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<title>40001016084P2 Programa de Pós-Graduação em Tocoginecologia e Saúde da Mulher</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/64847</link>
<description>anterior a 2019, ver Programa de Pós-Graduação em Tocoginecologia</description>
<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 11:41:25 GMT</pubDate>
<dc:date>2026-04-23T11:41:25Z</dc:date>
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<title>Efeito da testosterona transdérmica no desejo sexual na pós menopausa</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/98611</link>
<description>Efeito da testosterona transdérmica no desejo sexual na pós menopausa
Resumo: Justificativa: A via transdérmica para administração de testosterona é uma opção promissora devido à sua conveniência e menor risco de efeitos adversos visando melhorar a saúde sexual das mulheres na pós-menopausa com diminuição do desejo sexual. O uso da testosterona no Brasil e em diversos países do mundo ainda é off-label, não existindo em nosso país fórmulas regulamentadas e seguras de testosterona em gel transdérmico para mulheres. Objetivo: Avaliar as concentrações de testosterona sérica em mulheres usuárias de testosterona transdérmica manipulada em comparação com o placebo. Avaliar a variabilidade das concentrações de testosterona em mulheres usuárias de testosterona transdérmica manipulada. Comparar os efeitos da utilização da testosterona transdérmica no índice de satisfação sexual, através do questionário FSFI (Female Sexual FunctionIndex, ou Índice da Função Sexual Feminina), assim como seus domínios. Metodologia: Mulheres (n = 47) com queixa de diminuição desejo sexual foram triadas de acordo com os critérios de inclusão e exclusão. As participantes foram divididas em dois grupos previamente randomizados. Foram coletadas amostras de sangue para realização de exames laboratoriais, preencheram os questionários FSFI antes e depois do início do tratamento. E a seguir orientadas a fazer uso diário da formulação prescrita (veículo Biolipídio com placebo, Estradiol transdérmico 0,5mg e Noretisterona 0,35mg via oral ou Biolipídio com Testosterona 2mg Estradiol transdérmico e Noretisterona 0,35mg via oral) de acordo com o grupo a que pertenciam. As participantes e os pesquisadores permaneceram cegos até o final do estudo dos resultados. Resultados: O grupo Testosterona apresentou aumento significativo dos níveis séricos de Testosterona Total (p=0,001) e IAL (Índice de Androgênio Livre) (p=0,004) e nos escores dos domínios desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, satisfação e dor do FSFI, assim como no escore geral (p=0,002). O grupo placebo não apresentou aumento dos níveis séricos de Testosterona Total (p=0,821) nem de IAL (p=0,301). Mas apresentou melhora no domínio dor, os outros domínios não apresentaram melhora nem no escore geral. Ambos os grupos não alteraram o valor de SHBG (Globulina Carreadora de Hormônios Sexuais). Conclusão: A terapia transdérmica com Testosterona aumenta os níveis séricos de Testosterona Total e o IAL comparado com o placebo. A variabilidade das concentrações de Testosterona do grupo estudado foi significativa mostrando a dificuldade em avaliar e comprovar as propriedades farmacocinéticas e farmacodinâmicas dos medicamentos manipulados. A administração de testosterona transdérmica associada à terapia hormonal estrogênica combinada ou isolada melhoram os domínios desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, satisfação e dor; Abstract: Justification: The transdermal route for testosterone administration is a promising option due to its convenience and lower risk of adverse effects, aimed at improving sexual health in postmenopausal women with decreased sexual desire. The use of testosterone in Brazil and several other countries is still off-label, and there are no regulated and safe formulations of transdermal testosterone gel for women available in our country. Objective: To evaluate serum testosterone concentrations in women using compounded transdermal testosterone compared to a placebo. To assess the variability of testosterone concentrations in women using compounded transdermal testosterone. To compare the effects of transdermal testosterone use on sexual satisfaction indices through the FSFI (Female Sexual Function Index) questionnaire, as well as its domains. Methodology: Women (n = 47) with complaints of decreased sexual desire were screened according to inclusion and exclusion criteria. Participants were divided into two previously randomized groups. Blood samples were collected for laboratory tests, and the FSFI questionnaires were filled out before and after the start of treatment. They were instructed to use the prescribed formulation daily (Biolipid vehicle with placebo, transdermal Estradiol 0. 5mg, and oral Norethisterone 0. 35mg, or Biolipid with Testosterone 2mg, transdermal Estradiol, and oral Norethisterone 0. 35mg) according to the group they belonged to. Both participants and researchers remained blinded to the results until the end of the study. Results: The Testosterone group showed a significant increase in serum levels of Total Testosterone (p=0,001) and Free Androgen Index (FAI) (p=0,004) and in the scores of the FSFI domains of desire, arousal, lubrication, orgasm, satisfaction, and pain, as well as in the overall score (p=0,002). The placebo group did not show an increase in serum levels of Total Testosterone (p=0,821) or FAI (p=0,301).However, there was an improvement in the pain domain, but no improvement in the other domains or the overall score. Both groups did not alter SHBG (Sex Hormone-Binding Globulin) values. Conclusion: Transdermal testosterone therapy increases serum levels of Total Testosterone and FAI compared to placebo. The variability of testosterone concentrations in the studied group was significant, showing the difficulty in evaluating and proving the pharmacokinetic and pharmacodynamic properties of compounded medications. The administration of transdermal testosterone combined with estrogenic hormonal therapy, either combined or alone, improves the domains of desire, arousal, lubrication, orgasm, satisfaction, and pain
Orientador: Prof. Dr. Jaime Kulak Júnior; Banca: Jaime Kulak Junior (Presidente da Banca), Carlos Afonso Garcez Maestri e Iris Rabinovich; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Tocoginecologia e Saúde da Mulher. Defesa : Curitiba, 11/07/2025; Inclui referências; Área de concentração: Tocoginecologia
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<pubDate>Wed, 01 Jan 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/1884/98611</guid>
<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Modulação imunológica placentária na infecção por Sars Cov-2 : polarização M1/M2 das células de Hofbauer</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/101081</link>
<description>Modulação imunológica placentária na infecção por Sars Cov-2 : polarização M1/M2 das células de Hofbauer
Resumo: A COVID-19, doença causada pelo Coronavírus da Síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV-2), foi declarada pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2020 e se caracteriza por alta transmissibilidade por meio de gotículas respiratórias. Embora muitos casos sejam assintomáticos ou leves, indivíduos com comorbidades apresentam maior risco de evolução grave. Na gestação, as alterações fisiológicas maternas aumentam a suscetibilidade a complicações associadas a infecções respiratórias virais. Diante desse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar a resposta imunológica placentária em gestantes com COVID-19, com ênfase na identificação, quantificação e caracterização fenotípica dos histiócitos de Hofbauer, bem como na expressão dos imunomarcadores CD68, iNOS e esfingosina nos vilos placentários. Trata-se de um estudo transversal, com coleta retrospectiva de dados, realizado entre maio de 2020 e dezembro de 2021, em dois hospitais da cidade de Curitiba. Foram incluídas 71 placentas de gestantes com diagnóstico confirmado de COVID-19 e 11 placentas de gestantes sem histórico da infecção, coletadas no período pré-pandemia. As amostras foram submetidas à análise histopatológica, imunohistoquímica e à detecção molecular do SARS-CoV-2 por RT-qPCR. A imunomarcação foi realizada utilizando anticorpos anti-CD68, marcador de macrófagos, iNOS, associado ao fenótipo pró-inflamatório M1, e esfingosina, relacionada ao fenótipo anti-inflamatório M2. A quantificação dos histiócitos de Hofbauer foi realizada por análise morfométrica das vilosidades placentárias, e os dados foram submetidos à análise estatística, considerando fatores maternos, gestacionais e do concepto. Observou-se aumento significativo na expressão de CD68 e esfingosina nas placentas de gestantes com COVID-19 (p &lt; 0,05), indicando maior número de histiócitos de Hofbauer com predominância do fenótipo M2. A expressão de esfingosina apresentou valores mais elevados em gestantes com COVID-19 associada ao diabetes, embora essa associação não tenha atingido significância estatística quando analisada isoladamente segundo fatores maternos ou fetais. As comorbidades maternas foram mais frequentes no grupo COVID-19 (52,1% vs. 36,36%), sem diferença estatística, e os distúrbios hipertensivos da gestação ocorreram exclusivamente nesse grupo (11,3%). Não foram observadas diferenças significativas quanto à idade materna, idade gestacional ao parto, peso neonatal ou sexo dos recém-nascidos. As alterações histopatológicas placentárias foram frequentes em ambos os grupos, sem diferença estatisticamente significativa; Abstract: COVID-19, a disease caused by the severe acute respiratory syndrome coronavirus 2 (SARS-CoV-2), was declared a pandemic by the World Health Organization (WHO) in 2020 and is characterized by high transmissibility through respiratory droplets. Although many cases are asymptomatic or mild, individuals with comorbidities are at increased risk of severe disease progression. During pregnancy, maternal physiological changes increase susceptibility to complications associated with viral respiratory infections. In this context, the present study aimed to analyze the placental immune response in pregnant women with COVID-19, with emphasis on the identification, quantification, and phenotypic characterization of Hofbauer cells, as well as the expression of the immunomarkers CD68, iNOS, and sphingosine in placental villi. This was a cross-sectional study with retrospective data collection, conducted between May 2020 and December 2021 in two hospitals in the city of Curitiba, Brazil. A total of 71 placentas from pregnant women with confirmed COVID-19 and 11 placentas from pregnant women without a history of infection, collected during the pre pandemic period, were included. The samples were subjected to histopathological and immunohistochemical analyses, as well molecular detection of SARS-CoV-2 by RT qPCR. Immunostaining was performed using anti-CD68 antibodies, a macrophage marker; iNOS, associated with the pro-inflammatory M1 phenotype; and sphingosine, related to the anti-inflammatory M2 phenotype. Quantification of Hofbauer cells was carried out through morphometric analysis of placental villi, and the data were subjected to statistical analysis considering maternal, gestational, and fetal factors. A significant increase in the expression of CD68 and sphingosine was observed in the placentas of pregnant women with COVID-19 (p &lt; 0.05), indicating a higher number of Hofbauer cells with predominance of the M2 phenotype. Sphingosine expression showed higher values in pregnant women with COVID-19 associated with diabetes; however, this association did not reach statistical significance when analyzed separately according to maternal or fetal factors. Maternal comorbidities were more frequent in the COVID-19 group (52.1% vs. 36.36%), with no statistically significant difference, and hypertensive disorders of pregnancy occurred exclusively in this group (11.3%). No significant differences were observed regarding maternal age, gestational age at delivery, neonatal birth weight, or newborn sex. Placental histopathological alterations were frequent in both groups, with no statistically significant difference between them
Orientação: Profª Dra. Meri Bordignon Nogueira; Coorientadora:  Profª Dra. Lucia de Noronha; Banca: Meri Bordignon Nogueira (Presidente da Banca), Sonia Mara Raboni e Camila Marcon; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Tocoginecologia e Saúde da Mulher. Defesa : Curitiba, 27/11/2025; Inclui referências
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<pubDate>Wed, 01 Jan 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/1884/101081</guid>
<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Comparação entre a expressão de Ki67 e o escore de recorrência pelo Oncotype DX® nos carcinomas luminais de mama</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/100709</link>
<description>Comparação entre a expressão de Ki67 e o escore de recorrência pelo Oncotype DX® nos carcinomas luminais de mama
Resumo: Introdução: As decisões relativas ao tratamento do câncer de mama são complexas. Na doença em estadios iniciais, há uma constante busca em se identificar quais pacientes se beneficiarão da quimioterapia. Dentre os testes genéticos mais utilizados há o Oncotype DX®, um marcador prognóstico validado para prever a recorrência da doença e o benefício da quimioterapia. Entretanto, seu alto custo ainda é uma limitação importante. Como uma alternativa financeiramente mais viável, utiliza-se o índice de proliferação celular determinado pelo antígeno Ki67. Objetivo: Avaliar a porcentagem da expressa~o do Ki67 e sua relac¸a~o com o escore de recorre^ncia Oncotype DX® nos carcinomas luminais de mama e associar com dados epidemiológicos, tamanho, tipo e grau histolo'gico do tumor e subtipo molecular. Materiais e métodos: Foram analisados 79 resultados de Oncotype DX® disponíveis nos últimos 5 anos e comparados com os respectivos laudos anátomo-patológicos e imuno histoquímicos. Foram tabelados os dados de tamanho, tipo e grau histológico, estratificados de acordo com a AJCC, e a presença ou não de metástase linfonodal. Nos laudos imuno-histoquímicos foram coletadas informações sobre a expressão dos receptores hormonais e o índice de proliferação celular Ki67. Nos laudos de Oncotype DX® foram obtidos os dados do escore de recorrência (RS). Resultados: As 79 pacientes incluídas no estudo foram divididas em faixas etárias = 50 anos e &gt; 50 anos. A média de idade foi de 56 anos, a maioria em estadio clínico I com tumores = 2 cm (72,2%) com predomínio de carcinomas de tipo não especial (73,4%) e com grau tumoral 2 (72,2%). A grande maioria não apresentava comprometimento linfonodal (91,1%). Entre as pacientes abaixo de 50 anos, o risco intermediário foi o mais encontrado (60,7%). Neste grupo, o ponto de corte para Ki67 pelo ajuste da curva ROC foi de 37% (p=0,032), com sensibilidade de 85,7% e especificidade de 61,9% para discriminar pacientes de baixo e alto risco. Nas pacientes acima de 50 anos, o risco baixo foi prevalente (70,6%). O ponto de corte para Ki67 pelo ajuste da curva ROC foi 33% (p=0,040), com sensibilidade de 93,3% e a especificidade de 41,7%. Para estes pontos de corte, o coeficiente de concordância kappa foi estimado em 0,29. Conclusões: O Ki67 apresentou correlação com o escore de recorrência Oncotype DX® com pontes de corte de 37% para pacientes = 50 anos e 33% para pacientes &gt; 50 anos. Não foi encontrada correlação RS e KI67 com o grau histológico tumoral (p = 0,903) porém foi encontrada correlação com o tamanho tumoral quando = 2 cm (p = 0,0001). O índice kappa demonstrou baixa concordância, o que sugere que o Ki67 não deve ser utilizado isoladamente para tomada de decisão terapêutica, e sim, associado a fatores clínicos como idade, tamanho do tumor e comprometimento linfonodal; Abstract: Introduction: Decisions regarding breast cancer treatment are complex. In early stage disease, there is a constant search to identify which patients will benefit from chemotherapy. Among the most widely used genetic tests is Oncotype DX®, a validated prognostic marker for predicting disease recurrence and the benefit of chemotherapy. However, its high cost is still a major limitation. As a more financially viable alternative, the cell proliferation index determined by the Ki67 antigen is used. Objective: To evaluate the percentage of Ki67 expression and its relationship with the Oncotype DX® recurrence score in luminal breast carcinomas and associate it with epidemiological data, tumor size, type and histological grade, and molecular subtype. Materials and methods: 79 Oncotype DX® results available in the last 5 years were analyzed and compared with the respective anatomopathological and immunohistochemical reports. Data on size, type, and histological grade were tabulated, stratified according to the AJCC, and the presence or absence of lymph node metastasis. Information on the expression of hormone receptors and the Ki67 cell proliferation index was collected from the immunohistochemical reports. Data on the recurrence score (RS) were obtained from the Oncotype DX® reports. Results: The 79 patients included in the study were divided into age groups = 50 years and &gt; 50 years. The mean age was 56 years and the majority were in clinical stage I, with tumors = 2 cm (72.2%), with a predominance of carcinomas of no special type (73.4%) and tumor grade 2 (72.2%). The vast majority did not present lymph node involvement (91.1%). Among patients under 50 years of age, intermediate risk was the most common (60.7%). In this group, the cutoff point for Ki67 by ROC curve adjustment was 37% (p=0.032), with sensitivity of 85.7% and specificity of 61.9% to discriminate low- and high-risk patients. In patients over 50 years of age, low risk was prevalent (70.6%). The cutoff point for Ki67 by ROC curve adjustment was 33% (p=0.040), with sensitivity of 93.3% and specificity of 41.7%. For these cutoff points, the kappa coefficient of agreement was estimated at 0.29. Conclusions: Ki67 correlated with the Oncotype DX® recurrence score with cutoff points of 37% for patients = 50 years of age and 33% for patients &gt; 50 years of age. No correlation was found between RS and KI67 with tumor histological grade (p = 0.903), but a correlation was found with tumor size when = 2 cm (p = 0.0001). The kappa index showed low agreement. The results suggest that Ki67 should not be used alone for therapeutic decision-making, but rather associated with clinical factors such as age, tumor size and lymph node involvement
Orientadora: Profa. Dra. Ana Paula Martins Sebastião; Banca: Ana Paula Martins Sebastião (Presidente da Banca), Iris Rabinovich, Vinicius Milani Budel e Lucia de Noronha; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Programa de Pós-Graduação em Tocoginecologia e Saúde da Mulher. Defesa : Curitiba, 18/11/2025; Inclui referências
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<pubDate>Wed, 01 Jan 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/1884/100709</guid>
<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Internações psiquiátricas femininas em hospital sul-brasileiro antes, durante e após a pandemia de Covid-19 : análise retrospectiva e comparativa</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/100648</link>
<description>Internações psiquiátricas femininas em hospital sul-brasileiro antes, durante e após a pandemia de Covid-19 : análise retrospectiva e comparativa
Resumo: A pandemia de COVID-19 teve impactos significativos e duradouros sobre a saúde mental da população mundial. As mulheres são consistentemente apontadas como grupo mais vulnerável, em razão da interação entre fatores biológicos, socioculturais e econômicos, incluindo o aumento da violência e das desigualdades de gênero. No Brasil, um dos países mais afetados pela crise sanitária e com elevada prevalência de transtornos mentais como depressão e ansiedade, a análise de internações psiquiátricas constitui estratégia útil para estimar repercussões psicossociais. Embora investigações anteriores tenham utilizado dados do Sistema Único de Saúde (SUS), poucas realizaram análises temporais amplas e nenhuma com enfoque em gênero ou no setor privado. Este estudo teve como objetivo investigar o efeito da pandemia sobre os padrões de internação femininas em um hospital psiquiátrico privado de Curitiba, Paraná, comparando-se homens e mulheres nos períodos pré-pandêmico, pandêmico e pós-pandêmico. Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo e quantitativo, que analisou dados sociodemográficos e clínicos de 3.701 internações ocorridas entre janeiro de 2019 e dezembro de 2022. Os resultados mostraram redução de 28,8% nas admissões em 2020, aumento do tempo de permanência durante a pandemia, sobretudo entre homens (16 para 21 dias; p &lt; 0,001), maiores taxas de reinternação masculinas na pandemia (22,1% vs. 14,5%; p &lt; 0,001) e predomínio de diagnósticos por uso de substâncias nesse grupo. Entre as mulheres, a idade mediana foi inferior (30 vs. 35 anos no pós-pandemia; p &lt; 0,001), com predominância de transtornos do humor e personalidade, risco significativamente maior do que os homens de internações involuntárias durante a pandemia (54,7% vs. 44,6%; OR = 1,49; IC95%: 1,23–1,91) e mais de três vezes a chance de internação por risco de suicídio em todo o período (OR = 3,65; IC95%: 3,17–4,19; p &lt; 0,001). Conclui-se que a pandemia impactou de maneira distinta os padrões de internação psiquiátrica de mulheres e homens, revelando maior vulnerabilidade feminina em faixa etária mais jovem, maior risco de internações involuntárias e por suicidalidade, além da predominância de transtornos de humor. Este estudo traz evidências inéditas sobre assistência hospitalar em saúde mental no setor privado brasileiro e reforça a necessidade de estratégias em cuidado psicossocial e políticas públicas sensíveis a especificidades regionais, socioeconômicas e de gênero, considerando sua relevância tanto o contexto atual pós-pandêmico quanto para futuras crises sanitárias; Abstract: The COVID-19 pandemic had significant and lasting impacts on the mental health of the global population. Women have consistently been identified as a vulnerable group due to the interaction of biological, sociocultural, and economic factors, including increased violence and gender inequalities. In Brazil, one of the countries most affected by the pandemic and with a high prevalence of mental disorders such as depression and anxiety, the analysis of psychiatric hospitalizations is a useful strategy to estimate psychosocial repercussions. Although previous investigations have used data from government public health databases, few have carried out broader temporal analyses, and none with a focus on gender or the private sector. This study aimed to investigate the effect of the pandemic on female hospitalization patterns in a private psychiatric hospital in Curitiba, Paraná, comparing men and women in the pre-pandemic, pandemic, and post-pandemic periods. This is an observational, retrospective, and quantitative study that analyzed sociodemographic and clinical data from 3,701 hospitalizations between January 2019 and December 2022. Results showed a 28.8% reduction in admissions in 2020, increased length of stay during the pandemic, especially among men (16 to 21 days; p &lt; 0.001), higher male readmission rates during the pandemic (22.1% vs. 14.5%; p &lt; 0.001), and a predominance of substance use disorders in this group. Among women, the median age was lower (30 vs. 35 years in the post-pandemic period; p &lt; 0.001), with a predominance of mood and personality disorders, significantly higher risk of involuntary admissions compared to men during the pandemic (54.7% vs. 44.6%; OR = 1.49; 95% CI: 1.23–1.91), and more than three times the likelihood of hospitalization due to suicide risk throughout the period (OR = 3.65; 95% CI: 3.17–4.19; p &lt; 0.001). In conclusion, the pandemic differently affected psychiatric hospitalization patterns of men and women, revealing greater female vulnerability at younger ages, higher risk of involuntary admissions and suicide-related hospitalizations, and predominance of mood disorders. This study provides unprecedented evidence on mental health hospital care in the Brazilian private sector and reinforces the need for psychosocial care strategies and public policies sensitive to regional, socioeconomic, and gender-specific issues, considering their relevance both in the current post-pandemic context and in future health crises
Orientadora: Prof.ª Dra. Sarah Cristina Zanguellini Rückl; Coorientador: Prof. Dr. Renato Mitsunori Nisihara; Banca: Sarah Cristina Zanguellini Rückl (Presidente da Banca), Rafael Massuda e Vivian Ferreira do Amaral; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Tocoginecologia. Defesa : Curitiba, 31/10/2025; Inclui referências
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<pubDate>Wed, 01 Jan 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/1884/100648</guid>
<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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