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dc.contributor.advisorGonçalves, Nadia Gaiofatto, 1971-pt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Educação. Programa de Pós-Graduação em Educaçãopt_BR
dc.creatorSantos, Edilene Maria Leite dospt_BR
dc.date.accessioned2023-04-14T15:08:39Z
dc.date.available2023-04-14T15:08:39Z
dc.date.issued2023pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/81993
dc.descriptionOrientadora: Prof.ª Dr.ª Nadia Gaiofatto Gonçalvespt_BR
dc.descriptionTese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação. Defesa : Curitiba, 02/03/2023pt_BR
dc.descriptionInclui referênciaspt_BR
dc.description.abstractResumo: Durante a ditadura civil-militar (1964-1985) foi promulgada a Lei 5.692/71, responsável, dentre outras coisas, pela reformulação curricular do ensino e a criação de disciplinas da área das humanidades. Nesta conjuntura, História e Geografia foram inseridas em Integração Social para as turmas de 1ª a 4ª séries e Estudos Sociais para as turmas de 5ª a 8ª séries que, por sua vez, passaram a compor, de forma obrigatória, os currículos das escolas brasileiras. Na Rede Municipal de Ensino de Curitiba, a inserção da Integração Social no currículo das turmas de 1ª a 4ª séries apareceu pela primeira vez em 1975. Este contexto gerou o objetivo deste trabalho: analisar o ensino de História na proposta de Integração Social para as turmas de 1ª a 4ª séries, em escolas municipais de Curitiba, no contexto da ditadura civil-militar e o retorno desta disciplina, aos currículos destas mesmas turmas, pós-período ditatorial (década de 1980). Sob essa premissa, a pesquisa demonstra de que forma a Rede Municipal de Ensino de Curitiba se adequou à Lei 5.692, gerando normativas e prescrições para nortear o trabalho das professoras regentes que lecionavam os conteúdos de História inseridos em Integração Social, bem como o reflexo disso na prática pedagógica. O presente trabalho demonstra, também, a forma como tais professoras dialogaram com essas normativas e prescrições. Para a fundamentação teórica das questões analisadas, foram utilizados o conceito de disciplina escolar proposto por André Chervel, as concepções de currículo escolar propostas por Ivor Frederick Goodson, e os conceitos de apropriação e representação de Roger Chartier. Com relação à delimitação da periodização, optou-se pelo recorte que se estende de 1975 - ano da instituição da Integração Social (1ª a 4ª séries) na Rede Municipal a 1888 – ano da publicação do Currículo Básico Municipal (1988), quando foi possível perceber as prescrições relacionadas ao ensino de História, não mais inserido em Integração Social. O presente trabalho foi dividido em três capítulos, todos compostos por uma narrativa baseada em fontes escritas e orais. O primeiro é destinado à trajetória do ensino da História e dos Estudos Sociais no Brasil. O segundo, destinase ao ensino da História inserido na proposta de Integração Social para as turmas de 1ª a 4ª séries, da Rede Municipal de Ensino de Curitiba. O terceiro capítulo faz menção ao retorno da História como disciplina específica no currículo da 1ª a 4ª séries e ao desmonte dos Estudos Sociais. O desenvolvimento deste trabalho permitiu concluir que, partindo do pressuposto que o currículo deve ser compreendido em sua constituição histórica e social, independente da época, observou-se como o cumprimento das prescrições não pode ser generalizado, pois isso tem a ver com a forma como cada professor se apropria das normativas, gerando diferentes representações sobre como lecionar determinada disciplina. No caso das professoras regentes da Rede Municipal de Curitiba, a partir de um "diálogo" com as prescrições municipais, determinavam quais e como os conteúdos de História, inseridos ou não em Integração Social, seriam lecionados para as turmas de 1ª a 4ª séries. Além disso, o fato dessas professoras não serem habilitadas em História e estarem acostumadas a trabalhar essa disciplina de forma integrada à Geografia, sob a perspectiva tradicional, demonstrou que se tratava de uma cultura escolar já instituída, que impactava nas decisões das docentes em sala de aula.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: Established during the civil-military dictatorship of 1964-1985, the Law n. 5.692/71 has reformed the teaching curriculum and created subjects within the Human Sciences, among other changes. In this sense, Social Integration diluted the subjects of History and Geography from the first to the fourth grades, and Social Studies did the same from the fifth to the eighth grades, becoming mandatory in Brazilian school curricula. Starting in 1975, the public school system of Curitiba has included Social Integration classes from the first to the fourth grades. This is the focus of the dissertation: to analyze the teaching of History within Social Integration, from the first to the fourth grades, in the public school system of Curitiba during the dictatorship years, until the return of History as a subject of its own in post-dictatorship curricula (1980s). The research demonstrates in what way the public school system adjusted itself to the Law n. 5.692 as it prescribed normative sets to guide the work of teachers responsible for History contents, placed into Social Integration, as well as how this affected the pedagogical practice. Likewise, the dissertation addresses how the teachers have dealt with such normative sets. The theoretical basis for analysis were André Chervel’s concept of school subjects, Ivor Frederick Goodson’s conception of school curriculum and Roger Chatier’s concepts of appropriation and representation. The chosen timeframe starts in 1975, the year Social Integration was first instituted, until 1988, the year of the establishment of the Basic Curriculum – when it became possible to understand directives in the teaching of History no longer inserted within Social Integration. Three chapters compose a narrative based on oral and written sources. The first focuses on the path of the teaching of History and Social Studies in Brazil. The second addresses the teaching of History within Social Integration, from the first to the fourth grades of Curitiba’s public school system. The third presents a discussion about the return of History as a specific subject from first to fourth grades curricula and the Social Studies dismantle. Ultimately, considering that the curriculum must be understood as a historical and social construction, regardless of when and where, it is not possible to generalize how normative sets were followed since each teacher has individually appropriated the guidelines and created distinct representations on how to teach each subject. The teachers from Curitiba’s public school system were able to determine which contents they would explore and how this would take place, within Social Integration or not, when teaching first to fourth grades. Furthermore, the fact that the teachers were not graduated in History and the habit of teaching it connected to Geography, with a traditional perspective, demonstrates how established the school culture already was, influencing decisions made in the classroom.pt_BR
dc.format.extent1 recurso online : PDF.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectEducação - Estudo e ensinopt_BR
dc.subjectHistoria - Estudo e ensinopt_BR
dc.subjectHistória (Ensino fundamental)pt_BR
dc.subjectEnsino - Curriculospt_BR
dc.subjectEducação e Estadopt_BR
dc.subjectEducaçãopt_BR
dc.titleCaminhos do ensino de história para as turmas de 1a. a 4a. séries das escolas municipais de Curitiba-PR : dos estudos sociais ao currículo básico (1975-1988)pt_BR
dc.typeTese Digitalpt_BR


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