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dc.contributor.authorVeiga, Marcos Paulo Trindade dapt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciencias Biológicas. Programa de Pós-Graduaçao em Zoologiapt_BR
dc.contributor.otherFreire, Carolina Arruda de Oliveirapt_BR
dc.date.accessioned2011-10-24T09:55:39Z
dc.date.available2011-10-24T09:55:39Z
dc.date.issued2011-10-24
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1884/26233
dc.description.abstractResumo: A introdução de espécies é um dos fatores que mais causa prejuízo a ecossistemas, ocasionando a perda de biodiversidade em ambientes terrestres e aquáticos, tanto marinhos quanto dulcícolas. Regiões portuárias são muito suscetíveis a este processo, e a Baía de Paranaguá é o exemplo mais próximo. Muitos organismos são frequentemente transportados entre áreas portuárias, incrustados nas embarcações ou suspensos em águas de lastro, e podem se estabelecer em locais nos quais não chegariam naturalmente. Um dos fatores determinantes para seu estabelecimento em estuários, onde frequentemente se localizam os portos, é sua tolerância fisiológica às variações ambientais típicas destes ambientes. O potencial de invasão de uma espécie pode ser parcialmente relacionado a esta tolerância fisiológica, e à de organismos nativos que sejam seus competidores diretos. Para analisar este fenômeno, no presente trabalho foram comparadas as cracas (crustáceos cirripédios) introduzida Amphibalanus reticulatus (Utinomi,1967) e nativa Fistulobalanus citerosum (Henry, 1974). Os animais foram coletados no Iate Clube de Paranaguá, que fica próximo ao Porto de Paranaguá. Substratos foram instalados e posteriormente recolhidos com os animais adultos. Estes foram levados para o Laboratório de Fisiologia Comparativa da Osmorregulação (LFCO), do Departamento de Fisiologia da UFPR, onde foram mantidos em condições semelhantes às do local de coleta. As espécies foram expostas a dua modalidades de experimentos em laboratório. Na primeira, o tempo foi fixado em 6h, e as variáveis foram temperatura (10, 20 e 30ºC) e salinidade (0, 20 e 40‰). Na segunda, a temperatura foi fixada em 20ºC e os parâmetros variáveis foram salinidade (0, 10, 20, 30, 40‰) e tempo (9, 12 e 48h). Após a exposição às condições xperimentais, foram coletados os fluidos internos dos animais para as dosagens da osmolalidade e dos íons cloreto, sódio, magnésio e potássio. Também foram retirados os tecidos moles para a determinação de teor hídrico. Foi detectada diferença entre as espécies, sendo que Fist lobalanus citerosum apresentou valores de concentração de fluido mais estáveis, suportando por mais tempo as condições experimentais, e conseguindo sustentar maiores gradientes em relação à água. Amp ibalanus reticulatus demonstrou ser mais sensível a alterações ambientais, principalmente quando exposto a aumento de salinidade (40‰). Os resultados indicaram que F. citerosum é uma espécie que tolera uma maior amplitude de variação ambiental (mais euri-halina e euri-térmica), portanto melhor equipada para resistir a extremos de salinidade e temperatura do que A. reticulatus. Embora A. reticulatus seja a espécie introduzida, e presumivelmente mais resistente a extremos ambientais, F. citerosum apresentou maior tolerância a estas situações. Contudo, estudos adicionais sobre a fisiologia e biologia destas espécies seriam necessários para elucidar quais os mecanismos que fornecem esta vantagem para F. citerosum.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectTesespt_BR
dc.subjectBioinvasãopt_BR
dc.subjectCirripediapt_BR
dc.subjectCrustaceopt_BR
dc.titleComparação da tolerância fisiológica (temperatura e salinidade) entre as cracas (crustacea, Cirripedia) Fistulobalanus Citerosum Henry, 1974 (espécie nativa) e Amphibalanus reticulatus Utinomi, 1967 (espécie invasora)pt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR


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