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<title>40001016012P1 Programa de Pós-Graduação em Medicina Interna e Ciências da Saúde</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/64844</link>
<description>anterior a 2019, ver Programa de Pós-Graduação em Medicina Interna</description>
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<dc:date>2026-06-27T17:21:50Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://hdl.handle.net/1884/96271">
<title>Associação entre variáveis climáticas e internamentos cardiovasculares no Brasil : um estudo ecológico</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/96271</link>
<description>Associação entre variáveis climáticas e internamentos cardiovasculares no Brasil : um estudo ecológico
Resumo: Doença cardiovascular é a principal causa de morte no mundo e fatores externos, como a temperatura ambiente, podem predispor eventos cardiovasculares. O Brasil, país de dimensões continentais e diferentes climas no mesmo território, não possui um estudo recente com dados atualizados e de todos os estados brasileiros que compare a incidência de internação cardiovascular com os dados climáticos. Este dado é de suma importância por ter potencial de promover medidas de prevenção cardiovascular e otimização de gastos públicos. Desta forma, o objetivo do presente trabalho é descrever a incidência de eventos cardiovasculares conforme a classificação CID-10, dentre elas: Infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca, bem como relacionar a incidência destas doenças com dados climáticos. Os dados foram obtidos pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) e do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) no período de 2010 a 2024. Registramos um total de 2.917.900 internações no Brasil por doenças cardiovasculares nas 103 cidades em que os dados climáticos estão disponibilizados de forma completa. Todas as capitais do país foram abrangidas no trabalho. A incidência para cada 100.000 habitantes variou de 0.007 no estado do Maranhão a 0.023 no estado do Rio Grande do Sul. No Brasil, observamos menor risco relativo de internação hospitalar por motivo cardiovascular quanto maior a temperatura ambiente, sendo a faixa de até 19 graus celsius com maior risco. Não houve diferença entre as regiões de clima temperado e tropical. Este trabalho mostra uma associação entre temperaturas menores de 19 graus celsius e eventos cardiovasculares e ressalta a importância de medidas públicas para prevenção de eventos cardiovasculares em períodos de menor temperatura no ano; Abstract: Cardiovascular disease is the leading cause of death worldwide, and external factors such as ambient temperature can predispose cardiovascular events. Brazil, a country with continental dimensions and diverse climates within the same territory, lacks a recent study with updated data from all Brazilian states comparing cardiovascular hospitalization incidence with climatic data. This data is of paramount importance as it has the potential to promote cardiovascular prevention measures and optimize public spending. Therefore, the objective of this study is to describe the incidence of cardiovascular events according to the CID-10 classification, including acute myocardial infarction, stroke, and heart failure, as well as relate the incidence of these diseases to climatic data. Data were obtained from the Department of Informatics of the Unified Health System (DATASUS) and the National Meteorology Institute (INMET) from 2010 to 2024. We recorded a total of 2,917,900 hospitalizations for cardiovascular diseases in Brazil in the 103 cities where complete climatic data are available. All state capitals were included in the study. The incidence per 100,000 inhabitants ranged from 0.007 in the state of Maranha~o to 0.023 in the state of Rio Grande do Sul. In Brazil, we observed a lower relative risk of hospitalization for cardiovascular reasons when the ambient temperature was higher, with the temperature range up to 19°C having the highest risk. There was no difference between temperate and tropical climate regions. This study shows an association between temperatures below 19°C and cardiovascular events and highlights the importance of public measures for cardiovascular event prevention during periods of lower temperature throughout the year
Orientador: Prof. Dr. Gustavo Lenci Marques; Banca: Gustavo Lenci Marques (Presidente da Banca), Sarah Fagundes Grobe, Mauricio de Carvalho; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Medicina Interna e Ciências da Saúde. Defesa : Curitiba, 14/02/2025; Inclui referências
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://hdl.handle.net/1884/95858">
<title>Associação entre transtornos afetivos, declínio cognitivo e funcional e fragilidade em idosos</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/95858</link>
<description>Associação entre transtornos afetivos, declínio cognitivo e funcional e fragilidade em idosos
Resumo: Introdução: Os transtornos afetivos e a fragilidade são prevalentes na Psicogeriatria. Contudo, existem ainda poucos estudos que correlacionam os transtornos afetivos à fragilidade. Sabe-se que a depressão e a ansiedade geriátricas estão associadas à pior qualidade de vida, maior risco para declínio cognitivo e funcional, aumento da procura por Serviços de Saúde e, consequentemente, maiores gastos. Objetivos: O objetivo principal foi avaliar se os transtornos afetivos estão associados com declínio cognitivo e funcional e fragilidade. Os objetivos específicos foram: (1) avaliar as capacidades cognitiva e funcional dos pacientes idosos com transtornos afetivos; (2) descrever a prevalência de fragilidade em pacientes idosos; (3) avaliar se a gravidade dos sintomas afetivos em idosos está associada à incapacidade funcional ou ao declínio cognitivo e (4) avaliar se os transtornos afetivos em idosos estão associados à fragilidade. Métodos: A pesquisa foi realizada no Ambulatório de Psicogeriatria do Serviço de Psiquiatria do Complexo do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR) e na Unidade Integrada de Saúde Mental do Hospital Geral de Curitiba (UISM-HGeC). O estudo foi observacional, quantitativo e com delineamento transversal, e os 153 participantes eram pacientes com 60 anos ou mais atendidos nesses ambulatórios. Todos os pacientes incluídos foram submetidos a um protocolo de avaliação ambulatorial, abrangendo a coleta de variáveis sociodemográficas e clínicas, incluindo testes de rastreio cognitivo e de funcionalidade, assim como de sintomas afetivos. O principal desfecho (fragilidade) foi avaliado com o seguinte parâmetro: o Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional – 20 itens (IVCF-20). Foram aplicados os seguintes instrumentos: Mini-exame do Estado Mental, Teste do Relógio, Teste de Fluência Verbal, Questionário Pfeffer, Índice de Katz, Inventário de Ansiedade Geriátrica, Escala de Depressão Geriátrica e um questionário sociodemográfico e clínico. Resultados: A prevalência de fragilidade nesta amostra foi de 62,1% (95/153). Além disso, a prevalência de idosos frágeis com multimorbidade foi de 51,6% (79/153) e com polifarmácia foi de 53,6% (82/153). Houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos (frágil/não-frágil) em relação às seguintes variáveis: atividade física regular (RP=1,73; p=0,009), multimorbidade (RP=1,71; p=0,018), polifarmácia (RP=2,13; p&lt;0,001) e necessidade de cuidador (RP=15,67; p&lt;0,001). A análise indicou que pior desempenho em testes de cognição e funcionalidade estava associado a maior fragilidade. Assim, quanto pior o desempenho no GDS-15 (RP=2,56; p&lt;0,001), no TDR (RP=2,50; p&lt;0,001), no MEEM (RP=2,29; p&lt;0,001), no TFV (RP=1,92; p=0,004) e no Pfeffer (RP=6; p&lt;0,001), maior a associação com fragilidade. Foi identificada correlação positiva entre fragilidade e sintomas de depressão, bem como declínio funcional em atividades instrumentais, e correlação negativa entre fragilidade e declínio cognitivo e nas atividades básicas de vida diária. A regressão multivariada de Poisson apontou que polifarmácia (RP=1,64; p=0,005), episódios depressivos maiores (RP=1,97; p=0,001), declínio cognitivo (RP=1,30; p=0,044) e incapacidade funcional (RP=1,96; p&lt;0,001) são, juntos, preditores significativos de fragilidade. Conclusão: Conclui-se que transtornos afetivos estão fortemente associados à fragilidade, declínio cognitivo e funcional, destacando a relevância desses fatores na Psicogeriatria; Abstract: Introduction: Affective disorders and frailty are prevalent in Psychogeriatrics. However, few studies have explored the correlation between affective disorders and frailty. It is known that geriatric depression and anxiety are associated with poorer quality of life, an increased risk of cognitive and functional decline, higher healthcare demand, and, consequently, greater healthcare costs. Objectives: The main objective was to evaluate whether affective disorders are associated with cognitive and functional decline and frailty. The specific objectives were: (1) to assess cognitive and functional abilities in elderly patients with affective disorders; (2) to describe the prevalence of frailty in elderly patients; (3) to evaluate whether the severity of affective symptoms in older adults is associated with functional incapacity or cognitive decline; and (4) to determine whether affective disorders in older adults are associated with frailty. Methods: The research was conducted at the Psychogeriatric Outpatient Clinic of the Psychiatry Service at the Complex of the University Hospital of the Federal University of Paraná (CHC-UFPR) and the Integrated Mental Health Unit of the General Hospital of Curitiba (UISM-HGeC). This observational, quantitative, cross sectional study included 153 patients aged 60 years or older who were being treated in these outpatient settings. All patients underwent a standardized evaluation protocol, including the collection of sociodemographic and clinical variables, cognitive and functional screening tests, and measures of affective symptoms. The primary outcome (frailty) was assessed using the Clinical-Functional Vulnerability Index – 20 items (IVCF-20). The following instruments were applied: the Mini-Mental State Examination (MMSE), Clock Drawing Test (CDT), Verbal Fluency Test (VFT), Pfeffer Functional Activities Questionnaire, Katz Index, Geriatric Anxiety Inventory, Geriatric Depression Scale, and a sociodemographic and clinical questionnaire. Results: The prevalence of frailty in this sample was 62.1% (95/153). In addition, the prevalence of frail older adults with multimorbidity was 51.6% (79/153) and with polypharmacy it was 53.6% (82/153). There was a statistically significant difference between frail and non-frail groups in terms of the following variables: regular physical activity (RP=1.73; p=0.009), multimorbidity (RP=1.71; p=0.018), polypharmacy (RP=2.13; p&lt;0.001), and the need for a caregiver (RP=15.67; p&lt;0.001). The analysis indicated that poorer performance on cognitive and functional tests was associated with greater frailty. Thus, the worse the performance in the GDS15 (RP=2.56; p&lt;0.001), in the TDR (RP=2.50; p&lt;0.001), in the MMSE (RP=2.29; p&lt;0.001), in the TFV (RP=1.92; p=0.004) and in Pfeffer (RP=6; p&lt;0.001), the greater the association with frailty. A positive correlation was identified between frailty and depressive symptoms, as well as functional decline in instrumental activities of daily living. Conversely, a negative correlation was observed between frailty and both cognitive decline and performance on basic activities of daily living. Poisson multivariate regression identified polypharmacy (RP=1.64; p=0.005), major depressive episodes (RP=1.97; p=0.001), cognitive decline (RP=1.30; p=0.044) and disability (RP=1.96; p&lt;0.001) together, as significant predictors of frailty. Conclusion: In conclusion, affective disorders are strongly associated with frailty, cognitive decline, and functional impairment, emphasizing the importance of these factors in Psychogeriatrics
Orientador: Prof. Dr. Marcus Kiiti Borges; Coorientador: Prof. Dr. Thiago Henrique Roza; Banca: Marcus Kiiti Borges (Presidente da Banca), Ana Lúcia Ivatiuk, Raffael Massuda, Gabriela Mourão Ferreira; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Medicina Interna e Ciências da Saúde. Defesa : Curitiba, 14/02/2025; Inclui referências
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://hdl.handle.net/1884/96355">
<title>Análise de sinais preditores de deterioração clínica, mortalidade e internação em UTI em pacientes admitidos em pronto-socorro : criação de um escore prognóstico baseado em dados nacionais</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/96355</link>
<description>Análise de sinais preditores de deterioração clínica, mortalidade e internação em UTI em pacientes admitidos em pronto-socorro : criação de um escore prognóstico baseado em dados nacionais
Resumo: Introdução: O reconhecimento de padrões demográficos e clínicos em pacientes admitidos nos serviços de emergência é essencial para prever a necessidade de intervenções em UTI e o risco de mortalidade, permitindo uma melhor alocação de recursos e otimização de cuidados. Entretanto, a literatura brasileira carece de dados que fundamentem uma abordagem preditiva robusta. Com esse objetivo, este estudo visa elaborar um escore prognóstico nacional que se baseie em variáveis clínicas e laboratoriais, facilitando a avaliação rápida e precisa do risco de internação e mortalidade. Métodos: Trata-se de uma coorte retrospectiva e multicêntriao, com coleta de dados de registros eletrônicos de saúde de pacientes atendidos em doze hospitais nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, entre 2019 e 2020. Variáveis quantitativas e qualitativas foram analisadas através de testes estatísticos como o teste T de Student, Mann-Whitney e qui-quadrado, com nível de significância de p &lt; 0,05. Utilizou-se a regressão logística para identificar fatores preditivos e validar o escore BRASIL, comparando-o ao modelo NEWS 2. Resultados: A amostra final incluiu 60.366 pacientes, nos quais foram identificados fatores associados à mortalidade e à necessidade de UTI. Idade avançada, presença de comorbidades oncológicas, níveis elevados de ureia, hipotensão e glicemia elevada foram significativos preditores de mortalidade. Já a taquipneia, hipoxemia e troponina elevada foram indicadores importantes de internação em UTI. O escore BRASIL apresentou boa capacidade preditiva, com uma AUC de 0,78 na curva ROC, superando o NEWS 2 (AUC de 0,697) na discriminação de pacientes em risco de deterioração clínica. Conclusão: O escore BRASIL demonstrou ser uma ferramenta prática e eficaz na identificação precoce de riscos em pacientes de emergência, sendo superior ao NEWS 2 em nossa amostra. A criação do escore representa uma ferramenta inovadora para a saúde brasileira, ajudando equipes de emergência a antecipar necessidades de alta complexidade, especialmente em contextos com recursos limitados. Este estudo indica que um sistema nacional de dados para emergências pode melhorar a gestão de casos críticos e otimizar recursos, beneficiando a saúde pública no Brasil; Abstract: Introduction: Recognizing demographic and clinical patterns in patients admitted to emergency services is essential for predicting the need for ICU interventions and assessing mortality risk, thus enabling better resource allocation and optimization of care. However, Brazilian literature lacks data supporting a robust predictive approach. To address this gap, this study aims to develop a national prognostic score based on clinical and laboratory variables, facilitating a quick and accurate assessment of hospitalization and mortality risk. Methods: This retrospective, multicenter cohort study involved data collection from electronic health records of patients treated in twelve hospitals in the South and Southeast regions of Brazil from 2019 to 2020. Quantitative and qualitative variables were analyzed using statistical tests such as Student's t-test, Mann-Whitney, and chi-square, with a significance level of p &lt; 0.05. Logistic regression was applied to identify predictive factors and validate the BRASIL score, comparing it with the NEWS 2 model. Results: The final sample included 60,366 patients, revealing factors associated with mortality and ICU admission. Advanced age, presence of oncological comorbidities, elevated urea levels, hypotension, and high blood glucose were significant predictors of mortality. Meanwhile, tachypnea, hypoxemia, and elevated troponin were important indicators of ICU admission. The BRASIL score demonstrated strong predictive capacity, with an AUC of 0.78 in the ROC curve, outperforming NEWS 2 (AUC of 0.697) in discriminating patients at risk of clinical deterioration. Conclusion: The BRASIL score proved to be a practical and effective tool for early risk identification in emergency patients, surpassing NEWS 2 in our sample. This score represents an innovative tool for Brazilian healthcare, aiding emergency teams in anticipating high complexity needs, especially in resource-limited settings. This study suggests that a national emergency data system could enhance critical case management and optimize resources, benefiting public health in Brazil
Orientador: Prof. Dr. Gustavo Lenci Marques; Coorientadores: Prof. Dr. Maurício de Carvalho e Prof. Me. Hugo Manuel Paz Morales; Banca: Gustavo Lenci Marques (Presidente da Banca), Rogerio de Fraga, Lidia Ana Zytynski Moura; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Medicina Interna e Ciências da Saúde. Defesa : Curitiba, 07/02/2025; Inclui referências
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Alterações musculoesqueléticas e obesidade sarcopênica em pacientes com acromegalia</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/95995</link>
<description>Alterações musculoesqueléticas e obesidade sarcopênica em pacientes com acromegalia
Resumo: Introdução: A acromegalia é uma doença crônica e progressiva causada por um adenoma hipofisário secretor de hormônio do crescimento (GH), levando a níveis elevados de fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 (IGF-1). A exposição prolongada a esses hormônios está associada a múltiplas comorbidades, incluindo alterações musculoesqueléticas, como aumento de massa muscular sem ganhos proporcionais de força, e densidade mineral óssea (DMO) normal ou elevada, acompanhada por uma maior prevalência de fraturas. A obesidade sarcopênica (OS) é uma preocupação particular na acromegalia, dado seu potencial para agravar déficits funcionais e reduzir a qualidade de vida. Objetivo: Avaliar as alterações musculoesqueléticas e a prevalência de obesidade sarcopênica em pacientes com acromegalia. Métodos: Estudo observacional, transversal, envolvendo pacientes com acromegalia acompanhados em um centro terciário e controles pareados por idade e sexo. Todos os participantes foram submetidos a um questionário de avaliação de saúde, testes físicos, avaliação da composição corporal e investigação do metabolismo ósseo, incluindo DMO, avaliação de fratura vertebral (VFA), escore de osso trabecular (TBS) e cálculo de risco de fraturas (FRAX). A obesidade sarcopênica foi diagnosticada com base nos critérios do Consenso ESPEN e EASO. Resultados: Foram avaliados 48 pacientes com acromegalia (grupo acromegalia – GA, 26 mulheres, média de idade 56,3 ± 11,6 anos, IMC médio de 31,3 ± 4,9) e 48 controles (grupo controle – GC, 26 mulheres, média de idade 56,7 ± 13,7 anos, IMC de 25,5 ± 4,7). Apesar de apresentarem maior massa magra total e apendicular, o GA mostrou comprometimentos significativos no desempenho físico, particularmente em força, velocidade de marcha e equilíbrio (p &lt; 0,05), maior número de fraturas vertebrais (22,91% vs. 4,16%; p = 0,021) e comprometimento da microarquitetura óssea avaliado pelo TBS (p &lt; 0,001), apesar de DMO igual ao GC. A prevalência de OS no GA foi de 16,7%, em comparação com 0% no GC (p = 0,006), correlacionando-se positivamente com aumento de massa gorda e redução do desempenho físico. Conclusões: Pacientes com acromegalia apresentam comprometimento musculoesquelético e funcional importantes resultando em fraturas e alta prevalência de OS; Abstract: Introduction: Acromegaly is a chronic and progressive disease caused by a growth hormone (GH)-secreting pituitary adenoma, leading to elevated levels of insulin-like growth factor 1 (IGF-1). Prolonged exposure to these hormones is associated with multiple comorbidities, including musculoskeletal alterations such as increased muscle mass without proportional strength gains and normal or elevated bone mineral density (BMD) accompanied by a higher prevalence of fractures. Sarcopenic obesity (SO) is of particular concern in acromegaly, given its potential to exacerbate functional impairments and reduce quality of life. Objective: To evaluate musculoskeletal alterations and the prevalence of sarcopenic obesity in patients with acromegaly. Methods: Observational, cross-sectional study involving patients with acromegaly followed at a tertiary center and age- and sex-matched controls. Health assessment questionnaire, physical performance tests, body composition evaluation, and bone metabolism assessment, including BMD, vertebral fracture assessment (VFA), trabecular bone score (TBS), and fracture risk estimation (FRAX), were performed in all participants. Sarcopenic obesity was diagnosed based on the ESPEN and EASO consensus criteria. Results: 48 patients with acromegaly (acromegaly group – AG, 26 women, mean age 56.3 ± 11.6, mean BMI 31.3 ± 4.9) were compared to 48 controls (control group – CG, 26 women, mean age 56.7 ± 13.7, BMI 25.5 ± 4.7). Despite having greater total and appendicular lean mass, AG showed significant impairments in physical performance, particularly in strength, gait speed and balance (p&lt;0.05), higher number of vertebral fractures (22.91% vs. 4.16%; p = 0.021) and bone microarchitecture impairment assessed by TBS (p &lt; 0.001), besides equal BMD as CG. The prevalence of SO in the AG was 16.7%, compared to 0% in the CG (p=0.006), and positively correlated with increased fat mass and impaired physical performance. Conclusions: This study demonstrated important musculoskeletal and functional changes in addition to a high prevalence of OS in patients with acromegaly
Orientadora: Profa. Dra. Victoria Zeghbi Cochenski Borba; Coorientador: Prof. Dr. Cesar Luiz Boguszewski; Banca: Victoria Zeghbi Cochenski Borba (Presidente da Banca), Cléo Otaviano Mesa Júnior, Miguel Madeira; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Medicina Interna e Ciências da Saúde. Defesa : Curitiba, 17/02/2025; Inclui referências
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<dc:date>2024-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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