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<title>40001016038P0 Programa de Pós-Graduação em Farmacologia</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/39631</link>
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<pubDate>Mon, 04 May 2026 02:11:12 GMT</pubDate>
<dc:date>2026-05-04T02:11:12Z</dc:date>
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<title>Efeito do suporte social na modulação de respostas de medo e ansiedade durante a estimulação aversiva da substância cinzenta periaquedutal dorsal : um estudo comparativo entre sexos</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/99003</link>
<description>Efeito do suporte social na modulação de respostas de medo e ansiedade durante a estimulação aversiva da substância cinzenta periaquedutal dorsal : um estudo comparativo entre sexos
Resumo: O suporte social (SS) fornecido por membros da mesma espécie durante uma situação aversiva pode influenciar o processamento de respostas de medo e ansiedade. No entanto, o efeito do suporte social na resposta aversiva produzida pela estimulação da substância cinzenta periaquedutal dorsolateral (SCPd) ainda não foi investigado. Portanto, investigamos em ratos machos e fêmeas o efeito da estimulação química da SCPd com N-metil-D-aspartato (NMDA) na aquisição de aversão ao lugar condicionado (ACL) e se a estimulação da SCPd produziria uma resposta persistente semelhante à ansiedade, usando para isso o teste do labirinto em cruz elevado (LCE). Os efeitos da estimulação da SCPd foram avaliados na presença ou ausência de suporte social (SS) fornecido por um membro da mesma espécie não familiar e ingênuo. Descobrimos que, durante uma sessão de condicionamento aversivo, a estimulação da SCPd induziu comportamento de congelamento em ratos machos e fêmeas, que foi atenuado pela presença de SS. No teste de ACL (TACL), a estimulação com SCPd induziu aversão em ambos os sexos, enquanto o SS reverteu aACL em machos, mas não em fêmeas – o que pode ser explicado como resultado da variação nas fases do ciclo estral (não avaliado). Apesar desse efeito em ratas, o SS induziu um aumento significativo nas vocalizações ultrassônicas apetitivas (USVs) e uma diminuição nas USVs aversivas, juntamente com a redução do comportamento ansioso em ratos machos e fêmeas. Por outro lado, todos esses efeitos benéficos observados no processamento da memória aversiva e na resposta ansiosa não foram observados nos animais que serviram como provedores de SS, o que é um aspecto que precisa ser melhor investigado. Nossos achados fornecem novas abordagens sobre o papel da SCPd e do suporte social (SS) na aquisição de respostas aversivas e no comportamento ansioso persistente associado; Abstract: Social support (SS) provided by conspecifics during an aversive situation can influence the processing of fear and anxiety responses. However, the effect of social support on the aversive response produced by stimulation of the dorsolateral periaqueductal gray (dPAG) has not yet been investigated. Therefore, we investigated the effect of chemical stimulation of the dPAG with N-methyl-D-aspartate (NMDA) on the acquisition of conditioned place aversion (CPA) in male and female rats and whether dPAG stimulation would produce a persistent anxiety-like response using the elevated plus maze (EPM) test. The effects of dPAG stimulation were assessed in the presence or absence of social support (SS) provided by an unfamiliar and naive conspecific. We found that, during an aversive conditioning session, dPAG stimulation induced freezing behavior in male and female rats, which was attenuated by the presence of SS. In the CPA test, dPAG stimulation induced aversion in both sexes, while SS reversed CPA in males but not in females—a result that could be explained by variations in estrous cycle phases (not evaluated). Despite this effect in female rats, SS induced a significant increase in appetitive ultrasonic vocalizations (USVs) and a decrease in aversive USVs, along with a reduction in anxiety-like behavior in both male and female rats. Conversely, these beneficial effects on aversive memory processing and anxietylike responses were not observed in the animals that served as SS providers, which is an aspect that requires further investigation. Our findings provide new insights into the role of dPAG and social support (SS) in the acquisition of aversive responses and associated persistent anxious behavior
Orientadora: Profa. Dra. Janaina Menezes Zanoveli; Banca: Janaina Menezes Zanoveli (Presidente da Banca), Vanessa de Paula Soares Rachetti, Bruno Jacson Martynhak e Luiz Kae Sales Kanazawa; Tese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Farmacologia. Defesa : Curitiba, 29/09/2025; Inclui referências
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<pubDate>Wed, 01 Jan 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/1884/99003</guid>
<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Efeitos antineoplásicos de extratos de Pereskia grandifolia (ora-pronobis) em modelos pré-clínicos de câncer de mama</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/101255</link>
<description>Efeitos antineoplásicos de extratos de Pereskia grandifolia (ora-pronobis) em modelos pré-clínicos de câncer de mama
Resumo: O câncer de mama é a neoplasia maligna mais incidente entre mulheres em todo o mundo, representando um desafio terapêutico relevante, especialmente nos subtipos hormônio-receptor positivos, nos quais a resistência tumoral e a toxicidade dos quimioterápicos convencionais limitam a eficácia clínica. Nesse contexto, a busca por terapias alternativas mais seguras tem impulsionado o interesse por produtos naturais. Pereskia grandifolia Haw. (Cactaceae), conhecida como ora-pronóbis, apresenta elevado valor nutricional e propriedades biológicas já descritas. Este estudo avaliou a atividade antitumoral e os mecanismos moleculares das frações hidroetanólica (HD) e hexânica (HX) obtidas das folhas de P. grandifolia, integrando análises in vitro em células MCF-7 e in vivo em modelos murinos de carcinoma de Ehrlich (formas sólida e ascítica). A caracterização fitoquímica revelou que a fração HX é predominantemente composta por triterpenos e esteroides, enquanto a fração HD apresentou um perfil químico mais complexo. Em ensaios in vitro, a fração HX exibiu citotoxicidade acentuada em células MCF-7, enquanto a fração HD demonstrou efeito antiproliferativo mais pronunciado, sendo ambas capazes de abolir a sobrevivência clonogênica. Para a validação in vivo, camundongos fêmeas Swiss inoculados com células de Ehrlich foram tratados por via oral durante 21 dias com HD (100 mg·kg¹), HX (50 mg·kg¹) ou veículo. Ambas as frações inibiram significativamente a progressão do carcinoma sólido de Ehrlich (86% para HD e 89% para HX), sem efeito no modelo ascítico, indicando uma resposta dependente do microambiente tumoral. As análises moleculares por RTqPCR demonstraram que ambas as frações induziram morte celular programada por necroptose, evidenciada pela modulação de Ripk1, Ripk3 e Casp8, além da inibição da angiogênese, indicada pela redução da expressão de Vegf. Contudo, os mecanismos antitumorais diferiram entre as frações. A fração HD promoveu uma resposta mais modulada, associada à redução da necrose tumoral, menor infiltração inflamatória e diminuição sistêmica de granulócitos e monócitos circulantes. Em contraste, a fração HX atuou predominantemente como agente citotóxico, induzindo estresse oxidativo, caracterizado pelo aumento de espécies reativas de oxigênio e glutationa reduzida, elevado grau de necrose tumoral, supressão de genes relacionados à inflamação (Nfkb1), hipóxia (Hif1a) e ciclo celular (Ccnd1), além de linfocitose sistêmica. Em conjunto, os resultados demonstram que as frações hidroetanólica e hexânica de P. grandifolia apresentam atividade antitumoral relevante em modelos pré-clínicos de câncer de mama sólido, mediada por mecanismos moleculares distintos e complementares. A convergência na indução de necroptose, na inibição da angiogênese e a ausência de toxicidade sistêmica reforçam o potencial da espécie como fonte de compostos bioativos para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas antineoplásicas adjuvantes ou alternativas; Abstract: Breast cancer is the most prevalent malignant neoplasm among women worldwide, representing a significant therapeutic challenge, particularly in hormone receptor–positive subtypes, in which tumor resistance and the toxicity associated with conventional chemotherapeutic agents limit clinical efficacy. In this context, the search for safer alternative therapies has driven growing interest in natural products. Pereskia grandifolia Haw. (Cactaceae), commonly known as ora-pro-nóbis, exhibits high nutritional value and well-documented biological properties. This study evaluated the antitumor activity and molecular mechanisms of hydroethanolic (HD) and hexane (HX) fractions obtained from P. grandifolia leaves, integrating in vitro analyses using MCF-7 cells and in vivo assays in murine models of Ehrlich carcinoma (solid and ascitic forms). Phytochemical characterization revealed that the HX fraction is predominantly composed of triterpenes and steroids, whereas the HD fraction exhibited a more complex chemical profile. In vitro assays demonstrated that the HX fraction exerted pronounced cytotoxicity in MCF-7 cells, while the HD fraction showed a more marked antiproliferative effect; both fractions were able to abolish clonogenic survival. For in vivo validation, female Swiss mice inoculated with Ehrlich tumor cells were orally treated for 21 days with HD (100 mg·kg¹), HX (50 mg·kg¹), or vehicle. Both fractions significantly inhibited the progression of solid Ehrlich carcinoma (86% for HD and 89% for HX), with no effect observed in the ascitic model, indicating a tumor microenvironment–dependent response. Molecular analyses by RT-qPCR demonstrated that both fractions induced programmed cell death via necroptosis, as evidenced by the modulation of Ripk1, Ripk3, and Casp8, in addition to the inhibition of angiogenesis, indicated by reduced Vegf expression. However, distinct antitumor mechanisms were observed between the fractions. The HD fraction promoted a more modulated response, associated with reduced tumor necrosis, lower inflammatory infiltration, and a systemic decrease in circulating granulocytes and monocytes. In contrast, the HX fraction acted predominantly as a cytotoxic agent, inducing oxidative stress characterized by increased reactive oxygen species and reduced glutathione levels, extensive tumor necrosis, suppression of genes related to inflammation (Nfkb1), hypoxia (Hif1a), and cell cycle regulation (Ccnd1), as well as systemic lymphocytosis. Collectively, these findings demonstrate that the hydroethanolic and hexane fractions of P. grandifolia exhibit relevant antitumor activity in preclinical models of solid breast cancer, mediated by distinct and complementary molecular mechanisms. The convergence in necroptosis induction and angiogenesis inhibition, together with the absence of systemic toxicity, reinforces the potential of this species as a source of bioactive compounds for the development of adjuvant or alternative antineoplastic therapeutic strategies
Orientadora: Prof.ª Dr.ª Alexandra Acco; Coorientadora: Dr.ª Maria Carolina Stipp; Banca: Alexandra Acco (Presidente da Banca), Lucimara Mach Cortes Cordeiro e Stellee Marcela Petris Biscaia; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Farmacologia. Defesa : Curitiba, 14/01/2026; Inclui referências
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<pubDate>Thu, 01 Jan 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/1884/101255</guid>
<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Efeitos diferenciais do bloqueio dos receptores etb hipotalâmicos na febre, hipolocomoção e liberação de serotonina durante a inflamação sistêmica em ratos machos e fêmeas</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/101016</link>
<description>Efeitos diferenciais do bloqueio dos receptores etb hipotalâmicos na febre, hipolocomoção e liberação de serotonina durante a inflamação sistêmica em ratos machos e fêmeas
Resumo: A inflamação sistêmica desencadeia um conjunto de alterações fisiológicas e comportamentais conhecidas como síndrome de doença, incluindo febre e hipolocomoção. Estudos anteriores demonstraram que o lipopolissacarídeo (LPS) de bactérias Gram-negativas induz essas respostas em ambos os sexos, com alterações específicas nos níveis de serotonina (5-HT) hipotalâmica reduzidos em machos e aumentados em fêmeas. Esses efeitos foram revertidos pela administração intracerebroventricular (i.c.v.) de BQ788, um antagonista dos receptores do tipo B (ETB) de endotelinas. Este estudo investigou se o hipotálamo seria um importante sítio de ação das endotelinas para induzir febre, comportamento de doença e alterações nos níveis de 5-HT através da administração intra hipotalâmica (i.h.) de BQ788, considerando ainda possíveis diferenças sexuais. Ratos Wistar de ambos os sexos foram implantados com sensores de temperatura e receberam microinjeções hipotalâmicas de BQ788 ou salina, seguidas de LPS ou veículo por via intraperitoneal. A temperatura corporal foi monitorada por 5 h, a atividade locomotora avaliada por meio do teste de campo aberto, e os níveis hipotalâmicos de 5-HT e seu metabólito ácido 5-hidroxiindolacético (5-HIAA) foram quantificados por High Performance Liquid Chromatography (HPLC). O LPS induziu febre e hipolocomoção em ambos os sexos, com redução dos níveis hipotalâmicos de 5-HT/5-HIAA em machos e aumento em fêmeas. Em machos, a administração i.h. de BQ788 reverteu esses efeitos, sugerindo ação direta no hipotálamo. Em fêmeas, BQ788 i.h. normalizou os níveis de 5-HT, mas não alterou a febre ou a hipolocomoção. No entanto, BQ788 i.c.v. reduziu essas respostas em fêmeas, indicando que os locais de sinalização das endotelinas diferem entre os sexos. Esses achados destacam uma resposta neuroimune dimórfica sexual à inflamação sistêmica, com a sinalização hipotalâmica de endotelinas mediando o comportamento de doença em machos, mas não em fêmeas. Isso reforça a importância de abordagens específicas por sexo na pesquisa neuroinflamatória; Abstract: Systemic inflammation triggers a constellation of physiological and behavioural changes collectively known as sickness syndrome, including fever and hypolocomotion. Previous studies have demonstrated that lipopolysaccharide (LPS) from Gram-negative bacteria induces these responses in both sexes, with sex specific alterations in hypothalamic serotonin (5-HT) levels decreased in males and increased in females. These effects were reversed by intracerebroventricular (i.c.v.) administration of BQ788, an antagonist of endothelin type B (ETB) receptors. This study investigated whether the hypothalamus serves as a critical site of endothelin action in mediating fever, sickness behavior, and changes in 5-HT levels, through intra-hypothalamic (i.h.) administration of BQ788, while also considering potential sex differences. Male and female Wistar rats were implanted with temperature sensors and received hypothalamic microinjections of BQ788 or saline, followed by intraperitoneal injections of LPS or vehicle. Core body temperature was monitored for five hours, locomotor activity was assessed using the open field test, and hypothalamic levels of 5-HT and its metabolite 5-hydroxyindoleacetic acid (5-HIAA) were quantified via high-performance liquid chromatography (HPLC). Lipopolysaccharide induced fever and hypolocomotion in both sexes, accompanied by decreased hypothalamic 5-HT/5-HIAA levels in males and increased levels in females. In males, i.h. administration of BQ788 reversed these effects, suggesting a direct hypothalamic mechanism. In females, BQ788 normalized 5-HT levels but did not affect fever or hypolocomotion. However, i.c.v. administration of BQ788 attenuated these responses in females, indicating that endothelin signalling sites differ between sexes. These findings underscore a sexually dimorphic neuroimmune response to systemic inflammation, with hypothalamic endothelin signalling mediating sickness behavior in males but not in females. This highlights the critical importance of sex-specific approaches in neuroinflammatory research
Orientador: Prof. Dr. Aleksander Roberto Zampronio; Banca: Aleksander Roberto Zampronio (Presidente da Banca), Maria Fernanda de Paula Werner e Felipe Lukacievicz Barbosa; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Farmacologia. Defesa : Curitiba, 28/11/2025; Inclui referências
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<pubDate>Wed, 01 Jan 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/1884/101016</guid>
<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Eficácia da inalação do óleo essencial de Lavandula angustifolia na redução da dor e ansiedade em condições orofaciais agudas e crônicas : evidências de dois ensaios clínicos randomizados</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/100954</link>
<description>Eficácia da inalação do óleo essencial de Lavandula angustifolia na redução da dor e ansiedade em condições orofaciais agudas e crônicas : evidências de dois ensaios clínicos randomizados
Resumo: A dor orofacial aguda, presente no período pós-cirúrgico, e a dor crônica associada às disfunções/desordens temporomandibulares (DTM) representam importantes desafios clínicos devido às limitações dos tratamentos farmacológicos convencionais e à forte interação entre dor, ansiedade e estresse. A via inalatória de administração de óleos essenciais desponta como estratégia não invasiva para modulação central de respostas nociceptivas e emocionais. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a eficácia da inalação do óleo essencial de Lavandula angustifolia (LAV OE) na redução da dor, ansiedade e biomarcadores de estresse em condições orofaciais álgicas agudas e crônicas. Foram conduzidos dois ensaios clínicos randomizados, duplo-cegos e controlados por placebo em condições agudas e crônicas: o primeiro em indivíduos submetidos à extração de terceiros molares, avaliando os efeitos imediatos da inalação durante o período perioperatório; e o segundo em adultos com DTM dolorosa, analisando os efeitos imediatos e ao longo de 30 dias de intervenção. Com metodologias distintas, no primeiro ensaio clínico (aprovação do Comitê de Ética 5.799.545) adultos submetidos à extração de terceiros molares, sem condições sistêmicas, foram aleatoriamente designados para o grupo LAV OE ou placebo. A ansiedade foi medida por meio do Inventário de Ansiedade Traço-Estado (IDATE) e dos níveis de cortisol salivar. A dor na região cirúrgica foi avaliada por meio da escala visual analógica (EVA). Os participantes inalaram LAV OE ou placebo por 20 minutos antes da cirurgia. A ansiedade foi avaliada em T0 e T1 (pós-inalação), enquanto a dor foi avaliada em T0 e T2 (término da cirurgia) e em 24, 48 e 72 horas. Os desfechos secundários incluíram edema facial, consumo de analgésicos e adesão à inalação diária, monitorada no pós-operatório. Os dados foram analisados por meio dos testes U de Mann-Whitney e Wilcoxon, com nível de significância de 5%. Participaram 102 adultos (idade média: 25), distribuídos igualmente entre os grupos, com ansiedade e dor basais semelhantes. Em T2, o grupo LAV OE relatou menor dor (P = 0,02) e consumiu menos comprimidos analgésicos nos três dias de pós operatório (P &lt; 0,05). A ansiedade diminuiu em ambos os grupos após a inalação, mas foi significativamente menor no grupo LAV OE (P &lt; 0,001), assim como os níveis de cortisol salivar (P &lt; 0,001). O segundo ensaio clínico, com foco na dor crônica, (aprovação do Comitê de Ética 6.826.085) contou com 92 participantes (idade média: 31) elegíveis e voluntários que foram avaliados clinicamente para o diagnóstico de disfunção temporomandibular (DTM) de origem muscular, conforme os Critérios de Diagnóstico para DTM (DC/TMD). Após a triagem, os participantes foram randomizados em dois grupos: experimental (inalação LAV OE) e placebo (essência sintética sem propriedades terapêuticas). A intervenção foi realizada por via inalatória, utilizando colar difusor individual, três vezes ao dia por 30 dias. O limiar de dor à pressão (LDP) foi avaliado com algômetro digital, o limiar de dor mecânica (LDM) com filamentos de Von Frey, e a dor autorreferida com a Escala Visual Analógica (EVA). Os sintomas de ansiedade foram mensurados pelo instrumento GAD-7 e os níveis de estresse pelo cortisol salivar, dosado por ELISA. As avaliações ocorreram antes (T0), imediatamente após a primeira inalação (T1), semanalmente (T2 a T4) e após 30 dias de intervenção (T5). A análise estatística foi realizada no software R, adotando nível de significância de 5% e testes não paramétricos (Mann Whitney, Wilcoxon e Friedman). O grupo LAV OE apresentou redução significativa da dor (EVA, P &lt; 0,001) e aumento dos limiares de dor mecânica (P = 0,017) e à pressão (P = 0,029) ao longo do tratamento. Também foram observadas reduções 10 significativas dos escores de ansiedade entre os tempos (GAD-7, P &lt; 0,001) e do cortisol salivar (P &lt; 0,001) em comparação ao placebo. Em ambos os estudos, a inalação de LAV OE promoveu redução significativa da intensidade da dor e dos níveis de cortisol salivar, com efeito superior ao placebo. No contexto cirúrgico, observou-se redução da dor pós-operatória, do consumo de analgésicos e da ansiedade perioperatória. No estudo com dor crônica, houve aumento dos limiares de dor mecânica e à pressão, com melhora progressiva e sustentada da sintomatologia dolorosa e dos parâmetros emocionais ao longo do tempo. Conclui se que a inalação do óleo essencial de Lavandula angustifolia constitui uma intervenção segura, eficaz e de fácil aplicação clínica, com potencial para atuação como adjuvante no manejo da dor aguda e crônica, atuando na interface entre sistemas sensoriais e emocionais e representando uma abordagem inovadora no campo da dor orofacial; Abstract: Acute orofacial pain, present in the postoperative period, and chronic pain associated with temporomandibular disorders (TMD) represent major clinical challenges due to the limitations of conventional pharmacological treatments and the strong interaction among pain, anxiety, and stress. The inhalation route for the administration of essential oils has emerged as a noninvasive strategy for the central modulation of nociceptive and emotional responses. This study aimed to evaluate the efficacy of Lavandula angustifolia essential oil (LAV OE) inhalation in reducing pain, anxiety, and stress biomarkers in acute and chronic orofacial pain conditions. Two randomized, double-blind, placebo-controlled clinical trials were conducted—one in acute and another in chronic conditions. The first trial involved individuals undergoing third molar extraction, assessing the immediate effects of inhalation during the perioperative period; the second involved adults with painful TMD, analyzing both immediate and 30-day effects of the intervention. Using distinct methodologies, in the first clinical trial (Ethics Committee approval no. 5.799.545), adults undergoing third molar extraction, without systemic conditions, were randomly assigned to the LAV OE or placebo group. Anxiety was measured using the State-Trait Anxiety Inventory (STAI) and salivary cortisol levels, while surgical site pain was assessed using the Visual Analog Scale (VAS). Participants inhaled either LAV OE or placebo for 20 minutes before surgery. Anxiety was assessed at T0 and T1 (post-inhalation), and pain was assessed at T0, T2 (end of surgery), and at 24, 48, and 72 hours postoperatively. Secondary outcomes included facial edema, analgesic consumption, and adherence to daily postoperative inhalation. Data were analyzed using Mann-Whitney and Wilcoxon tests, with a 5% significance level. A total of 102 adults (mean age: 25 years) participated, equally distributed between groups, with similar baseline anxiety and pain levels. At T2, the LAV OE group reported lower pain scores (P = 0.02) and consumed fewer analgesic tablets during the three postoperative days (P &lt; 0.05). Anxiety decreased in both groups after inhalation but was significantly lower in the LAV OE group (P &lt; 0.001), as were salivary cortisol levels (P &lt; 0.001). The second clinical trial, focused on chronic pain (Ethics Committee approval no. 6.826.085), included 92 eligible and voluntary participants (mean age: 31 years) clinically diagnosed with muscular TMD according to the Diagnostic Criteria for TMD (DC/TMD). After screening, participants were randomly assigned to either the experimental (LAV OE inhalation) or placebo (synthetic fragrance without therapeutic properties) group. The intervention consisted of inhalation via an individual diffuser necklace, three times daily for 30 days. Pressure pain threshold (PPT) was assessed with a digital algometer, mechanical pain threshold (MPT) with Von Frey filaments, and self-reported pain with the Visual Analog Scale (VAS). Anxiety symptoms were measured with the GAD-7 instrument, and stress levels were assessed by salivary cortisol quantified by ELISA. Assessments occurred at baseline (T0), immediately after the first inhalation (T1), weekly (T2–T4), and after 30 days of intervention (T5). Statistical analyses were performed using R software, adopting a 5% significance 12 level and nonparametric tests (Mann-Whitney, Wilcoxon, and Friedman). The LAV OE group showed a significant reduction in pain intensity (VAS, P &lt; 0.001) and an increase in mechanical (P = 0.017) and pressure (P = 0.029) pain thresholds over time. Significant reductions were also observed in anxiety scores across time points (GAD-7, P &lt; 0.001) and in salivary cortisol levels (P &lt; 0.001) compared with placebo. In both studies, LAV OE inhalation significantly reduced pain intensity, and salivary cortisol levels, with superior effects compared to placebo. In the surgical context, postoperative pain, analgesic consumption, and perioperative anxiety were reduced. In the chronic pain study, increased mechanical and pressure pain thresholds were observed, along with progressive and sustained improvement in pain symptoms and emotional parameters over time. It is concluded that inhalation of Lavandula angustifolia essential oil is a safe, effective, and easily applicable clinical intervention, with potential as an adjuvant in the management of acute and chronic pain, acting at the interface between sensory and emotional systems and representing an innovative approach in the field of orofacial pain
Orientadora: Profa. Dra. Juliana Geremias Chichorro; Coorientadora: Profa. Dra. Juliana Feltrin-Souza; Banca: Juliana Geremias Chichorro  (Presidente da Banca), Eunice André, Gabriela Fonseca de Souza e Delson João da Costa; Tese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Farmacologia. Defesa : Curitiba, 27/11/2025; Inclui referências
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<pubDate>Wed, 01 Jan 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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