Suplementação com óleo de peixe em ratos diabéticos : avaliação de parâmetros bioquímicos sanguíneos e da resposta imunológica

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Data
2009Autor
Pequito, Danielle Cristina Tonello
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Diabetes mellitus (DM) representa um grupo de distúrbios metabólicos que apresentam em comum a hiperglicemia. Atualmente, a classificação proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a DM baseia-se na forma de tratamento. Assim, pode-se classificá-la em DM tipo 1, DM tipo 2, DM gestacional e outros tipos específicos de DM. DM tipo 1 é caracterizado pela destruição autoimune das células ß pancreáticas produtoras de insulina. Indivíduos diabéticos apresentam elevada incidência de doenças cardiovasculares e infecciosas. Àcidos graxos poliinsaturados ômega-3 (AGPI n3) são lipídios essenciais e estão relacionados à redução da triacilglicerolemia e colesterolemia. Estes AGPI n3 podem modular a função das células imunitárias através de alterações na estrutura das membranas celulares, modulando vias de transdução de sinais e a produção de mediadores lipídicos. Assim, nosso estudo objetivou avaliar os efeitos dos AGPI n3 sobre parâmetros bioquímicos sanguíneos e função das células imunitárias em ratos diabéticos. Diabetes experimental foi induzida em ratos da linhagem Wistar machos adultos através da injeção intravenosa de estreptozotocina (45 mg/kg). Após a constatação do quadro diabético (7 dias após a inoculação) os animais foram divididos em 8 grupos: controle ou diabético (C ou D), suplementado com óleo de peixe (OP e D/OP) ou gordura de coco (GC e D/GC) (1g/kg b.c.), e tratados com insulina (D/OP/I D/GC/I) (4UI).Foram analisados glicemia, triacilglicerolemia e colesterolemia e alguns parâmetros da funcionalidade de macrófagos obtidos da cavidade peritoneal dos ratos e neutrófilos sanguíneos, como a fagocitose de zimosan, retenção de vermelho neutro, produção de ânion superóxido (O2-) e de peróxido de hidrogênio (H2O2) (EROS). Proliferação de linfócitos mesentéricos estimulados com Concanavalina A também foi avaliada. Diabetes experimental resultou em hiperglicemia e hipertriacilglicerolemia. Suplementação com óleo de peixe reduziu a triacilglicerolemia (35%) e colesterolemia (46%) nos animais diabéticos e, o tratamento com insulina reduziu estes parâmetros nos grupo D/GC/I (46% e 57%).Diabetes experimental aumentou (31,4%) a fagocitose de macrófagos peritoneais, porém reduziu a retenção de vermelho neutro (33,7%) e a produção das EROS (49,8% e 42,5%, para ânion e peróxido), enquanto suplementação com óleo de peixe aumentou (102,7%) a retenção de vermelho neutro e a produção das EROS (42,5% e 43,1% para ânion e peróxido) e, já o tratamento com insulina resultou em redução de todos estes parâmetros. Já em neutrófilos sanguíneos, diabetes experimental resultou em aumento na retenção de vermelho neutro (43,7%) e redução na produção de H2O2 (33,7%). Já a suplementação com óleo de peixe aumentou a fagocitose (115%), retenção de vermelho neutro (20,8%) e produção de H2O2 (56,4%). O tratamento com insulina promoveu aumento na produção de H2O2 somente no grupo D/GC/I (33,4%). Com relação à proliferação de linfócitos, houve redução (49,5%) para os linfócitos obtidos de animais não diabéticos suplementados com óleo de peixe ou gordura de coco. Diabetes experimental resultou em redução (50%) na proliferação e, o tratamento com insulina restaurou este parâmetro nos dois grupos tratados, D/OP/I e D/GC/I. Nossos resultados sugerem que óleo de peixe reduz o risco de doenças cardiovasculares e melhora a funcionalidade das células imunitárias em indivíduos diabéticos. Diabetes mellitus (DM) representa um grupo de distúrbios metabólicos que apresentam em comum a hiperglicemia. Atualmente, a classificação proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a DM baseia-se na forma de tratamento. Assim, pode-se classificá-la em DM tipo 1, DM tipo 2, DM gestacional e outros tipos específicos de DM. DM tipo 1 é caracterizado pela destruição autoimune das células ß pancreáticas produtoras de insulina. Indivíduos diabéticos apresentam elevada incidência de doenças cardiovasculares e infecciosas. Àcidos graxos poliinsaturados ômega-3 (AGPI n3) são lipídios essenciais e estão relacionados à redução da triacilglicerolemia e colesterolemia. Estes AGPI n3 podem modular a função das células imunitárias através de alterações na estrutura das membranas celulares, modulando vias de transdução de sinais e a produção de mediadores lipídicos. Assim, nosso estudo objetivou avaliar os efeitos dos AGPI n3 sobre parâmetros bioquímicos sanguíneos e função das células imunitárias em ratos diabéticos. Diabetes experimental foi induzida em ratos da linhagem Wistar machos adultos através da injeção intravenosa de estreptozotocina (45 mg/kg). Após a constatação do quadro diabético (7 dias após a inoculação) os animais foram divididos em 8 grupos: controle ou diabético (C ou D), suplementado com óleo de peixe (OP e D/OP) ou gordura de coco (GC e D/GC) (1g/kg b.c.), e tratados com insulina (D/OP/I D/GC/I) (4UI).Foram analisados glicemia, triacilglicerolemia e colesterolemia e alguns parâmetros da funcionalidade de macrófagos obtidos da cavidade peritoneal dos ratos e neutrófilos sanguíneos, como a fagocitose de zimosan, retenção de vermelho neutro, produção de ânion superóxido (O2-) e de peróxido de hidrogênio (H2O2) (EROS). Proliferação de linfócitos mesentéricos estimulados com Concanavalina A também foi avaliada. Diabetes experimental resultou em hiperglicemia e hipertriacilglicerolemia. Suplementação com óleo de peixe reduziu a triacilglicerolemia (35%) e colesterolemia (46%) nos animais diabéticos e, o tratamento com insulina reduziu estes parâmetros nos grupo D/GC/I (46% e 57%).Diabetes experimental aumentou (31,4%) a fagocitose de macrófagos peritoneais, porém reduziu a retenção de vermelho neutro (33,7%) e a produção das EROS (49,8% e 42,5%, para ânion e peróxido), enquanto suplementação com óleo de peixe aumentou (102,7%) a retenção de vermelho neutro e a produção das EROS (42,5% e 43,1% para ânion e peróxido) e, já o tratamento com insulina resultou em redução de todos estes parâmetros. Já em neutrófilos sanguíneos, diabetes experimental resultou em aumento na retenção de vermelho neutro (43,7%) e redução na produção de H2O2 (33,7%). Já a suplementação com óleo de peixe aumentou a fagocitose (115%), retenção de vermelho neutro (20,8%) e produção de H2O2 (56,4%). O tratamento com insulina promoveu aumento na produção de H2O2 somente no grupo D/GC/I (33,4%). Com relação à proliferação de linfócitos, houve redução (49,5%) para os linfócitos obtidos de animais não diabéticos suplementados com óleo de peixe ou gordura de coco. Diabetes experimental resultou em redução (50%) na proliferação e, o tratamento com insulina restaurou este parâmetro nos dois grupos tratados, D/OP/I e D/GC/I. Nossos resultados sugerem que óleo de peixe reduz o risco de doenças cardiovasculares e melhora a funcionalidade das células imunitárias em indivíduos diabéticos.
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