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<title>II Congresso de Saúde Coletiva da UFPR</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/90017</link>
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<pubDate>Tue, 05 May 2026 22:09:37 GMT</pubDate>
<dc:date>2026-05-05T22:09:37Z</dc:date>
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<title>DIFICULDADES DE ATUAÇÃO PERCEBIDAS POR PROFISSIONAIS DE SAÚDE MENTAL DO NÚCLEO DE APOIO À SAÚDE DA FAMÍLIA EM MUNICÍPIOS DE MG</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/90961</link>
<description>DIFICULDADES DE ATUAÇÃO PERCEBIDAS POR PROFISSIONAIS DE SAÚDE MENTAL DO NÚCLEO DE APOIO À SAÚDE DA FAMÍLIA EM MUNICÍPIOS DE MG
RAFAELA FERNANDES LOURENÇO; VANESSA CRISTINA DE PAIVA OLIVEIRA; CARLOS ALBERTO PEGOLO DA GAMA; MARIA ADELAIDE JANUÁRIO DE CAMPOS; VÍVIAN ANDRADE ARAÚJO COELHO; DENISE ALVES GUIMARÃES
Introdução: Apesar dos avanços registrados na atenção em SM a partir da Reforma Psiquiátrica, ainda estão presentes problemas relacionados à permanência do modelo biomédico e dificuldades de integração entre diferentes níveis da atenção em saúde. O Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF) surgiu como uma proposta de transferência de tecnologia de especialistas para os profissionais da APS e buscando construir mudanças nas práticas profissionais na área de SM. 
Objetivos: Este estudo buscou identificar e analisar dificuldades relacionadas à atuação dos profissionais de SM dos NASFs de alguns municípios da macrorregião Oeste de Minas Gerais.
Materiais e métodos: Foi realizada em 2017, pesquisa qualitativa, de caráter exploratório, por meio de entrevista semiestruturada com profissionais dos NASFs que atuavam na área de SM em 11 municípios na macrorregião Oeste de Minas Gerais. O campo de estudo considerou os municípios que possuíam NASF na macrorregião, que é composta por 54 municípios, distribuídos em 6 microrregiões. Foram considerados 2 municípios de cada microrregião, sendo o município polo e outro município sorteado. Quando no município polo não havia NASF implantado, foram sorteados 2 municípios da microrregião que possuíam o serviço. Nos municípios com mais de uma equipe de NASF, também foi feito sorteio para definição da inclusão. Houve recusa de participação de um profissional e o estudo foi conduzido considerando-se 11 municípios, sendo 6 de pequeno porte e 5 de médio porte. O roteiro de entrevistas foi baseado nas ações previstas na portaria do NASF e na Edição dos Cadernos da Atenção Básica – Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Caderno 39). Todos os princípios éticos para resguardar o sigilo e não identificação dos informantes.
Resultados: Os profissionais identificaram problemas de atuação relacionadas às condições de trabalho inadequadas; alta rotatividade dos profissionais; falta de capacitação; estigmas e preconceitos relacionados à SM e aos sujeitos em sofrimento psíquico. Estão presentes entre os profissionais da APS expectativas de que os profissionais de SM do NASF se dediquem a atendimentos individualizados e essa é uma prática predominante entre eles, a despeito da atuação preconizada para o NASF. Estão presentes dificuldades para desenvolvimento de práticas interdisciplinares e trabalho em rede. Apesar dos problemas identificados, reconhecem a importância do NASF em relação às mudanças culturais e no processo de trabalho e cuidado em SM.
Considerações finais: As dificuldades identificadas representam limitação para a atenção em SM na APS e no avanço das propostas do NASF; impedem o avanço da política de SM na APS, criando obstáculos ao avanço de ações intersetoriais e interdisciplinares; além de favorecem a manutenção da lógica biomédica pautada na clínica individualizada.
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<pubDate>Fri, 31 Jul 2020 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2020-07-31T00:00:00Z</dc:date>
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<title>AVALIAÇÃO DA REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL DAS REGIÕES DE SAÚDE DE MINAS GERAIS</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/90958</link>
<description>AVALIAÇÃO DA REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL DAS REGIÕES DE SAÚDE DE MINAS GERAIS
LEONARDO ISOLANI E ANDRADE; MARCO TÚLIO RESENDE CLEMENTINO; ANA LUÍZA MOREIRA PAUFERRO; DENISE ALVES GUIMARÃES; VÍVIAN ANDRADE ARAÚJO COELHO; CARLOS ALBERTO PEGOLO DA GAMA
Introdução: Após quase 20 anos da implantação da reforma psiquiátrica no Brasil e 10 anos da instituição da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), importantes passos foram dados para a ampliação, integração e articulação dos pontos de atenção à Saúde Mental. Porém, nota-se que não são todas as regiões que contam com a presença de todos os serviços e componentes estabelecidos na RAPS. Objetivo: Avaliar a implantação e oferta dos serviços de apoio à saúde mental através de um indicador da RAPS. Método: Foram coletados os números de Equipes de Saúde da Família (eSF), Núcleos de Apoio a Saúde da Família (NASF), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Leitos de Hospital Geral (LHG) nas bases de dados e-Gestor AB e Datasus de todos os municípios de Minas Gerais. Depois, os dados foram agrupados por micro e macrorregiões. Então, foi calculado o índice de cada componente separado. O índice de CAPS foi calculado considerando que a modalidade CAPS I atende 50 mil habitantes, a CAPS III 150 mil e as outras 100 mil cada uma. O de ESF definiu que cada equipe atende até 2 mil habitantes. O de NASF considerou que o NASF 1 atende até 9 eSF, o NASF 2 até 4 eSF e o NASF 3 até 2 eSF. E o de LHG definiu que cada leito supre o acesso a até 23 mil habitantes. Por fim, somou-se os quatro índices e dividiu por 4 para chegar no Índice RAPS (iRAPS) e avaliar a real situação da assistência à saúde mental. Resultados: O iRAPS do estado foi 0,72. As macrorregiões com os maiores índices são: Nordeste (1,07), Leste do Sul (0,99) e Jequitinhonha (0,98); e as com os menores são: Triângulo do Sul (0,56), Noroeste (0,57) e Centro (0,59). Porém, podemos perceber que mesmo estando em uma macrorregião com o melhor acesso, há microrregiões com baixa oferta, como é o caso de Nanuque (0,45) da macro Nordeste (1,07), evidenciando os vazios assistenciais no estado. Considerações Finais: Percebe-se que a implantação da RAPS em algumas regiões de Minas Gerais ainda está em processo, enquanto que outras estão mais avançadas. Dessa forma, fica evidente, com o iRAPS, que é necessário um aprimoramento igualitário das regiões de saúde do estado para que, assim, tais discrepâncias possam se reduzir ao máximo e ofertar os serviços saúde em diferentes níveis de complexidade para a população.
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<pubDate>Fri, 31 Jul 2020 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2020-07-31T00:00:00Z</dc:date>
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<title>TERAPIA COMUNITÁRIA INTEGRATIVA E A ABORDAGEM JUNTO A PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/90957</link>
<description>TERAPIA COMUNITÁRIA INTEGRATIVA E A ABORDAGEM JUNTO A PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
RENATA JACOBOVSKI; RENATA JACOBOVSKI; LUÍS FELIPE FERRO
Introdução: As Práticas Integrativas e Complementares do SUS (PICS), atualmente previstas pela política pública nacional de Saúde, são métodos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais. A Terapia Comunitária Integrativa (TCI), uma destas práticas, promove encontros interpessoais heterogêneos para o compartilhamento de experiências, contribuindo para a formação de uma consciência social. Objetivo: Relatar a experiência vivenciada por meio da realização de rodas de TCI junto à população de rua. Métodos: o presente trabalho se constitui por meio do relato de experiência na condução de 22 rodas de TCI com pessoas em situação de rua, realizadas semanalmente entre maio e outubro de 2019, na Unidade de Proteção Social Especial de Média Complexidade (Centro POP Matriz) de Curitiba. Dados sobre as rodas serão apresentados, assim como sua estrutura. Resultados: A média de participantes por roda foi de 19 pessoas, a menor se constituiu de 7 integrantes e a maior com 31. Mais da metade dos indivíduos de todas as rodas foram do sexo masculino e 75% dos participantes estavam na faixa de idade entre os 20 e 59 anos. Conforme os princípios da TCI, todas as atividades foram realizadas em círculos, compartilhando experiências e saberes de maneira horizontal. Os participantes foram acolhidos e expuseram, no centro da roda, objetos que lhes eram significativos. As rodas foram estruturadas de acordo com as etapas da TCI: acolhimento inicial; escolha do tema, configurada para incitar os presentes a pensar sobre o que e por que falar; contextualização, a partir da qual o escolhido explana coletivamente sua inquietação e os demais podem fazer perguntas; problematização, fase em que o problema é levado da esfera individual para a coletiva a fim de que surjam soluções comunitárias de enfrentamento. Por fim, ocorre o encerramento, em que todos ficam apoiados em pé e referem o que estão levando da roda. As únicas regras utilizadas, apresentadas no acolhimento, são de fazer silêncio enquanto o outro falar, falar apenas de si, acolher o outro e não julgar e presentear o grupo com músicas, piadas, ditados, entre outras opções de cultura. Com base nas atividades, os problemas que mais afligem os participantes, conforme sua percepção, foram: angústia por morar na rua; desemprego; falta de um lar; uso de drogas/vício/abstinência; e conflitos familiares. Dentre as soluções de enfrentamento em relação aos problemas abordados, as mais apresentadas foram: reconciliação/apoio familiar; apoio espiritual; apoio de amigos/conhecidos; o trabalho informal; o estudo; o cuidado da saúde mental; a força pessoal/vontade própria. Conclusão: As rodas de TCI demonstraram grande potência para a constituição de um espaço coletivo de compartilhamento de experiências e formação de vínculos sociais, assim como para motivar os participantes a desenvolver as estratégias elaboradas coletivamente.
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<pubDate>Fri, 31 Jul 2020 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2020-07-31T00:00:00Z</dc:date>
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<title>SIGNIFICADOS PARA AS FAMÍLIAS DOS FATORES RELACIONADOS À AUTOINTOXICAÇÃO DE JOVENS</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/90960</link>
<description>SIGNIFICADOS PARA AS FAMÍLIAS DOS FATORES RELACIONADOS À AUTOINTOXICAÇÃO DE JOVENS
PAOLA KALLYANNA GUARNERI CARVALHO DE LIMA; MARCELLE PAIANO; PATRÍCIA SUGUYAMA; MAGDA LÚCIA FÉLIX DE OLIVEIRA
Objetivo: Compreender o significado dos fatores relacionados à tentativa de suicídio para famílias de jovens que tentaram suicídio por autointoxicação. Método: Pesquisa qualitativa, exploratória e retrospectiva, realizada por autópsia psicossocial de oito casos de tentativas de suicídio de jovens autointoxicados nos anos de 2011 a 2016 notificados ao Centro de Controle de Intoxicações da Universidade Estadual de Maringá. Para investigar a vida desses jovens antes e após os eventos, utilizou-se a Ficha Epidemiológica de Ocorrência Toxicológica da autointoxicação e um roteiro semiestruturado de entrevista familiar, para entrevista narrativa e domiciliar, aplicadas a familiares que coabitavam com os jovens. As narrativas foram transcritas e os resultados analisados por análise de conteúdo categorial temática. Resultados: Quanto às características pessoais dos jovens, sete eram do sexo feminino, sendo que uma se declarou bissexual, e um jovem se declarou gay, dois possuíam algum transtorno mental, três faziam uso de medicamentos psicoativos, dois faziam uso de drogas e dois informaram automutilação anterior. A idade do momento da autointoxicação variou de 14 a 19 anos e no momento da entrevista variou de 18 a 25 anos, tendo residência a como local predominante para a tentativa de suicídio. Todas as famílias negaram outras tentativas de suicídio, mas os fatores de sofrimento do ato suicida ainda estavam presentes ou aumentados, e os (re)significados para as famílias eram de diminuí-los ou até negá-los. Importante registrar a diminuição da assistência psicossocial e psiquiátrica e o desconhecimento da assistência pelo sistema de saúde pública. Considerações finais: O reconhecimento da permanência dos fatores de risco pode auxiliar o profissional de saúde a determinar clinicamente o risco ao suicídio e tentativa de suicídio e, a partir desta determinação, estabelecer estratégias para reduzi-lo.
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<pubDate>Fri, 31 Jul 2020 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2020-07-31T00:00:00Z</dc:date>
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