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dc.contributor.authorFigueiredo Junior, Selmo Ribeiropt_BR
dc.contributor.otherNegri, Ligiapt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Letraspt_BR
dc.date.accessioned2020-02-17T14:51:11Z
dc.date.available2020-02-17T14:51:11Z
dc.date.issued2013pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/34583
dc.descriptionOrientadora: Profª. Drª. Lígia Negript_BR
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes, Programa de Pós-Graduação em Letras. Defesa: Curitiba, 03/05/2013pt_BR
dc.descriptionInclui referênciaspt_BR
dc.description.abstractResumo: O objeto focalizado neste trabalho (um objeto teórico) chama-se 'denegação psicológica'. A denegação é um fenômeno mental e linguístico cuja contraparte lógica é ~p (~ = operador de negação; p = proposição lógica independente). Abstraídas as perspectivas modais, uma peculiaridade característica da denegação é que, embora o falante considere que p não é o caso, p na verdade é o caso. Ainda, p é enunciada pelo falante sem ser induzido, sugestionado ou influenciado por outrem ou por elementos de contexto. O que é responsável pela maneira negativa de o falante considerar p é um mecanismo psíquico de defesa (o conteúdo de p é considerado desagradável, por isso é ajuizado negativamente). A qualificação psicológica aludida, da qual a dissertação parte, é de ordem metapsicológica (relativa ao corpo teórico da psicanálise de extração freudiana). O tratamento proposicional da denegação é corroborado em virtude de o conteúdo negado corresponder ao conteúdo de toda a sentença que encerra a denegação. Isso resulta de um teste semântico - aplicado à denegação - que tem por objetivo distinguir a negação de constituinte e a negação sentencial, ambas segundo a tipologia de Ducrot (1973) de negação no nível sentencial. Em nível enunciativo, a tipologia do autor prevê três negações - a descritiva, a metalinguística e a polêmica -, nível no qual a denegação linguisticamente corresponde ao terceiro tipo (a negação polêmica põe em cena duas ou mais opiniões contraditórias entre si, cada qual associada a uma fonte distinta). A teoria lógico-pragmática das alternativas relevantes de Schaffer (2001) é usada para demonstrar quais são as condições de aparecimento da denegação autêntica (se houver saliência da proposição p denegada no contexto corrente quando da enunciação de p, então não se tratará de denegação autêntica). A discussão ainda se vale da lógica epistêmica modal de Hintikka ([1962]1969), permitindo formalizar o fenômeno que, epistemicamente, a um só tempo manifesta uma crença (o que pode ser falso ou verdadeiro) e um saber (o que é necessariamente verdadeiro) e que, modalmente, é consistente com a expressão do estado de coisas de um mundo real e do estado de coisas de um mundo contrafactual. Apresentamos, ainda, a caracterização do fenômeno pela pragmática de Dascal ([1999]2006), na qual a denegação é abordada em relação ao uso social/comunicativo (sociopragmático), ao uso mental associal (psicopragmático) e ao uso existencial (ontopragmático). Por fim, a denegação é comparada com o chamado 'lapso da fala', outro objeto teórico de origem metapsicológica que, da perspectiva lógico-semântica, também aciona o processamento simultâneo de dois estados de coisas possíveis referentes a uma única e mesma situação (THÁ, 1997). Alguns dos resultados da dissertação são uma formalização lógica da denegação; a identificação de quais componentes de significado estão presentes na denegação quando esta é concebida como elocucional (elocução = sentença que é interpretada em situação de uso); a proposta de um modelo pragmático de interpretação específico à denegação; e, ainda, a constatação de que a negação a serviço da denegação pode se apoiar linguisticamente em qualquer uma das formas de valor negativo que o repertório da língua em questão fornece.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: In this work, the focused theoretical object is called 'psychological denegation'. It is a mental and linguistic phenomenon whose logical counterpart is ~p (~ = negation operator; p = independent logical proposition). Excluding the modal perspectives, a peculiar characteristic of denegation is that p is the case even when the speaker considers that p not is the case. Moreover, p is enunciated by the speaker without being induced, suggested or influenced by someone or by any contextual elements. What is responsible for the fact that the speaker considers p in a negative way is a psychical mechanism of defense (the p's content is taken as unpleasant, so it is negatively judged). The alluded psychological qualification (from which the dissertation starts) is of metapsychological order (this order concerns the psychoanalytic theory of Freudian orientation). The propositional treatment of the denegation is corroborated by the reason that the negated content corresponds to the content of the whole sentence where the denegation is. It results of a semantic test - applied to the denegation - whose purpose is to distinguish the constituent negation and the sentential negation, both following the typology of Ducrot (1973) about negation in the sentence level. In enunciative level, the typology of this author predicts three negations - the descriptive, the metalinguistic, and the polemic -, level in which the denegation corresponds linguistically to the third type (the polemic negation shows two or more contradictory opinions between themselves, each one associated with a different source). The logical-pragmatic theory of the relevant alternatives of Schaffer (2001) is used to demonstrate what the conditions of occurrence of the authentic denegation are (if there is salience of the denegated proposition p in the current context when p is enunciated, then it will not be an authentic denegation). The discussion also involves the modal epistemic logic of Hintikka ([1962]1969), that allows formalizing the phenomenon that, epistemically, manifests at the same time a belief (which can be false or true) and a knowledge (which is necessarily true) and, modally, is consistent with the expression of the state of affairs of a real world and of the state of affairs of a counterfactual world. It is still presented here the characterization of the phenomenon by the pragmatics of Dascal ([1999]2006), in which the denegation is approached with respect to the social/communicative use (sociopragmatic), to the asocial mental use (psychopragmatic), and to the existential use (ontopragmatic). At long last, denegation is compared to what is called 'speech error', another theoretical object came originally from metapsychology which, in a logical-semantic perspective, also triggers the simultaneous processing of two possible states of affairs regarding one and the same situation (THÁ, 1997). Some of the results of the dissertation are a logical formalization of the denegation; the identification of which components of meaning are present in the denegation when this latter is conceived as an utterance (utterance = sentence that is interpreted in usage situation); a proposal of a specific pragmatic model of interpretation of the denegation; and also an important observation that the negation serving the denegation can be linguistically supported in any of the forms of negative value of that the repertoire of language in question provides.pt_BR
dc.format.extent128 f. : tabs.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.relationDisponível em formato digitalpt_BR
dc.subjectDissertações - Letraspt_BR
dc.subjectMetapsicologiapt_BR
dc.subjectPragmaticapt_BR
dc.subjectLetraspt_BR
dc.titleDenegação psicológica : aspectos linguísticos e lógicospt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR


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