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<title>40001016038P0 Programa de Pós-Graduação em Farmacologia</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/39631</link>
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<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 20:08:12 GMT</pubDate>
<dc:date>2026-06-11T20:08:12Z</dc:date>
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<title>Efeitos do tratamento com canabigerol nos comportamentos de medo e ansiedade : a influência do condicionamento prévio</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/102119</link>
<description>Efeitos do tratamento com canabigerol nos comportamentos de medo e ansiedade : a influência do condicionamento prévio
Resumo: A reconsolidação é um processo onde as memórias armazenadas, quandoevocadas, passam por um novo estado de labilização que possibilita que essasmemórias sejam atualizadas, fortalecidas ou mesmo enfraquecidas. Assim,prejudicar a reconsolidação pode ser promissor para o tratamento do transtorno deestresse pós-traumático (TEPT). Nesse sentido, os fitocanabinoides têmdemonstrado potenciais efeitos terapêuticos, uma vez que o canabidiol e o?9-tetrahidrocanabinol mostraram interferir na reconsolidação da memória de medoem ratos. Outro fitocanabinoide, o canabigerol (CBG), tem atraído atenção por suaspropriedades anti-inflamatórias e neuromodulatórias, bem como por sua afinidadepor a2-adrenoceptores e receptores 5-HT1A. Contudo, os efeitos do CBG sobre areconsolidação da memória de medo ainda são incertos. Nossa hipótese foi queuma dose baixa de CBG (1 mg/kg, i.p.) prejudicaria a reconsolidação da memória demedo mediado pelos a2-adrenoceptores, dada a participação desses receptores noprocessamento da memória de medo. Logo, buscamos examinar a influência doCBG sobre a reconsolidação da memória de medo em ratos machos e fêmeas.Inicialmente, ratos adultos condicionados ao medo receberam veículo (Tween 805%, DMSO 5% e salina 90%) ou CBG imediatamente após uma sessão deevocação da memória. Os efeitos do tratamento sobre a reconsolidação egeneralização da memória de medo foram avaliados no Teste A e B,respectivamente. Todavia, nenhum efeito significativo do CBG foi visto sobre essesprocessos. Para avaliar o efeito do CBG sobre o comportamento do tipo ansioso ena atividade locomotora, ratos naive tratados com veículo ou CBG foram submetidosao teste do labirinto em cruz elevado (LCE). Também, nenhuma diferença foiobservada no comportamento relacionado à ansiedade e na atividade locomotora.Ainda, outro grupo foi tratado com CBG, logo após a evocação da memória, e emseguida ao Teste B foram expostos ao LCE. Curiosamente, o CBG aumentou otempo e o número de entradas nos braços abertos e reduziu as avaliações de riscode machos condicionados. Diferentemente, o CBG diminuiu o número de entradasnos braços abertos de fêmeas condicionadas. Ademais, foi realizada a quantificaçãodos neurotransmissores noradrenalina (NA) e serotonina, e seus metabólitos, nasregiões do córtex pré-frontal medial (CPFm), hipocampo dorsal (HD) e ventral deanimais tratados. As quantificações foram feitas 2 horas após a injeção, depois dasessão de evocação, e também após o Teste B. Notou-se que no período de 2 horasas fêmeas tratadas apresentaram um menor conteúdo de DHPG, o metabólito daNA, no HD, e menor turnover de NA no CPFm. Ainda, viu-se diferenças basais noconteúdo de neurotransmissores entre os sexos nos dois períodos de tempoavaliados. Esses dados sugerem que o efeito do CBG no comportamento do tipoansioso é depende do sexo e da presença de um estresse prévio como ocondicionamento do medo. Entretanto, sem afetar a reconsolidação da memória demedo. As alterações na neurotransmissão indicam que os comportamentosrelacionados ao medo observados não sofrem efeitos dessas mudanças. Maspodem estar envolvidas com o comportamento relacionado à ansiedade dosanimais. Futuros estudos que explorem essa questão são necessários.; Abstract: Reconsolidation is a process in which stored memories, when recalled, undergo anew state of labilization that allows these memories to be updated, strengthened, oreven weakened. Therefore, it is proposed that impairing reconsolidation may be apromising approach for the treatment of PTSD. Phytocannabinoids have shownpotential therapeutic effects on post-traumatic stress disorder (PTSD) and anxietydisorders. While previous studies have demonstrated that cannabidiol and?9-tetrahydrocannabinol disrupt fear memory reconsolidation in both male and femalerats. Cannabigerol (CBG), another phytocannabinoid, has garnered attention for itsanti-inflammatory and neuromodulatory properties, as well as its affinity fora2-adrenoceptors and 5-HT1A receptors. However, the effects of CBG on fear memoryreconsolidation remain unclear. We hypothesized that a low dose of CBG (1 mg/kg,i.p.) would impair fear memory reconsolidation mediated by a2-adrenoceptors, giventhe involvement of these receptors in fear memory processing. Here, we aimed toexamine the influence of CBG on fear memory reconsolidation in male and femalerats. Firstly, fear-conditioned adult rats, immediately after a retrieval session, receivedvehicle (5% Tween 80, 5% DMSO, and 90% saline) or CBG. The treatment effect onfear memory reconsolidation and generalization were assessed during Test A andTest B, respectively. However, no significant effect of CBG was observed on theseprocesses. To assess the effect of CBG on anxiety-like behavior and locomotoractivity, naive rats were treated with either vehicle or CBG and subjected to theelevated plus maze (EPM) test. No differences were observed in anxiety-relatedbehavior or locomotor activity. Addiotionally, another group was treated with CBGimmediately after memory retrieval and then exposed to the EPM following Test B. Inthis context, CBG increased both the time spent and the number of entries into theopen arms, and reduced risk assessment behaviors in conditioned males. Incontrast, CBG decreased the number of open arm entries in conditioned females.Furthermore, we conducted neurotransmitter quantification of noradrenaline (NA) andserotonin, and their metabolites, in male and female samples from the medialprefrontal cortex (mPFC), dorsal hippocampus (DH), and ventral hippocampus areas.The quantification was conducted 2 hours after injection, immediately following theretrieval session, and we also evaluated the neurotransmitter contents immediatelyafter Test B. Interestingly, the neurotransmitter quantification showed that 2 hoursafter treatment with CBG females presented lower content of DHPG, that is, the NAmetabolite, in DH, and lower NA turnover in the mPFC. In addition, baselineneurotransmitter differences were observed between the sexes in the two timeperiods evaluated. These findings suggest that CBG effect on anxiety-like behavior issex-specific and influenced by prior stress, such as fear conditioning. However, itdoes not affect fear memory reconsolidation. The alterations in the neurotransmittersystems analyzed suggests that the observed fear behavior is not influenced bychanges in these systems induced by CBG, but these alterations may be involvedwith the anxiety-behavior presented. Future works addressing this matter arewarranted.
Orientadora: Profa. Dra. Cristina A. Jark Stern; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Farmacologia. Defesa : Curitiba, 29/04/2025; Inclui referências
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<pubDate>Wed, 01 Jan 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/1884/102119</guid>
<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Influência da restrição do sono no desenvolvimento de respostas associadas a migrânea em ratos machos e fêmeas</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/101930</link>
<description>Influência da restrição do sono no desenvolvimento de respostas associadas a migrânea em ratos machos e fêmeas
Resumo: A migrânea é uma síndrome neurológica incapacitante que afeta aproximadamente15% da população mundial, com prevalência de duas a três vezes maior emmulheres do que em homens. Dentre os mecanismos subjacentes à migrânea, aliberação de peptídeos vasoativos por neurônios do gânglio do trigêmeo (GT), taiscomo o peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP) e o polipeptídeoativador da adenilato ciclase hipofisária (PACAP), desempenham um papel crucial.Esses peptídeos contribuem para a inflamação neurogênica, a sensibilizaçãoperiférica e central, bem como para a vasodilatação, processos que participam dageração e manutenção da crise migranosa. Vários gatilhos ambientais, incluindoprivação de alimentos, estresse, exposição à luz e restrição do sono (RS), têm sidoassociados ao início das crises de migrânea. No entanto, os mecanismos pelosquais esses fatores modulam a sensibilização nociceptiva permanecem poucocompreendidos. Este estudo investiga a relação entre sono e migrânea, avaliando sea RS pode alterar o limiar mecânico nociceptivo na região periorbital de ratosmachos e fêmeas ou atuar como agente sensibilizador do sistema trigeminovascular.Ratos Wistar machos e fêmeas foram submetidos à RS por 6 horas diárias durantetrês dias consecutivos, utilizando o método Gentle Handling. Os grupos controleforam mantidos sob as mesmas condições, mas sem restrição do sono. No primeiroexperimento, a alodinia mecânica periorbital foi mensurada com filamentos de vonFrey antes e após cada dia de RS. Nos experimentos subsequentes, CGRP (38ng/10 µL), PACAP (0,1 ng/10 µL) ou os veículos correspondentes (10 µL) foramadministrados no GT no terceiro dia de RS, seguidos pela avaliação do limiarmecânico periorbital. Vinte e quatro horas após a injeção, os mesmos animais foramexpostos à luz intensa (~ 6000 lux) por 1 hora para avaliação de uma possívelreativação do limiar mecânico periorbital. Por fim, avaliou-se a influência da cafeínano protocolo descrito acima, mediante administração oral diária dessa substância(50 mg/kg) por três dias consecutivos antes da RS. Os resultados demonstraram quea RS isoladamente não alterou o limiar mecânico periorbital em ratos machos oufêmeas, mesmo após três dias consecutivos. No entanto, a administração de CGRPou PACAP em doses baixas, quando combinada à RS, induziu alodinia mecânicasignificativa em ratas fêmeas na segunda hora após a injeção, mas não em ratosmachos. A exposição à luz aversiva reativou a alodinia mecânica periorbital emfêmeas tratadas com CGRP ou PACAP, por uma e duas horas, respectivamente,sem efeito em machos. A cafeína potencializou ainda mais os efeitos sensibilizantesde CGRP e PACAP sobre a alodinia e a fotossensibilidade, gerando respostasnociceptivas em animais de ambos os sexos. Esses achados indicam que a restriçãode sono facilita a sensibilização do sistema trigeminovascular, promovendorespostas semelhantes à migrânea de maneira dependente do sexo, e destacam acafeína como um modulador dessa interação.
Orientadora: Profa. Dra. Juliana Geremias Chichorro; Banca: Juliana Geremias Chichorro (Presidente da Banca), Sérgio José Macedo Júnior, Wagner Hummig; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Farmacologia. Defesa : Curitiba, 10/12/2025; Inclui referências
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<pubDate>Wed, 01 Jan 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/1884/101930</guid>
<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Efeito do suporte social na modulação de respostas de medo e ansiedade durante a estimulação aversiva da substância cinzenta periaquedutal dorsal : um estudo comparativo entre sexos</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/99003</link>
<description>Efeito do suporte social na modulação de respostas de medo e ansiedade durante a estimulação aversiva da substância cinzenta periaquedutal dorsal : um estudo comparativo entre sexos
Resumo: O suporte social (SS) fornecido por membros da mesma espécie durante uma situação aversiva pode influenciar o processamento de respostas de medo e ansiedade. No entanto, o efeito do suporte social na resposta aversiva produzida pela estimulação da substância cinzenta periaquedutal dorsolateral (SCPd) ainda não foi investigado. Portanto, investigamos em ratos machos e fêmeas o efeito da estimulação química da SCPd com N-metil-D-aspartato (NMDA) na aquisição de aversão ao lugar condicionado (ACL) e se a estimulação da SCPd produziria uma resposta persistente semelhante à ansiedade, usando para isso o teste do labirinto em cruz elevado (LCE). Os efeitos da estimulação da SCPd foram avaliados na presença ou ausência de suporte social (SS) fornecido por um membro da mesma espécie não familiar e ingênuo. Descobrimos que, durante uma sessão de condicionamento aversivo, a estimulação da SCPd induziu comportamento de congelamento em ratos machos e fêmeas, que foi atenuado pela presença de SS. No teste de ACL (TACL), a estimulação com SCPd induziu aversão em ambos os sexos, enquanto o SS reverteu aACL em machos, mas não em fêmeas – o que pode ser explicado como resultado da variação nas fases do ciclo estral (não avaliado). Apesar desse efeito em ratas, o SS induziu um aumento significativo nas vocalizações ultrassônicas apetitivas (USVs) e uma diminuição nas USVs aversivas, juntamente com a redução do comportamento ansioso em ratos machos e fêmeas. Por outro lado, todos esses efeitos benéficos observados no processamento da memória aversiva e na resposta ansiosa não foram observados nos animais que serviram como provedores de SS, o que é um aspecto que precisa ser melhor investigado. Nossos achados fornecem novas abordagens sobre o papel da SCPd e do suporte social (SS) na aquisição de respostas aversivas e no comportamento ansioso persistente associado; Abstract: Social support (SS) provided by conspecifics during an aversive situation can influence the processing of fear and anxiety responses. However, the effect of social support on the aversive response produced by stimulation of the dorsolateral periaqueductal gray (dPAG) has not yet been investigated. Therefore, we investigated the effect of chemical stimulation of the dPAG with N-methyl-D-aspartate (NMDA) on the acquisition of conditioned place aversion (CPA) in male and female rats and whether dPAG stimulation would produce a persistent anxiety-like response using the elevated plus maze (EPM) test. The effects of dPAG stimulation were assessed in the presence or absence of social support (SS) provided by an unfamiliar and naive conspecific. We found that, during an aversive conditioning session, dPAG stimulation induced freezing behavior in male and female rats, which was attenuated by the presence of SS. In the CPA test, dPAG stimulation induced aversion in both sexes, while SS reversed CPA in males but not in females—a result that could be explained by variations in estrous cycle phases (not evaluated). Despite this effect in female rats, SS induced a significant increase in appetitive ultrasonic vocalizations (USVs) and a decrease in aversive USVs, along with a reduction in anxiety-like behavior in both male and female rats. Conversely, these beneficial effects on aversive memory processing and anxietylike responses were not observed in the animals that served as SS providers, which is an aspect that requires further investigation. Our findings provide new insights into the role of dPAG and social support (SS) in the acquisition of aversive responses and associated persistent anxious behavior
Orientadora: Profa. Dra. Janaina Menezes Zanoveli; Banca: Janaina Menezes Zanoveli (Presidente da Banca), Vanessa de Paula Soares Rachetti, Bruno Jacson Martynhak e Luiz Kae Sales Kanazawa; Tese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Farmacologia. Defesa : Curitiba, 29/09/2025; Inclui referências
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<pubDate>Wed, 01 Jan 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Efeitos antineoplásicos de extratos de Pereskia grandifolia (ora-pronobis) em modelos pré-clínicos de câncer de mama</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/101255</link>
<description>Efeitos antineoplásicos de extratos de Pereskia grandifolia (ora-pronobis) em modelos pré-clínicos de câncer de mama
Resumo: O câncer de mama é a neoplasia maligna mais incidente entre mulheres em todo o mundo, representando um desafio terapêutico relevante, especialmente nos subtipos hormônio-receptor positivos, nos quais a resistência tumoral e a toxicidade dos quimioterápicos convencionais limitam a eficácia clínica. Nesse contexto, a busca por terapias alternativas mais seguras tem impulsionado o interesse por produtos naturais. Pereskia grandifolia Haw. (Cactaceae), conhecida como ora-pronóbis, apresenta elevado valor nutricional e propriedades biológicas já descritas. Este estudo avaliou a atividade antitumoral e os mecanismos moleculares das frações hidroetanólica (HD) e hexânica (HX) obtidas das folhas de P. grandifolia, integrando análises in vitro em células MCF-7 e in vivo em modelos murinos de carcinoma de Ehrlich (formas sólida e ascítica). A caracterização fitoquímica revelou que a fração HX é predominantemente composta por triterpenos e esteroides, enquanto a fração HD apresentou um perfil químico mais complexo. Em ensaios in vitro, a fração HX exibiu citotoxicidade acentuada em células MCF-7, enquanto a fração HD demonstrou efeito antiproliferativo mais pronunciado, sendo ambas capazes de abolir a sobrevivência clonogênica. Para a validação in vivo, camundongos fêmeas Swiss inoculados com células de Ehrlich foram tratados por via oral durante 21 dias com HD (100 mg·kg¹), HX (50 mg·kg¹) ou veículo. Ambas as frações inibiram significativamente a progressão do carcinoma sólido de Ehrlich (86% para HD e 89% para HX), sem efeito no modelo ascítico, indicando uma resposta dependente do microambiente tumoral. As análises moleculares por RTqPCR demonstraram que ambas as frações induziram morte celular programada por necroptose, evidenciada pela modulação de Ripk1, Ripk3 e Casp8, além da inibição da angiogênese, indicada pela redução da expressão de Vegf. Contudo, os mecanismos antitumorais diferiram entre as frações. A fração HD promoveu uma resposta mais modulada, associada à redução da necrose tumoral, menor infiltração inflamatória e diminuição sistêmica de granulócitos e monócitos circulantes. Em contraste, a fração HX atuou predominantemente como agente citotóxico, induzindo estresse oxidativo, caracterizado pelo aumento de espécies reativas de oxigênio e glutationa reduzida, elevado grau de necrose tumoral, supressão de genes relacionados à inflamação (Nfkb1), hipóxia (Hif1a) e ciclo celular (Ccnd1), além de linfocitose sistêmica. Em conjunto, os resultados demonstram que as frações hidroetanólica e hexânica de P. grandifolia apresentam atividade antitumoral relevante em modelos pré-clínicos de câncer de mama sólido, mediada por mecanismos moleculares distintos e complementares. A convergência na indução de necroptose, na inibição da angiogênese e a ausência de toxicidade sistêmica reforçam o potencial da espécie como fonte de compostos bioativos para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas antineoplásicas adjuvantes ou alternativas; Abstract: Breast cancer is the most prevalent malignant neoplasm among women worldwide, representing a significant therapeutic challenge, particularly in hormone receptor–positive subtypes, in which tumor resistance and the toxicity associated with conventional chemotherapeutic agents limit clinical efficacy. In this context, the search for safer alternative therapies has driven growing interest in natural products. Pereskia grandifolia Haw. (Cactaceae), commonly known as ora-pro-nóbis, exhibits high nutritional value and well-documented biological properties. This study evaluated the antitumor activity and molecular mechanisms of hydroethanolic (HD) and hexane (HX) fractions obtained from P. grandifolia leaves, integrating in vitro analyses using MCF-7 cells and in vivo assays in murine models of Ehrlich carcinoma (solid and ascitic forms). Phytochemical characterization revealed that the HX fraction is predominantly composed of triterpenes and steroids, whereas the HD fraction exhibited a more complex chemical profile. In vitro assays demonstrated that the HX fraction exerted pronounced cytotoxicity in MCF-7 cells, while the HD fraction showed a more marked antiproliferative effect; both fractions were able to abolish clonogenic survival. For in vivo validation, female Swiss mice inoculated with Ehrlich tumor cells were orally treated for 21 days with HD (100 mg·kg¹), HX (50 mg·kg¹), or vehicle. Both fractions significantly inhibited the progression of solid Ehrlich carcinoma (86% for HD and 89% for HX), with no effect observed in the ascitic model, indicating a tumor microenvironment–dependent response. Molecular analyses by RT-qPCR demonstrated that both fractions induced programmed cell death via necroptosis, as evidenced by the modulation of Ripk1, Ripk3, and Casp8, in addition to the inhibition of angiogenesis, indicated by reduced Vegf expression. However, distinct antitumor mechanisms were observed between the fractions. The HD fraction promoted a more modulated response, associated with reduced tumor necrosis, lower inflammatory infiltration, and a systemic decrease in circulating granulocytes and monocytes. In contrast, the HX fraction acted predominantly as a cytotoxic agent, inducing oxidative stress characterized by increased reactive oxygen species and reduced glutathione levels, extensive tumor necrosis, suppression of genes related to inflammation (Nfkb1), hypoxia (Hif1a), and cell cycle regulation (Ccnd1), as well as systemic lymphocytosis. Collectively, these findings demonstrate that the hydroethanolic and hexane fractions of P. grandifolia exhibit relevant antitumor activity in preclinical models of solid breast cancer, mediated by distinct and complementary molecular mechanisms. The convergence in necroptosis induction and angiogenesis inhibition, together with the absence of systemic toxicity, reinforces the potential of this species as a source of bioactive compounds for the development of adjuvant or alternative antineoplastic therapeutic strategies
Orientadora: Prof.ª Dr.ª Alexandra Acco; Coorientadora: Dr.ª Maria Carolina Stipp; Banca: Alexandra Acco (Presidente da Banca), Lucimara Mach Cortes Cordeiro e Stellee Marcela Petris Biscaia; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Farmacologia. Defesa : Curitiba, 14/01/2026; Inclui referências
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<pubDate>Thu, 01 Jan 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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