo circadiano, com atividade, em menor ou maior intensidade, ao longo do período diurno, crepuscular e noturno. A atividade foi alterada pela variação sazonal, com picos de concentração diferindo quanto à hora de ocorrência e o grau de concentração, sendo mais concentrados no período frio-seco e mais distribuídos no período quente-úmido. As variáveis que explicaram a variação diária da atividade circadiana da capivara foram velocidade do vento, velocidade de rajada do vento e radiação solar. Além destas, outras cinco variáveis ambientais também influenciaram a atividade circadiana da capivara. Deixaram de ser observadas diferenças significativas da atividade entre sexo dos indivíduos estudados e os horários de forrageio e deslocamento. Estes resultados indicam quais os períodos críticos quanto ao risco de acidentes rodoviários, corroboram com o conceito de sazonalidade da ecologia de mamíferos neotropicais e de influência de variáveis climáticas sobre sua atividade. Já no capítulo 2 é possível visualizar que o método de contenção de capivaras utilizado e o uso da tecnologia GPS no monitoramento são eficientes. Mas, o segundo, é carente de adaptações na forma de instalação do equipamento GPS, como por exemplo, com o uso de peitorais. Ademais, são relatados pequenos procedimentos de segurança para a contensão a campo. Oito dos nove indivíduos monitorados apresentaram estabilização de suas áreas de vida a partir de 2500 localizações. A área de vida esteve entre 17 e 114 hectares. Houve significativa diferença entre a área de uso do período diurno e noturno, e a área domiciliar esteve próxima de 4,8 ± 6,5 hectares. Além disso, o tamanho de área de vida foi correlacionado negativamente com a proporção da área com disponibilidade de alimento. Por outro lado, se observou uma ausência de correlação entre o número de indivíduos e o tamanho da área de vida. O tamanho médio dos grupos sociais esteve entre 23 ± 12 indivíduos, com densidade ecológica de 0,69 ± 0,17 indivíduos/km2. O deslocamento em relação à água foi maior no período noturno. As capivaras selecionaram positivamente às paisagens abertas com abundância de gramíneas e água. Estes resultados reforçam a necessidade de amostragens noturnas em estudos de ecologia e agregam informações importantes sobre a ecologia espacial da capivara em bioma florestal. Palavras-chave: comportamento circadiano, radiotelemetria GPS, Mínimo Polígono Convexo; Média Harmônica; área de vida; área domiciliar; uso de habitat; densidade ecológica; espécie sinantrópica; atropelamentos de animais silvestres; reservatório hidrelétrico de ITAIPU; Mata Atlântica de Interior, Florestas do Alto rio Paraná.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectTesespt_BR
dc.subjectCapivarapt_BR
dc.subjectEcologiapt_BR
dc.titleEcologia de capivaras (Hydrochoerus hydrochaeris, Linnaeus, 1766) em região alterada pela formação de um reservatório hidrelétrico.pt_BR
dc.typeTesept_BR


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