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dc.contributor.advisorArgüello, Katie Silene Cáceres, 1969-pt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Jurídicas. Curso de Graduação em Direitopt_BR
dc.creatorConcatto, Andrea Milanipt_BR
dc.date.accessioned2023-09-25T15:44:51Z
dc.date.available2023-09-25T15:44:51Z
dc.date.issued2008pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/30966
dc.descriptionOrientador: Katie Silene Cáceres Argüellopt_BR
dc.descriptionMonografia (graduação) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Jurídicas, Curso de Graduação em Direitopt_BR
dc.description.abstractO avanço tecnológico que vem ocorrendo ao longo dos últimos anos proporcionou o crescimento das agências de informação, que cada vez mais contribuem para a construção social da criminalidade. Os meios de comunicação difundem a violência de forma exacerbada, alardeando que os índices de criminalidade vêm aumentando a cada dia. A população recebe mensagens violentas das mais variadas formas, seja através de telejornais, revistas, rádios e jornais impressos, ou através de discussões próprias do cotidiano em que se tenta entender a origem de tamanha violência. A divulgação exacerbada de crimes contribui para aumentar a sensação de insegurança, difundindo a cultura do medo na sociedade. O objetivo deste trabalho foi avaliar o impacto que causam tais notícias, bem como entender porque tanta atenção dos meios de comunicação se volta para esses crimes. Os roubos, homicídios e outras formas de criminalidade (às vezes até condutas violentas que não representam crimes) são abordados de maneira exaustiva pelos meios de comunicação, disseminando o medo na população, que passa a pedir medidas repressivas cada vez maiores. A resposta estatal ocorre através de leis penais cada vez mais severas, criação de novos tipos legais e desrespeito das garantias fundamentais em nome do "combate ao crime". Essa repressão se volta principalmente contra as camadas mais pobres da população, a grande massa de excluídos do sistema capitalista neoliberal, uma vez que as notícias apresentadas relacionam os crimes a esse grupo social através de um processo seletivo e estigmatizante. É como se essa camada da população fosse responsável por todas as mazelas da sociedade. Atribui-se então ao criminoso a condição de inimigo que deve ser combatido. Por outro lado, dificilmente a mídia expõe crimes cometidos pelos poderosos. Isso porque são eles que detêm a propriedade dos meios de comunicação, a financiam ou dela necessitam para vender seus produtos. Não interessa à mídia informar sobre tais crimes, primeiro, porque eles não rendem audiência, segundo, porque é de fundamental importância para os detentores de poder que o sistema continue como está. Enquanto a atenção da opinião pública estiver voltada para os excluídos, a questão política e económica fica esquecida. As reais raízes da desigualdade ficam imunes diante de todo esse processo. A mídia representa um instrumento de controle social informal essencial para a legitimação do Direito Penal e a manutenção desse sistema desigual e excludente.pt_BR
dc.format.extent79 f.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.relationDisponível em formato digitalpt_BR
dc.subjectComunicação de massapt_BR
dc.subjectDireito penalpt_BR
dc.subjectCrimept_BR
dc.subjectCriminosos - Na comunicação de massapt_BR
dc.titleO papel dos meios de comunicação na construção social da criminalidadept_BR
dc.typeTCC Graduaçãopt_BR


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