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<title>40001016054P6 Programa de Pós-Graduação em Sistemas Costeiros e Oceânicos</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/39697</link>
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<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 07:27:42 GMT</pubDate>
<dc:date>2026-04-23T07:27:42Z</dc:date>
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<title>Associações de anelídeos, bactérias e protozoários em ostras no Complexo Estuarino de Paranaguá, PR, Brasil</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/101643</link>
<description>Associações de anelídeos, bactérias e protozoários em ostras no Complexo Estuarino de Paranaguá, PR, Brasil
Resumo: A produção de ostras no Complexo Estuarino de Paranaguá (CEP), é conduzida em sua maioria por pequenas comunidades locais, em busca de consolidação e sustentabilidade, ainda dependente da extração de ostras juvenis de áreas de manguezal e costões. A disposição dos diversos sistemas de cultivo em relação à coluna d’água, além da densidade de moluscos e a estrutura das conchas, podem ter efeitos ecológicos de longo alcance, criando micro-habitats recifais propícios para interação de patógenos e assentamento de larvas de anelídeos, perfuradores e associados. Danos causados por estes e outros microrganismos podem ser irreversíveis. Considerando os principais sistemas de cultivo (long-lines e lama) e bancos naturais de ostras do CEP, este trabalho buscou possíveis interações entre Perkinsus sp., Víbrio parahaemolyticus e Polydora sp. em relação a condição corporal dos moluscos. Conjuntamente, se buscou entender os recifes de ostras como bioengenheiros e a sua relação com os anelídeos. As ostras foram coletadas diretamente de long-lines, cultivos em lama e uma área de manguezal nas Baías de Pinheiros, Baía de Laranjeiras e Zona de Mistura. Trinta ostras foram coletadas aleatoriamente de cada um dos sete locais de amostragem. Para isolamento de V. parahaemolyticus usamos cultura em placa com meio cromogênico e meio tioglicolato de Ray para identificação de Perkinsus sp.. A seleção de modelos foi realizada considerando Índice de Condição (IC), Perkinsus sp., V. parahaemolyticus e anelídeos como variáveis respostas. Das 282 ostras analisadas, 215 apresentaram anelídeos externamente. Internamente todas as ostras mostram sinais de túneis de polidorídeos perfuradores. Destas, 178 ostras tiveram polidorídeos presentes prevalecendo bolhas de lama e manchas de escavações. A presença de patógenos não indicou diretamente baixa condição nas ostras. Foram identificadas 11 espécies de anelídeos das ordens Errantia e Sedentaria, sendo contabilizados 4.864 indivíduos. Os polidorídeos foram encontrados em todos os ambientes, porém, com maior abundância nos cultivos na lama. Possivelmente o contato direto e permanente das ostras com o sedimento ao longo do ciclo de produção, além da falta de manejo, favorece a deposição de lama nos anéis de crescimento das ostras e proliferação de organismos epibiontes. É de essencial o conhecimento de espécies de Perkinsus e bactérias presentes tanto em sistemas de cultivo quanto no ambiente natural; Abstract: The production of oysters in the Estuarine Complex of Paranaguá (CEP), is mostly conducted by small local communities, in search of consolidation and sustainability, still dependent on the extraction of juvenile oysters from mangrove and coastal areas. The disposition of the various cultivation systems to the water column and the density of mollusks and the shells' structure can have long-range ecological effects, creating reef micro-habitats that are conducive to the interaction of pathogens and the nesting of annelid larvae, perforators, and associates. Damage caused by these and other microorganisms can be irreversible. Considering the central cultivation systems (long-lines and mud) and natural oyster banks of the CEP, this work sought possible interactions between Perkinsus sp., Víbrio parahaemolyticus, and Polydora sp. regarding the body condition of the mollusks. Together, we sought to understand oyster reefs as bioengineers and their relationship with annelids. Oysters were collected directly from long- lines, mud crops, and a mangrove area in the Pinheiros Bays, Laranjeiras Bay, and Mixture Zone. Thirty oysters were collected randomly from each of the seven sampling sites. To isolate V. parahaemolyticus, we used plate culture with chromogenic medium and Ray thioglycolate medium to identify Perkinsus sp. Model selection was performed considering Condition Index (CI), Perkinsus sp., V. parahaemolyticus, and annelids as variables answers. Of the 282 oysters analyzed, 215 presented annelids externally. Internally, all oysters show signs of perforating polydorids tunnels. Of these, 178 oysters had polydorids present, prevailing mud bubbles, and excavation stains. The presence of pathogens did not directly indicate low conditions in oysters. Eleven species of annelids of the orders Errantia and Sedentaria were identified, with 4,864 individuals counted. Polidorides were found in all environments, however, with higher abundance in mud crops. Possibly the direct and permanent contact of oysters with sediment throughout the production cycle, in addition to the lack of management, favors the deposition of mud in the growth rings of oysters and the proliferation of epibiotic organisms. It is essential to know Perkinsus species and bacteria present both in cultivation systems and in the natural environment
Orientador: Dr. Maikon Di Domenico; Coorientadora: Dra. Luciene Correa Lima; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Campus Pontal do Paraná - Centro de Estudos do Mar, Programa de Pós-Graduação em Sistemas Costeiros e Oceânicos. Defesa : Pontal do Paraná, 30/03/2020; Inclui referências
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<pubDate>Wed, 01 Jan 2020 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/1884/101643</guid>
<dc:date>2020-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Capturas incidentais de tartarugas-verde (Chelonia mydas) no Atlântico sul Ocidental (ASO)</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/101482</link>
<description>Capturas incidentais de tartarugas-verde (Chelonia mydas) no Atlântico sul Ocidental (ASO)
Resumo: As Unidades de Manejo Regionais do Atlântico Sudoeste (ASO-RMU), que abrangem as Zonas Econômicas Exclusivas de Argentina, Uruguai e Brasil, constituem áreas críticas para a alimentação e o desenvolvimento de cinco espécies de tartarugas marinhas, mas enfrentam ameaças significativas decorrentes de atividades antropogênicas, com destaque para a pesca incidental. Nesse contexto, o presente estudo buscou compreender, por meio de uma abordagem integrada, tanto a evolução do conhecimento científico sobre o tema quanto os padrões espaciais e temporais de mortalidade de tartarugas marinhas na ASO-RMU. No primeiro capítulo, a revisão de 41 artigos revelou um crescimento exponencial da produção científica nas últimas décadas, com destaque para estudos baseados em dados primários obtidos por observadores de bordo. A pesca industrial, especialmente com uso de espinhel, foi a principal atividade associada à captura incidental. As pesquisas concentram-se, principalmente, no sudeste do Brasil e na região do estuário do Rio da Prata (Argentina e Uruguai), com predominância de registros da espécie Caretta caretta. Lacunas relevantes foram identificadas, sobretudo em relação à pesca artesanal, atividade amplamente distribuída na região e com elevado potencial de interação com tartarugas marinhas, mas ainda pouco estudada. No segundo capítulo, foram analisados dados de encalhes de Chelonia mydas registrados pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) entre 2016 e 2023, abrangendo o litoral entre os estados do Rio de Janeiro e Santa Catarina. No total, foram registrados 42.333 encalhes, com predominância de indivíduos juvenis em estado avançado de decomposição (70%). Áreas de maior concentração ("hotspots") foram identificadas no norte de São Paulo, nas proximidades do Complexo Estuarino de Paranaguá (PR) e no norte de Santa Catarina, sendo o Paraná o estado com as maiores taxas de encalhe, especialmente durante o inverno e a primavera. Entre os 11.885 animais em condições de avaliação, interações antrópicas associadas à pesca foram documentadas em 4.418 indivíduos (37,2%). A interação com resíduos sólidos marinhos, como estrangulamento, foi registrada em 4.955 animais (36,0%), enquanto a ingestão de resíduos ocorreu em 4.279 (41,6%). Também foram observadas colisões com embarcações (1.233 casos, 10,4%), agressões (760 casos, 6,4%) e, em menor número, contaminações por óleo (16) e por dragagem (36), ambas com frequência inferior a 1%. Os padrões de encalhe observados parecem estar fortemente relacionados à dinâmica sazonal do esforço pesqueiro, bem como ao comportamento migratório e às demandas energéticas de C. mydas. Os resultados reforçam a importância das ASO-RMU como áreas prioritárias para a conservação de tartarugas marinhas no Atlântico sul ocidental e evidenciam a pesca, em suas diversas modalidades, como a principal ameaça à sobrevivência dessas espécies na região. A análise integrada da produção científica e dos dados empíricos de mortalidade por encalhe permitiu identificar padrões espaço-temporais críticos e lacunas significativas de conhecimento, especialmente no que se refere à pesca costeira de pequena-escala. Esses achados destacam a necessidade urgente de ampliar o monitoramento e a regulamentação das atividades pesqueiras, bem como de promover estratégias de mitigação mais eficazes, com foco regional e multilateral. A abordagem adotada neste trabalho contribui para subsidiar políticas públicas e iniciativas de gestão compartilhada voltadas à redução da mortalidade de tartarugas marinhas, enquanto reforça a urgência de estratégias de manejo mais eficazes para a pesca, principalmente a de caráter costeiro; Abstract: The Southwest Atlantic Regional Management Units (SWAO-RMUs), encompassing the Exclusive Economic Zones of Argentina, Uruguay, and Brazil, represent critical areas for the foraging and development of five sea turtle species. However, these regions face significant threats from anthropogenic activities, particularly incidental capture in fisheries. In this context, the present study aimed to understand—through an integrated approach—both the evolution of scientific knowledge on the topic and the spatial and temporal patterns of sea turtle mortality within the SWAO)-RMUs. In the first chapter, a review of 41 peer-reviewed articles revealed an exponential growth in scientific output over recent decades, with a notable emphasis on studies based on primary data collected by onboard observers. Industrial fishing, especially longline operations, emerged as the main activity associated with bycatch. Research efforts were largely concentrated in southeastern Brazil and the Río de la Plata estuary region (Argentina and Uruguay), with a predominance of records for the species Caretta caretta. Significant knowledge gaps were identified, particularly concerning small-scale artisanal fisheries—a widely distributed activity in the region with a high potential for sea turtle interactions but still largely understudied. The second chapter analyzed stranding data for Chelonia mydas recorded by the Santos Basin Beach Monitoring Project (PMP-BS) between 2016 and 2023, covering the coastline from Rio de Janeiro to Santa Catarina. A total of 42,333 strandings were recorded, predominantly involving juvenile individuals in advanced stages of decomposition (70%). Stranding hotspots were identified in northern São Paulo, the vicinity of the Paranaguá estuarine complex (Paraná), and northern Santa Catarina, with Paraná exhibiting the highest stranding rates, particularly during winter and spring. Among the 11,885 individuals suitable for assessment, anthropogenic interactions related to fisheries were documented in 4,418 cases (37.2%). Entanglement with marine debris was observed in 4,955 individuals (36.0%), while ingestion of solid waste was recorded in 4,279 cases (41.6%). Collisions with vessels (1,233 cases, 10.4%), physical aggression (760 cases, 6.4%), and contamination from oil (16 cases) and dredging (36 cases) were also reported, each with frequencies below 1%. The observed stranding patterns appear to be strongly influenced by the seasonal dynamics of fishing effort, as well as the migratory behavior and energetic requirements of C. mydas. The findings underscore the importance of the SWAO-RMUs as priority areas for sea turtle conservation in the southwestern Atlantic and highlight fisheries—across various modalities— as the primary threat to the survival of these species in the region. The integrated analysis of scientific literature and empirical stranding data enabled the identification of critical spatiotemporal patterns and major knowledge gaps, particularly concerning coastal small-scale fisheries. These insights emphasize the urgent need to expand monitoring and regulation of fishing activities and to implement more effective, regionally coordinated mitigation strategies. The approach adopted in this study contributes to informing public policy and shared management initiatives aimed at reducing sea turtle mortality, while reinforcing the urgency of more effective fisheries management, especially in coastal contexts
Orientadora: Profa. Dra. Camila Domit; Coorientador: Prof. Dr. Matt K. Broadhurst; Banca: Camila Domit (Presidente da Banca), Bruno de Barros Giffoni e Laura Prosdocimi; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Sistemas Costeiros e Oceânicos. Defesa : Pontal do Paraná, 28/04/2025; Inclui referências
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<pubDate>Wed, 01 Jan 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/1884/101482</guid>
<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Coastal dolphin and fisheries interactions off South America with focus on Sotalia guianensis</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/101397</link>
<description>Coastal dolphin and fisheries interactions off South America with focus on Sotalia guianensis
Resumo: Este trabalho analisou a captura acidental de golfinhos em pescarias artesanais sob duas abordagens complementares: uma revisão sistemática em escala sul-americana e um estudo empírico sobre encalhes de Sotalia guianensis no litoral do Paraná. No primeiro capítulo, a revisão de 49 artigos revelou esforços de pesquisa desiguais, com concentração em países como Brasil, Peru e Argentina, e foco predominante na espécie Pontoporia blainvillei. Espécies como Sotalia guianensis e Sotalia fluviatilis permanecem pouco estudadas, e as redes de emalhe foram os principais artefatos associados à captura acidental análise apontou ainda que países com políticas de conservação mais estruturadas tendem a apresentar maior produção científica, sugerindo uma relação entre arcabouços legais e avanços no conhecimento sobre o tema. O segundo capítulo analisou 635 registros de encalhes de botos-cinza entre 2016 e 2023 no Paraná, com foco em casos com indícios de interação com a pesca. Cerca de 25% dos indivíduos apresentaram marcas compatíveis com captura acidental, embora esse número possa estar subestimado devido ao elevado grau de decomposição das carcaças (79,7%). A análise estatística por meio de modelo linear generalizado misto (GLMM) apontou um aumento na probabilidade de interações com pesca ao longo do tempo, sugerindo uma intensificação da pressão pesqueira na região. Não foram encontradas associações significativas entre a probabilidade de interação e variáveis biológicas, indicando ausência de seletividade nas capturas. A predominância de indivíduos em bom estado corporal sugere que animais saudáveis estão sendo removidos da população, o que representa um risco significativo à sua viabilidade a longo prazo. Ao integrar os achados dos dois capítulos, o estudo evidencia que a captura acidental de pequenos cetáceos é um problema persistente, mal documentado e multifacetado. A mitigação desse impacto requer ações coordenadas em múltiplas escalas, que considerem tanto os contextos ecológicos quanto as dimensões sociais e políticas envolvidas. O fortalecimento das políticas públicas, o incentivo à pesquisa regional e o engajamento das comunidades pesqueiras são elementos centrais para garantir a conservação das espécies e a sustentabilidade dos ecossistemas marinhos sul-americanos; Abstract: This study analyzed the incidental capture of dolphins in artisanal fisheries using two complementary approaches: a systematic review at the South American scale and an empirical investigation of Sotalia guianensis strandings along the Paraná coast. In the first chapter, a review of 49 articles revealed uneven research efforts concentrated in Brazil, Peru, and Argentina, with a predominant focus on Pontoporia blainvillei. Species such as Sotalia guianensis and Sotalia fluviatilis remain understudied, and gillnets were the primary gear associated with bycatch. The analysis also showed that countries with more structured conservation policies tend to produce more scientific output, suggesting a link between legal frameworks and advances in knowledge. The second chapter examined 635 stranding records of Guiana dolphins from 2016 to 2023 in Paraná, highlighting cases with evidence of fishery interaction. Approximately 25 % of individuals bore marks compatible with bycatch, although this may be underestimated due to the high rate of advanced carcass decomposition (79.7 %). A generalized linear mixed model (GLMM) indicated an increasing probability of fishery interactions over time, reflecting growing fishing pressure in the region. No significant relationships were found between interaction probability and biological variables, indicating a lack of selectivity by sex, age, or body condition. The predominance of healthy animals among bycaught individuals poses a serious long-term threat to population viability. By integrating findings from both chapters, this work demonstrates that small cetacean bycatch is a persistent, poorly documented, and multifaceted problem. Effective mitigation requires coordinated, multiscale actions that address ecological, social, and political dimensions. Strengthening public policies, promoting regional research, and engaging fishing communities are essential to safeguard species and ensure the sustainability of South American marine ecosystems
Orientador: Profa. Dra. Camila Domit; Coorientador: Dr. Matt Broadhurst; Banca: Camila Domit (Presidente da Banca), Lara Gama Vidal e Carolina Pacheco Bertozzi; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Centro de Estudos do Mar, Programa de Pós-Graduação em Sistemas Costeiros e Oceânicos. Defesa : Pontal do Paraná, 29/04/2025; Inclui referências
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<pubDate>Wed, 01 Jan 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Ficotoxinas em ostras-do-mangue no complexo estuarino de Paranaguá (PR) : distribuição espacial e fatores associados</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/98886</link>
<description>Ficotoxinas em ostras-do-mangue no complexo estuarino de Paranaguá (PR) : distribuição espacial e fatores associados
Resumo: As microalgas desempenham um papel crucial nos ecossistemas aquáticos, atuando como produtores primários que sustentam a cadeia alimentar marinha. No entanto, em condições ambientais favoráveis, algumas espécies podem se proliferar excessivamente, promovendo eventos conhecidos como florações de algas nocivas (FANs), por vezes envolvendo a produção de ficotoxinas potentes. Essas toxinas, quando acumuladas em moluscos bivalves, como ostras, representam um risco significativo para a saúde humana. Entre as principais ficotoxinas regulamentadas estão o ácido ocadaico (AO), o ácido domoico, as saxitoxinas, as brevetoxinas e os azaspirácidos. Além disso, as toxinas emergentes, como as iminas cíclicas, cianotoxinas e tetrodotoxinas, oferecem riscos adicionais, embora ainda não tenham causado episódios de intoxicação em humanos pelo consumo de bivalves no Brasil. O litoral do Paraná, segundo maior produtor de ostras no sul do Brasil, tem registrado níveis inseguros de ficotoxinas nas últimas décadas. Ainda assim, a região carece de um programa de monitoramento plenamente implementado. No presente estudo, amostragens de ostras-do-mangue (5,7 a 11 cm de altura da concha) foram realizadas no outono (Abril-Junho) e primavera (Outubro-Novembro) de 2019 em 16 localidades distintas, representativas de todos os setores do Complexo Estuarino de Paranaguá (CEP). Foram efetuadas análises de cromatografia líquida com detecção por espectrometria de massas (HPLC-MS/MS) para se determinar a presença e as concentrações das toxinas regulamentadas em amostras de tecidos moles totais e de suas glândulas digestivas, órgão relacionado com a detoxificação destes compostos. O estudo também foi pioneiro na investigação sistemática de toxinas emergentes em bivalves na região. Por fim, buscou-se correlacionar a ocorrência de biotoxinas em ostras com a abundância de microalgas presentes na água, bem como com os fatores ambientais dominantes no CEP durante este período. A única ficotoxina detectada nas amostras foi o AO, presente com elevada frequência, porém em concentrações abaixo do limite regulatório estabelecido pelo Programa Nacional de Moluscos Bivalves Seguros (i.e., 160 ng g-1). As maiores concentrações foram encontradas nas glândulas digestivas, sobretudo nas ostras menores. De modo geral, as maiores salinidades e menores temperaturas da água estiveram associadas a maiores níveis de AO, principalmente nos meses de abril, maio e outubro. Embora nenhuma das 372 amostras de ostras-do-mangue analisadas tenha atingido níveis inseguros de AO, e nenhuma outra ficotoxina – regulamentada ou emergente – tenha sido detectada durante o período investigado, é crucial manter uma vigilância permanente no CEP. A detecção de AO em níveis baixos a moderados (= 15,33ng g-1 nos tecidos moles totais) em quase todo o CEP e durante todos os meses estudados em 2019 alerta para o risco associado ao consumo frequente de ostras na região, principalmente por populações vulneráveis com restrição proteica. O fato de que os maiores níveis de AO neste estudo tenham ocorrido na Baía de Pinheiros, uma região mais remota e pouco estudada, é especialmente preocupante. Níveis relativamente mais elevados também foram observados em áreas das Baías de Antonina e Paranaguá, que abrigam a maior concentração populacional do CEP. Essas descobertas devem orientar o monitoramento de bivalves e reforçar a segurança sanitária dos consumidores, especialmente em regiões e períodos de maior risco; Abstract: Microalgae play a crucial role in aquatic ecosystems, acting as primary producers that sustain the marine food chain. However, under favorable environmental conditions, some species can proliferate excessively, triggering events known as harmful algal blooms (HABs), which may involve the production of potent phycotoxins. These toxins, when accumulated in bivalve mollusks such as oysters, pose a significant risk to human health. Among the main regulated phycotoxins are okadaic acid (OA), domoic acid, saxitoxins, brevetoxins, and azaspiracids. In addition, emerging toxins such as cyclic imines, cyanotoxins, and tetrodotoxins pose further risks, although they have not yet caused human intoxication episodes from bivalve consumption in Brazil. The coast of Paraná, the second-largest oyster producer in southern Brazil, has recorded unsafe levels of phycotoxins in recent decades. Nonetheless, the region lacks a fully implemented monitoring program. In the present study, mangrove oysters (5.7 to 11 cm shell height) were sampled in the autumn (AprilJune) and spring (October-November) of 2019 from 16 different locations, representing all sectors of the Paranaguá Estuarine Complex (PEC). High-performance liquid chromatography coupled with mass spectrometry (HPLC-MS/MS) was used to determine the presence and concentrations of regulated toxins in whole oyster samples (soft tissues) and their digestive glands, the organ responsible for detoxifying these compounds. The study also pioneered the systematic investigation of emerging toxins in bivalves in the region. Finally, it aimed to correlate the occurrence of biotoxins in oysters with the abundance of microalgae present in the water, as well as with the dominant environmental factors in the PEC during this period. The only phycotoxin detected in the samples was OA, which was present with high frequency but in concentrations below the regulatory limit established by the National Program for Safe Bivalve Mollusks (i.e., 160 ng g-1). The highest concentrations were found in the digestive glands, particularly in smaller oysters. In general, higher salinities and lower water temperatures were associated with higher OA levels, especially in April, May, and October. Although none of the 372 mangrove oyster samples analyzed reached unsafe OA levels, and no other regulated or emerging phycotoxins were detected during the investigated period, continuous monitoring of the PEC is crucial. The detection of OA at low to moderate levels (= 15.33 ng g-1 in whole oysters) throughout most of the PEC and during all the months studied in 2019 raises concerns about the risks associated with frequent oyster consumption in the region, particularly for vulnerable populations with protein restrictions. The fact that the highest OA levels in this study were found in Pinheiros Bay, a more remote and understudied area, is especially concerning. Relatively higher levels were also observed in areas of Antonina Bay and Paranaguá Bay, which host the highest population concentration within the PEC. These findings should guide bivalve monitoring efforts and reinforce consumer health safety, particularly in regions and periods of greater risk
Orientador: Dr. Luiz Laureno Mafra Jr.; Coorientador: Dr. Mathias Alberto Schramm; Banca: Luiz Laureno Mafra Júnior (Presidente da Banca), Rodrigo Barcellos Hoff e Francisco José Lagreze Squella; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Campus Pontal do Paraná - Centro de Estudos do Mar, Programa de Pós-Graduação em Sistemas Costeiros e Oceânicos. Defesa : Pontal do Paraná, 26/09/2024; Inclui referências
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<pubDate>Wed, 01 Jan 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
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