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<title>40001016054P6 Programa de Pós-Graduação em Sistemas Costeiros e Oceânicos</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/39697</link>
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<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 16:06:27 GMT</pubDate>
<dc:date>2026-07-02T16:06:27Z</dc:date>
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<title>Interações entre microalgas bênticas, ficotoxinas e microplásticos, e potenciais efeitos a organismos marinhos</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/105799</link>
<description>Interações entre microalgas bênticas, ficotoxinas e microplásticos, e potenciais efeitos a organismos marinhos
Resumo: A poluição plástica constitui um dos principais desafios ambientais contemporâneos, impulsionada pela liberação contínua de nano- e microplásticos (NMPs) nos ecossistemas marinhos e costeiros. Essas partículas não atuam apenas como contaminantes físicos persistentes, mas também como superfícies reativas capazes de interagir com organismos e compostos químicos na coluna d’água, modificando rotas de exposição e potenciais efeitos tóxicos ao longo das cadeias tróficas. Em ambientes marinhos, os NMPs podem servir como substrato para a colonização de microalgas, incluindo espécies produtoras de toxinas, além de adsorverem compostos lipofílicos dissolvidos na água, como ficotoxinas. Considerando a severidade e o modo de ação generalista das toxinas produzidas por dinoflagelados bênticos nocivos, bem como o amplo espectro de interações potenciais entre NMPs e organismos marinhos, o objetivo geral deste trabalho foi investigar como os NMPs modulam a biodisponibilidade, o transporte e os efeitos biológicos de partículas plásticas e ficotoxinas ao longo de níveis tróficos diversos, desde microalgas até consumidores filtradores. Para isso, foram realizados experimentos laboratoriais controlados integrando a caracterização de partículas plásticas, ensaios de colonização e adsorção, análises fisiológicas e morfológicas em microalgas, além da quantificação de toxinas e abordagens histológicas e multi-ômicas para avaliar os potenciais impactos em bivalves marinhos. Partículas plásticas de diferentes tamanhos, formas e composições apresentaram capacidades distintas de colonização por microalgas bentônicas, bem como de adsorção de toxinas. A colonização ocorre rapidamente, enquanto a adsorção de toxinas lipofílicas é favorecida em partículas menores com superfícies modificadas pelo processo de envelhecimento, cujas propriedades físico-químicas são modificadas por processos ambientais de degradação. Dessa forma, este estudo demonstra que os NMPs podem atuar como reservatórios móveis de células tóxicas e de toxinas dissolvidas, ampliando a persistência e a biodisponibilidade desses compostos em ambientes costeiros. Quando o tamanho das partículas plásticas é inferior ao das microalgas, a interação passa a afetar diretamente os produtores primários. Em células algais expostas, NMPs induziram respostas fisiológicas e morfológicas dependentes do tamanho das partículas, incluindo a redução do crescimento populacional, alterações pigmentares e estresse fotossintético. Partículas menores (0.1 µm) e misturas de tamanhos (0.1, 1 e 2 µm) intensificaram esses efeitos, promovendo agregação celular e acelerando processos de senescência, com potenciais implicações para a dinâmica do fitoplâncton e o destino vertical das partículas plásticas no ambiente marinho. Em níveis tróficos superiores, embora os efeitos diretos dos NMPs já sejam amplamente documentados, a associação entre plásticos e toxinas de algas representa uma via adicional de risco, particularmente relevante para organismos suspensívoros, como os bivalves, que desempenham papel ecológico fundamental e constituem importante fonte de alimento humano. Neste estudo, a incorporação de toxinas adsorvidas aos NMPs resultou em maior retenção do contaminante nos tecidos, intensificação de alterações histológicas e ativação de respostas moleculares associadas a estresse celular, biotransformação e desregulação estrutural, indicando que os plásticos podem amplificar os efeitos tóxicos de ficotoxinas lipofílicas. Em um nível adicional de interação, a incorporação de partículas plásticas por microalgas pode atuar como um mecanismo eficiente de transferência trófica de NMPs para bivalves. As microalgas funcionam como vetores que concentram e redistribuem partículas plásticas, modulando sua biodisponibilidade de acordo com o tamanho das partículas e os processos digestivos do consumidor. Quando oferecidos em conjunto com as microalgas, NMPs dispararam respostas celulares e moleculares específicas em diferentes tecidos, além de potenciais efeitos indiretos dependentes do tempo de maturação da mistura microalga–NMP. De forma integrada, este trabalho demonstra que os NMPs atuam como mediadores dinâmicos de estresse químico e biológico nos ecossistemas marinhos. A relevância desses processos é ampliada pela elevada persistência do lixo plástico no ambiente, consequência direta de uma sociedade fortemente dependente do plástico. O crescente corpo de evidências científicas sobre os impactos negativos do plástico na saúde dos oceanos e da população humana reforça a urgência de transformar conhecimento científico em ação, acelerando a transição para um modelo em que o uso do plástico seja restrito a setores essenciais e associado a estratégias eficazes de redução, gestão e reaproveitamento de resíduos; Abstract: Plastic pollution represents one of the major contemporary environmental challenges, driven by the continuous release of nano- and microplastics (NMPs) into marine and coastal ecosystems. These particles act not only as persistent physical contaminants but also as reactive surfaces that interact with organisms and chemical compounds in the water column, thereby modifying exposure pathways and potential toxic effects along trophic chains. In marine environments, NMPs can serve as substrates for microalgae colonization, including toxin-producing species, while also adsorbing lipophilic compounds dissolved in seawater, such as phycotoxins. Considering the severity and broadly acting modes of action of toxins produced by harmful benthic dinoflagellates, as well as the broad spectrum of potential interactions between microplastics and marine organisms, the general objective of this work was to investigate how NMPs modulate the bioavailability, transport, toxin transfer, and biological effects of plastic particles and phycotoxins across different trophic levels, from microalgae to filter-feeding consumers. To achieve this, controlled laboratory experiments were conducted integrating plastic particle characterization, colonization and toxin adsorption assays, physiological and morphological assessment in exposed microalgae, as well as toxin quantification, histological and multiomics approaches to evaluate the potential impacts to marine bivalves. Plastic particles of different sizes, shapes, and polymeric compositions exhibited distinct capacities for colonization by benthic microalgae and for toxin adsorption. Colonization occurred rapidly, whereas the adsorption of lipophilic toxins was enhanced in smaller particles and by environmentally aged plastic surfaces, whose physicochemical properties are modified by degradation processes. As a result, NMPs can act as mobile reservoirs of toxic cells and dissolved toxins, increasing the persistence and bioavailability of these compounds in coastal environments. When plastic particles are smaller than microalgal cells, plastics can affect primary producers directly. NMPs associated with algal cells induced size-dependent physiological and morphological responses, including reduced population growth, pigment alterations, and photosynthetic stress. Smaller particles (0.1 µm) and mixed-size (0.1, 1 e 2 µm) suspensions intensified these effects, promoting cell aggregation and accelerating senescence processes, with potential implications for phytoplankton dynamics and the vertical fate of plastic particles in marine environments. At higher trophic levels, although the direct effects of NMPs are already well documented, the association between plastics and algal toxins represents an additional risk, particularly relevant for filter-feeding organisms such as bivalves, which play a fundamental ecological role and constitute an important seafood source. The incorporation of toxins adsorbed to NMPs resulted in increased contaminant retention in tissues, intensified histological alterations, and activated molecular responses associated with cellular stress, biotransformation, and structural dysregulation, indicating that plastics can amplify the toxic effects of lipophilic phycotoxins. At an additional level of interaction, the incorporation of plastic particles by microalgae can act as an efficient mechanism for the trophic transfer of NMPs to bivalves. Microalgae act as vectors concentrate and redistribute plastic particles, modulating their bioavailability according to particle size and the consumer’s digestive processes. When offered together with microalgal cells, NMPs induce tissue-specific cellular and molecular responses, as well as potential indirect effects depending on the exposure route. Overall, this work demonstrates that NMPs act as dynamic mediators of chemical and biological stress in marine ecosystems. The high persistence of plastic debris amplifies the environmental relevance of these processes, a direct consequence of a society strongly dependent on plastic materials. The growing body of scientific evidence documenting the negative impacts of plastics on ocean and human health reinforces the urgency of translating scientific knowledge into action, accelerating the transition toward a model in which plastic use is restricted to essential sectors and coupled with practical strategies for waste reduction, management, and recycling
Orientador: Prof. Dr. Luiz Laureno Mafra Júnior; Banca: Luiz Laureno Mafra Júnior (Presidente da Banca), João Paulo de Sá Felizardo, Silvia Pedroso Melegari e Alexander Turra; Tese (Doutorado) – Universidade Federal do Paraná, Centro de Estudos do Mar, Programa de Pós-Graduação em Sistemas Costeiros e Oceânicos. Defesa: Pontal do Paraná, 26/02/2026; Inclui referências
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<pubDate>Thu, 01 Jan 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/1884/105799</guid>
<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Associações de anelídeos, bactérias e protozoários em ostras no Complexo Estuarino de Paranaguá, PR, Brasil</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/101643</link>
<description>Associações de anelídeos, bactérias e protozoários em ostras no Complexo Estuarino de Paranaguá, PR, Brasil
Resumo: A produção de ostras no Complexo Estuarino de Paranaguá (CEP), é conduzida em sua maioria por pequenas comunidades locais, em busca de consolidação e sustentabilidade, ainda dependente da extração de ostras juvenis de áreas de manguezal e costões. A disposição dos diversos sistemas de cultivo em relação à coluna d’água, além da densidade de moluscos e a estrutura das conchas, podem ter efeitos ecológicos de longo alcance, criando micro-habitats recifais propícios para interação de patógenos e assentamento de larvas de anelídeos, perfuradores e associados. Danos causados por estes e outros microrganismos podem ser irreversíveis. Considerando os principais sistemas de cultivo (long-lines e lama) e bancos naturais de ostras do CEP, este trabalho buscou possíveis interações entre Perkinsus sp., Víbrio parahaemolyticus e Polydora sp. em relação a condição corporal dos moluscos. Conjuntamente, se buscou entender os recifes de ostras como bioengenheiros e a sua relação com os anelídeos. As ostras foram coletadas diretamente de long-lines, cultivos em lama e uma área de manguezal nas Baías de Pinheiros, Baía de Laranjeiras e Zona de Mistura. Trinta ostras foram coletadas aleatoriamente de cada um dos sete locais de amostragem. Para isolamento de V. parahaemolyticus usamos cultura em placa com meio cromogênico e meio tioglicolato de Ray para identificação de Perkinsus sp.. A seleção de modelos foi realizada considerando Índice de Condição (IC), Perkinsus sp., V. parahaemolyticus e anelídeos como variáveis respostas. Das 282 ostras analisadas, 215 apresentaram anelídeos externamente. Internamente todas as ostras mostram sinais de túneis de polidorídeos perfuradores. Destas, 178 ostras tiveram polidorídeos presentes prevalecendo bolhas de lama e manchas de escavações. A presença de patógenos não indicou diretamente baixa condição nas ostras. Foram identificadas 11 espécies de anelídeos das ordens Errantia e Sedentaria, sendo contabilizados 4.864 indivíduos. Os polidorídeos foram encontrados em todos os ambientes, porém, com maior abundância nos cultivos na lama. Possivelmente o contato direto e permanente das ostras com o sedimento ao longo do ciclo de produção, além da falta de manejo, favorece a deposição de lama nos anéis de crescimento das ostras e proliferação de organismos epibiontes. É de essencial o conhecimento de espécies de Perkinsus e bactérias presentes tanto em sistemas de cultivo quanto no ambiente natural; Abstract: The production of oysters in the Estuarine Complex of Paranaguá (CEP), is mostly conducted by small local communities, in search of consolidation and sustainability, still dependent on the extraction of juvenile oysters from mangrove and coastal areas. The disposition of the various cultivation systems to the water column and the density of mollusks and the shells' structure can have long-range ecological effects, creating reef micro-habitats that are conducive to the interaction of pathogens and the nesting of annelid larvae, perforators, and associates. Damage caused by these and other microorganisms can be irreversible. Considering the central cultivation systems (long-lines and mud) and natural oyster banks of the CEP, this work sought possible interactions between Perkinsus sp., Víbrio parahaemolyticus, and Polydora sp. regarding the body condition of the mollusks. Together, we sought to understand oyster reefs as bioengineers and their relationship with annelids. Oysters were collected directly from long- lines, mud crops, and a mangrove area in the Pinheiros Bays, Laranjeiras Bay, and Mixture Zone. Thirty oysters were collected randomly from each of the seven sampling sites. To isolate V. parahaemolyticus, we used plate culture with chromogenic medium and Ray thioglycolate medium to identify Perkinsus sp. Model selection was performed considering Condition Index (CI), Perkinsus sp., V. parahaemolyticus, and annelids as variables answers. Of the 282 oysters analyzed, 215 presented annelids externally. Internally, all oysters show signs of perforating polydorids tunnels. Of these, 178 oysters had polydorids present, prevailing mud bubbles, and excavation stains. The presence of pathogens did not directly indicate low conditions in oysters. Eleven species of annelids of the orders Errantia and Sedentaria were identified, with 4,864 individuals counted. Polidorides were found in all environments, however, with higher abundance in mud crops. Possibly the direct and permanent contact of oysters with sediment throughout the production cycle, in addition to the lack of management, favors the deposition of mud in the growth rings of oysters and the proliferation of epibiotic organisms. It is essential to know Perkinsus species and bacteria present both in cultivation systems and in the natural environment
Orientador: Dr. Maikon Di Domenico; Coorientadora: Dra. Luciene Correa Lima; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Campus Pontal do Paraná - Centro de Estudos do Mar, Programa de Pós-Graduação em Sistemas Costeiros e Oceânicos. Defesa : Pontal do Paraná, 30/03/2020; Inclui referências
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<pubDate>Wed, 01 Jan 2020 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/1884/101643</guid>
<dc:date>2020-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Capturas incidentais de tartarugas-verde (Chelonia mydas) no Atlântico sul Ocidental (ASO)</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/101482</link>
<description>Capturas incidentais de tartarugas-verde (Chelonia mydas) no Atlântico sul Ocidental (ASO)
Resumo: As Unidades de Manejo Regionais do Atlântico Sudoeste (ASO-RMU), que abrangem as Zonas Econômicas Exclusivas de Argentina, Uruguai e Brasil, constituem áreas críticas para a alimentação e o desenvolvimento de cinco espécies de tartarugas marinhas, mas enfrentam ameaças significativas decorrentes de atividades antropogênicas, com destaque para a pesca incidental. Nesse contexto, o presente estudo buscou compreender, por meio de uma abordagem integrada, tanto a evolução do conhecimento científico sobre o tema quanto os padrões espaciais e temporais de mortalidade de tartarugas marinhas na ASO-RMU. No primeiro capítulo, a revisão de 41 artigos revelou um crescimento exponencial da produção científica nas últimas décadas, com destaque para estudos baseados em dados primários obtidos por observadores de bordo. A pesca industrial, especialmente com uso de espinhel, foi a principal atividade associada à captura incidental. As pesquisas concentram-se, principalmente, no sudeste do Brasil e na região do estuário do Rio da Prata (Argentina e Uruguai), com predominância de registros da espécie Caretta caretta. Lacunas relevantes foram identificadas, sobretudo em relação à pesca artesanal, atividade amplamente distribuída na região e com elevado potencial de interação com tartarugas marinhas, mas ainda pouco estudada. No segundo capítulo, foram analisados dados de encalhes de Chelonia mydas registrados pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) entre 2016 e 2023, abrangendo o litoral entre os estados do Rio de Janeiro e Santa Catarina. No total, foram registrados 42.333 encalhes, com predominância de indivíduos juvenis em estado avançado de decomposição (70%). Áreas de maior concentração ("hotspots") foram identificadas no norte de São Paulo, nas proximidades do Complexo Estuarino de Paranaguá (PR) e no norte de Santa Catarina, sendo o Paraná o estado com as maiores taxas de encalhe, especialmente durante o inverno e a primavera. Entre os 11.885 animais em condições de avaliação, interações antrópicas associadas à pesca foram documentadas em 4.418 indivíduos (37,2%). A interação com resíduos sólidos marinhos, como estrangulamento, foi registrada em 4.955 animais (36,0%), enquanto a ingestão de resíduos ocorreu em 4.279 (41,6%). Também foram observadas colisões com embarcações (1.233 casos, 10,4%), agressões (760 casos, 6,4%) e, em menor número, contaminações por óleo (16) e por dragagem (36), ambas com frequência inferior a 1%. Os padrões de encalhe observados parecem estar fortemente relacionados à dinâmica sazonal do esforço pesqueiro, bem como ao comportamento migratório e às demandas energéticas de C. mydas. Os resultados reforçam a importância das ASO-RMU como áreas prioritárias para a conservação de tartarugas marinhas no Atlântico sul ocidental e evidenciam a pesca, em suas diversas modalidades, como a principal ameaça à sobrevivência dessas espécies na região. A análise integrada da produção científica e dos dados empíricos de mortalidade por encalhe permitiu identificar padrões espaço-temporais críticos e lacunas significativas de conhecimento, especialmente no que se refere à pesca costeira de pequena-escala. Esses achados destacam a necessidade urgente de ampliar o monitoramento e a regulamentação das atividades pesqueiras, bem como de promover estratégias de mitigação mais eficazes, com foco regional e multilateral. A abordagem adotada neste trabalho contribui para subsidiar políticas públicas e iniciativas de gestão compartilhada voltadas à redução da mortalidade de tartarugas marinhas, enquanto reforça a urgência de estratégias de manejo mais eficazes para a pesca, principalmente a de caráter costeiro; Abstract: The Southwest Atlantic Regional Management Units (SWAO-RMUs), encompassing the Exclusive Economic Zones of Argentina, Uruguay, and Brazil, represent critical areas for the foraging and development of five sea turtle species. However, these regions face significant threats from anthropogenic activities, particularly incidental capture in fisheries. In this context, the present study aimed to understand—through an integrated approach—both the evolution of scientific knowledge on the topic and the spatial and temporal patterns of sea turtle mortality within the SWAO)-RMUs. In the first chapter, a review of 41 peer-reviewed articles revealed an exponential growth in scientific output over recent decades, with a notable emphasis on studies based on primary data collected by onboard observers. Industrial fishing, especially longline operations, emerged as the main activity associated with bycatch. Research efforts were largely concentrated in southeastern Brazil and the Río de la Plata estuary region (Argentina and Uruguay), with a predominance of records for the species Caretta caretta. Significant knowledge gaps were identified, particularly concerning small-scale artisanal fisheries—a widely distributed activity in the region with a high potential for sea turtle interactions but still largely understudied. The second chapter analyzed stranding data for Chelonia mydas recorded by the Santos Basin Beach Monitoring Project (PMP-BS) between 2016 and 2023, covering the coastline from Rio de Janeiro to Santa Catarina. A total of 42,333 strandings were recorded, predominantly involving juvenile individuals in advanced stages of decomposition (70%). Stranding hotspots were identified in northern São Paulo, the vicinity of the Paranaguá estuarine complex (Paraná), and northern Santa Catarina, with Paraná exhibiting the highest stranding rates, particularly during winter and spring. Among the 11,885 individuals suitable for assessment, anthropogenic interactions related to fisheries were documented in 4,418 cases (37.2%). Entanglement with marine debris was observed in 4,955 individuals (36.0%), while ingestion of solid waste was recorded in 4,279 cases (41.6%). Collisions with vessels (1,233 cases, 10.4%), physical aggression (760 cases, 6.4%), and contamination from oil (16 cases) and dredging (36 cases) were also reported, each with frequencies below 1%. The observed stranding patterns appear to be strongly influenced by the seasonal dynamics of fishing effort, as well as the migratory behavior and energetic requirements of C. mydas. The findings underscore the importance of the SWAO-RMUs as priority areas for sea turtle conservation in the southwestern Atlantic and highlight fisheries—across various modalities— as the primary threat to the survival of these species in the region. The integrated analysis of scientific literature and empirical stranding data enabled the identification of critical spatiotemporal patterns and major knowledge gaps, particularly concerning coastal small-scale fisheries. These insights emphasize the urgent need to expand monitoring and regulation of fishing activities and to implement more effective, regionally coordinated mitigation strategies. The approach adopted in this study contributes to informing public policy and shared management initiatives aimed at reducing sea turtle mortality, while reinforcing the urgency of more effective fisheries management, especially in coastal contexts
Orientadora: Profa. Dra. Camila Domit; Coorientador: Prof. Dr. Matt K. Broadhurst; Banca: Camila Domit (Presidente da Banca), Bruno de Barros Giffoni e Laura Prosdocimi; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Sistemas Costeiros e Oceânicos. Defesa : Pontal do Paraná, 28/04/2025; Inclui referências
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<pubDate>Wed, 01 Jan 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Coastal dolphin and fisheries interactions off South America with focus on Sotalia guianensis</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/101397</link>
<description>Coastal dolphin and fisheries interactions off South America with focus on Sotalia guianensis
Resumo: Este trabalho analisou a captura acidental de golfinhos em pescarias artesanais sob duas abordagens complementares: uma revisão sistemática em escala sul-americana e um estudo empírico sobre encalhes de Sotalia guianensis no litoral do Paraná. No primeiro capítulo, a revisão de 49 artigos revelou esforços de pesquisa desiguais, com concentração em países como Brasil, Peru e Argentina, e foco predominante na espécie Pontoporia blainvillei. Espécies como Sotalia guianensis e Sotalia fluviatilis permanecem pouco estudadas, e as redes de emalhe foram os principais artefatos associados à captura acidental análise apontou ainda que países com políticas de conservação mais estruturadas tendem a apresentar maior produção científica, sugerindo uma relação entre arcabouços legais e avanços no conhecimento sobre o tema. O segundo capítulo analisou 635 registros de encalhes de botos-cinza entre 2016 e 2023 no Paraná, com foco em casos com indícios de interação com a pesca. Cerca de 25% dos indivíduos apresentaram marcas compatíveis com captura acidental, embora esse número possa estar subestimado devido ao elevado grau de decomposição das carcaças (79,7%). A análise estatística por meio de modelo linear generalizado misto (GLMM) apontou um aumento na probabilidade de interações com pesca ao longo do tempo, sugerindo uma intensificação da pressão pesqueira na região. Não foram encontradas associações significativas entre a probabilidade de interação e variáveis biológicas, indicando ausência de seletividade nas capturas. A predominância de indivíduos em bom estado corporal sugere que animais saudáveis estão sendo removidos da população, o que representa um risco significativo à sua viabilidade a longo prazo. Ao integrar os achados dos dois capítulos, o estudo evidencia que a captura acidental de pequenos cetáceos é um problema persistente, mal documentado e multifacetado. A mitigação desse impacto requer ações coordenadas em múltiplas escalas, que considerem tanto os contextos ecológicos quanto as dimensões sociais e políticas envolvidas. O fortalecimento das políticas públicas, o incentivo à pesquisa regional e o engajamento das comunidades pesqueiras são elementos centrais para garantir a conservação das espécies e a sustentabilidade dos ecossistemas marinhos sul-americanos; Abstract: This study analyzed the incidental capture of dolphins in artisanal fisheries using two complementary approaches: a systematic review at the South American scale and an empirical investigation of Sotalia guianensis strandings along the Paraná coast. In the first chapter, a review of 49 articles revealed uneven research efforts concentrated in Brazil, Peru, and Argentina, with a predominant focus on Pontoporia blainvillei. Species such as Sotalia guianensis and Sotalia fluviatilis remain understudied, and gillnets were the primary gear associated with bycatch. The analysis also showed that countries with more structured conservation policies tend to produce more scientific output, suggesting a link between legal frameworks and advances in knowledge. The second chapter examined 635 stranding records of Guiana dolphins from 2016 to 2023 in Paraná, highlighting cases with evidence of fishery interaction. Approximately 25 % of individuals bore marks compatible with bycatch, although this may be underestimated due to the high rate of advanced carcass decomposition (79.7 %). A generalized linear mixed model (GLMM) indicated an increasing probability of fishery interactions over time, reflecting growing fishing pressure in the region. No significant relationships were found between interaction probability and biological variables, indicating a lack of selectivity by sex, age, or body condition. The predominance of healthy animals among bycaught individuals poses a serious long-term threat to population viability. By integrating findings from both chapters, this work demonstrates that small cetacean bycatch is a persistent, poorly documented, and multifaceted problem. Effective mitigation requires coordinated, multiscale actions that address ecological, social, and political dimensions. Strengthening public policies, promoting regional research, and engaging fishing communities are essential to safeguard species and ensure the sustainability of South American marine ecosystems
Orientador: Profa. Dra. Camila Domit; Coorientador: Dr. Matt Broadhurst; Banca: Camila Domit (Presidente da Banca), Lara Gama Vidal e Carolina Pacheco Bertozzi; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Centro de Estudos do Mar, Programa de Pós-Graduação em Sistemas Costeiros e Oceânicos. Defesa : Pontal do Paraná, 29/04/2025; Inclui referências
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<pubDate>Wed, 01 Jan 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/1884/101397</guid>
<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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