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<title>Teses</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/39671</link>
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<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 05:18:19 GMT</pubDate>
<dc:date>2026-06-24T05:18:19Z</dc:date>
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<title>Avaliação polissonográfica em pacientes com ataxia espinocerebelar tipo 2</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/49338</link>
<description>Avaliação polissonográfica em pacientes com ataxia espinocerebelar tipo 2
Resumo: A ataxia espinocerebelar tipo 2 (AEC2) fenotipicamente se manifesta por síndrome cerebelar progressiva, lentidão dos movimentos sacádicos, disfunção cognitiva, neuropatia periférica, distúrbios do movimento e distúrbios do sono. É causada por uma mutação caracterizada pela presença do trinocleotídeo citosina-adenina-guanina (CAG) polimórfico, repetido e expandido na região codificadora do gene ATXN2 (12q24.1). Os distúrbios do sono são frequentes nas doenças neurodegenerativas e relatados em vários tipos de AECs. Entretanto, há poucos dados na literatura a respeito do sono e dos parâmetros polissonográficos nos pacientes com AEC2. Os objetivos do estudo foram identificar as alterações e distúrbios no sono de pacientes com AEC2; com ênfase nos dados polissonográficos, comparando os achados às alterações clínicas e genéticas. Investigou-se o sono de 17 pacientes, 10 do gênero masculino e 7 do feminino (46,47 ± 11,41 anos), que faziam acompanhamento no ambulatório de ataxias do Grupo de Distúrbios de Movimento do Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, com diagnóstico de AEC2 confirmado por teste genético, de março de 2015 a maio de 2016. Realizou-se uma avaliação padronizada com entrevista clínica, exame neurológico e graduação pela escala de avaliação de ataxia (SARA). Seguiu-se a aplicação do Questionário de Pittsburgh e a escala de Sonolência Diurna de Epworth. Os dados polissonográficos dos pacientes com AEC2 foram comparados com os achados de 17 controles saudáveis. O índice de apneiahipopneia obstrutiva (IAH) do sono esteve elevado em 14 (82,35%) pacientes, aumento do índice de despertares breves em 13 (76,47%). Doze apresentaram redução na proporção do sono REM (70,58%), ausência da densidade de REM (DREM) em 13 (76,47%) e redução de DREM em 4 (23,52%). Na análise comparativa com o grupo controle encontrou-se diferença significativa na eficiência do sono (P = 0,03), latência para o sono (P &lt; 0,001), índice de despertares breves (P = 0,02), proporção de sono REM (P &lt; 0,001) e DREM (P &lt; 0,001). Houve correlação entres os registros polissonográficos dos pacientes mais graves de acordo com a escala SARA e a diminuição da DREM (r = -0,6; P = &lt; 0,001); com maior tempo de evolução da doença e a redução da DREM (r = -0,52; P = 0,03) e comprometimento da ES (r = -0,55; P = 0,02). Não se encontrou paralelismo com o número de repetições de CAG. Conclui-se que a síndrome da apneia obstrutiva do sono é um distúrbio comum, os exames polissonográficos revelaram alterações importantes principalmente no sono REM, a DREM apresentou uma correlação com a evolução temporal e clínica da AEC2. Palavras-chave: Ataxia; Sono REM; Densidade do sono REM, Distúrbios do sono.; Abstract: Spinocerebellar ataxia type 2 (SCA2) is phenotypically manifested by a combination of progressive cerebellar syndrome, sluggish saccadic movements, cognitive dysfunction, peripheral neuropathy, other variable movement disorders, and sleep disorders. It is caused by a mutation in the coding region of the ATXN2 gene (12q24.1) with an abnormally repeated polymorphic cytosine adenine-guanine (CAG) trinucleotide. Sleep disturbances are rather common in neurodegenerative diseases and have been reported in several types of SCAs. However, there is limited data in the literature regarding sleep and polysomnographic parameters in patients with SAC2. The objectives of this study were to identify the disturbances in sleep of patients with SCA2, with emphasis on polysomnographic abnormalities and to compare them with both clinical and genetic findings. Sleep was investigated in 17 patients (10 males and 7 females; age 46.47 ± 11.41), who were followed up in the Ataxia outpatient clinic of the Movement Disorders Group of the Hospital de Clínicas, Universidade Federal do Paraná, who had a genetically confirmed diagnosis of SCA2 from March 2015 to May 2016. All patients were evaluated according to a standardized assessment, which included a standardized clinical interview, neurological examination and evaluation of impairment according to the validated Brazilian version of the ataxia assessment scale (SARA), as well as evaluation of daytime sleepiness according to the Pittsburgh Questionnaire and the Epworth Daytime Sleepiness Scale. Furthermore, the polysomnographic findings of SCA2 patients were compared with those of 17 healthy controls. The obstructive apnea-hypopnea index (AHI) of sleep was elevated in 14 (82.35%) patients, and there was also an increase in the index of brief awakenings in 13 (76.47%). Twelve subjects had a reduction in the proportion of REM sleep (70.58%), there was absence of REM density (DREM) in 13 (76.47%) and reduction in DREM in 4 (23.52%). In the comparative analysis with the control group, there was a significant difference in sleep efficiency (SE) (P = 0.03), sleep latency (P &lt;0.001), arousal index (P = 0.02), proportion of REM sleep (P &lt;0.001) and DREM (P &lt;0.001). There was an indirect correlation between the polysomnographic records of those patients who were more severely compromised according to the SARA scale and the DREM decrease (r = -0.6; P = &lt;0.001), and alteration of SE (R = -0.52, P = 0.02); with a longer duration of disease progression correlating with a more pronounced reduction in the DREM (r = -0.52, P = 0.03). No parallel was found with the number of CAG repeats. We concluded that Obstructive Sleep Apnea is a common disorder, the polysomnographic examination revealed marked abnormalities, mainly during REM sleep, and there was a correlation between a decrease in DREM with both temporal and clinical evolutions of SCA2. Key-words: ataxia; REM sleep; REM density; Sleep; Sleep disorders.
Orientador: Prof. Dr. Hélio Afonso Ghizoni Teive; Coorientadora: Profª. Drª. Ana Chrystina de Souza Crippa; Tese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Medicina Interna. Defesa : Curitiba, 28/07/2017; Inclui referências : f. 61-67
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<pubDate>Sun, 01 Jan 2017 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/1884/49338</guid>
<dc:date>2017-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Avaliação olfatória em pacientes com ataxia espinocerebelar tipo 10 em comparação a pacientes com ataxia espinocerebelar tipo 3, doença de Parkinson e controles</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/41777</link>
<description>Avaliação olfatória em pacientes com ataxia espinocerebelar tipo 10 em comparação a pacientes com ataxia espinocerebelar tipo 3, doença de Parkinson e controles
Resumo: As principais manifestações clínicas das ataxias espinocerebelares (AEC) resultam a partir do envolvimento do cerebelo e suas conexões aferentes e eferentes. O deficit olfativo tem sido descrito em diversas doenças neurodegenerativas, incluindo diferentes formas de ataxias autossômicas recessivas e dominantes. Porém, nenhum estudo até o momento mostrou se existe deficit olfativo em ataxia espinocerebelar tipo 10 (AEC10). Neste estudo, investigou-se de forma transversal a existência de deficit olfativo em pacientes com AEC10 comparando com ataxia espinocerebelar tipo 3 (AEC3), doença de Parkinson (DP) e controles saudáveis. Foram selecionados indivíduos que faziam acompanhamento no Ambulatório de Distúrbios do Movimento do Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, incluindo 30 pacientes com AEC3, 30 com AEC10, 30 pacientes com doença de Parkinson (DP) e 100 controles saudáveis. Para avaliar a olfação destes pacientes foi utilizado o teste de identificação de cheiro Sniffin' Sticks (SS16). Foram coletados dados demográficos, exame neurológico e as escalas SARA e MEEM. Para a análise foram considerados apenas 44 indivíduos do grupo controle selecionados a partir do método de escore de propensão, que visou selecionar controles que tivessem a maior similaridade possível com os casos (AEC10 e AEC3). Do grupo com AEC10, 17 (56,7%) eram do sexo feminino, a média de idade era de 48,5 ± 11,4 anos e 14 (46,7%) eram tabagistas. Dos 30 pacientes com AEC3, 16 (53,3%) eram mulheres, a média de idade era 51,3 ± 9,8 anos e 10 (33,3%) eram tabagistas. O grupo de controles saudáveis foi composto por 30 (68,2%) mulheres e apresentou média de idade de 46,6 ± 11,1 anos e 21 (47,7%) eram tabagistas. O grupo com DP foi composto por 13 (43,3%) mulheres e apresentou média de idade de 66,4 ± 8,8 anos e apenas duas (6,7%) eram tabagistas. A média de duração da doença nos pacientes com AEC10 foi de 14,2 ± 11 anos e nos pacientes com AEC3 foi de 11,3 ± 6 anos. Os valores do escore de SS16 para o grupo AEC10 foi de 11,9 ± 2,9, no grupo AEC3 12,3 ± 1,9, no grupo da DP foi de 6,6 ± 2,8 e no grupo controle de 12,1 ± 2,0. Quando realizada a comparação do escore do SS16 entre os grupos a AEC10 não apresentou um deficit olfativo significativo quando comparado ao grupo de AEC3 ou controles, porém apresentou um resultado significativo quando comparado ao grupo de DP (p &lt; 0,001). O número de expansões também foi analisado em 17 pacientes com AEC10 e em 14 pacientes com AEC3 e esta associação entre o número de repetições do gene com o escore do teste de SS16, não foi estatisticamente significativa (p = 0,739 e p = 0,303, respectivamente). Quando realizada a associação entre o escore de SS16 e duração da doença, esta também não encontrou significância estatística. Porém, quando se estudou a associação entre o escore de SS16 e escore de Mini Mental, esta foi estatisticamente significativa no grupo controle (p = 0,007), no grupo AEC3 (p = 0,005) e no grupo AEC10 (p = 0,001). Este estudo confirma descobertas anteriores de hiposmia em ataxia quando comparado à doença de Parkinson, porém não foi encontrada nenhuma associação deste deficit olfatório com a duração da doença ou com número de repetição no gene, mas sim com o escore do MEEM. Palavras-chave: Ataxia; Cerebelo; Cognição; Olfato.; Abstract: The main clinical manifestations of spinocerebellar ataxias (SCA) result from the involvement of the cerebellum and its afferent and efferent connections. Previous studies have shown olfactory deficits in different forms of ataxia as SCA2, Friedreich ataxia and in small groups of diverse aetiology ataxia. However, no one showed olfactory deficit in spinocerebellar ataxia type 10 (SCA10). This was a cross-sectional study investigating the existence of olfactory deficit in patients with SCA10 compared to SCA3, patients with Parkinson's disease (PD) and healthy controls. Individuals were recruited from the movement disorders clinic of the Federal University of Paraná. Including 30 patients with SCA3, 30 with SCA10, 30 with PD and 100 healthy controls. The authors used a 16-item smell identification test from Sniffin' Sticks (SS16) to assess the olfaction of these patients. Were collected demographic data of the patients, all of them underwent a neurological examination and were applied the SARA scale and the MMSE. For the analysis were considered only 44 individuals in the control group selected from the Propensity score method, which aimed to select controls that had the greatest similarity with possible cases (10 AEC and AEC3). From the SCA10 group 17 (56.7%) were female, the mean age was 48.5 ± 11.4 years and a total of 14 (46.7%) were smokers. Of the 30 patients with SCA3, 16 (53.3%) were women; the mean age was 51.3 ± 9.8 years and 10 (33.3%) were smokers. The group of healthy controls, 30 (68.2%) were women, mean age was 46.6 ± 11.1 years and 21 47.7%) were smokers. The PD group, were composed of 13 (43.3%) women, the mean age was 66.4 ± 8.8 years and only 2 (6.7%) were smokers. The mean disease duration of SCA10 patients was 14.2 ± 11 years and in patients with SCA3 was 11.3 ± 6. The mean SS16 score for the SCA10 group was 11.9 ± 2.9, and 12.3 ± 1.9 in the SCA3, the PD group mean SS16 score was 6.6 ± 2.8 and control group 12.1 ± 2.0. The SS16 score did not preset a significant olfactory deficits when compared to SCA10 with SCA3 or control group, however was a significant higher in ataxias than in DP group (p &lt; 0.001). The number of repeat expansions was also analyzed in 17 SCA10 patients and 14 SCA3 patients. When analyzed the association between the number of repeat expansion and the SS16 score, this was not statistically significant p = 0.739 and p = 0.303 respectively. When performed the evaluation of the association between the SS16 score and the disease duration this also not found statistical significance. However the association between the score of SS16 and Mini Mental score was statistically significant in the control group (p = 0.007), SCA3 group (p = 0.005) and SCA10 group (p = 0.001).This study confirms previous findings in ataxia hyposmia when compared with Parkinson's disease. However association of the olfactory deficit with disease duration or repeat expansion was not found. Keywords: Ataxia; Cerebellum; Cognition; Smell.
Orientador: Prof. Dr. Helio Afonso G. Teive; Co-orientadora: Profª. Drª. Laura S. Moriyama; Tese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Medicina Interna. Defesa : Curitiba, 13/12/2015; Inclui referências : f. 58-72
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<pubDate>Thu, 01 Jan 2015 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2015-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Avaliação histomorfológica e bioquímica da matiz extracelular de valvas cardíacas porcinas descelularizadas</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/63158</link>
<description>Avaliação histomorfológica e bioquímica da matiz extracelular de valvas cardíacas porcinas descelularizadas
Resumo: As valvopatias comprometem a função valvar por deterioração estrutural, demandando uma substituição da valva acometida. Para recuperação da função valvar o substituto valvar deve apresentar desempenho fisiológico e longa durabilidade. Apresentando anatomia semelhante, baixo potencial imunogênico e disponibilidade, as válvulas cardíacas porcinas descelularizadas figuram como o melhor candidato. Um método de descelularização baseado em dodecil sulfato de sódio (SDS) pode produzir um arcabouço de matriz extracelular (MEC) de válvulas aórtica e pulmonar porcina. Este estudo visa avaliar o impacto do método de descelularização sobre a arquitetura de MEC da válvula aórtica porcina descelularizada (VAPD) e da válvula pulmonar porcina descelularizada (VPPD), comparando com válvulas nativas aórtica e pulmonar (VAPN e VPPN), respectivamente. A análise histológica revelou uma ausência de núcleos nas cúspides e condutos das DAPV e DPPV, demonstrando a remoção célula. A análise histomorfológica mostraram a preservação de fibras de MEC, mantendo as estruturas das cúspides e condutos nas VAPD e VPPD. A Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) revela a semelhança da arquitetura de MEC descelularizadas à nativa. Pela avaliação de Microespectroscopia Raman (MR) demonstrou a integridade das estruturas químicas dos componentes da matriz extracelular, sugerindo a conservação do conteúdo de colágeno e glicosaminoglicanos (GAGs). A preservação da lâmina basal nas estruturas das VAPD e VPPD indica a integridade da estrutura organizacional. Estes resultados demonstram que o método de descelularização proposto neste estudo remove células mantendo a arquitetura de MEC da válvula, sugerindo a semelhança de propriedades biológicas às de uma válvula natural saudável. Palavras-chave: descelularização, SDS, substitutos valvares, matriz extracelular, valvas cardíacas.; Abstract: Heart valve disease compromises the valve function caused by the structural deterioration, requiring a valve replacement. For recovery of valve function the heart valve substitute should present physiological performance and long durability. Featuring anatomy similar, low immunogenic potential and availability, porcine decellularized heart valves stand as the best candidate. A method of decellularization based on sodium dodecyl sulphate (SDS) can produce an extracellular matrix scaffold (ECM) of porcine aortic and pulmonary valves. This study aim to evaluated the impact of decellularization method on the ECM architecture of the decellularized aortic porcine valve (DAPV) and decellularized pulmonary porcine valve (DPPV), comparing with native aortic and pulmonary valves (NAPV and NPPV), respectively. Histological analysis revealed an absence of nuclei in the cusps and conduits of DAPV and DPPV groups demonstrating cell removing. The histomorphological analysis showed the preservation of ECM fibres, maintaining the structures of the cusps and conduits in DAPV and DPPV. Scanning electron microscopy (SEM) reveal the similarity of ECM architecture of decellularized to native. Raman Microspectroscopy (RM) demonstrated the integrity of chemical structures of ECM components, suggesting the conservation of the collagen content and glycosaminoglycans (GAGs). The preservation of basal lamina in the decellularized tissue confirms the integrity of the organizational structure. These results demonstrate that the decellularization method proposed in this study removes cells keeping the ECM architecture of the valve, suggesting similarity of biological properties to those of a healthy native valve. Keywords: decellularization, SDS, heart valves substitutes, extracellular matrix, heart valves.
Orientador: Dr. Ronaldo da Rocha Loures Bueno; Coorientador: Dr. Francisco Diniz Affonso da Costa; Tese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Medicina Interna. Defesa : Curitiba, 06/04/2015; Inclui referências: p. 75-81
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<pubDate>Thu, 01 Jan 2015 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2015-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Avaliação ecocardiográfica nas distrofias musculares de Duchenne e Becker</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/56949</link>
<description>Avaliação ecocardiográfica nas distrofias musculares de Duchenne e Becker
Resumo: Introdução. A disfunção sistólica do ventrículo esquerdo (DSVE) é um achado comum nos pacientes com distrofia muscular de Duchenne (DMD) e Becker (DMB). A detecção precoce de DSVE é importante para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas nesses pacientes. Novas técnicas ecocardiográficas têm sido utilizadas para a detecção de DSVE em diversas cardiopatias. Objetivo. Analisar o strain miocárdico ecocardiográfico para a detecção precoce de DSVE, determinar os preditores de DSVE e comparar o volume do átrio esquerdo (AE) e os volumes e a fração de ejeção do VE (FEVE) obtidos por meio da ecocardiografia tridimensional e bidimensional nos pacientes com DMD e DMB. Métodos. Estudo transversal de 46 pacientes com DMD e 14 pacientes com DMB, do sexo masculino, acompanhados no Serviço de Doenças Neuromusculares do Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, entre janeiro de 2014 e junho de 2016. O ecocardiograma transtorácico (ETT) foi realizado com a sonda Matrix do aparelho Philips IE33, pelo mesmo pesquisador. Foram medidos os volumes do AE e do VE e a FEVE utilizando as técnicas tridimensional e bidimensional. Os pacientes foram divididos em: disfunção sistólica do VE (FEVE&lt;52%) ou FEVE preservada (FEVE?52%). A análise do strain miocárdico foi realizada por meio da medida do strain longitudinal global (SLG). O SLG foi medido pela ecocardiografia bidimensional com a técnica de speckle tracking (rastreamento de pontos). Os pacientes com FEVE preservada foram divididos em: disfunção sistólica precoce do VE (FEVE?52% e SLG&gt;-18) ou função sistólica do VE preservada (FEVE?52% e SLG?-18). Resultados. A análise do strain miocárdico foi capaz de detectar disfunção sistólica precoce do VE em 50,0% dos pacientes com DMD e em 9,1% dos pacientes com DMB. Os pacientes com disfunção sistólica precoce do VE tiveram maior tempo de duração da doença (p=0,003) e apresentaram maior frequência de uso de corticosteroides (p=0,001) e de mutações nos éxons 46 (p=0,003), 47 (p=0,003), 48 (p&lt;0,001), 49 (p&lt;0,001), 50 (p=0,003) e 52 (p=0,047) do gene DMD. A correlação entre os métodos tridimensional e bidimensional para a medida do volume do AE e dos volumes diastólico e sistólico do VE foi forte, com coeficientes de correção de 0,87 (p&lt;0,001), 0,94 (p&lt;0,001) e 0,90 (p&lt;0,001), respectivamente. A ecocardiografia tridimensional apresentou menores volumes do AE (p&lt;0,001) e do VE (p&lt;0,001). A FEVE foi semelhante entre as duas técnicas. Conclusão. A análise do strain miocárdico é útil para o diagnóstico precoce de DSVE nos pacientes com DMD. Idade mais avançada, uso de corticosteroides e mutações na região de "hot spot" do gene DMD estão associados à disfunção sistólica precoce do VE. Os volumes do AE e do VE ao método tridimensional são menores quando comparados àqueles medidos pela ecocardiografia bidimensional nos pacientes com DMD e DMB.  Palavras-chave: Distrofia muscular de Duchenne. Distrofia muscular de Becker. Análise genética. Alterações ecocardiográficas. Strain miocárdico. Speckle tracking.; Abstract: Introduction. Left ventricular systolic dysfunction (LVSD) is a common finding in patients with Duchenne (DMD) and Becker (BMD) muscular dystrophies. Early detection of LVSD is important for therapeutic strategies for DMD and BMD patients. Novel echocardiographic techniques have been used for the detection of LVSD in several heart diseases. Objective. We analyzed the myocardial strain by echocardiography for the early detection of LVSD, determined the predictors of early LVSD and compared left atrium (LA) volume and left ventricular (LV) volumes and ejection fraction (LVEF) obtained through three-dimensional (3DE) and two-dimensional (2DE) echocardiography in DMD and BMD patients. Methods. Cross-sectional study of 46 DMD and 14 BMD male patients followed in the Neuromuscular Disorders Service of Hospital de Clínicas of Federal University of Parana, between January 2014 and June 2016. Transthoracic echocardiogram (TTE) was performed with the Matrix probe of the Philips IE33 machine, by the same researcher. We measured LA volume and LV volumes and ejection fraction using 3DE and 2DE techniques. Patients were determined to have overt LVSD (LVEF&lt;52%) or normal LVEF (LVEF?52%). Myocardial strain analysis was derived from global longitudinal strain (GLS) measurements. GLS was measured by 2DE with the speckle tracking technique. Patients with LVEF?52% were determined to have early LVSD [LVEF?52% and GLS&gt;-18] or normal left ventricular systolic function [LVEF?52% and GLS?-18]. Results. Myocardial strain analysis was able to detect early LVSD in 50.0% of DMD patients and in 9.1% of BMD patients. Patients with early LVSD had longer disease duration (p=0.003) and a higher frequency of corticosteroid therapy (p=0.001) and of mutations in exons 45 (p=0.044), 46 (p=0.003), 47 (p=0.003), 48 (p&lt;0.001), 49 (p&lt;0.001), 50 (p=0.003) and 52 (p=0.047) of the DMD gene. The correlation between 3DE and 2DE for the measurement of LA volume and LV diastolic and systolic volumes was strong, with correlation coefficients of 0.87 (p&lt;0.001), 0.94 (p&lt;0.001) e 0.90 (p&lt;0.001), respectively. 3DE presented lower LA (p&lt;0.001) and LV volumes (p&lt;0.001). LVEF was similar between the two techniques. Conclusion. Myocardial strain measurements are useful for the early diagnosis of LVSD in DMD patients. Older age, use of corticosteroids and mutations within the "hot spot" region of the DMD gene are associated with early LVSD. LA and LV volumes are smaller by 3DE when compared to 2DE measurements in DMD and BMD patients.  Keywords: Duchenne muscular dystrophy. Becker muscular dystrophy. Genetic analysis. Echocardiographic abnormalities. Myocardial strain. Speckle tracking.
Orientador: Dr. Claudio L. Pereira da Cunha; Coorientadora: Dra. Rosana H. Scola; Tese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Medicina Interna e Ciências da Saúde. Defesa : Curitiba, 16/04/2018; Inclui referências
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<pubDate>Mon, 01 Jan 2018 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/1884/56949</guid>
<dc:date>2018-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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