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<title>Dissertações</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/39694</link>
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<dc:date>2026-06-03T17:56:03Z</dc:date>
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<title>Avaliação de indicadores de sarcopenia e ingestão proteica em idosas independentes</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/40307</link>
<description>Avaliação de indicadores de sarcopenia e ingestão proteica em idosas independentes
Resumo: A sarcopenia é considerada uma síndrome geriátrica definida como a perda de massa, força e/ou função musculares e está associada à inatividade física e/ou baixa ingestão proteica. Esta condição traz consigo importante impacto sobre a capacidade funcional de indivíduos idosos, afetando diretamente a realização de atividades básicas do dia-a-dia e assim sua autonomia e independência. A alimentação inadequada desempenha fator chave no desenvolvimento da sarcopenia, principalmente no que se refere ao papel da proteína como principal componente do tecido muscular. Nesse sentido, a avaliação e identificação precoce dos fatores de risco para sarcopenia é essencial para adequação dos cuidados à população idosa. O objetivo deste estudo foi investigar a relação entre a ingestão proteica e os indicadores de sarcopenia em idosas independentes, bem como verificar a associação entre massa muscular, integridade celular e qualidade muscular com a capacidade funcional. Para tal, foram avaliados a ingestão dietética habitual com registro alimentar de três dias, avaliação antropométrica (peso, altura e Circunferência da Panturrilha (CP)), composição corporal pela Absorciometria Radiológica de Dupla Energia (DXA) e Impedância Bioelétrica (BIA) por meio da qual também foi calculado o Ângulo de Fase (AF), avaliação funcional (teste de preensão manual (FPM), velocidade da marcha, mobilidade funcional e teste de força e potência funcional). Participaram do estudo 81 idosas com média de idade de 69 anos. A média de ingestão proteica foi de 59 g (0,85 g/kg) que correspondeu a 16,7% do total energético. A média da FPM, Velocidade da Marcha, Timed-up-and-go (TUG) e teste de sentar e levantar foram, respectivamente: 20,6 kgf, 1,51 m/s, 7,6 s e 10,9 s. O Índice de Massa Muscular Apendicular (IMMA) médio foi de 6,27 kg/m2 e o % de Massa Muscular Esquelética (%MME) 25,8%. A ingestão proteica associou-se positivamente com a CP e com Massa Muscular Esquelética (MME) e a Massa Muscular Apendicular (MMA). A MMA e a MME apresentaram associação positiva com a FPM e o %MME com a velocidade da marcha. O AF apresentou associação positiva com a FPM e associação negativa com o TUG. Para as análises de qualidade muscular, foi verificada associação positiva com a velocidade da marcha e associação negativa com o TUG e teste de sentar e levantar. Conclusão: a ingestão proteica associou-se positivamente com a CP e com a massa muscular absoluta, porém não houve associação quando a massa muscular foi avaliada em termos percentuais. Também não houve associação da ingestão proteica com força e função muscular. Maiores quantidades de massa muscular estão associadas à maior FPM e velocidade da marcha. Melhor integridade celular está relacionada à maior força e melhor desempenho no TUG, assim como maior qualidade muscular. Diferentes métodos de avaliação da massa muscular e critérios de classificação de sarcopenia podem levar a discrepâncias na sua identificação, principalmente em idosos com peso em excesso.  Palavras-chave: Idosas; Ingestão proteica; sarcopenia; Abstract: Sarcopenia is considered a geriatric syndrome know as decrease in muscle mass, strength and/or muscle power. It is associated with physical inactivity and/or low protein intake. Sarcopenia impact directly in functional capacity affecting carrying out daily activities interfering in the autonomy and independently. Poor diet plays key factor in the development of sarcopenia because protein is the main muscular component. Evaluation and early identification of risk factors for sarcopenia is essential for adequacy caring to the elderls. The objective of this study was to investigate the relationship between protein intake and sarcopenia indicators in independent older and to investigate the association of muscular mass, muscular cell integrity and muscle quality with functional capacity. Usual protein diet intake was asses with food record three days, anthropometric measurements (weigh, height and calf circumference (CC), body composition with Dual Energy X-ray Absorptiometry and Bioelectric Impedance that also served to calculate the Phase Angle (PA), functional assessment (Handgrip Strength (HS), Gait Speed (GS), mobility and muscle power). Eight-one community elderly women were evaluated with a mean age of 69 years. Protein intake was 59g (0.85 g/kg) that mean 16.7% of total energy consumed. HS, GS, Timed up and go (TUG) and Five Times Sit to Stand (FTSTS) means was respectively: 20.6 kgf, 1.51 m/s, 7.6 s and 10.9 s. The Appendicular Muscle Mass Index (AMMI) 6.27 kg/m2 and % Skeletal Muscle Mass (% SMM) 25.8%. There was a significant and positive correlation between protein intake with CC, Appendicular Muscle Mass (AMM) and Skeletal Muscle Mass (SMM). AMM and SMM was positive associate with HS and % SMM with GS. PA was positive associate with HS and negative associate with TUG. Muscle quality was significant and positive correlated with GS, negative correlated with TUG and FTSTS. Conclusion: Protein intake was positive correlation with CC and absolute muscle mass, however no correlation was observed with muscle mass in percentage. Therefore, there is no association between protein intake and strength or muscle power. Muscle mass is associated with HS and GS. Cellular integrity and muscle quality are positive relation with HS and TUG. Different methods to assess muscle mass and sarcopenia classification criteria may lead to discrepancies in identification particularly in overweight older.  Key-words: older, protein intake, sarcopenia
Orientadora: Prfª. Drª. Maria Eliana Madalozzo Schieferdecker; Dissertação (mestrado)- Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Segurança Alimentar e Nutricional. Defesa: Curitiba, 14/07/2015; Inclui referências : f. 69-76
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<item rdf:about="https://hdl.handle.net/1884/40462">
<title>Estudo nutricional, fitoquímico e biológico do "Jaracatiá" (Jacaratia spinosa (Aubl) A. DC)</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/40462</link>
<description>Estudo nutricional, fitoquímico e biológico do "Jaracatiá" (Jacaratia spinosa (Aubl) A. DC)
Resumo: O Jacaratia spinosa (Aubl) A.DC. também conhecido como jaracatiá é uma planta nativa da Mata Atlântica, com reconhecida importância para o equilíbrio do ecossistema e sua biodiversidade. O aproveitamento do jaracatiá e seus derivados introduz a possibilidade de retorno econômico, social e ambiental. Desta forma, o presente estudo tem por objetivo o estudo das características físicas, físicoquímicas, fitoquímicas, biológicas e possivelmente toxicológicas do fruto. Para tanto, foram coletados frutos na Fazenda Bimini, Km7 da PR170, na cidade de Rolândia - PR e transportados até o laboratório de Tecnologia de Alimentos do Departamento de Nutrição da UFPR. Os frutos foram classificados conforme o estádio de maturação; estádio verde, completamente verde; estádio pintado, apresentando pelo menos 30% de coloração amarela; e maduro, com pelo menos 75% da casca apresentando coloração laranja. Cem frutos (5 Kg) maduros foram selecionados aleatoriamente para análise física em quintuplicata. Os frutos foram descascados, as partes separadas (casca, sementes e polpa), conforme seu estádio de maturação e encaminhadas para a realização das análises físico-químicas in natura. Posteriormente, a polpa madura foi congelada, liofilizada e encaminhada para extração com etanol absoluto, cetona, e solução hidroalcoólica 70%, sendo todos os extratos fracionados com solventes de polaridade crescente (hexano, clorofórmio, acetato de etila). Os extratos e frações foram submetidos à análises para avaliação de atividade biológica (DPPH, fosfomolibdênio, doseamento de polifenois, toxicidade frente à Artemia salina, hemólise). As análises de umidade, cinzas, pH, acidez, açúcares totais, lipídeos, fibras, proteínas e sólidos solúveis totais tiveram seus resultados tratados estatisticamente com ANOVA e teste de Duncan, ao nível de 5%, no Programa SPSS® versão 20.0. O Jaracatiá possui em média 45g, 5,8 cm de comprimento e 3,7 cm de diâmetro, sendo o peso da polpa proporcional a 38,6%, casca 25,14% e as sementes 19,14% do peso total da fruta. A polpa do Jaracatiá, no seu estádio maduro possui 80% de umidade, 1,21% de cinzas, um pH de 4,46; teor de açúcares de 9,3%, com um conteúdo proteico alto de 3,1 e o teor de fibras alimentares de 4,11%, bem como quantidade considerável de carotenoides. O valor energético do fruto foi calculado, obtendo-se 51,5 Kcal/g na polpa madura. Os resultados indicam que um fruto fonte de fibras. O estádio de maturação influencia significativamente na composição centesimal da polpa e da casca de jaracatiá, inclusive no teor de carotenóides. Dessa forma, a separação dos frutos segundo o grau de amadurecimento torna-se fator importante diante da definição de uso e processamento do fruto. O estudo fitoquímico revela a presença de esteroides glicosados. O fruto possui atividade antioxidante e é classificado como um fruto de médio conteúdo de fenólicos totais. O teste de toxicidade apresenta capacidade hemolítica em eritrócitos, confirmando a toxicidade preliminar do fruto. Palavras-chave: Jacaratia spinosa, análise físico-química, fitoquímica, toxicidade; Abstract: The Jacaratia spinosa (Aubl) A.DC. also known as jaracatia is a native plant of the Atlantic Forest, with major importance for the balance of the ecosystem and its biodiversity. The use of jaracatia and derivatives introduces the possibility of economic, social and environmental return. Thus, this study aims to study the physical, physico-chemical, phytochemical, biological and toxicological possibly fruit. Therefore, fruits were collected at Fazenda Bimini, KM7 of PR170 in the city of Rolândia - PR and transported to the Food Technology Laboratory of the Department of Nutrition UFPR. The fruits were classified according to the stage of maturation; green stage, completely green; Colored stage, having at least 30% of yellow coloration; and mature, with at least 75% of the shell presenting orange color. One hundred (5 Kg) mature fruits were randomly selected for physical examination in five replications. The fruits were peeled and the separate parts (peel, seeds and pulp) as its maturity stage and sent to carry out physical-chemical analysis in natura. Subsequently, the mature pulp was frozen, lyophilized and forwards for extraction with alcohol, ketone, and 70% aqueous-alcoholic solution, all extracts being fractionated with increasingly polar solvents (hexane, chloroform, ethyl acetate). All extracts and fractions were subjected to analyzes to assess the biological activity (DPPH, fosofomolibdênio, dosing polyphenols, toxicity on Artemia salina, hemolysis). Moisture analyzes, ashes, pH, acidity, total sugars, lipids, fiber, protein and total soluble solids had their results statistically treated with ANOVA and Duncan test at 5% in the SPSS program version 20.0. The Jaracatiá has an average 45g, 5.8 cm long and 3.7 cm in diameter, the weight proportion of 38.6% pulp, peel and seeds 25.14% 19.14% of the total weight of the fruit . The pulp of Jaracatiá in its mature stage has 80% moisture, 1.21% ash, pH 4.46; 9.3% sugar content with a high protein content of 3.1 and the dietary fiber content of 4.11%, as well as a considerable amount of carotenoids. The energy value of the fruit was calculated, yielding 51.5 kcal / g in the mature pulp. The results indicate that the maturity stage influences significantly on the chemical composition of the pulp and peel jaracatiá, including the carotenoid content, which is a fruit source of fiber. Thus, the separation of the fruit according to the degree of ripening becomes important factor on the definition of use and processing of the fruit. The phytochemical study reveals the presence of steroids glycation. The fruit has antioxidant activity and is classified as a fruit of high content of phenolic compounds. The toxicity test shows hemolytic capacity of erythrocytes, confirming the primary toxicity of the fruit. Keywords: Jacaratia spinosa, physical-chemical analysis, phytochemical, toxicity
Orientadora: Drª. Sila Mary Rodrigues Ferreira; Coorientador: Dr. Obdulio Gomes Miguel; Dissertação (mestrado)- Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Alimentação e Nutrição. Defesa: Curitiba, 28/07/2015; Inclui referências : f. 67-80
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<title>Estado nutricional de vegetarianos e onívoros usuários de restaurantes universitários</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/40495</link>
<description>Estado nutricional de vegetarianos e onívoros usuários de restaurantes universitários
Resumo: Vegetarianos podem apresentar risco nutricional devido a sua escolha alimentar. Diante da importância de minimização deste risco, o objetivo deste estudo foi comparar o estado nutricional de vegetarianos e onívoros usuários dos Restaurantes Universitários (RUs) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Estudo observacional transversal analítico com avaliação de 84 vegetarianos e 131 onívoros usuários dos RUs da universidade. Avaliaram-se as características antropométricas e de composição corporal pela bioimpedância elétrica na amostra total. O consumo alimentar de macronutrientes, fibras, vitaminas B12 e D, cálcio, ferro e zinco foi avaliado em uma subamostra de 38 vegetarianos e 63 onívoros pelo Registro Alimentar de três dias. Os exames bioquímicos foram avaliados em uma subamostra de 40 indivíduos de cada grupo. Realizou-se estatística descritiva e de comparação de grupos por teste t ou teste de Mann-Whitney, teste Qui-Quadrado ou Exato de Fisher, além de correlação de Pearson ou Spearman e estimativa de razões de chance (Odds Ratio), através do programa SPSS versão 20. Considerou-se intervalo de confiança de 95%. Os grupos não apresentaram diferença em relação às características de base, com exceção da prática de atividade física e áreas de concentração de estudo. Vegetarianos foram mais ativos e frequentaram principalmente cursos de ciências humanas, e onívoros de ciências médicas e de saúde. Os grupos não apresentaram diferenças antropométricas e de composição corporal. O consumo de calorias não diferiu, porém a principal fonte energética de vegetarianos foram os carboidratos e de onívoros os lipídeos. Vegetarianos alcançaram a recomendação de ingestão de fibras, mas onívoros não. Para vitamina B12 a prevalência de inadequação de ingestão foi de 37,8% nos vegetarianos e 0,6% nos onívoros, e para cálcio, de 49% nos dois grupos. Ambos apresentaram ingestão de vitamina D abaixo da Necessidade Média Estimada. A ingestão média de ferro não diferiu entre os grupos, porém o risco de inadequação foi de 50% nos homens e 100% nas mulheres do grupo vegetariano; e de 93% nas mulheres e ausente nos homens onívoros. Para zinco, o risco de inadequação de consumo foi de 100% nos homens e 90% nas mulheres do grupo vegetariano e de 25% nos homens e 4,5% nas mulheres do grupo onívoro. Quanto aos exames bioquímicos, a deficiência mais pronunciada foi de vitamina B12 sérica nos vegetarianos. Concluiu-se que o tipo de dieta adotado por cada grupo não influenciou nas características antropométricas e de composição corporal, no entanto, vegetarianos podem estar em risco nutricional devido à ingestão inadequada de vitamina B12, vitamina D, ferro e zinco, além de uma deficiência sérica importante de vitamina B12. Palavras-chave: Vegetarianismo; Restaurantes universitários; Avaliação nutricional.; Abstract: Vegetarians may be in nutritional risk because of their food choice. Given the importance of minimizing this risk, the aim of this study was to compare the nutritional status of vegetarians and omnivores clients of University Restaurants (RUs) of the Federal University of Paraná (UFPR). This is an observational analytical crosssectional study with evaluation of 84 vegetarians and 131 omnivores clients of RUs. The anthropometric characteristics and body composition by bioelectrical impedance in the total sample were evaluated. Dietary intake of macronutrients, fiber, vitamins B12 and D, calcium, iron and zinc was evaluated in a subsample of 38 vegetarians and 63 omnivores by the Food Record of three days. Biochemical tests were assessed in a subsample of 40 subjects in each group. Statistical analysis performed were descriptive and comparison tests of the groups by test t or Mann-Whitney test, Chi- Square or Fisher's Exact test, Pearson's or Spearman correlations and Odds Ratio, with the SPSS program version 20. Statistical significance was set at 95% confidence interval. The groups had similar baseline characteristics, except for physical activity and study areas. Vegetarians were usually students of Human sciences and omnivorous usually study Medical or Health science. The groups did not show anthropometric and body composition differences. The calorie intake was similar but the main energy source for vegetarians were carbohydrates and for omnivores were lipids. Vegetarians reached the fiber intake recommendation, but omnivores not. For vitamin B12 the prevalence of inadequate intake was 37.8% in vegetarians and 0.6% in omnivores, and for calcium, 49% in both groups. The groups showed vitamin D intake below the Estimated Average Requirement. The average intake of iron was similar between groups, but the risk of inadequacy was 50% in men and 100% in women in the vegetarian group; en the omnivorous group this risk was 93% in women and in men it was absent. For zinc, the risk of inadequate intake was 100% in men and 90% in women in the vegetarian group and 25% in men and 4.5% in women in the omnivorous group. Biochemical tests showed the most pronounced deficiency of serum vitamin B12 in vegetarians. In conclusion the type of diet adopted by each group had no influence on anthropometric characteristics and body composition, however vegetarians may be at nutrition risk due to inadequate intake of vitamin B12, vitamin D, iron and zinc as well as an important deficiency of serum vitamin B12. Key words: Vegetarianism; University Restaurants; Nutritional assessment.
Orientadora: Profª. Drª. Regina Maria Vilela; Dissertação (mestrado)- Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Segurança Alimentar e Nutricional. Defesa: Curitiba, 29/07/2015; Inclui referências : f. 105-126
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<title>Consumo alimentar de crianças de 6 a 24 meses no domicílio e em centros municipais de educação infantil</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/40491</link>
<description>Consumo alimentar de crianças de 6 a 24 meses no domicílio e em centros municipais de educação infantil
Resumo: O consumo alimentar na infância, bem como a formação dos hábitos alimentares, terão repercussões na saúde dos indivíduos a curto e longo prazo. O objetivo deste estudo foi avaliar o consumo alimentar de crianças entre seis e vinte e quatro meses de idade que frequentam os Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) de Guaratuba, Paraná. Trata-se de um estudo de campo, observacional, transversal e analítico em que foram avaliadas as condições socioeconômicas, através de questionário pré-testado, e o consumo alimentar na residência e nos CMEIs, de 247 crianças menores de dois anos. Na residência, o consumo alimentar foi avaliado por Registro Alimentar e no CMEI por Pesagem Direta Individual de todos os alimentados ofertados. Os nutrientes foram avaliados conforme recomendação da Dietary Reference Intake (DRI) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A maioria das crianças é do sexo masculino, nasceu com peso adequado, não está em aleitamento materno e encontra-se eutrófica. Quanto ao consumo alimentar das crianças de 6 a 11 meses, todos os nutrientes apresentam ingestão acima da DRI, exceto vitamina C e ferro. Entre as de 12 a 24 meses, a quantidade de fibra ficou abaixo da quantidade recomendada. Quanto ao risco de inadequação do consumo de crianças dos 6 a 11 meses em relação à DRI, ferro e zinco apresentaram risco; e entre as de 12 a 24 meses, o cálcio. A ingestão energética diária média das crianças, em ambas as faixas etárias, está acima dos requerimentos energéticos estimados (EER). A ingestão média de macronutrientes está dentro da distribuição aceitável (AMDR) para a maioria das crianças de 12 a 24 meses. A oferta de nutrientes, conforme o PNAE, para as crianças do período integral, foi considerado abaixo da recomendação. Para as crianças de 6 a 11 meses, do meio período, a alimentação do CMEI fornece energia e nutrientes acima das recomendações. Entre as de 12 a 24 meses, a alimentação do CMEI não fornece a quantidade preconizada para a maioria dos nutrientes. A alimentação no CMEI contribuiu com menos de 50% da ingestão de energia e nutrientes, das crianças de 6 a 11 meses do período integral, exceto fibra, ferro e vitamina C. Para as crianças de 12 a 24 meses, a alimentação no CMEI contribuiu com menos de 40% da ingestão de energia e nutrientes, exceto vitamina C, zinco e fibra. Quanto ao período parcial, para as crianças de 6 a 11 meses, a alimentação no CMEI contribuiu com aproximadamente 20% da energia, proteína, lipídeo e magnésio ingeridos no dia. O percentual de carboidratos, cálcio, fibra, zinco e a vitamina A variam entre 30 e 40%. A ingestão de vitamina C e ferro é maior do que a recomendada. Com relação às crianças de 12 a 24 meses, a alimentação no CMEI contribuiu com menos de 20% da ingestão diária. O domicílio contribuiu com a maior parte do consumo. Dessa forma, aliada ao aumento da oferta e incentivo ao consumo de alimentação saudável no CMEI, atividades de educação nutricional com os pais devem ser realizadas. Palavras-chave: Consumo alimentar; crianças menores de dois anos; creche; hábitos alimentares; PNAE.; Abstract: Food consumption in childhood, as well as the formation of eating habits will affect the health of the short and long term individuals. The aim of this study was to evaluate the dietary intake of children between six and twenty-four months of age who attend the Early Childhood Municipal Centers (CMEIs) of Guaratuba. It is a field of study, observational, cross-sectional analytical in that socioeconomic conditions were evaluated through pre-tested questionnaire, and food consumption at the residence and CMEIs of 247 children under two years. The residence, the dietary intake was assessed by Food Registration and CMEI by Direct Individual Weighing all fed offered on. The nutrients were evaluated as recommended by the Dietary Reference Intake (DRI) and the National School Feeding Programme (PNAE). Most children are male, was born with adequate weight, is not breastfeeding and is eutrophic. As for food intake of children aged 6 to 11 months, all the nutrients present intake above the DRI, except vitamin C and iron. Between 12 and 24 months, the amount of fiber was below the recommended amount. The risk of inadequate intake of children from 6 to 11 months compared to DRI, iron and zinc presented risk; and between 12 to 24 months, calcium. The average daily energy intake of children in both age groups, is above the estimated energy requirements (EER). The average intake of macronutrients is within the acceptable distribution (AMDR) for most children 12-24 months. The supply of nutrients, as PNAE for children of full-time, was considered below the recommendation. For children 6-11 months of part-time, the CMEI power provides energy and nutrients above recommendations. Between 12 and 24 months of feeding CMEI does not provide the amount recommended for most nutrients. The power in CMEI contributed less than 50% of the intake of energy and nutrients children 6-11 months of full-time, except fiber, iron and vitamin C. For children 12-24 months, feeding on CMEI contributed less than 40% of the intake of energy and nutrients except vitamin C, zinc and fiber. As for part-time, for children 6-11 months, the food in CMEI contributed approximately 20% of the energy, protein, lipid and magnesium intake in the day. The percentage of carbohydrates, calcium, fiber, vitamin A and zinc ranges from 30 to 40%. Ingestion of vitamin C and iron is higher than recommended. With regard to children 12-24 months, feeding on CMEI contributed less than 20% of daily intake. The home contributed most of the consumption. Thus, coupled with increased supply and encouraging consumption of healthy food in CMEI, nutrition education activities with parents must be carried out. Keywords: Food consumption; children under two years; day care; eating habits; PNAE.
Orientadora: Profª. Drª. Claudia Choma Bettega Almeida; Coorientadora: Profª. Drª. Mônica Maria Osório de Cerqueira; Dissertação (mestrado)- Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Segurança Alimentar e Nutricional. Defesa: Curitiba, 30/07/2015; Inclui referências : f. 80-87
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