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dc.contributor.authorAyoub, Dibe Saluapt_BR
dc.contributor.otherPorto, Liliana, 1969-pt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Antropologiapt_BR
dc.date.accessioned2020-07-21T17:35:32Z
dc.date.available2020-07-21T17:35:32Z
dc.date.issued2011pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/26632
dc.descriptionOrientadora: Profª Drª Liliana de Mendonça Portopt_BR
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Parana, Setor de Ciencias Humanas, Letras e Artes, Programa de Pós-Graduação em Antropologia. Defesa: Curitiba, 01/09/2011pt_BR
dc.descriptionInclui referênciaspt_BR
dc.descriptionÁrea de concentração: Antropologia socialpt_BR
dc.description.abstractResumo: A presente dissertação se centra nas experiências vividas pelos posseiros de Pinhão (PR) ao longo de um processo de conflito fundiário com uma indústria madeireira. Nas narrativas dos posseiros sobre o embate por terras, há a constante referência aos jagunços, homens armados que atuavam em prol do projeto de dominação sócio-econômica da firma. As dicotomias e complexidades que marcam esse conflito entre grupos distintos, sugeriram uma discussão que levasse em conta esses dois eixos de composição das memórias dos posseiros, assim como os modos com que estes compreendem os jagunços. Através dos seus relatos, o termo jagunço revelou-se uma construção específica, e desdobrável nas noções de guarda e de pistoleiro. Ele indica tanto uma oposição construída pelos posseiros, quanto a multiplicidade dos laços, categorias e arranjos engendrados no encontro entre a população local e a madeireira. A fim de compreender as narrativas dos posseiros, a análise etnográfica aqui proposta envolve a observação da atual situação dos sujeitos pesquisados, assim como os métodos da história oral. Tendo em vista uma compreensão mais ampla da configuração conflitiva em Pinhão, buscou-se dialogar com a biografia do madeireiro, e com fontes históricas sobre a exploração de madeira e embates em que os jagunços tomaram parte no Paraná. Discute-se, primeiramente, o estabelecimento da empresa no município, ocorrido segundo um projeto capitalista que se constrói sobre bases tradicionais e personalistas. A partir disso, analisa-se o plano de domínio territorial da madeireira, e o lugar dos jagunços dentro dele. Num terceiro momento, intenta-se compreender, através das memórias dos posseiros, quem são os diversos jagunços de que eles falam, e os diferentes modos com que esses agentes se inserem no conflito. Por fim, através das experiências vividas pelos sujeitos em confronto com a empresa, discute-se suas diferentes estratégias de interação com os jagunços,e a constituição de modalidades de resistência posseira face ao projeto madeireiro, ao longo do tempo.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: This dissertation focuses on the experiences lived by the posseiros of Pinhão (PR) on a process of land dispute with a timber industry. In the posseiros’ narratives about the conflict over their lands, there is aconstant reference to the jagunços, who were the firm’s armed men that acted in the interests of the company’s socio-economic domination project. The dichotomies and complexities, which mark this confrontation between distinct groups, suggested a discussion that took into account these two composing axes of the memories of the posseiros, as much as the ways in which they comprehend the jagunços. Through their accounts, the term jagunço proved to be a specific construct that can be unfolded in the notions guarda and pistoleiro. It indicates both an opposition made by the posseiros and the multiplicity of links, categories and arranges conjured up in the encounter between the local population and the industry.In order to understand the narratives of the posseiros, the ethnographic analysis proposed here involves the observation of the current situation of the subjects surveyed, as well as the methods of oral history.With the intention to have a broader understanding of the conflicting setting in Pinhão, the discussion that follows sought to dialogue with the biography of one of the timber company’s entrepreneurs, and with historical sources on the exploitation of wood and some conflicts where jagunços took part in Paraná. The establishment of the company in Pinhão, that occurred under a capitalistic project built on traditional and personal bases, is the first theme argued here. From this, the industry’s territorial domain plan, and the place of the jagunços inside of it, are examined.The third part of the work attempts to understand, through the memories of the posseiros, who are the various jagunços of whom they speak, and the different modes by which these agents enter in the conflict. Finally, through the subjects experiences on the confrontations with the timber industry, it discusses the posseiros’ different strategies of interaction with the jagunços, and the constitution of posseira resistance against the industry’s project.pt_BR
dc.format.extent173f.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.relationDisponível em formato digitalpt_BR
dc.subjectDissertações - Relações étnicaspt_BR
dc.subjectJagunçospt_BR
dc.subjectPosseirospt_BR
dc.subjectMadeireiropt_BR
dc.subjectEtnologiapt_BR
dc.subjectInteração socialpt_BR
dc.subjectSociabilidadept_BR
dc.subjectAntropologiapt_BR
dc.titleMadeira sem lei : jagunços, posseiros e madeireiros em um conflito fundiário no interior do Paranápt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR


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