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<title>Dissertações</title>
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<title>Efeitos do tratamento com canabigerol nos comportamentos de medo e ansiedade : a influência do condicionamento prévio</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/102119</link>
<description>Efeitos do tratamento com canabigerol nos comportamentos de medo e ansiedade : a influência do condicionamento prévio
Resumo: A reconsolidação é um processo onde as memórias armazenadas, quandoevocadas, passam por um novo estado de labilização que possibilita que essasmemórias sejam atualizadas, fortalecidas ou mesmo enfraquecidas. Assim,prejudicar a reconsolidação pode ser promissor para o tratamento do transtorno deestresse pós-traumático (TEPT). Nesse sentido, os fitocanabinoides têmdemonstrado potenciais efeitos terapêuticos, uma vez que o canabidiol e o?9-tetrahidrocanabinol mostraram interferir na reconsolidação da memória de medoem ratos. Outro fitocanabinoide, o canabigerol (CBG), tem atraído atenção por suaspropriedades anti-inflamatórias e neuromodulatórias, bem como por sua afinidadepor a2-adrenoceptores e receptores 5-HT1A. Contudo, os efeitos do CBG sobre areconsolidação da memória de medo ainda são incertos. Nossa hipótese foi queuma dose baixa de CBG (1 mg/kg, i.p.) prejudicaria a reconsolidação da memória demedo mediado pelos a2-adrenoceptores, dada a participação desses receptores noprocessamento da memória de medo. Logo, buscamos examinar a influência doCBG sobre a reconsolidação da memória de medo em ratos machos e fêmeas.Inicialmente, ratos adultos condicionados ao medo receberam veículo (Tween 805%, DMSO 5% e salina 90%) ou CBG imediatamente após uma sessão deevocação da memória. Os efeitos do tratamento sobre a reconsolidação egeneralização da memória de medo foram avaliados no Teste A e B,respectivamente. Todavia, nenhum efeito significativo do CBG foi visto sobre essesprocessos. Para avaliar o efeito do CBG sobre o comportamento do tipo ansioso ena atividade locomotora, ratos naive tratados com veículo ou CBG foram submetidosao teste do labirinto em cruz elevado (LCE). Também, nenhuma diferença foiobservada no comportamento relacionado à ansiedade e na atividade locomotora.Ainda, outro grupo foi tratado com CBG, logo após a evocação da memória, e emseguida ao Teste B foram expostos ao LCE. Curiosamente, o CBG aumentou otempo e o número de entradas nos braços abertos e reduziu as avaliações de riscode machos condicionados. Diferentemente, o CBG diminuiu o número de entradasnos braços abertos de fêmeas condicionadas. Ademais, foi realizada a quantificaçãodos neurotransmissores noradrenalina (NA) e serotonina, e seus metabólitos, nasregiões do córtex pré-frontal medial (CPFm), hipocampo dorsal (HD) e ventral deanimais tratados. As quantificações foram feitas 2 horas após a injeção, depois dasessão de evocação, e também após o Teste B. Notou-se que no período de 2 horasas fêmeas tratadas apresentaram um menor conteúdo de DHPG, o metabólito daNA, no HD, e menor turnover de NA no CPFm. Ainda, viu-se diferenças basais noconteúdo de neurotransmissores entre os sexos nos dois períodos de tempoavaliados. Esses dados sugerem que o efeito do CBG no comportamento do tipoansioso é depende do sexo e da presença de um estresse prévio como ocondicionamento do medo. Entretanto, sem afetar a reconsolidação da memória demedo. As alterações na neurotransmissão indicam que os comportamentosrelacionados ao medo observados não sofrem efeitos dessas mudanças. Maspodem estar envolvidas com o comportamento relacionado à ansiedade dosanimais. Futuros estudos que explorem essa questão são necessários.; Abstract: Reconsolidation is a process in which stored memories, when recalled, undergo anew state of labilization that allows these memories to be updated, strengthened, oreven weakened. Therefore, it is proposed that impairing reconsolidation may be apromising approach for the treatment of PTSD. Phytocannabinoids have shownpotential therapeutic effects on post-traumatic stress disorder (PTSD) and anxietydisorders. While previous studies have demonstrated that cannabidiol and?9-tetrahydrocannabinol disrupt fear memory reconsolidation in both male and femalerats. Cannabigerol (CBG), another phytocannabinoid, has garnered attention for itsanti-inflammatory and neuromodulatory properties, as well as its affinity fora2-adrenoceptors and 5-HT1A receptors. However, the effects of CBG on fear memoryreconsolidation remain unclear. We hypothesized that a low dose of CBG (1 mg/kg,i.p.) would impair fear memory reconsolidation mediated by a2-adrenoceptors, giventhe involvement of these receptors in fear memory processing. Here, we aimed toexamine the influence of CBG on fear memory reconsolidation in male and femalerats. Firstly, fear-conditioned adult rats, immediately after a retrieval session, receivedvehicle (5% Tween 80, 5% DMSO, and 90% saline) or CBG. The treatment effect onfear memory reconsolidation and generalization were assessed during Test A andTest B, respectively. However, no significant effect of CBG was observed on theseprocesses. To assess the effect of CBG on anxiety-like behavior and locomotoractivity, naive rats were treated with either vehicle or CBG and subjected to theelevated plus maze (EPM) test. No differences were observed in anxiety-relatedbehavior or locomotor activity. Addiotionally, another group was treated with CBGimmediately after memory retrieval and then exposed to the EPM following Test B. Inthis context, CBG increased both the time spent and the number of entries into theopen arms, and reduced risk assessment behaviors in conditioned males. Incontrast, CBG decreased the number of open arm entries in conditioned females.Furthermore, we conducted neurotransmitter quantification of noradrenaline (NA) andserotonin, and their metabolites, in male and female samples from the medialprefrontal cortex (mPFC), dorsal hippocampus (DH), and ventral hippocampus areas.The quantification was conducted 2 hours after injection, immediately following theretrieval session, and we also evaluated the neurotransmitter contents immediatelyafter Test B. Interestingly, the neurotransmitter quantification showed that 2 hoursafter treatment with CBG females presented lower content of DHPG, that is, the NAmetabolite, in DH, and lower NA turnover in the mPFC. In addition, baselineneurotransmitter differences were observed between the sexes in the two timeperiods evaluated. These findings suggest that CBG effect on anxiety-like behavior issex-specific and influenced by prior stress, such as fear conditioning. However, itdoes not affect fear memory reconsolidation. The alterations in the neurotransmittersystems analyzed suggests that the observed fear behavior is not influenced bychanges in these systems induced by CBG, but these alterations may be involvedwith the anxiety-behavior presented. Future works addressing this matter arewarranted.
Orientadora: Profa. Dra. Cristina A. Jark Stern; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Farmacologia. Defesa : Curitiba, 29/04/2025; Inclui referências
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://hdl.handle.net/1884/101930">
<title>Influência da restrição do sono no desenvolvimento de respostas associadas a migrânea em ratos machos e fêmeas</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/101930</link>
<description>Influência da restrição do sono no desenvolvimento de respostas associadas a migrânea em ratos machos e fêmeas
Resumo: A migrânea é uma síndrome neurológica incapacitante que afeta aproximadamente15% da população mundial, com prevalência de duas a três vezes maior emmulheres do que em homens. Dentre os mecanismos subjacentes à migrânea, aliberação de peptídeos vasoativos por neurônios do gânglio do trigêmeo (GT), taiscomo o peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP) e o polipeptídeoativador da adenilato ciclase hipofisária (PACAP), desempenham um papel crucial.Esses peptídeos contribuem para a inflamação neurogênica, a sensibilizaçãoperiférica e central, bem como para a vasodilatação, processos que participam dageração e manutenção da crise migranosa. Vários gatilhos ambientais, incluindoprivação de alimentos, estresse, exposição à luz e restrição do sono (RS), têm sidoassociados ao início das crises de migrânea. No entanto, os mecanismos pelosquais esses fatores modulam a sensibilização nociceptiva permanecem poucocompreendidos. Este estudo investiga a relação entre sono e migrânea, avaliando sea RS pode alterar o limiar mecânico nociceptivo na região periorbital de ratosmachos e fêmeas ou atuar como agente sensibilizador do sistema trigeminovascular.Ratos Wistar machos e fêmeas foram submetidos à RS por 6 horas diárias durantetrês dias consecutivos, utilizando o método Gentle Handling. Os grupos controleforam mantidos sob as mesmas condições, mas sem restrição do sono. No primeiroexperimento, a alodinia mecânica periorbital foi mensurada com filamentos de vonFrey antes e após cada dia de RS. Nos experimentos subsequentes, CGRP (38ng/10 µL), PACAP (0,1 ng/10 µL) ou os veículos correspondentes (10 µL) foramadministrados no GT no terceiro dia de RS, seguidos pela avaliação do limiarmecânico periorbital. Vinte e quatro horas após a injeção, os mesmos animais foramexpostos à luz intensa (~ 6000 lux) por 1 hora para avaliação de uma possívelreativação do limiar mecânico periorbital. Por fim, avaliou-se a influência da cafeínano protocolo descrito acima, mediante administração oral diária dessa substância(50 mg/kg) por três dias consecutivos antes da RS. Os resultados demonstraram quea RS isoladamente não alterou o limiar mecânico periorbital em ratos machos oufêmeas, mesmo após três dias consecutivos. No entanto, a administração de CGRPou PACAP em doses baixas, quando combinada à RS, induziu alodinia mecânicasignificativa em ratas fêmeas na segunda hora após a injeção, mas não em ratosmachos. A exposição à luz aversiva reativou a alodinia mecânica periorbital emfêmeas tratadas com CGRP ou PACAP, por uma e duas horas, respectivamente,sem efeito em machos. A cafeína potencializou ainda mais os efeitos sensibilizantesde CGRP e PACAP sobre a alodinia e a fotossensibilidade, gerando respostasnociceptivas em animais de ambos os sexos. Esses achados indicam que a restriçãode sono facilita a sensibilização do sistema trigeminovascular, promovendorespostas semelhantes à migrânea de maneira dependente do sexo, e destacam acafeína como um modulador dessa interação.
Orientadora: Profa. Dra. Juliana Geremias Chichorro; Banca: Juliana Geremias Chichorro (Presidente da Banca), Sérgio José Macedo Júnior, Wagner Hummig; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Farmacologia. Defesa : Curitiba, 10/12/2025; Inclui referências
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://hdl.handle.net/1884/101255">
<title>Efeitos antineoplásicos de extratos de Pereskia grandifolia (ora-pronobis) em modelos pré-clínicos de câncer de mama</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/101255</link>
<description>Efeitos antineoplásicos de extratos de Pereskia grandifolia (ora-pronobis) em modelos pré-clínicos de câncer de mama
Resumo: O câncer de mama é a neoplasia maligna mais incidente entre mulheres em todo o mundo, representando um desafio terapêutico relevante, especialmente nos subtipos hormônio-receptor positivos, nos quais a resistência tumoral e a toxicidade dos quimioterápicos convencionais limitam a eficácia clínica. Nesse contexto, a busca por terapias alternativas mais seguras tem impulsionado o interesse por produtos naturais. Pereskia grandifolia Haw. (Cactaceae), conhecida como ora-pronóbis, apresenta elevado valor nutricional e propriedades biológicas já descritas. Este estudo avaliou a atividade antitumoral e os mecanismos moleculares das frações hidroetanólica (HD) e hexânica (HX) obtidas das folhas de P. grandifolia, integrando análises in vitro em células MCF-7 e in vivo em modelos murinos de carcinoma de Ehrlich (formas sólida e ascítica). A caracterização fitoquímica revelou que a fração HX é predominantemente composta por triterpenos e esteroides, enquanto a fração HD apresentou um perfil químico mais complexo. Em ensaios in vitro, a fração HX exibiu citotoxicidade acentuada em células MCF-7, enquanto a fração HD demonstrou efeito antiproliferativo mais pronunciado, sendo ambas capazes de abolir a sobrevivência clonogênica. Para a validação in vivo, camundongos fêmeas Swiss inoculados com células de Ehrlich foram tratados por via oral durante 21 dias com HD (100 mg·kg¹), HX (50 mg·kg¹) ou veículo. Ambas as frações inibiram significativamente a progressão do carcinoma sólido de Ehrlich (86% para HD e 89% para HX), sem efeito no modelo ascítico, indicando uma resposta dependente do microambiente tumoral. As análises moleculares por RTqPCR demonstraram que ambas as frações induziram morte celular programada por necroptose, evidenciada pela modulação de Ripk1, Ripk3 e Casp8, além da inibição da angiogênese, indicada pela redução da expressão de Vegf. Contudo, os mecanismos antitumorais diferiram entre as frações. A fração HD promoveu uma resposta mais modulada, associada à redução da necrose tumoral, menor infiltração inflamatória e diminuição sistêmica de granulócitos e monócitos circulantes. Em contraste, a fração HX atuou predominantemente como agente citotóxico, induzindo estresse oxidativo, caracterizado pelo aumento de espécies reativas de oxigênio e glutationa reduzida, elevado grau de necrose tumoral, supressão de genes relacionados à inflamação (Nfkb1), hipóxia (Hif1a) e ciclo celular (Ccnd1), além de linfocitose sistêmica. Em conjunto, os resultados demonstram que as frações hidroetanólica e hexânica de P. grandifolia apresentam atividade antitumoral relevante em modelos pré-clínicos de câncer de mama sólido, mediada por mecanismos moleculares distintos e complementares. A convergência na indução de necroptose, na inibição da angiogênese e a ausência de toxicidade sistêmica reforçam o potencial da espécie como fonte de compostos bioativos para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas antineoplásicas adjuvantes ou alternativas; Abstract: Breast cancer is the most prevalent malignant neoplasm among women worldwide, representing a significant therapeutic challenge, particularly in hormone receptor–positive subtypes, in which tumor resistance and the toxicity associated with conventional chemotherapeutic agents limit clinical efficacy. In this context, the search for safer alternative therapies has driven growing interest in natural products. Pereskia grandifolia Haw. (Cactaceae), commonly known as ora-pro-nóbis, exhibits high nutritional value and well-documented biological properties. This study evaluated the antitumor activity and molecular mechanisms of hydroethanolic (HD) and hexane (HX) fractions obtained from P. grandifolia leaves, integrating in vitro analyses using MCF-7 cells and in vivo assays in murine models of Ehrlich carcinoma (solid and ascitic forms). Phytochemical characterization revealed that the HX fraction is predominantly composed of triterpenes and steroids, whereas the HD fraction exhibited a more complex chemical profile. In vitro assays demonstrated that the HX fraction exerted pronounced cytotoxicity in MCF-7 cells, while the HD fraction showed a more marked antiproliferative effect; both fractions were able to abolish clonogenic survival. For in vivo validation, female Swiss mice inoculated with Ehrlich tumor cells were orally treated for 21 days with HD (100 mg·kg¹), HX (50 mg·kg¹), or vehicle. Both fractions significantly inhibited the progression of solid Ehrlich carcinoma (86% for HD and 89% for HX), with no effect observed in the ascitic model, indicating a tumor microenvironment–dependent response. Molecular analyses by RT-qPCR demonstrated that both fractions induced programmed cell death via necroptosis, as evidenced by the modulation of Ripk1, Ripk3, and Casp8, in addition to the inhibition of angiogenesis, indicated by reduced Vegf expression. However, distinct antitumor mechanisms were observed between the fractions. The HD fraction promoted a more modulated response, associated with reduced tumor necrosis, lower inflammatory infiltration, and a systemic decrease in circulating granulocytes and monocytes. In contrast, the HX fraction acted predominantly as a cytotoxic agent, inducing oxidative stress characterized by increased reactive oxygen species and reduced glutathione levels, extensive tumor necrosis, suppression of genes related to inflammation (Nfkb1), hypoxia (Hif1a), and cell cycle regulation (Ccnd1), as well as systemic lymphocytosis. Collectively, these findings demonstrate that the hydroethanolic and hexane fractions of P. grandifolia exhibit relevant antitumor activity in preclinical models of solid breast cancer, mediated by distinct and complementary molecular mechanisms. The convergence in necroptosis induction and angiogenesis inhibition, together with the absence of systemic toxicity, reinforces the potential of this species as a source of bioactive compounds for the development of adjuvant or alternative antineoplastic therapeutic strategies
Orientadora: Prof.ª Dr.ª Alexandra Acco; Coorientadora: Dr.ª Maria Carolina Stipp; Banca: Alexandra Acco (Presidente da Banca), Lucimara Mach Cortes Cordeiro e Stellee Marcela Petris Biscaia; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Farmacologia. Defesa : Curitiba, 14/01/2026; Inclui referências
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://hdl.handle.net/1884/101016">
<title>Efeitos diferenciais do bloqueio dos receptores etb hipotalâmicos na febre, hipolocomoção e liberação de serotonina durante a inflamação sistêmica em ratos machos e fêmeas</title>
<link>https://hdl.handle.net/1884/101016</link>
<description>Efeitos diferenciais do bloqueio dos receptores etb hipotalâmicos na febre, hipolocomoção e liberação de serotonina durante a inflamação sistêmica em ratos machos e fêmeas
Resumo: A inflamação sistêmica desencadeia um conjunto de alterações fisiológicas e comportamentais conhecidas como síndrome de doença, incluindo febre e hipolocomoção. Estudos anteriores demonstraram que o lipopolissacarídeo (LPS) de bactérias Gram-negativas induz essas respostas em ambos os sexos, com alterações específicas nos níveis de serotonina (5-HT) hipotalâmica reduzidos em machos e aumentados em fêmeas. Esses efeitos foram revertidos pela administração intracerebroventricular (i.c.v.) de BQ788, um antagonista dos receptores do tipo B (ETB) de endotelinas. Este estudo investigou se o hipotálamo seria um importante sítio de ação das endotelinas para induzir febre, comportamento de doença e alterações nos níveis de 5-HT através da administração intra hipotalâmica (i.h.) de BQ788, considerando ainda possíveis diferenças sexuais. Ratos Wistar de ambos os sexos foram implantados com sensores de temperatura e receberam microinjeções hipotalâmicas de BQ788 ou salina, seguidas de LPS ou veículo por via intraperitoneal. A temperatura corporal foi monitorada por 5 h, a atividade locomotora avaliada por meio do teste de campo aberto, e os níveis hipotalâmicos de 5-HT e seu metabólito ácido 5-hidroxiindolacético (5-HIAA) foram quantificados por High Performance Liquid Chromatography (HPLC). O LPS induziu febre e hipolocomoção em ambos os sexos, com redução dos níveis hipotalâmicos de 5-HT/5-HIAA em machos e aumento em fêmeas. Em machos, a administração i.h. de BQ788 reverteu esses efeitos, sugerindo ação direta no hipotálamo. Em fêmeas, BQ788 i.h. normalizou os níveis de 5-HT, mas não alterou a febre ou a hipolocomoção. No entanto, BQ788 i.c.v. reduziu essas respostas em fêmeas, indicando que os locais de sinalização das endotelinas diferem entre os sexos. Esses achados destacam uma resposta neuroimune dimórfica sexual à inflamação sistêmica, com a sinalização hipotalâmica de endotelinas mediando o comportamento de doença em machos, mas não em fêmeas. Isso reforça a importância de abordagens específicas por sexo na pesquisa neuroinflamatória; Abstract: Systemic inflammation triggers a constellation of physiological and behavioural changes collectively known as sickness syndrome, including fever and hypolocomotion. Previous studies have demonstrated that lipopolysaccharide (LPS) from Gram-negative bacteria induces these responses in both sexes, with sex specific alterations in hypothalamic serotonin (5-HT) levels decreased in males and increased in females. These effects were reversed by intracerebroventricular (i.c.v.) administration of BQ788, an antagonist of endothelin type B (ETB) receptors. This study investigated whether the hypothalamus serves as a critical site of endothelin action in mediating fever, sickness behavior, and changes in 5-HT levels, through intra-hypothalamic (i.h.) administration of BQ788, while also considering potential sex differences. Male and female Wistar rats were implanted with temperature sensors and received hypothalamic microinjections of BQ788 or saline, followed by intraperitoneal injections of LPS or vehicle. Core body temperature was monitored for five hours, locomotor activity was assessed using the open field test, and hypothalamic levels of 5-HT and its metabolite 5-hydroxyindoleacetic acid (5-HIAA) were quantified via high-performance liquid chromatography (HPLC). Lipopolysaccharide induced fever and hypolocomotion in both sexes, accompanied by decreased hypothalamic 5-HT/5-HIAA levels in males and increased levels in females. In males, i.h. administration of BQ788 reversed these effects, suggesting a direct hypothalamic mechanism. In females, BQ788 normalized 5-HT levels but did not affect fever or hypolocomotion. However, i.c.v. administration of BQ788 attenuated these responses in females, indicating that endothelin signalling sites differ between sexes. These findings underscore a sexually dimorphic neuroimmune response to systemic inflammation, with hypothalamic endothelin signalling mediating sickness behavior in males but not in females. This highlights the critical importance of sex-specific approaches in neuroinflammatory research
Orientador: Prof. Dr. Aleksander Roberto Zampronio; Banca: Aleksander Roberto Zampronio (Presidente da Banca), Maria Fernanda de Paula Werner e Felipe Lukacievicz Barbosa; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Farmacologia. Defesa : Curitiba, 28/11/2025; Inclui referências
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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