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dc.contributor.advisorSilva, Paulo Vinicius Baptista da, 1965-pt_BR
dc.contributor.authorAmaral, Arleandra Cristina Talin dopt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Educação. Programa de Pós-Graduação em Educaçãopt_BR
dc.date.accessioned2020-08-12T13:53:32Z
dc.date.available2020-08-12T13:53:32Z
dc.date.issued2008pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/16953
dc.descriptionInclui apendicept_BR
dc.descriptionOrientador : Paulo Vinícius Baptista da Silvapt_BR
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação. Defesa: Curitiba, 07/07/2008pt_BR
dc.descriptionInclui bibliografia e anexopt_BR
dc.description.abstractResumo: O presente trabalho buscou compreender o que é ser criança e viver a infância na escola. Os sujeitos da pesquisa foram crianças de idade entre cinco e seis anos, que freqüentavam uma turma do primeiro ano do ensino fundamental de nove anos, em uma escola de educação integral no município de Curitiba. O marco referencial está articulado com uma concepção que identifica a criança como um sujeito social, atuante, capaz de posicionar-se frente às experiências vivenciadas em seu cotidiano. Como metodologia, optou-se por desenvolver uma pesquisa qualitativa de cunho etnográfico, que teve a observação, registrada em "diário de bordo", como principal instrumento de coleta de dados na pesquisa de campo. O texto destaca a ampliação do ensino fundamental, retratando as peculiaridades desse processo no Estado do Paraná, onde o ensino fundamental de nove anos, contrariando a legislação nacional, foi implementado para muitas crianças de cinco anos e a transição da educação infantil para o primeiro ano do ensino fundamental de nove anos aconteceu, de forma atípica, no decorrer do ano letivo de 2007. Assim, o foco principal foi analisar as estratégias que as crianças constroem, entre elas e com os adultos, para apropriação dos processos educativos na transição da educação infantil para o primeiro ano do ensino fundamental de nove anos. Para tanto abordam-se as mudanças ocorridas na organização do trabalho pedagógico no interior da escola, buscando identificar as perspectivas das crianças sobre o que é ser criança e viver a infância na escola. Como resultados da pesquisa destaca-se que os posicionamentos das crianças, quanto à transição da educação infantil para o ensino fundamental, indicaram que o primeiro ano do ensino fundamental de nove anos tem exigências em demasia e que, na educação infantil, o tempo é melhor distribuído. As análises das estratégias utilizadas pelas crianças para apropriaremse dos processos educativos na transição da educação infantil para o ensino fundamental, possibilitaram perceber que elas criam estratégias individuais e coletivas para, ora atender, ora subverter as regras, utilizando transgressões criativas que lhes possibilitam encontrar brechas para exteriorizar sua ludicidade, criando espaços para brincar dentro e fora de sala de aula. Os diálogos e interações das crianças, com seus pares e com os adultos apontaram que elas possuem um entendimento abrangente do mundo, uma vez que discutem temáticas complexas como gênero, classe, raça-etnia, apresentando um repertório para o debate muito maior do que o explorado pela escola. Como considerações finais, reitera-se o entendimento da criança como um sujeito social e histórico, que produz cultura e é nela produzido, sendo, portanto, um interlocutor legítimo das pesquisas educacionais voltadas à compreensão da infância. Ressalta-se, ainda, a importância do diálogo com as crianças, como uma possibilidade de contribuir para uma mudança de paradigma que culmine na construção de propostas pedagógicas mais coerentes com as especificidades das muitas infâncias e, na questão específica da mudança para o ensino fundamental de nove anos, as crianças consideraram a antecipação que vivenciaram como repleta de impropriedades.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: The present work searched to understand what it is to be a child and live the childhood in the school. The subjects of the research were children at the age of five and six years old, who attended a first grade group of the Elementary School of Nine Years, at a school of integral education in the district of Curitiba. The referential research-mark is articulated with a conception, which identifies the child as a social subject, active, able to stand before the experiences lived in his/her day-to-day life. As the methodology, an ethnographic qualitative research was developed, which had the observation registered in an "on board diary" as the main instrument to collect the data in the field research. The text highlights the expansion of the Elementary School, portraying the peculiarities of this process in the State of Paraná, where the Elementary School of Nine Years, opposing to the national legislation, was implemented for many children at the age of five, and the transition of the kindergarten School to the first year of the Elementary School of Nine Years happened in an atypical way during the academic year of 2007. Thus, the main focus was to analyze the strategies that the children build among themselves and with the adults in order to appropriate of the educational processes in the transition of the kindergarten education to the first grade of the Elementary School of Nine Years. For that, it is approached the changes occurred in the organization of the pedagogical process within the school in the search of identifying the children’s perspectives about what it is to be a child and live the childhood in the school. As the result of the research, it is remarked that the children’s position about the transition from the Kindergarten Education to the Elementary School Education indicated that the first year of Elementary School of Nine years has overloading requirements and that in the Kindergarten Education, time is better distributed. The analyses of the strategies used by the children to appropriate themselves of the educational processes in the transition from the Kindergarten Education to the Elementary School, allowed the be perceived that the children create individual and collective strategies for either to follow or break the rules, using creative transgressions, which allow them to find gaps to bring out their playfulness, creating spaces to play inside and outside the classroom. The children’s dialogues and interactions with their pairs and the adults point out that they have a privileged understanding of the world, as they are able to discuss complex themes such as gender, social classes, ethnic-race, presenting a bigger repertoire for debates than that explored by the school. As the final considerations, the children as a social and historical subject who produces culture and is produced in it, is here reinforced, thus, being a legitimate interlocutor of educational research toward the childhood understanding. The importance of the dialogue with the children is also pointed as a possibility to contribute to a paradigm change, which culminate in the construction of more coherent pedagogical propositions with the many childhoods’ specificities, and in the specific matter of the change to the Elementary School of Nine years, the children considered the anticipation they experienced as full of improprieties.pt_BR
dc.format.extent132 p. : il.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.relationDisponível em formato digitalpt_BR
dc.subjectEnsino fundamentalpt_BR
dc.subjectEducação de criançaspt_BR
dc.subjectInfância - Escolapt_BR
dc.subjectDissertações - Educaçãopt_BR
dc.subjectEducaçãopt_BR
dc.titleO que é ser criança e viver a infância na escola : uma análise da transiçao da educaçao infantil para o ensino fundamental numa escola municipal de Curitibapt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR


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