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dc.contributor.authorScheer, Maurício Bergaminipt_BR
dc.contributor.otherRoderjan, Carlos Vellozo, 1952pt_BR
dc.contributor.otherCurcio, Gustavo Ribaspt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciencias Agrárias. Programa de Pós-Graduaçao em Engenharia Florestalpt_BR
dc.date.accessioned2013-05-17T17:59:46Z
dc.date.available2013-05-17T17:59:46Z
dc.date.issued2013-05-17
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1884/24033
dc.description.abstractEste trabalho faz parte de um conjunto de estudos sobre os ambientes altomontanos no Paraná, envolvendo a Floresta Ombrófila Densa e Campos (Estepe Ombrofila). E essencial o entendimento de quais e de como as especies vegetais ocupam esses ambientes, das características dos solos onde se desenvolvem, dos potenciais de estocar carbono e de reter água, e de sua dinâmica. Portanto, foram realizados estudos sobre a florística vascular e a estrutura arbórea da floresta altomontana de varias montanhas de importantes blocos/serras que compõem o Complexo da Serra do Mar no Parana: Serra do Ibitiraquire, Serra da Prata, Serra Gigante e Serra da Igreja. Os dados foram agrupados aos disponíveis para outros trechos paranaenses e comparados com os de trabalhos realizados em outras florestas altomontanas, das regiões Sul e Sudeste do Brasil. Para a Serra da Igreja, também foi realizado estudo pedológico, com estimativas dos potenciais de estoque de carbono e de retenção de água, com analises isotópicas (d13C) e datações por 14C da fracão humina para inferir sobre como a ocupação desses ambientes pelas fitotipias florestais e campestres foi influenciada por mudanças climáticas durante o final do período Quaternário. Nas florestas altomontanas das quatro serras amostradas, foram detectadas 346 especies vegetais vasculares, pertencentes a 87 famílias. A família com maior riqueza especifica foi Myrtaceae, com 34 especies (10% do total). A florística arbórea dos trechos amostrados na Floresta Ombrófila Densa Altomontana apresentou a menor similaridade entre as três grandes serras comparadas, com índices um pouco maiores com as florestas altomontanas da região de Aparados da Serra Geral (SC) e menores com a Serra da Mantiqueira (SP, RJ e MG). O estudo fitossociológico resultou em 2294 indivíduos amostrados (PAP . 10 cm) pertencentes a 28 famílias e 78 especies. Agrupando as demais serras paranaenses, as cinco especies com maior porcentagem de importância estrutural foram Ilex microdonta, Siphoneugena reitzii, Drimys angustifolia, Ocotea porosa e Ilex chamaedrifolia. Os trechos amostrados na Serra do Mar no Parana apresentaram menor riqueza arbórea que os amostrados na Serra da Mantiqueira (MG) e maior que os nos Aparados da Serra Geral (SC). Na Serra da Igreja, os principais solos encontrados nos campos altomontanos foram Organossolos Haplicos Fibricos/Sapricos típicos e terricos e nas florestas altomontanas foram Gleissolos Haplicos Aliticos típicos, estes resultantes da expressiva ação de processos morfogenéticos. Os estoques de carbono por unidade de area nos solos dos campos são superiores aos das florestas altomontanas, sendo ambos considerados altos, comparados aos de outros ecossistemas disponíveis na literatura. Outra importante característica ambiental desses solos e a alta capacidade de retenção hídrica devido a sua elevada porosidade total verificada nos horizontes hísticos. Das seis datações, a mais antiga (2625 anos AP) foi observada no horizonte hístico mais profundo (entre 30 e 40 cm de profundidade), proximo ao contato litico no perfil mais raso de Organossolo no campo altomontano. A unica datacao na floresta, no horizonte glei imediatamente abaixo do hístico (entre 25 e 35 cm) revelou idade de apenas 900 anos AP. Todos os valores de d13C indicaram plantas C3, tanto nos horizontes dos solos do campo quanto nos solos na floresta. Apesar da Serra da Igreja, certamente apresentar campos altomontanos provenientes do final do Pleistoceno, como em outros estudos no Sul e Sudeste do Brasil, os sítios estudados, pela sua posição no relevo, são, pelo menos, do inicio do Holoceno tardio, quando condições de maior umidade propiciaram a colonização/recolonização das cumeeiras da Serra da Igreja, coincidindo com o período, frequentemente documentado na literatura, de avanço de florestas sobre campos e cerrados.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectEngenharia agráriapt_BR
dc.subjectTesespt_BR
dc.subjectSolos organicospt_BR
dc.subjectComunidades vegetais - Paranápt_BR
dc.subjectCarbono - Isotopospt_BR
dc.titleAmbientes altomontanos no Paranápt_BR
dc.typeTesept_BR


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