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<title>Programa de Pós-Graduação em Cardiologia</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/41259</link>
<description>coleção antiga</description>
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<dc:date>2026-04-25T22:14:35Z</dc:date>
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<title>Resultados imediatos e acompanhamento tardio do implante do stent bard-xt para tratamento de coronariopatia obstrutiva.</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/88580</link>
<description>Resultados imediatos e acompanhamento tardio do implante do stent bard-xt para tratamento de coronariopatia obstrutiva.
Resumo: O stent coronariano Bard-XT pertence a uma nova geração de stents de aço inoxidável expansíveis por balão. É composto por múltiplos módulos de 2,15 mm de extensão unidos por uma espinha longitudinal radiopaca, combinando assim baixo perfil com boa força radial, flexibilidade, contenção eficaz, expansão uniforme sem encurtamento longitudinal, mínimo recolhimento e fácil acesso a ramos laterais. Um dispositivo de montagem permite sua fácil e segura locação sobre um balão convencional de angioplastia. O objetivo deste estudo é avaliar os resultados clínicos e angiográficos imediatos e o seguimento clínico de médio a longo prazo após a colocação do stent Bard-XT. Estudou-se o implante de 92 stents de vários comprimentos (11, 15 e 19 mm) realizados em 83 pacientes no período de Janeiro a Julho de 1997. A idade média dos pacientes foi de 57,4 ± 10,5 anos, e 72,3% deles eram homens. Foram tratadas lesões do tipo Bi em 44,6% dos casos, B2 em 51,1% e C em 4,3%. O implante foi eletivo em 41,3% das situações, e foi indicado para tratamento de urgência de dissecções ou de resultado sub-ótimo após angioplastia convencional em 58,7% dos casos, havendo sucesso imediato angiográfíco de 97,8% e clínico de 95,7%. Ocorreram dois insucessos por dificuldades técnicas; houve um óbito por arritmias intratáveis, mas com o stent comprovadamente pérvio, e outro durante a internação hospitalar, no pós-operatório de cirurgia vascular periférica. Nos pacientes que alcançaram sucesso, o diâmetro luminal mínimo aumentou de 0,65 ± 0,45 mm para 3,07 ± 0,40 mm, deixando uma estenose residual média de 2,75 ± 6,2%, relativa a um diâmetro de referência de 3,16 ± 0,41 mm. Durante a permanência hospitalar média de 2,46 ± 1,9 dias, 6,7% dos pacientes sofreram um evento clínico menor, e 2,2%, já comentados, um evento clínico maior. Dois pacientes foram a óbito durante o seguimento tardio. Obteve-se acompanhamento clínico tardio de 82,1% dos pacientes elegíveis. Após o período médio de 137,4 ± 43,8 dias, 82,8% dos pacientes referiam estar sintomaticamente melhor que antes do implante. Observou-se teste não-invasivo positivo para isquemia miocárdica em 25% da população acompanhada. O reestudo angiográfico indicado pela presença de isquemia nestes pacientes revelou uma estenose tardia de 75,6 ± 17,7%, e um diâmetro luminal mínimo de 0,7 ± 0,52 mm. Evidenciou-se uma correlação positiva entre hipertensão arterial sistêmica (p=0,0012) e história prévia de revascularização miocárdica ou angioplastia (p=0,0117) com a ocorrência de reestenose clínica, e uma correlação inversa entre tabagismo e reestenose (p=0,0066). Houve uma forte tendência à maior incidência de reestenose quando se trataram vasos pequenos (&lt;3,0 mm p=0,0554). Idade, sexo, fração de ejeção de ventrículo esquerdo, outros fatores de risco para doença coronariana, tipo e extensão da lesão tratada, indicação do implante e diâmetro luminal imediato após o procedimento não foram preditores de reestenose clínica. Em conclusão, na experiência preliminar com o stent Bard-XT, comprovou-se a facilidade do seu implante, que se associou com bons resultados imediatos e boa evolução clínica de médio a longo prazos. O desenho do stent permite segurança e eficácia no tratamento de lesões coronarianas, trazendo resultados comparáveis àqueles obtidos com o implante de stents tubulares.; Abstract: The Bard-XT coronary stent is a new generation steel-wire, balloon-expandable device. It is made with 2,15 mm modules welded to a longitudinal radiopaque spine, combining low profile with increased radial strength and scaffolding properties, uniform expansion without shortening, minimal recoil, flexibility and good side branch access. A newly designed loading tool allows hand crimping of the stent onto a standard angioplasty balloon. The aim of this study is the assessment of immediate clinical and angiographic results and medium- to long-term clinical follow-up after Bard-XT stent deployment. The implantation of ninety-two stents of various lenghts (11, 15 and 19 mm) was attempted in 83 patients from January to July/97. The mean age was 57,4 ± 10,5 years; 72,3% of the patients were male. Lesions were type Bi in 44,6% of the cases, B2 in 51,1% and C in 4,3%. Implantation of the stent was elective in 41,3% and for dissection or suboptimal result in 58,7% of the lesions, with an immediate angiographic success rate of 97,8% and an immediate clinical success rate of 95,7%: one patient died because of untreatable arrhythmia, but the stent was opened; another patient died after peripheral vascular surgery; two stents couldn't be deployed because of technical difficulties. In those patients with successful deployment, minimal luminal diameter increased from 0,65 ± 0,45 mm to 3,07 ± 0,40 mm after intervention, providing an immediate postprocedural residual stenosis of 2,75 ± 6,2% relative to a reference diameter of 3,16 ± 0,41 mm. During the medium hospital stay of 2,46 ± 1 ,9 days, 6,7% of the patients had minor clinical events, and there was no other major clinical event. Two patients died during follow-up. Clinical follow-up of 82,1% of the eligible patients at 137,4 ± 43,8 days revealed that 82,8% of them were symptomatically better; stress tests were positive in 25% of the XII patients. The ischemia-induced control angiography of these patients showed a stenosis of 75,6 ± 17,7%, and a minimal luminal diameter of 0,7 ± 0,52 mm. There was a positive correlation between hypertension (p=0,0012) and previous invasive coronary treatment (p=0,0117) and clinical restenosis, but a negative correlation between smoking and restenosis (p=0,0066). A trend toward restenosis was observed when stenting of smaller vessels (&lt;3,0 mm) was attempted (p=0,0554). Age, sex, left ventricular function, other clinical coronary risk factors, type and length of the lesion, length of the stent, bail-out implantation and immediate minimal luminal diameter were not predictive of clinical restenosis. In conclusion, the preliminary experience with the Bard-XT stent was associated with good immediate and medium- to long-term clinical outcome. The stent has a promising design for the safe and effective treatment of coronary lesions, allowing results comparable to those obtained with slotted-tube stents.
Orientador : Ronaldo da Rocha Loures Bueno; Dissertaçao (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciencias da Saúde
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<dc:date>1997-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Aterectomia rotacional abrasiva : experiencia inicial com uma nova tecnica de angioplastia transluminal coronariana</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/88547</link>
<description>Aterectomia rotacional abrasiva : experiencia inicial com uma nova tecnica de angioplastia transluminal coronariana
Resumo: Há 18 anos Andreas Roland Grüntzig inaugurou uma nova era na cardiologia ao mostrar ao mundo a possibilidade de tratamento de lesões obstrutivas coronarianas de forma percutânea, através de cateteres-balão especialmente desenhados para este fim. Os pacientes passavam a ter uma nova opção de tratamento além do cirúrgico e medicamentoso. A aceitação e universalização da angioplastia transluminal coronariana percutânea (A.T.C.P.) fizeram com que aperfeiçoamentos nos cateteres-balão fossem desenvolvidos com uma rapidez formidável. As limitações técnicas de abordagem de lesões mais complexas com o cateter-balão e o conhecimento da possibilidade de haver reestenose da lesão tratada forçaram a que se tentassem outras formas de abordagem da lesão por diferentes dispositivos, não necessariamente cateteres-balão. Foi neste contexto que surgiu o cateter Rotablator®, como uma nova tentativa de se abordar lesões coronarianas em todo seu espectro, para que se tentasse melhorar os índices de sucesso e diminuir os de reestenose. Trata-se de um cateter que apresenta uma ogiva elíptica de variados diâmetros, que está recoberta em sua metade distai com cristais microscópicos de diamante (30 a 50 micra de diâmetro) e que, ao se acionar o sistema através de um console de controle e de um pedal, faz girar a milhares de rotações por minuto o cateter, causando a pulverização da placa aterosclerótica por abrasão em milhões de micro-partículas que são liberadas na circulação coronariana distai sem causar obstrução do leito capilar devido ao tamanho das partículas geradas (de 5 a 10 micra de diâmetro). Este trabalho teve como objetivo descrever a experiência inicial do Serviço de Hemodinâmica do Hospital Evangélico de Curitiba com esta nova modalidade de terapia percutânea das lesões obstrutivas coronarianas. Com este propósito foram estudados 34 pacientes onde empregou-se a técnica da aterectomia transluminal coronariana rotacional percutânea (A.T.C.R.P.), no período de janeiro de 1993 a outubro de 1995. A idade média dos pacientes foi 58,74 ± 7,30 anos., sendo 73,5% do sexo masculino. A maioria dos pacientes apresentava história de angina instável (64,7%). Em 88,2% das lesões tratadas a mesma era primária e em 11,8% eram secundárias por reestenose pós-angioplastia com cateter-balão. Das lesões tratadas, 5,9% eram do tipo A, 29,9% eram do tipo B1, 61,8% do tipo B2 e 2,9% do tipo C1. O percentual médio de lesão pré-procedimento foi 81,5% ± 9,9%. Foi utilizado o cateter Rotablator® de ogiva 1,5mm de diâmetro em 8,3% das lesões tratadas, a ogiva 1,75mm em 61,1%, a de 2,0mm em 25% e a de 2,15mm em 5,5%. A lesão pós-A.T.C.R.P. média foi 44,3% ( p &lt; 0,0001), tendo havido sucesso com a aterectomia isolada em 79,4% dos casos. Houve complementação com A.T.C.P. em 91,2% dos casos, obtendo-se uma lesão residual final de 18,8 ± 23,0% e sucesso do procedimento em 94,1% dos pacientes. Não houve evento cardíaco maior (óbito, cirurgia de revascularização de emergência ou infarto do miocárdio com novas ondas Q). Houve insucesso em 2 pacientes (5,8% ), devido a ocorrência de dissecção e oclusão em 1 paciente e de dissecção em outro. Ambos evoluíram com infarto do miocárdio sem aparecimento de novas ondas Q. Concluiu-se que a A.T.C.R.P. é uma técnica eficaz no tratamento de lesões obstrutivas coronarianas previamente selecionadas, tendo sido necessário sua complementação com A.T.C.P. na maioria dos casos. Os casos de insucesso com A.T.C.R.P. podem ser revertidos com significativo benefício através da complementação com A.T.C.P. Obteve-se reprodutibilidade dos índices de sucesso primário relatados na literatura. Os resultados alcançados permitem a expansão das indicações desta modalidade terapêutica em casos selecionados de lesões coronarianas complexas.; Abstract: Eighteen years ago Andreas Roland Grüentzig began a new era in Cardiology when he showed to the world the possibility of treatment of obstructive lesions in a percutaneous way, through specially designed balloon catheters. The patients then, could have a new option of treatment besides surgical and medicinal. The acceptance and the world wide use of percutaneous transluminal coronary angioplasty made the improvements on balloon catheters develop in an amazing speed. The technical limitations of the approach of more complex lesions with balloon catheter and the knowledge of the possibility of having restenosis, forced them to try other forms to approach the lesion using different devices, not necessarily balloon catheters. It was in this context that the Rotablator® catheter appeared, as a new attempt to approach coronary lesions in general, to try to improve the success rate and decrease de restenosis rate. It is a catheter that has an elliptically shaped burr of various sizes, coated in its distal half with microscopical diamond chips (30 to 50 micra in diameter). When the system is activated through a control panel and a foot pedal, it makes the catheter spin at thousands of rotations per minute. It causes the pulverization of the atherosclerotic plaque by ablation in millions of microparticles that are released in the distal coronary circulation without having obstruction to the capillary bed due to the size of the particles generated (from 5 to 10 micra of diameter). This study had as an objective to describe the initial experience of the Serviço de Hemodinâmica do Hospital Evangélico de Curitiba, with this type of percutaneous treatment of obstructive coronary lesions. With this purpose 34 patients were studied in which the Percutaneous Coronary Rotational Angioplasty technique (PCRA) was used, in the period from January/ 1993 to October/1995. The mean age of the patients was 58.74 +/- 7.30 years of age, being 73.5% males. The majority of the patients presented a history of unstable angina (64.7%). The majority of the treated lesions were primary (88.2%) and 11.8% were secondary because of restenosis after balloon catheter angioplasty. Of the treated lesions, 5.9% were type A, 29.9% were type Bi, 61.8% were type B2 and 2.9% were type C. The mean percentage of the lesion before the procedure was 81.5%+/-9.9%. Rotablator™ catheter with a 1.5mm burr was used in 8.3% of the treated lesions, 1.75mm burr in 61.1%, a 2.0mm burr in 25% and a 2.15mm burr in 5.5%. The mean percentage of the lesion after PCRA was 44.3% (p&lt;0.0001), having success with isolated PCRA in 79.4% of the cases. There was adjunctive Percutaneous balloon angioplasty in 91.2% of the cases, obtaining a final residual lesion of 18.8 +/- 23.0% and success of the procedure in 94.1% of the patients. There was no major cardiac event (death, emergency coronary artery bypass surgery or Q wave acute myocardial infarct). The procedure in two patients (5.8%) was unsuccessful due to the occurrence of dissection and occlusion in one patient and dissection in the other. Both of them had myocardial infarction without the appearance of new Q waves. We conclude that the PCRA is an efficient technique in the treatment of previously selected obstructive coronary lesions, having been necessary adjunctive percutaneous balloon angioplasty in the majority of the cases. The unsuccessful cases with PCRA can be reverted with meaningful benefits through the adjunctive percutaneous balloon angioplasty. There was reproducibility of the primary success rates described in the literature. The results achieved allowed the expansion of the indications in this type of therapy in selected cases of complex coronary lesions.
Orientador: Paulo Franco de Oliveira; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Parana, Setor de Ciencias da Saude
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<dc:date>1995-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Estudo do polimorfismo genético de C2, C3, BF, C4A e C4B do sistema complemento na doença de Chagas</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/48660</link>
<description>Estudo do polimorfismo genético de C2, C3, BF, C4A e C4B do sistema complemento na doença de Chagas
Resumo: A participação do Sistema Complemento na imunopatologia da Doença de Chagas é algo já definido. Considerando-se que a Doença de Chagas pode apresentar-se de forma bastante polimórfica, o presente trabalho teve como objetivo estudar a susceptibilidade ou resistência genética conferida pelo complemento em pacientes chagásicos. Para tanto, determinamos o polimorfismo genético de C2, C3, BF, C4A e C4B numa população de 100 pacientes chagásicos, sendo 57% da "forma cardíaca" e 43% da "forma indeterminada". Como controles foram estudados indivíduos adultos normais, pareados com a máxima proximidade possível com a amostra dos pacientes, segundo o grupo étnico, sexo, idade e origem geográfica. A idade média dos pacientes chagásicos como um todo foi de 41 anos, sendo que os chagásicos considerados como "forma indeterminada" apresentaram uma idade média de 38 anos e os de "forma cardíaca" de 44 anos. A idade média dos pacientes que foram a óbito durante a realização do estudo (4%) foi de 38 anos. 65% dos pacientes chagásicos eram do sexo masculino, sendo que entre eles 36 (55,38%) tinham forma cardíaca e 29 (44,62%) forma indeterminada. Os pacientes restantes (35%) eram do sexo feminino e entre eles 21 (60%) tinham forma cardíaca e 14 (40%) forma indeterminada. Considerando o grupo étnico, 5% dos pacientes chagásicos eram brancos europeus, 49% brancos brasileiros, 44% mulatos e 2% negros. Dos pacientes com forma cardíaca 48 (83,22%) eram do Norte do Paraná e 34 (79,06%) com forma indeterminada tinham a mesma procedência. O tempo médio entre a possível época de infecção com o T. cruzi e a realização do estudo foi de 36 anos nos chagásicos forma cardíaca e de 30 anos nos chagásicos forma indeterminada. A idade média dos controles foi de 34 anos, sendo 68% do sexo masculino e 32% do sexo feminino. Considerando o grupo étnico, 5% dos controles eram brancos europeus, 49% brancos brasileiros, 44% mulatos e 2% negros. Todos os controles eram do Paraná. As variantes polimórficas de BF, C3 e C4 foram detectadas através de eletroforese em gel de agarose, sob alta voltagem e refrigeração contínua. BF e C4 foram visualizados após imunofixação. Na determinação das variantes de C2 foi empregado o método de focalização isoelétrica em gel de poliacrilamida, seguida de teste hemolítico. Os resultados demonstraram uma associação positiva do alótipo C3 F nos pacientes chagásicos com forma cardíaca quando comparados com os controles (p = 0,0494) e pacientes com forma indeterminada (p = 0,008). Após correção para o número de alelos testados a associação positiva de C3 F persiste apenas quando os pacientes chagásicos forma cardíaca foram comparados com os de forma indeterminada (pc = 0,016), o que sugere este alelo como marcador de susceptibilidade para a evolução de forma cardíaca da Doença de Chagas. O alótipo BF S apresentou uma associação negativa com os pacientes chagásicos de forma cardíaca (p = 0,0143) e com o grupo de Chagas total (p = 0,0233), quando comparados com os controles. Considerando a correção para o número de alelos testados a associação negativa de BF S persiste apenas quando os pacientes chagásicos forma cardíaca eram comparados com os controles (pc = 0,0429), o que sugere que indivíduos portadores deste alótipo apresentam uma maior resistência contra o desenvolvimento da Doença de Chagas na sua forma cardíaca de evolução. A análise da distribuição dos alelos de C2, C4A e C4B não apresentou nenhuma diferença estatisticamente significante entre os diferentes grupos estudados o que corrobora a importância da via alternativa do complemento nos mecanismos de defesa contra o T. cruzi. Os resultados obtidos sugerem um papel imunogenético da via alternativa do complemento na Doença de Chagas, influenciando a forma clínica de evolução dos pacientes chagásicos.; Sem abstract
Orientador: Iara Jose Taborda de Messias; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Cardiologia
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<dc:date>1993-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://hdl.handle.net/1884/59925">
<title>Disritmias cardíacas no prolapso valvar mitral : estudo clínico, radiológico, ergométrico, de eletrocardiografia dinâmica e ecocardiografia de Modo M</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/59925</link>
<description>Disritmias cardíacas no prolapso valvar mitral : estudo clínico, radiológico, ergométrico, de eletrocardiografia dinâmica e ecocardiografia de Modo M
Resumo: Neste trabalho pretendeu-se estudar prospectivamente o prolapso da valva mitral em pacientes de ambos os sexos e idade ate 40 anos, princialmente em relação à presença e irnportância das disritmias cardíacas. Neste sentido, foram analisados 40 indivíduos com o diagnóstico desta síndrome, comprovado pelo ecocardiograma de modo M. A média etária era de 24, 35 anos, com extremos entre 7 e 40 anos, compreendendo 14 homens e 26 mulheres. Os pacientes foram analisados através de exame cl1nico, radiológico, eletrocardiográfico, ecocardiográfico de modo M, ergométrico e de eletrocardiografia dinâmica, sistema Holter de 24 horas. De acordo com a presença ou ausência de sintomatologia predominante os casos foram divididos em 3 grupos distintos: assintomáticos, portadores de palpitação e os pacientes com dor precordial. Grupo I - pacientes assintomáticos:. série constituída por 6 indivíduos (15% da amostra) sendo 2 do sexo feminino e 4 do masculino, media etária de 15,83 anos e extremos entre 13 e 20 anos. Grupo II – paciente portadores de palpitação: compreendia 21 casos ( 52, 5% da amostra), sendo 14 do sexo feminino e 7 do masculino, variando a idade entre 7 e 40 nos, média etária de 26, 52 anos. A queixa de palpitação relacionava-se a distúrbios do ritmo cardíaco documentados em eletrocardiografia dinâmica, em 85% dos componentes deste grupo. Grupo III - pacientes com dor no peito: somava 13 casos (32,5% da amostra   ) sendo 10 do sexo feminino e 3 do masculino, idade variando entre 16 e 40 anos, com média etária de 27,08 anos, na maioria dos casos sendo a queixa do tipo "aperto" precordial. Ao exame físico, observou-se a presença de estalido meso-sistólico isolado em 29 casos, acompanhando-se de sopro tele-sistólico em 9 e em 2 destes, havia sopro holo-sístoleco. Constatavam-se também em alguns casos alterações da estrutura óssea do tórax confirmadas pelo estudo radiológico. No eletrocardiograma, merecem atenção especial o registro de 5 episódios de arritmias cardíacas, sendo 2 de extra-sístoles ventriculares frequentes, 1 de extra-sístole ventricular isolada e 2 de extra- sístoles atriais isoladas. Observou-se o intervalo QT corrigido para frequência cardíaca alargado em 7 ocasiões e alterações de ST-T em 5 casos. O teste de esforço contribuiu para provocar 10 episódios de disritmias cardíacas, assim discriminado: 2 de extra-sístoles ventriculares frequentes, 3 de extra-sístoles ventriculares isoladas e 5 de extra-sistoles atriais frequentes. Na análise ecocardiográfica, o movimento sistólico posterior do folheto mitral ocorreu na tele-sístole em 26 indivíduos e era holo-sistólico em 14 casos. Em relação ausculta cardíaca, o movimento tele-sistólico posterior relacionou-se com a ocorrência de 21 estalidos isolados, 4 estalidos associados a sopros meso-tele-sistólicos e de 1 sopro holo-sistólico. Quanto ao movimento holo-sistólico, coincidiu com 7 estalidos isolados, 6 estalidos associados a sopros e a 1 sopro holo-sistólico na área mitral. A eletrocardiografia dinâmica, sistema Holter de 24 horas, detectou disritmias cardíacas em 85% dos casos analisados (34 dos 40 casos), sendo mais frequentes os distúrbios da formação do estimulo cardíaco, na forma de extra-sistoles ventriculares. Algumas, enquadravam-se no tipo letal, dentro das classes 2, 3,4A e 4B, de Lown^90 al elém de distúrbios da condução do estímulo cardíaco, corno bloqueio atrio-ventricular de 2° grau tipo Mobitz I, Princialmente quando provocadas pelo esforço. Mostraram significância estatistia, na determinação destes distúrbios, a idade rnais avançada e as alterações do ST-T registradas no eletrocardiograma convencional . A eletrocardiografia dinâmica não contribuiu para o registro de alterações do segmento ST-T, havendo, também, pobre relação entre as manifestações clínicas registradas nos diários durante a gravação e as alterações presentes no eletrocardiograma de 24 horas. Na serie analisada, apenas 1 paciente preencheu os critérios de letalidade descritos na literatura (idade mais avançada, historia clinica de síncopes, sexo feminino, ausculta cardiaca de estalido meso-sistolico acompanhado de sopro tele-sistolico, altera&lt;;;:oes do ST-T e extra-sistoles ventriculares registradas no eletrocardiograma convencional. A morte súbita e inesperada nestes pacientes é de natureza elétrica, pela alta excitabilidade rniocárdica. Nesse sentido, o método complementar mais eficiente para o registro destes distúrbios é a eletrocardiografia dinâmica, sistema Holter de 24 horas, que uma vez associado ao teste de esforço, registra número ainda maior de disritmias cardíacas, incluindo as potencialmente letais.
Orientador: Prof. Dr. Mário Fernando de Camargo Maranhão; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Cardiologia; Inclui referências: p. 100-116
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<dc:date>1989-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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