<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rdf:RDF xmlns="http://purl.org/rss/1.0/" xmlns:rdf="http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">
<channel rdf:about="https://hdl.handle.net/1884/90128">
<title>Semanas de Antropologia</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/90128</link>
<description/>
<items>
<rdf:Seq>
<rdf:li rdf:resource="https://hdl.handle.net/1884/92666"/>
<rdf:li rdf:resource="https://hdl.handle.net/1884/92663"/>
<rdf:li rdf:resource="https://hdl.handle.net/1884/92660"/>
<rdf:li rdf:resource="https://hdl.handle.net/1884/92664"/>
</rdf:Seq>
</items>
<dc:date>2026-04-05T10:26:35Z</dc:date>
</channel>
<item rdf:about="https://hdl.handle.net/1884/92666">
<title>SABERES DOS VIOLEIROS DE TRADIÇÃO CAIÇARA NA ILHA DOS VALADARES</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/92666</link>
<description>SABERES DOS VIOLEIROS DE TRADIÇÃO CAIÇARA NA ILHA DOS VALADARES
Lauri Eduardo dos Santos
Através da presente comunicação

pretendo apresentar algumas reflexões a respeito

da pesquisa que venho desenvolvendo

na ilha dos Valadares, em Paranaguá, junto

aos sujeitos tocadores de viola. Minhas experiências

junto a estes tocadores, que através

de suas redes de socialidade, fazem circular

saberes relativos à viola, como maneiras de

tocar, afinar e construir instrumentos e identidades

ao longo de um território historicamente

compreendido como caiçara e fandangueiro,

tem me permitido pensar a respeito de como

a prática e o desenvolvimento das habilidades

necessárias para se constituir como tocador

passam pela inserção na tradição através da

prática. O desenvolvimento das habilidades

sendo portanto adquirido e desenvolvido ao

longo da formação da pessoa do violeiro, tendo

este que aprender a reconhecer, executar e

interagir de acordo com as maneiras permitidas

e usuais. A relação entre a técnica e a

pessoa, como apresentadas por Mauss, bem

como a perspectiva de Ingold, a respeito da

relação entre a prática e a ecologia, inspiram

este trabalho e nos fazem pensar na formação

da musicalidade apresentada por estes tocadores

enquanto fruto destas relações. Estudar

as relações particulares entre as formas de tocar

e as constituições das pessoas que tocam,

procurando atentar para como se dá a entrada

delas nestas redes e, como a técnica está ligada

à constituição da pessoa é o que pretende

este estudo.
</description>
<dc:date>2014-11-14T00:00:00Z</dc:date>
</item>
<item rdf:about="https://hdl.handle.net/1884/92663">
<title>SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS COM PINTURAS RUPESTRES NA REGIÃO DE PIRAÍ DA SERRA, CAMPOS GERAIS DO PARANÁ</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/92663</link>
<description>SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS COM PINTURAS RUPESTRES NA REGIÃO DE PIRAÍ DA SERRA, CAMPOS GERAIS DO PARANÁ
Fernanda Cristina Pereira de Oliveira
Piraí da Serra encontra-se no Segundo

Planalto Paranaense, na região fitogeográfica

denominada como Campos Gerais do

Paraná. Possui aproximadamente 519 km2,

apresentando características históricas e ambientais

únicas. Em meio a sua paisagem singular,

a região apresenta abrigos-sob-rocha

com dimensões variadas, muitos ocupados por

populações pré-coloniais, sendo que em parte

aparecem pinturas rupestres. As tradições

rupestres constatadas são a Planalto, com

predominância de representações de cervídeos

em movimento, e algumas vezes com associação

a figuras da Tradição Geométrica. O

estudo buscou aprofundar os conhecimentos

ambientais e históricos para uma adequada

gestão do patrimônio arqueológico regional,

realizando uma sistematização da documentação

das pinturas rupestres encontradas, e espacializando

os trinta abrigos por meio de um

SIG (Sistemas de Informação Geográfica). O

tratamento dos dados levantados possibilitou

a organização desse banco de dados que dinamizará

a conservação da área, uma vez que

a utilização deste pode servir para buscas e

estudos em diversos campos do conhecimento.

O patrimônio arqueológico de Piraí da Serra

constitui uma possibilidade notável para o

desenvolvimento de pesquisas científicas uma

vez que várias estratégias de apropriação da

paisagem pelos grupos pré-coloniais podem

ser analisadas através dos sítios arqueológicos.
</description>
<dc:date>2014-11-14T00:00:00Z</dc:date>
</item>
<item rdf:about="https://hdl.handle.net/1884/92660">
<title>OS KAINGANG NA CURITIBA PROVINCIAL</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/92660</link>
<description>OS KAINGANG NA CURITIBA PROVINCIAL
Pedro Henrique Ribas Fortes
No século XIX as cidades do Paraná

tornaram-se palco de intensos contatos

entre lideranças políticas e indígenas, apesar

das narrativas historiográficas tradicionais

minimizarem e até mesmo desconsiderarem

esta situação histórica. Durante muito tempo,

governos e assembleias reais, imperiais, provinciais

e municipais estiveram empenhados

em garantir a aproximação ou o afastamento

de indígenas, segundo os interesses e especificidades

do período e região. Os registros do

século XIX, identificados no Departamento de

Arquivo Público do estado do Paraná (DEAP-

-PR), demonstram que indígenas de diversas

regiões encontraram na atual capital do estado

do Paraná um espaço próprio para suas

negociações. A análise dessa convivência

revela uma profunda relação entre a política

indigenista, vigente na sociedade curitibana e

a política indígena, representada aqui pela política

Kaingang, que desafiou em diversos momentos

da história os discursos unilaterais da

política e administração províncial. Nesse trabalho

iremos analisar as práticas dos governos

provinciais para garantir o afastamento dos

indígenas das cidades, bem como, as estratégias

utilizadas pelos Kaingang para garantir

o acesso a esses espaços e o diálogo com as

autoridades.
</description>
<dc:date>2014-11-14T00:00:00Z</dc:date>
</item>
<item rdf:about="https://hdl.handle.net/1884/92664">
<title>VEM E SEGUE-ME: REFLEXÕES SOBRE A FORMAÇÃO DE SEMINARISTAS CATÓLICOS EM SANTA CATARINA</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/92664</link>
<description>VEM E SEGUE-ME: REFLEXÕES SOBRE A FORMAÇÃO DE SEMINARISTAS CATÓLICOS EM SANTA CATARINA
Marcos Alfonso Spiess
O presente trabalho tem por objetivo

problematizar o processo de formação sacerdotal

em Santa Catarina, tendo por referência a

reestruturação institucional da Igreja Católica,

ocorrida após 1960, a qual tornou possível a reprodução

do clero católico catarinense. A partir

de pesquisas de campo realizadas em 2010 e

2011, busco refletir como o Concílio Vaticano II

pode ser visto como um evento ambíguo para

as vocações sacerdotais: se por um lado o

Concílio foi uma das causas da “crise vocacional”,

uma vez que desestabilizou o status quo

do sacerdócio na hierarquia eclesial ao valorizar

a condição dos leigos; por outro lado, foi o

próprio Concílio quem possibilitou a reestruturação

institucional da Igreja e dos seminários

católicos. Assim, com a multiplicação das dioceses

e paróquias, tornou-se possível a criação

de inúmeros seminários que mantiveram e

aumentaram o número de sacerdotes nas três

últimas décadas. Neste sentido, é possível refletir

como que o atual processo formativo em

Santa Catarina reflete uma “síntese insatisfatória”

aonde elementos ultramontanos e princípios

da Teologia da Libertação passam a coexistirem

em um mesmo processo de formação.
</description>
<dc:date>2014-11-14T00:00:00Z</dc:date>
</item>
</rdf:RDF>
