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dc.contributor.authorAndrioni, Marcelopt_BR
dc.contributor.otherGonçalves, José Eduardopt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Tecnologia. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Recursos Hídricos e Ambientalpt_BR
dc.date.accessioned2010-10-22T13:45:24Z
dc.date.available2010-10-22T13:45:24Z
dc.date.issued2010-10-22
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1884/24669
dc.description.abstractResumo: Analisou-se a influência exercida pela passagem de Frentes Frias (FF) na circulação oceânica no Talude Superior da Bacia de Santos (BS). Essa região do litoral brasileiro tem elevada importância econômica devido às grandes reservas de gás natural e petróleo. Como a realização das atividades de exploração e produção (E&P) depende das condições meteoceanográficas (vento, onda, orrente, etc) – e qualquer interrupção pode acarretar custos de centenas de milhares de dólares por dia – é fundamental conhecer os eventos que possam afetar o escoamento na BS. Sistemas Atmosféricos Frontais atingem a BS com intervalos de 7 a 15 dias aproximadamente. Os ventos dominantes de Leste e Nordeste, associados ao Anticiclone do Atlântico Sul, são substituídos por ventos do quadrante Sul gerados pelo Ciclone Extratropical ao qual a FF está associada. Trabalhos anteriores analisaram principalmente a influência na Plataforma Continental, cuja circulação é essencialmente barotrópica, dominada por correntes eólicas e de maré, regime distinto do encontrado no Talude. Esse estudo utilizou dados medidos em uma bóia meteoceanográfica que ficou fundeada no talude da BS (24° 23’ 40,185” S, 44° 2’ 40,199” W) por aproximadamente 8 meses (Junho/2008 a Fevereiro/2009) em uma lámina da água de 580 metros, portanto sob influência direta da Corrente do Brasil (CB). A bóia estava equipada com estação meteorológica (temperatura do ar, pressão e vento) e um perfilador acústico de corrente (ADCP) capaz de medições a cada 2,5 m entre 6,25 e 53,75 metros de profundidade. Análises espectrais realizadas nas séries de pressão atmosférica e vento mostraram faixas de alta energia associadas aos Sistemas Frontais. Contudo, como o escoamento geostrófico da CB é muito mais intenso do que o gerado por vento locais, nenhum pico significativo foi identificado no espectro de correntes. Partindo-se da corrente total medida pelo ADCP, a identificação da parcela gerada pelo vento local só foi possível com a remoção da corrente de maré e aplicação de EOF (Empirical Orthogonal Function). A série foi dividida em 15 modos, sendo que o primeiro explicava 94% da variància total. Esse modo foi considerado como representativo da CB e a série de velocidade foi reconstituída usando os modos 2 a 15. Além das análises com dados medidos, também foram feitos experimentos numéricos utilizando o modelo hidrodinâmico ROMS (Regional Ocean Modeling System) forçado com ventos sinóticos da Reanálise do NCEP. Quatro casos distintos de passagem de Frentes Frias foram selecionados: Junho, Setembro e Novembro de 2008 e Janeiro de 2009. Em todos os casos analisados, observou-se que a Frente Fria gera uma onda inercial com amplitude de até 20 cm/s, que se estende da superfície até as primeiras dezenas de metros da oluna da água. Portanto, a passagem de um Sistema Atmosférico Frontal não é capaz de inverter o fluxo dominante da CB, mesmo em superfície. O principal efeito da FF foi introduzir uma componente meridional positiva capaz de alterar a direção da corrente superficial em 10° no sentido horário e reduzir sua intensidade em 15%. Na série de corrente de deriva gerada pelo vento, foi detectada a ocorrência e Espirais de Ekman nos dados medidos e modelados. A maior correlação entre o vento e corrente ocorreu com uma defasagem temporal de 3 a 5 horas. A partir do vento com maior correlação, espirais teóricas foram calculadas utilizando a forma discretizada da solução de Ekman. Os resultados foram consistentes, com as espirais calculadas a partir de dados medidos e simulados sendo sempre mais rasas, com maiores velocidades e giro mais intenso do que as espirais teóricas. A profundidade média das espirais medidas e modeladas ficou entre 20 e 30 metros, com velocidades de até 15 cm/s. O ângulo médio entre o vento e a corrente superficial foi consideravelmente menor do que os 45° teóricos, sendo próximo de 10°. A menor espessura das espirais medidas e modeladas deve-se á estratificação, que dificulta a transferência de quantidade de movimento na vertical. Partindo do cisalhamento vertical de correntes, obtiveram-se perfis de viscosidade turbulenta vertical AV . Nos dados modelados, os perfis calculados com as componentes zonal e meridional tinham comportamento similar, enquanto nos dados medidos eles eram muito distintos entre si. Acredita-se que isso ocorre porque os dados modelados são calculados com a suposição de que a turbulência é isotrópica na vertical, ou seja, as equações do movimento nas direções x e y utilizam o mesmo valor de AV . O fato dos perfis de AV nos dados medidos serem diferentes entre si evidencia o caráter anisotrópico da turbulência. Tantos os perfis modelados quando os medidos tiveram valores dentro do esperado para fluxos geofísicos conforme estudos pretéritos: O(10-3)m2/s a O(10-1)m2/s. Mesmo um evento relativamente curto como a passagem de uma Frente Fria é capaz de gerar um escoamento de Ekman no talude da Bacia de Santos. Se o vento for paralelo ás isóbatas, ocorrerá transporte de água na direção da plataforma continental. Resta avaliar-se esse transporte pode gerar subsidência (downwelling), maré meteorológica ou contribuir para homogeneização da água da plataforma.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectTesespt_BR
dc.titleInfluência de Forçantes Locais na camada de Ekman Superficial do Talude Superior da Bacia de Santospt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR


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