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<title>40001016012P1 Programa de Pós-Graduação em Medicina Interna e Ciências da Saúde</title>
<link href="https://hdl.handle.net/1884/64844" rel="alternate"/>
<subtitle>anterior a 2019, ver Programa de Pós-Graduação em Medicina Interna</subtitle>
<id>https://hdl.handle.net/1884/64844</id>
<updated>2026-05-03T12:11:54Z</updated>
<dc:date>2026-05-03T12:11:54Z</dc:date>
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<title>Efetividade da hiperinsuflação com ventilador mecânico sobre a pressão intracraniana, troca gasosa e mecânica pulmonar em pacientes pós acidente vascular cerebral agudo</title>
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<updated>2026-04-29T20:38:58Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Efetividade da hiperinsuflação com ventilador mecânico sobre a pressão intracraniana, troca gasosa e mecânica pulmonar em pacientes pós acidente vascular cerebral agudo
Resumo: Pacientes pós Acidente Vascular Cerebral (AVC) apresentam com frequência necessidade de Ventilação Mecânica (VM), tendo maior tempo de dependência do ventilador que outras populações em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A este fator, soma-se o acúmulo de secreção pulmonar em vias aéreas por causas multifatoriais, indicando a realização de técnicas de remoção de secreção brônquica. A Hiperinsuflação com Ventilador Mecânico (HVM) é uma técnica conhecida por promover este efeito e, por conseguinte, otimizar a mecânica pulmonar e a troca gasosa. Contudo, sua repercussão sobre a Pressão Intracraniana (PIC) é desconhecida. O objetivo deste estudo foi avaliar a segurança neurológica da HVM comparada à aspiração traqueal (AT) isolada, bem como os seus efeitos sobre a hemodinâmica sistêmica, mecânica pulmonar e troca gasosa em indivíduos pós-AVC agudo. Trata-se de um estudo randomizado, controlado, em que participaram 30 pacientes com idade = 18 anos, diagnóstico clínico de AVC agudo confirmado por exame de neuroimagem, sob uso de VM. Os participantes foram alocados aleatoriamente em 2 grupos: Grupo Experimental (n=15), onde foi aplicada a HVM seguida de AT; e Grupo Controle (n=15), que recebeu apenas a AT. As avaliações foram registradas em 5 momentos: T1 (momento antes da HVM); T2 (momento após a HVM e antes da AT); T3 (momento após a AT); T4 e T5 (monitoramento 10 e 25 minutos após T3). O desfecho primário foi mensurado pela PIC aferida pelo sensor Brain4care BcMM-R-2000 (B4C), o qual permite uma análise não invasiva da morfologia do pulso da PIC, tendo como variáveis dois parâmetros (razão P2/P1 e o time to peak (TTP)). Os desfechos secundários foram a estabilidade hemodinâmica, aferida pela frequência cardíaca (FC) e pressão arterial média (PAM); mecânica pulmonar avaliada pela complacência estática (Cest), complacência dinâmica (Cdin), Resistência (R) e drive pressure (DP); troca gasosa mesurada pela saturação periférica de oxigênio (SpO2), volume corrente expirado (VCE) e End-tidal carbon dioxide (EtCO2). A comparação entre grupos mostrou que não houve efeito da técnica sobre a morfologia da PIC, com média de razão P2/P1 [f (4,112)=1.871; p=0.120; np2 = 0.063] e de TTP [f (4,112)=2.252; p=0.068; np2 = 0.074], e hemodinâmicas: FC [f (4,112)=1.920; p=0.112; ; np2 = 0.064] e PAM [f(2.73, 76.57)= 0.799; p= 0.488; np2 = 0.028].Em relação a efetividade da técnica, RM-ANOVA mostrou que todos os parâmetros diferiram significativamente entre os grupos nos momentos de avaliação: SpO2[F(1,98;55.42)=6,93; p&lt;0,001], EtCO2 [F(1.43, 40.20) = 6,17 p=0,01], Cst [F(1.50;42.2)=6,18, p=0,008], Cdin[F(1;28)=0,09 p=0,04], R[F(1,77;49,56)=12,84; p &lt;0,001] e VCE[F(1;28)=7,80; p&lt;0,001]. O teste pos hoc de Tukey revelou uma melhora da SpO2, Cest, Cdin, VCE e R, com diferenças detectadas principalmente entre a avaliação inicial e final e que esse benefício foi mantido em T5 (25 minutos após a intervenção). Nossos resultados demonstram que a HVM não alterou a morfologia da curva da PIC, sugerindo a segurança neurológica da técnica, o mesmo para a hemodinâmica sistêmica. Em relação à efetividade da técnica, o protocolo aplicado foi capaz de promover a melhora da troca gasosa e da mecânica pulmonar no Grupo Experimental em relação ao Grupo Controle; Abstract: Patients with stroke frequently require mechanical ventilation (MV) and often present a longer duration of ventilator dependence compared to other populations in the intensive care unit (ICU). In addition, pulmonary secretion accumulation in the airways due to multifactorial causes is common, indicating the need for bronchial secretion clearance techniques. Ventilator hyperinflation (VHI) is a technique known to promote secretion clearance and consequently optimize pulmonary mechanics and gas exchange. However, its effects on intracranial pressure (ICP) remain unknown. The aim of this study was to evaluate the neurological safety of VHI compared with isolated tracheal suctioning (TS), as well as its effects on systemic hemodynamics, pulmonary mechanics, and gas exchange in patients with acute stroke. This was a randomized controlled study including 30 patients aged =18 years with a clinical diagnosis of acute stroke confirmed by neuroimaging and receiving MV. Participants were randomly allocated into two groups: Experimental Group (n = 15), in which VHI followed by TS was performed, and Control Group (n = 15), which received TS alone. Assessments were recorded at five time points: T1 (before VHI); T2 (after VHI and before TS); T3 (after TS); T4 and T5 (10 and 25 minutes after T3). The primary outcome was ICP assessed using the Brain4care BcMM-R-2000 (B4C) sensor, which allows noninvasive analysis of ICP waveform morphology. Two parameters were analyzed: the P2/P1 ratio and time to peak (TTP). Secondary outcomes included hemodynamic stability assessed by heart rate (HR) and mean arterial pressure (MAP); pulmonary mechanics evaluated by static compliance (Cst), dynamic compliance (Cdyn), resistance (R), and driving pressure (DP); and gas exchange measured by peripheral oxygen saturation (SpO2), expired tidal volume (VTE), and end-tidal carbon dioxide (EtCO2). Between group comparison showed no effect of the technique on ICP waveform morphology, with mean P2/P1 ratio [F(4,112)=1.871; p=0.120; ?p²=0.063] and TTP [F(4,112)=2.252; p=0.068; ?p²=0.074]. No significant effects were observed on hemodynamic variables: HR [F(4,112)=1.920; p=0.112; ?p²=0.064] and MAP [F(2.73,76.57)=0.799; p=0.488; ?p²=0.028]. Regarding the effectiveness of the technique, RM-ANOVA showed that all parameters differed significantly between groups across the evaluation time points: SpO2 [F(1.98,55.42)=6.93; p&lt;0.001], EtCO2 [F(1.43,40.20)=6.17; p=0.01], Cst [F(1.50,42.2)=6.18; p=0.008], Cdyn [F(1,28)=0.09; p=0.04], R [F(1.77,49.56)=12.84; p&lt;0.001], and Vte [F(1,28)=7.80; p&lt;0.001]. Tukey’s post hoc test revealed improvements in SpO2, Cst, Cdyn, Vte, and R, with differences mainly detected between the initial and final assessments, and these benefits were maintained at T5 (25 minutes after the intervention). Our results demonstrate that VHI did not alter ICP waveform morphology, suggesting the neurological safety of the technique, with similar findings for systemic hemodynamics. Regarding effectiveness, the applied protocol was able to improve gas exchange and pulmonary mechanics in the Experimental Group compared with the Control Group
Orientadora:  Profa. Dra. Silvia Regina Valderramas; Banca: Silvia Regina Valderramas (Presidente da Banca), Valéria Cabral Neves Luszczynski, Arlete Ana Motter, Adriano Zanardi da Silva e Gisele Francini Devetak Casarotti; Tese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Medicina Interna e Ciências da Saúde. Defesa : Curitiba, 11/12/2025; Inclui referências
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Impacto da correção do escore de osso trabecular pela espessura da parede abdominal em pacientes com obesidade</title>
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<id>https://hdl.handle.net/1884/101799</id>
<updated>2026-04-27T20:25:50Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Impacto da correção do escore de osso trabecular pela espessura da parede abdominal em pacientes com obesidade
Resumo: Introdução: A osteoporose é caracterizada pela redução da densidade mineral óssea (DMO) e deterioração da microarquitetura, resultando em maior risco de fraturas. Embora a DMO, avaliada por absorciometria por dupla energia de raios X (DXA), seja o principal parâmetro diagnóstico, ela não reflete integralmente a qualidade óssea. Para complementar essa avaliação, o escore do osso trabecular (TBS) foi desenvolvido como ferramenta indireta para estimar a microarquitetura trabecular a partir das imagens da DXA da coluna lombar. Contudo, o TBS (versão 3.0) era suscetível à influência da espessura de partes moles, o que resultava na subestimação dos valores em indivíduos obesos. Para contornar essa limitação, a versão 4.0 do software TBS iNsight® introduziu uma correção automatizada baseada na espessura da parede abdominal, visando proporcionar uma avaliação mais precisa da qualidade óssea, especialmente em pacientes com maior adiposidade central. Objetivo: Avaliar o impacto da correção pela espessura da parede abdominal nos valores do TBS em mulheres com obesidade, comparando as versões 3.0 e 4.0 do software, bem como analisar a correlação entre o TBS, variáveis clínicas e demográficas, além de analisar a associação entre TBS, DMO e fraturas. Métodos: estudo transversal, unicêntrico, com análise retrospectiva de um banco de dados de pacientes com obesidade do Serviço de Endocrinologia e Metabologia do HC-UFPR (SEMPR). Foram incluídas mulheres com 18 anos ou mais com diagnóstico de obesidade, atendidas no SEMPR e que realizaram exame de densitometria óssea. Dados demográficos (idade, raça, peso, altura e IMC), resultados dos exames de densitometria assim como a espessura da parede abdominal foram capturados diretamente do densitômetro (Lunar Prodigy Advance) foram coletados do prontuário. A DMO foi categorizada como normal, baixa massa óssea para idade, osteopenia e osteoporose. A avaliação do TBS, nas duas versões, foi realizada pela empresa Medimaps, (TBS iNsight® v3.0 e v 4.0; Medimaps Group, Geneva, Switzerland). Para a versão 3.0, foram aplicados os pontos de corte validados para a população latino americana, enquanto, para a versão 4.0, os limiares foram definidos a partir dos tercis da amostra total estudada. As pacientes foram avaliados individualmente e também divididas em dois grupos com base no IMC: &lt; 37 kg/m² e = 37 kg/m². Resultados: 247 mulheres (59,2 ± 15 anos), maioria branca foram avaliadas. Os valores médios de TBS foram significativamente menores na versão 4.0 em comparação à 3.0 (1,286 ± 0,082 vs. 1,334 ± 0,081; p &lt; 0,001). Essa diferença foi mais pronunciada nas pacientes com IMC = 37 kg/m² (1,258 ± 0,073 vs. 1,323 ± 0,075; p &lt; 0,001) do que naquelas com IMC &lt; 37 kg/m² (1,297 ± 0,085 vs. 1,338 ± 0,083; p &lt; 0,001). A concordância entre as versões foi moderada (? = 0,49), com discordância em 34% dos casos e reclassificação (com a v 4.0) para pior categoria de qualidade trabecular em 19% das pacientes. O TBS v4.0 apresentou correlação positiva com a DMO da coluna lombar (r= 0,42; p &lt; 0,001) e negativa com idade (r = –0,39; p &lt; 0,001) e espessura da parede abdominal (r = –0,45; p &lt; 0,001). Não houve diferença significativa entre TBS v4.0 e presença de fraturas (p = 0,27). Conclusão: A versão 4.0 do TBS iNsight®, ao incorporar correção direta pela espessura da parede abdominal, forneceu estimativas mais precisas da qualidade óssea em mulheres com obesidade, especialmente aquelas com IMC = 37 kg/m². Esses achados reforçam a importância de considerar a composição corporal na interpretação do TBS e demonstram a superioridade da versão corrigida na avaliação da microarquitetura trabecular em populações com elevada adiposidade abdominal; Abstract:
Orientador: Profa. Dra. Victória Zeghbi Cochenski Borba; Banca: Victória Zeghbi Cochenski Borba (Presidente da Banca), Cynthia Maria Alvares Brandao, Carolina Aguiar Moreira e Vicente Florentino Castaldo Andrade; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Medicina Interna e Ciências da Saúde. Defesa : Curitiba, 31/10/2025; Inclui referências; Área de concentração: Introduction: Osteoporosis is characterized by a reduction in bone mineral density (BMD) and deterioration of microarchitecture, leading to an increased risk of fractures. Although bone mineral density (DXA) is the main diagnostic parameter, it does not fully reflect bone quality. To complement this assessment, the Trabecular Bone Score (TBS) was developed as an indirect tool to estimate trabecular microarchitecture from lumbar spine DXA images. However, the classical TBS (version 3.0) was susceptible to the influence of soft tissue thickness, which resulted in an subestimation of values in obese individuals. To overcome this limitation, version 4.0 of the TBS iNsight® software introduced an automated correction based on abdominal wall thickness, aiming to provide a more accurate assessment of bone quality, especially in patients with greater central adiposity. Objective: To evaluate the impact of abdominal wall thickness correction on TBS values in obese women, comparing software versions 3.0 and 4.0, as well as to analyze the correlation between TBS, clinical and demographic variables, and the association between TBS, BMD, and fractures. Methods: This was a cross-sectional, single-center study with a retrospective analysis of a database of obese patients from the Endocrinology and Metabolism Service of HC-UFPR (SEMPR). Included were women aged 18 years or older with a diagnosis of obesity, seen at SEMPR, who had undergone bone densitometry. Demographic data (age, race, weight, height, and BMI), densitometry results, and abdominal wall thickness captured directly from the densitometer (Lunar Prodigy Advance) were collected from medical records. BMD was categorized as normal, low bone mass for age, osteopenia, and osteoporosis. TBS assessment, for both versions, was performed by Medimaps (TBS iNsight® v3.0 and v4.0; Medimaps Group, Geneva, Switzerland). For version 3.0, validated cutoff points for the Latin American population were applied, while for version 4.0, thresholds were defined based on the tertiles of the total studied sample. Patients were individually assessed and also divided into two groups based on BMI: &lt; 37 kg/m² and = 37 kg/m². Results: A total of 247 women (59.2 ± 15 years old), predominantly white, were evaluated. Mean TBS values were significantly lower in version 4.0 compared to 3.0 (1.286 ± 0.082 vs. 1.334 ± 0.081; p &lt; 0.001). This difference was more pronounced in patients with BMI = 37 kg/m² (1.258 ± 0.073 vs. 1.323 ± 0.075; p &lt; 0.001) than in those with BMI &lt; 37 kg/m² (1.297 ± 0.085 vs. 1.338 ± 0.083; p &lt; 0.001). Agreement between versions was moderate (? = 0.49), with discordance in 34% of cases and reclassification (with v4.0) to a worse trabecular quality category in 19% of patients. TBS v4.0 showed a positive correlation with lumbar spine BMD (r = 0.42; p &lt; 0.001) and negative correlations with age (r = –0.39; p &lt; 0.001) and abdominal wall thickness (r = –0.45; p &lt; 0.001). There was no significant difference between TBS v4.0 and the presence of fractures (p = 0.27). Conclusion: Version 4.0 of TBS iNsight®, by incorporating direct correction for abdominal wall thickness, provided more accurate estimates of bone quality in obese women, especially those with BMI = 37 kg/m². These findings reinforce the importance of considering body composition in TBS interpretation and demonstrate the superiority of the corrected version in assessing trabecular microarchitecture in populations with high abdominal adiposity
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Strain do átrio esquerdo na ecocardiografia sob estresse com dobutamina para avaliação de isquemia miocárdica</title>
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<id>https://hdl.handle.net/1884/96351</id>
<updated>2026-04-10T15:02:59Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Strain do átrio esquerdo na ecocardiografia sob estresse com dobutamina para avaliação de isquemia miocárdica
Resumo: Introdução: Na cascata isquêmica a disfunção diastólica precede as alterações da contratilidade ventricular, e sabe-se que tanto a disfunção ventricular diastólica quanto a disfunção sistólica estão relacionadas com a função do átrio esquerdo (AE), que pode ser avaliada pela ecocardiografia com speckle-tracking através do estudo do strain atrial. Em um estudo transversal, buscamos avaliar qual a acurácia do strain do AE para detecção de isquemia miocárdica em pacientes submetidos a Ecocardiografia sob Estresse com Dobutamina (EED). Metodologia: Foram recrutados prospectivamente pacientes encaminhados para realização de EED para investigação de isquemia miocárdica. O strain do AE em seus três componentes – reservatório (LASr), conduto (LAScd) e contrátil (LASct) – foi analisado em todas as fases da EED. O diagnóstico de isquemia miocárdica foi definido pelo surgimento de alteração da contratilidade segmentar em dois segmentos contíguos durante a EED. Pacientes com um teste positivo para isquemia foram comparados com aqueles com um resultado negativo. Resultados: Foram incluídos para análise final 56 pacientes com suspeita de isquemia miocárdica. A avaliação do strain do AE demonstrou que em indivíduos com isquemia induzida o LASr foi significativamente menor no repouso e em todas as fases do estresse, com os menores valores sendo observados no pico do estresse [27,6% (24,0 – 28,4) vs 34,0% (29,6 – 42,7), p &lt; 0, 001]. LASr no repouso e em baixa dose de dobutamina foi preditor de isquemia induzida durante a EED (repouso: AUC = 0,68, p = 0,038; baixa dose: AUC = 0,78, p &lt; 0,001). Um ponto de corte &lt; 29,7% para o LASr no pico do estresse foi o parâmetro com maior acurácia para detectar isquemia miocárdica induzida (AUC = 0,88, p &lt; 0,001). Conclusão: Os achados deste estudo demonstram que a avaliação do strain do AE, em pacientes submetidos a EED para pesquisa de isquemia miocárdica, possui valor diagnóstico e pode ser integrado ao exame convencional para corroborar os achados de um teste positivo; Abstract: Diastolic dysfunction occurs before changes in ventricular contractility during the ischemic cascade. Both diastolic and systolic left ventricle dysfunctions are known to be associated with left atrial (LA) myocardial deformation during the cardiac cycle, which can be evaluated by speckle-tracking echocardiography through the assessment of LA atrial strain. The aim of this cross-sectional study was to assess the accuracy of LA strain for detecting myocardial ischemia in patients undergoing dobutamine stress echocardiography (DSE). Methods: LA strain, including its three components—reservoir (LASr), conduit (LAScd), and contractile (LASct)—was analyzed at each stage of DSE. The diagnosis of myocardial ischemia was defined as a new or worsening wall motion abnormality in at least two contiguous LV segments during DSE. Patients with DSE positive for ischemia were compared with those with DSE negative for ischemia. Results: A total of 56 patients were included. Patients with inducible ischemia had significantly lower LASr values at rest and across all phases of the examination, with the lowest values at peak stress [27.6% (24.0 to 28.4) vs. 34% (29.6 to 42.7), p&lt;0.001]. LASr at rest and in low-dose dobutamine predicted ischemia during DSE [rest: AUC=0.68, p=0.038; low dose: AUC=0.78, p&lt;0.001]. A cutoff of ischemia [AUC=0.88, p&lt;0.001]. Conclusion: Assessment of LA strain in patients undergoing DSE due to suspected myocardial ischemia has diagnostic value and could be integrated into conventional DSE.
Orientador: Prof. Dr. Marco Stephan Lofrano-Alves; Coorientador: Prof. Dr. Miguel Morita Fernandes da Silva; Banca: Marco Stephan Lofrano-Alves (Presidente da Banca), Daniela do Carmo Rassi Frota, Marcelo Luiz Campos Vieira; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Medicina Interna e Ciências da Saúde. Defesa : Curitiba, 24/01/2025; Inclui referências
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Características clínicas e do envolvimento renal em uma coorte brasileira de pacientes com complexo esclerose tuberosa</title>
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<id>https://hdl.handle.net/1884/95470</id>
<updated>2026-04-08T14:09:24Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Características clínicas e do envolvimento renal em uma coorte brasileira de pacientes com complexo esclerose tuberosa
Resumo: INTRODUÇÃO: O complexo de esclerose tuberosa (CET) é uma doença rara, autossômica dominante, caracterizada pela presença de tumores benignos em vários órgãos; nos rins, as lesões mais frequentes são os angiomiolipomas. Podem estar presentes desde a infância e crescer ao longo do tempo, levando a complicações, como sangramento e doença renal crônica (DRC). Este estudo tem como objetivo caracterizar o perfil clínico e epidemiológico dos pacientes e identificar potenciais fatores de risco relacionados ao acometimento renal. MÉTODOS: Estudo retrospectivo e observacional de pacientes com CET na primeira consulta médica com nefrologista de 2019 a 2024. Dados clínicos, laboratoriais e de imagem foram coletados de prontuários médicos. Análises de comparação foram realizadas de acordo com sexo, sangramento renal, intervenções renais e DRC. RESULTADOS: Foram incluídos 172 pacientes (28+-14,2 anos, 62,2% mulheres). O angiomiolipoma foi a lesão mais frequente (91,1%) com prevalência crescente com a idade, seguida das lesões císticas (50%). 35,5% dos pacientes estavam em uso de inibidores de mTOR. A prevalência de DRC, hemorragia renal e intervenções foi de 9,9%, 16,6%, 27,9%, respectivamente. Pacientes do sexo feminino apresentaram pior função renal, maior prevalência de angiomiolipomas [maior ou igual] 30 mm e de intervenções renais. A DRC foi associada à idade avançada, proteinúria, tamanho do angiomiolipoma, principalmente se maior que 75 mm, sangramento renal prévio e intervenções. O ponto de corte de idade para sangramento renal foi 30 anos. CONCLUSÕES: O envolvimento renal relacionado ao CET pode aparecer precocemente na vida, é progressivo e parece ser mais grave em mulheres. As altas taxas de complicações podem ser devidas ao encaminhamento tardio aos nefrologistas e à baixa taxa de prescrição de inibidores de mTOR; Abstract: BACKGROUND: Tuberous sclerosis complex (TSC) is a rare, autosomal dominant disease, characterized by the presence of benign tumors in several organs; in the kidneys, the most frequent lesions is angiomyolipoma. They may be present since childhood and grow over time, leading to complications, such as bleeding and CKD. This study aims to characterize the clinical and epidemiological profile of patients and identify potential risk factors related to renal involvement. METHODS: Retrospective and observational study of TSC patients in the first medical appointment with nephrologist from 2019 to 2024. Clinical, laboratory and imaging data were collected from medical records. Comparison analyses were performed according to sex, renal bleeding, invasive interventions and CKD. RESULTS: 172 patients were included (28+-4.2 years, 62.2% female). Angiomyolipoma was the most frequent lesion (91.1%) with increasing prevalence with age, followed by cystic lesions (50%). 35.5% of the patients were on mTOR inhibitors. The prevalence of CKD, renal hemorrhage and interventions was 9.9%, 16.6 %, 27.9 %, respectively. Female presented worse renal function, higher prevalence of angiomyolipoma [maior ou igual] 30mm and interventions. CKD was associated with older age, proteinuria, the size of angiomyolipoma, particularly if higher than 75 mm, previous renal bleeding and interventions. The age cutoff for renal bleeding was 30 years old. CONCLUSIONS: TSC-related renal involvement may appear early in life, is progressive and seems to be more severe in females. The high rates of complications may be due to the late referral to nephrologists and the low rate of mTOR inhibitors prescription
Orientador: Prof. Dr. Fellype de Carvalho Barreto; Banca: Fellype de Carvalho Barreto (Presidente da Banca), Maria Helena Visbich, Rodrigo Hagemann; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em  Medicina Interna. Defesa : Curitiba, 24/02/2025; Inclui referências; Área de concentração: Medicina Interna
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