<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">
<title>40001016067P0 Programa de Pós-Graduação em Psicologia</title>
<link href="https://hdl.handle.net/1884/39772" rel="alternate"/>
<subtitle/>
<id>https://hdl.handle.net/1884/39772</id>
<updated>2026-04-18T13:04:20Z</updated>
<dc:date>2026-04-18T13:04:20Z</dc:date>
<entry>
<title>Uma investigação sobre a possibilidade de caracterizar a ontologia do behaviorismo radical como uma perspectiva processualista</title>
<link href="https://hdl.handle.net/1884/98253" rel="alternate"/>
<author>
<name/>
</author>
<id>https://hdl.handle.net/1884/98253</id>
<updated>2026-04-10T17:52:35Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Uma investigação sobre a possibilidade de caracterizar a ontologia do behaviorismo radical como uma perspectiva processualista
Resumo: Este trabalho analisou a compatibilidade ontológica entre o Behaviorismo Radical (BR) e a Filosofia do Processo (FP). A investigação parte da necessidade de esclarecer os compromissos ontológicos do BR, contribuindo para uma fundamentação mais precisa de seus pressupostos filosóficos. Foi adotada uma abordagem analítico-comparativa, desenvolvida a partir de reflexões sobre pesquisa conceitual em Análise do Comportamento e dividida em duas etapas. A primeira consistiu na identificação das principais teses ontológicas de cada perspectiva, caracterizando seus compromissos e rejeições ontológicas. Para a caracterização da FP, foram selecionados capítulos de livros de Nicholas Rescher, cuja obra é um marco na filosofia processualista. Para a caracterização do BR, foram selecionados artigos que abordam de forma explícita a natureza ontológica do comportamento, além de capítulos de obras centrais de B.F. Skinner. A análise dos textos foi realizada com auxílio de tabelas de registro, permitindo a identificação e organização das principais teses ontológicas. A segunda etapa compreendeu a análise comparativa entre essas teses, buscando identificar convergências, divergências e compatibilidade. Os resultados essa análise-comparativa evidenciou convergências, organizadas nas seguintes categorias: (1) Definições, relacionismo e temporalidade: processo e comportamento são compreendidos como séries espaço-temporais de ocorrências inter relacionadas, organizadas causal ou funcionalmente; (2) Identidade: a identidade de ambos, comportamento e processo, emerge de padrões de interação - "programa" regulador na FP, função contingencial no BR, recusando essências fixas; (3) Classificação: os esquemas classificatórios são pragmáticos e funcionais (produtor x transformador; operante x respondente), não essencialistas; (4) Novidade: a FP ressalta recombinações de microprocessos, enquanto o BR destaca variação-seleção nos níveis filogenético, ontogenético e cultural; (5) Evolução: a evolução é concebida em múltiplas escalas, regida por filtros seletivos e não por causas finais. Divergências remanescentes mostraram-se limitadas, e foram organizadas nas seguintes categorias: (1) a FP privilegia processos individuais, ao passo que o BR opera com classes funcionais, além de episódios individuais; (2) a FP pode admitir um realismo processual, ao contrário do monismo relacional antirrealista do BR; (3) versões fortes da FP tendem a um otimismo evolutivo e distinguem fatores "internos" e "externos", distinções ausentes no BR. Argumentamos que nenhuma das divergências é suficientemente determinante ao ponto de violar os princípios processualistas ou behavioristas radicais centrais, sendo possíveis ajustes que permitam sustentar a compatibilidade ontológica entre as duas tradições. Por fim, argumentamos que é conceitualmente coerente afirmar haver compatibilidade entre a ontologia do BR e a ontologia da FP, uma vez que o BR compartilha pressupostos fundamentais com a FP, especialmente no que concerne à concepção de fenômenos como eventos históricos, moldados por relações dinâmicas e processos seletivos. Conclui-se que a interpretação do BR como uma filosofia do processo ressalta sua coerência interna e evita características incompatíveis com seus princípios, como essencialismo e independência ontológica (o princípio de que a existência ou a natureza de um ente não depende da existência ou da natureza de outro); Abstract: This study analyzed the ontological compatibility between Radical Behaviorism (RB) and Process Philosophy (PP). The investigation arises from the need to clarify the ontological commitments of RB, contributing to a more precise grounding of its philosophical assumptions. An analytical-comparative approach was adopted, developed from reflections on conceptual research in Behavior Analysis and divided into two stages. The first consisted of identifying the main ontological theses of each perspective, characterizing their ontological commitments and rejections. For the characterization of PP, chapters from books by Nicholas Rescher were selected, whose work is a landmark in processualist philosophy. For the characterization of RB, articles that explicitly address the ontological nature of behavior were selected, along with chapters from B.F. Skinner’s central works. Text analysis was carried out with the aid of registration tables, allowing the identification and organization of the main ontological theses. The second stage involved a comparative analysis of these theses, aiming to identify convergences, divergences, and compatibility. The results of this comparative analysis revealed convergences organized into the following categories: (1) Definitions, relationalism, and temporality: both process and behavior are understood as spatiotemporal series of interrelated occurrences, organized causally or functionally; (2) Identity: the identity of both behavior and process emerges from patterns of interaction - "regulatory program" in PP, contingency function in RB - rejecting fixed essences; (3) Classification: classification schemes are pragmatic and functional (producer x transformer; operant x respondent), not essentialist; (4) Novelty: PP highlights recombinations of micro-processes, while RB emphasizes variation selection at phylogenetic, ontogenetic, and cultural levels; (5) Evolution: evolution is conceived on multiple scales, governed by selective filters rather than final causes. Remaining divergences proved limited and were organized into the following categories: (1) PP privileges individual processes, whereas RB operates with functional classes, in addition to individual episodes; (2) PP may accept a processual realism, in contrast to RB’s relational and anti-realist monism; (3) stronger versions of PP tend toward evolutionary optimism and distinguish "internal" and "external" factors, distinctions absent in RB. We argue that none of these divergences is sufficiently decisive to violate the central processualist or radical behaviorist principles, and adjustments can be made to sustain ontological compatibility between the two traditions. Finally, we argue that it is conceptually coherent to affirm the compatibility between the ontology of RB and the ontology of PP, since RB shares fundamental assumptions with PP, especially regarding the conception of phenomena as historical events shaped by dynamic relationships and selective processes. We conclude that interpreting RB as a process philosophy emphasizes its internal coherence and avoids characteristics incompatible with its principles, such as essentialism and ontological independence (the principle that the existence or nature of an entity does not depend on the existence or nature of another)
Orientador: Prof. Dr. Alexandre Dittrich; Banca: Alexandre Dittrich (Presidente da Banca), Diego Zilio Alves e Carlos Eduardo Lopes; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Psicologia. Defesa : Curitiba, 25/06/2025; Inclui referências; Área de concentração: Psicologia
</summary>
<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</entry>
<entry>
<title>Um passado que não passa : repercussões subjetivas do abuso sexual na infância</title>
<link href="https://hdl.handle.net/1884/98208" rel="alternate"/>
<author>
<name/>
</author>
<id>https://hdl.handle.net/1884/98208</id>
<updated>2026-04-09T15:59:38Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Um passado que não passa : repercussões subjetivas do abuso sexual na infância
Resumo: Este trabalho aborda o abuso sexual infantil e suas repercussões traumáticas a partir da teoria psicanalítica de Freud e Ferenczi. O objetivo é compreender a constituição do trauma psíquico no contexto do abuso, explorando seus diferentes destinos psíquicos e possibilidades de elaboração. Parte-se da hipótese de que o trauma decorrente dessa vivência resulta de uma violação complexa, que incide simultaneamente sobre o corpo, o psiquismo e as normas simbólico-sociais. Essa confluência de violências produz marcas específicas, com efeitos duradouros sobre a constituição subjetiva e os processos de simbolização. Trata-se de um estudo teórico-clínico, que articula revisão bibliográfica com pesquisa qualitativa, fundamentada no método de construção de casos clínicos a partir do atendimento de sujeitos que vivenciaram abuso sexual na infância. A escuta desses casos permitiu identificar distintas formas de expressão e elaboração do traumático, associadas a configurações defensivas arcaicas e modos variados de inscrição psíquica da experiência violenta. Observou-se que as respostas ao trauma — como recalque, clivagem, desmentido e incorporação do agressor — não se manifestam de forma isolada, mas frequentemente se sobrepõem e coexistem em uma mesma economia psíquica; Abstract: This study addresses child sexual abuse and its traumatic repercussions through the lens of Freudian and Ferenczian psychoanalytic theory. Its objective is to understand the constitution of psychic trauma in the context of abuse, exploring its different psychic outcomes and possibilities for elaboration. The research is based on the hypothesis that trauma resulting from such experiences stems from a complex violation that simultaneously affects the body, the psyche, and the symbolic-social norms. This convergence of violence leaves specific marks with lasting effects on subjective constitution and processes of symbolization. This is a theoretical-clinical study that combines a literature review with qualitative research, based on the method of clinical case construction through the therapeutic follow-up of individuals who experienced sexual abuse in childhood. The clinical listening of these cases revealed distinct expressions of trauma, associated with archaic defensive configurations and varied modes of psychic inscription of the violent experience. It was observed that responses to trauma—such as repression, splitting, disavowal, and incorporation of the aggressor—do not manifest in isolation, but often overlap and coexist within the same psychic economy
Orientadora: Prof. Dra. Maria Virgínia Filomena Cremasco; Banca: Maria Virgínia Filomena Cremasco (Presidente da Banca), Cassandra Pereira França e Luciana Tiemi Kurogi; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Psicologia. Defesa : Curitiba, 30/05/2025; Inclui referências; Área de concentração: Psicologia
</summary>
<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</entry>
<entry>
<title>Argumentos sobre as possibilidades da análise do comportamento enquanto ciência prescritiva de valores no âmbito da clínica</title>
<link href="https://hdl.handle.net/1884/98518" rel="alternate"/>
<author>
<name/>
</author>
<id>https://hdl.handle.net/1884/98518</id>
<updated>2026-04-06T14:21:41Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Argumentos sobre as possibilidades da análise do comportamento enquanto ciência prescritiva de valores no âmbito da clínica
Resumo: A tradicional separação entre fatos e valores na ciência consolidou uma prática psicológica marcada por uma suposta neutralidade ética. A análise do comportamento propõe uma abordagem funcional dos valores, entendendo-os como comportamentos determinados, passíveis de análise e intervenção. Embora abordagens clínicas contemporâneas — como a Green FAP, a Terapia Racial e a Terapia Feminista — incluam valores explícitos em suas práticas, persistem lacunas quanto à coerência filosófica dessas propostas e às implicações de adotar (ou recusar) prescrições éticas na ciência comportamental. Esta tese investigou a viabilidade da análise do comportamento como ciência prescritiva de valores na clínica, com base em seus fundamentos filosóficos e consequências práticas. Ao longo de três estudos, cinco questões principais foram exploradas: (1) Quais são as definições analítico-comportamentais de valores a partir do behaviorismo radical e contextualismo funcional? (2) Quais são seus pontos de convergência e divergência?; (3) A prescrição de valores seria coerente com esses sistemas filosóficos?; (4) Quais são os principais argumentos da defesa ou contra a análise do comportamento enquanto uma ciência prescritiva? (5) Quais seriam as possíveis implicações da sua adoção ou recusa a atuação clínica? O primeiro artigo, Values in Radical Behaviorism and Functional Contextualism: Agreement, Divergence, or Contradiction? comparou as concepções de valores nestas filosofias. Identificou-se um ponto de convergência, três divergências e três contradições – estas últimas, sobre o papel do controle social, o conceito de liberdade e suas teorias morais. Apesar de ambas as abordagens adotarem uma perspectiva funcionalista, suas divergências conceituais e implicações práticas são profundas, sugerindo incompatibilidades fundamentais. O segundo artigo, Problemas com a Definição dos Valores como "Livres" e "Intrínsecos" na Ciência Comportamental Contextual, examinou criticamente tais asserções. Avaliamos os significados das asserções para a CBS: valores "livres" seriam controlados predominantemente por reforçamento positivo e não por pliance; valores "intrínsecos" estariam relativamente isentos de controle externo direto e fariam parte de molduras hierárquicas. Foram expostas limitações nestas definições como a dificuldade de distinguir as fontes de controle propostas, a negligência de determinantes sociais e os critérios normativos implícitos. Alertou-se para o risco de que, ao aplicar técnicas de clarificação baseadas nessas definições, o terapeuta contribua para a manutenção de práticas culturais opressivas. O terceiro artigo, Possibilidades da Análise do Comportamento como Ciência Prescritiva de Valores no Âmbito da Clínica, avaliou a coerência filosófica e as implicações da prescrição ética na prática clínica. Foram discutidos argumentos contrários a tal prescrição, a saber: o risco da falácia naturalista, a imprevisibilidade do futuro e o temor do autoritarismo científico; e argumentos favoráveis: os problemas da prescrição implícita de valores na ACT, os limites do relativismo moral e os benefícios de um compromisso ético explícito. Concluiu-se que a prescrição de valores é coerente com os fundamentos pragmatistas da análise do comportamento e foram propostas soluções para os problemas elencados nos argumentos desfavoráveis. Apontamos que, quando conduzida de forma crítica e dialogada, a prescrição explícita de valores pode fortalecer a liberdade, enquanto contracontrole, e ampliar o compromisso ético e a relevância social da análise do comportamento; Abstract: The traditional separation between facts and values in science has consolidated a psychological practice marked by a supposed ethical neutrality. Behavior analysis proposes a functional approach to values, understanding them as determined behaviors that can be analyzed and intervened upon. Although contemporary clinical approaches - such as Green FAP, Racial Therapy and Feminist Therapy - include explicit values in their practices, gaps remain regarding the philosophical coherence of these proposals and the implications of adopting (or refusing) ethical prescriptions in behavioral science. This thesis investigated the viability of behavior analysis as a value-prescribing science in the clinic, based on its philosophical foundations and practical consequences. Over the course of three studies, five main questions were explored: (1) What are the behavior-analytic definitions of values from the viewpoint radical behaviorism and functional contextualism? (2) What are their points of convergence and divergence? (3) Would the prescription of values be coherent with these philosophical systems? (4) What are the main arguments for or against behavior analysis as a prescriptive science? (5) What would be the possible implications of its adoption or refusal for clinical practice? The first article, Values in Radical Behaviorism and Functional Contextualism: Agreement, Divergence, or Contradiction? compared the conceptions of values in these philosophies. It identified one point of convergence, three divergences and three contradictions - the latter concerning the role of social control, the concept of freedom and the epistemological status of values. Although both approaches adopt a functionalist perspective, their conceptual divergences and practical implications are profound, suggesting fundamental incompatibilities. The second article, Problems with Defining Values as "Free" and "Intrinsic" in Contextual Behavioral Science, critically examined such assertions. We evaluated the meanings of the assertions for CBS: "free" values would be controlled predominantly by positive reinforcement and not by pliance; "intrinsic" values would be relatively free of direct external control and would be part of hierarchical frames. Limitations of these definitions were exposed, such as the difficulty of distinguishing the proposed sources of control, the neglect of social determinants and the implicit normative criteria. We warned of the risk that by applying clarification techniques based on these definitions, the therapist contributes to the maintenance of oppressive cultural practices. The third article, Possibilities of Behavior Analysis as a Value Prescriptive Science in Clinical Practice, evaluated the philosophical coherence and implications of ethical prescription in clinical practice. Arguments against such prescription were discussed, namely: the risk of the naturalistic fallacy, the unpredictability of the future and the fear of scientific authoritarianism; and arguments in favor: the problems of the implicit prescription of values in ACT, the limits of moral relativism and the benefits of an explicit ethical commitment. We concluded that the prescription of values is coherent with the pragmatist foundations of behavior analysis and proposed solutions to the problems listed in the unfavorable arguments. We point out that, when conducted in a critical and dialogical manner, the explicit prescription of values can strengthen freedom, as a counter-control, and broaden the ethical commitment and social relevance of behavior analysis
Orientador: Prof. Dr. Alexandre Dittrich; Banca: Alexandre Dittrich (Presidente da Banca), Roberto Alves Banaco, Diego Zilio Alves e Jan Luiz Leonardi; Tese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Psicologia. Defesa : Curitiba, 12/06/2025; Inclui referências; Área de concentração: Psicologia
</summary>
<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</entry>
<entry>
<title>Entrega voluntária para adoção : comportamentos a serem apresentados por agentes de defensorias públicas estaduais</title>
<link href="https://hdl.handle.net/1884/98359" rel="alternate"/>
<author>
<name/>
</author>
<id>https://hdl.handle.net/1884/98359</id>
<updated>2026-03-23T12:59:17Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Entrega voluntária para adoção : comportamentos a serem apresentados por agentes de defensorias públicas estaduais
Resumo: A entrega voluntária de bebês para adoção é prevista legalmente e atualmente existem documentos e legislações que norteiam como deve ser o atendimento prestado às pessoas interessadas. No entanto, as pessoas gestantes ou parturientes são frequentemente desrespeitadas quanto à sua decisão de não maternar, sigilo e demais escolhas, nos diferentes serviços que passam ao longo do processo de entrega. Concepções deterministas e enraizadas socialmente relacionam a mulher à maternidade e acabam influenciando nos atendimentos, o que pode acarretar em prejuízos não somente aos direitos delas, como também das crianças. As Defensorias Públicas Estaduais (DPEs) estão entre os locais onde as mulheres podem receber atendimento durante o processo de entrega voluntária. Embora seja uma instituição reconhecida por trabalhar pela defesa dos direitos das pessoas vulneráveis, os(as) agentes de uma DPE também estão sujeitos(as) às influências das concepções sociais a respeito da maternidade. Ademais, os documentos que versam sobre a entrega voluntária para adoção acabam não evidenciando o processo que deve ocorrer nas DPEs e o que os agentes devem fazer. Portanto, do ponto de vista científico e social, é relevante propor classes de comportamentos a serem apresentados pelos(as) agentes de uma DPE em casos de entrega voluntária para adoção. Tal proposição pode auxiliar a diminuir a ocorrência de violações dos direitos das mulheres e das crianças nesse contexto, visto que a clareza constitui uma das variáveis que podem aumentar a probabilidade de execução de um comportamento; assim, quanto mais os indivíduos sabem os comportamentos que precisam ser apresentados, maiores são as chances de execução dessas tarefas. Para tal, foi realizada: 1) definição do processo de entrega voluntária para adoção; 2) identificação, avaliação e proposição do objetivo geral do processo organizacional de entrega voluntária para adoção na DPE; 3) identificação e proposição de nomes de classes de comportamentos a serem apresentadas por agentes de uma DPE no processo de entrega voluntária para adoção. A Análise do Comportamento Aplicada às Organizações forneceu subsídios para a proposta, sendo que as informações necessárias à análise foram buscadas em documentos e legislações sobre o tema da entrega voluntária para adoção. Por fim, foram propostos, no total, 89 nomes de classes de comportamentos a serem executados por agentes da DPE no processo de entrega voluntária para adoção; Abstract: The voluntary relinquishment of infants is a procedure provided by the law. Currently, there are both documents and legislation that set forth how assistance should be provided to individuals interested in these proceedings. However, pregnant or birthing individuals are often disrespected regarding their decision of not to mother, as well as their right to confidentiality and other choices, throughout the various procedures they must go through during the relinquishment process. Deterministic, socially rooted conceptions that associate women to maternity end up influencing the provided assistance, which might result in harm to the rights of both women and infants. The State Public Defender’s Offices are among the places where women can receive support throughout the process of voluntary relinquishment. Although the institution is known for defending the rights of vulnerable people, its public agents are also subject to the influence of social conceptions regarding motherhood. Moreover, the documents that address the voluntary relinquishment for adoption often fail to clarify the procedures that should occur within the State Public Defender’s Offices, as well as the conduct that its agents ought to observe. Therefore, from a scientific and a social standpoint, it is relevant to propose classes of behavior to be followed by public agents in the context of voluntary relinquishment for adoption. Such a proposal may help reduce violations of women's and children's rights in this context, since clarity is one of the factors that might increase the probability of taking on a certain behavior: thus, the more individuals understand what the required behavior is, the more likely it is that the task will be carried out. For that purpose, the following steps were taken: 1) definition of the voluntary relinquishment process for adoption; 2) identification, evaluation and proposal of the overall objective of the organizational process of voluntary relinquishment for adoption within a State Public Defender's Office. 3) identification and proposal of behavioral classes names to be performed by State Public Defender's Offices agents in the process of voluntary relinquishment for adoption. Organizational Behavior Management (OBM) provided the foundations for the proposal. The necessary information for the analysis was gathered from documents and legislation on the topic of voluntary relinquishment for adoption. In total, 89 behavior classes were proposed for State Public Deffender's Offices’ agents involved in the aforementioned process
Orientador: Prof. Dr. Gabriel Gomes de Luca; Banca: Gabriel Gomes de Luca (Presidente da Banca), Candido Vinícius Bocaiuva Bransley Pessôa e Ana Paula Viezzer Salvador; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Psicologia. Defesa : Curitiba, 16/06/2025; Inclui referências; Área de concentração: Psicologia
</summary>
<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</entry>
</feed>
