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<title>40001016016P7 Programa de Pós-Graduação em Letras</title>
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<id>https://hdl.handle.net/1884/39769</id>
<updated>2026-09-03T23:53:30Z</updated>
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<title>De vegetal a objeto : a crítica colonial e a exploração global da natureza em A árvore que chora, de Vicki Baum</title>
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<updated>2026-08-17T16:45:00Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">De vegetal a objeto : a crítica colonial e a exploração global da natureza em A árvore que chora, de Vicki Baum
Resumo: Esta dissertação analisa a obra A árvore que chora: o romance da borracha (1943), de Vicki Baum, a partir de uma perspectiva ecocrítica com ênfase na sua construção narrativa e no papel da borracha como eixo organizador. Parte-se da hipótese de que essa substância atua como um princípio estruturante, capaz de articular diferentes temporalidades e espaços e conectar contextos locais a dinâmicas globais associadas à modernidade industrial e colonial. A partir disso, investiga-se os aspectos formais do romance, como a fragmentação estrutural, a multiplicidade de vozes e os deslocamentos espaciais, entendendo-as como estratégias narrativas para tornar visíveis as relações entre a exploração humana e não humana. Desse modo, esta pesquisa dialoga com as contribuições de autores como Tsing et al. (2024), no que se refere à compreensão dos arranjos específicos inscritos no Antropoceno; Soentgen (2024), cujas reflexões sobre histórias materiais relacionam a borracha como uma substância que foi historicamente produzida por práticas locais e apropriada por regimes científicos e industriais; e Zapf (2016), com a análise da dimensão formal e funcional da narrativa literária à luz da ecologia cultural, sobretudo no que diz respeito às funções do metadiscurso crítico-cultural, contradiscurso imaginativo e interdiscurso reintegrativo, entendendo a literatura como um espaço de mediação entre cultura e natureza. Assim, este trabalho busca demonstrar como a literatura pode representar a exploração de uma substância como uma estrutura narrativa, uma forma de contar o mundo que precede as discussões contemporâneas sobre os efeitos destrutivos das múltiplas temporalidades da catástrofe. Justamente pela elaboração de um discurso ficcional que abarca movimentos intercontinentais em espaços de conflito histórico e de possibilidade crítica, dado que se utiliza deles como instrumento para revelar as estruturas persistentes da violência colonial e capitalista, podemos considerá-lo como um dos primeiros romances antropocênicos. Por fim, este estudo tenciona se inserir como uma contribuição ao campo emergente sobre histórias materiais, sob o argumento de que a análise de estruturas narrativas organizadas em torno de materiais específicos, a partir de perspectivas mais-que humanas, constitui um caminho relevante para compreender a crise ecológica contemporânea; Abstract: This Master’s thesis presents an ecocritical perspective on Vicki Baum's novel The Weeping Wood (1943), with special attention to its narrative construction and the role of rubber as a pivotal organizing element. Rubber acts as a structuring principle, capable of articulating different temporalities and spatialities able to connect local contexts to the global dynamics of industrial and colonial modernity. The formal aspects of the novel are investigated through this lens: structural fragmentation, multiplicity of voices, and spatial displacements are narrative strategies that render visible the human and non-human exploitation. We dialogue with other authors such as Tsing et al. (2024), with regard to the specific arrangements of the Anthropocene; Soentgen (2024), whose reflections on material histories treat rubber as a substance that was historically produced by local practices but later appropriated by scientific and industrial regimes; and Zapf (2016), with his analysis of the formal and functional dimensions of literature in light of cultural ecology. As functions, critical-cultural meta discourse, imaginative counter-discourse and reintegrative inter-discourse position literature as a space of mediation between culture and nature. Literature can transform the exploitation of a substance in a narrative structure, creating a description of the world that precedes contemporary discussions about the destructive effects of the multiple temporalities of catastrophe. The Weeping Tree could thus be assessed as one of the first anthropocenic novels, precisely because it develops a fictional discourse that encompasses intercontinental movements in spaces of historical conflict and critical possibility, using them as an instrument to reveal the persistent structures of colonial and capitalist violence. This study also contributes to the emerging field of material histories, arguing that narrative structures organized around specific materials, thereby engaging more-than-human perspectives, provide a meaningful path toward understanding the contemporary ecological crisis
Orientador: Prof. Dr. Klaus Friedrich Wilhelm Eggensperger; Banca: Klaus Friedrich Wilhelm Eggensperger (Presidente da Banca), Robson José Custódio e Valéria Sabrina Pereira; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Letras. Defesa: Curitiba, 27/02/2026; Inclui referências; Área de concentração: Estudos Literários
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Fragmentos do azul : incompletude, relações e escolhas em Azul Cobalto, de Maria Teresa Horta</title>
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<id>https://hdl.handle.net/1884/107032</id>
<updated>2026-08-17T15:31:06Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Fragmentos do azul : incompletude, relações e escolhas em Azul Cobalto, de Maria Teresa Horta
Resumo: Esta dissertação investiga a obra Azul Cobalto (2014), de Maria Teresa Horta, analisando as relações entre fragmentação, corpo e linguagem na construção de subjetividades femininas. A pesquisa demonstra como a linguagem poética da autora portuguesa opera enquanto gesto de resistência estética e política, produzindo formas de expressão alheias à lógica racional, normativa ou linear. Estruturado em cinco eixos: a fragmentação como forma e ética; o corpo como território simbólico; o desejo e o silêncio como motores de transgressão; a solidão como condição existencial; e a cor azul como operador de afetos, o trabalho percorre um método que conduz, gradualmente, do aparato teórico ao encontro com o texto literário em sua dimensão de performance. Nesse percurso, a análise revela que Maria Teresa Horta subverte a cor, transformando o azul em um princípio de insurreição textual e destino simbólico. O corpo feminino manifesta-se enquanto meio de inscrição, memória e transgressão, emergindo em superfícies sensíveis que recusam a integridade representativa. A partir do diálogo com as contribuições de Jacques Rancière, Florencia Garramuño, Julia Kristeva, Judith Butler e Michel Foucault, entre outros, a obra é lida como uma constelação narrativa. Trata-se de um conjunto de fragmentos interconectados por afinidades sensíveis que, ao suspender significados fixos, permite a produção de novos sentidos através do ato da leitura. Ao final, a dissertação assume a própria fragmentação como parte da escrita, assemelhando-se a um processo de afinação que busca a ressonância da voz da autora, consolidando-se como uma experiência crítica implicada e em estado de abertura; Abstract: This dissertation investigates the work Azul Cobalto (2014) by Maria Teresa Horta, analyzing the relationships between fragmentation, body, and language in the construction of female subjectivities. The research demonstrates how the poetic language of the Portuguese author operates as a gesture of aesthetic and political resistance, producing forms of expression that diverge from rational, normative, or linear logic. Structured around five axes: fragmentation as form and ethics; the body as symbolic territory; desire and silence as engines of transgression; solitude as an existential condition; and the color blue as an operator of affects, the study follows a method that gradually moves from a theoretical framework toward an encounter with the literary text in its performative dimension. Throughout this process, the analysis reveals that Maria Teresa Horta subverts color, transforming blue into a principle of textual insurrection and a symbolic destiny. The female body emerges as a medium of inscription, memory, and transgression, appearing in sensitive surfaces that resist representational integrity. Drawing on the contributions of Jacques Rancière, Florencia Garramuño, Julia Kristeva, Judith Butler, and Michel Foucault, among others, the work is read as a narrative constellation: a set of fragments interconnected through affective affinities that, by suspending fixed meanings, allows for the production of new meanings through the act of reading. In its final movement, the dissertation assumes fragmentation as part of its own writing process, resembling an act of attunement that seeks the resonance of the author’s voice, ultimately consolidating itself as a critically engaged and open-ended experience
Orientadora: Profa. Dra. Patrícia da Silva Cardoso; Banca: Patrícia da Silva Cardoso (Presidente da Banca), Marcelo Corrêa Sandmann e Gabriel Doria Rachwal; Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Letras. Defesa: Curitiba, 24/02/2026; Inclui referências
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<title>A leitura progressiva em Libras</title>
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<updated>2026-07-01T21:11:38Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">A leitura progressiva em Libras
Resumo: Esta dissertação investiga a expressão da progressividade na Língua Brasileira de Sinais (libras) a partir de uma abordagem de semântica formal que integra estrutura lógica e iconicidade, denominada Semântica Iconológica. O objetivo central é demons trar que certos itens da Libras, ainda não plenamente categorizados na literatura, fun cionam como operadores semânticos de evento, cuja interpretação emerge da intera ção entre aspecto, tempo e propriedades icônicas da forma sinalizada. Com base em dados empíricos provenientes de vídeos públicos do YouTube, produções espontâ neas em WhatsApp e Instagram, bem como em julgamentos de aceitabilidade forne cidos por dois consultores nativos de libras, o trabalho analisa três operadores de progressividade: Prog-F, Prog-P e Prog-Pass. Esses itens são investigados quanto ao seu comportamento aspectual, temporal e composicional, bem como às restrições de classe acional dos predicados com os quais se combinam. Os resultados mostram que os operadores de progressividade em libras se associam preferencialmente a pre dicados de atividade, em conformidade com as generalizações de Rothstein (2004) para o progressivo em línguas orais. Além disso, os dados indicam que esses opera dores não codificam apenas aspecto, mas também contribuem para a interpretação temporal. Em particular, Prog-Pass foi consistentemente interpretado como um mar cador de presente perfeito progressivo, descrevendo eventos iniciados no passado e ainda relevantes no presente, sugerindo a existência de um item gramaticalizado para essa relação temporal na libras. Do ponto de vista morfossintático, os operadores PROG exibem o perfil de formas dependentes Câmara Jr (1970) e Basilio (2004): são morfologicamente autônomos, mas semanticamente e sintaticamente dependentes de um predicado verbal. Não se comportam como advérbios livres nem como afixos, mas como morfemas funcionais que realizam traços de tempo, aspecto e, em certos con textos, modalidade. No plano teórico, o trabalho articula a Hipótese da Visibilidade do Evento Wilbur (2008) com a proposta de Schlenker e Lamberton (2024), segundo a qual propriedades semânticas abstratas tornam-se composicionalmente acessíveis por meio de parâmetros icônicos da forma sinalizada. Assim, o espaço, a direção do movimento e o movimento repetido dos dedos são analisados como codificações icô nicas de relações temporais e aspectuais. Por fim, propõe-se uma reinterpretação de um dado de Finau (2004), argumentando que o item ali tratado como classificador temporal instancia, na verdade, um operador de progressividade; Abstract: This dissertation investigates the expression of progressivity in Brazilian Sign Lan guage (libras) from a formal semantics approach that integrates logical structure and iconicity, called Iconological Semantics. The central objective is to demonstrate that certain items in libras, not yet fully categorized in the literature, function as semantic event operators, whose interpretation emerges from the interaction between aspect, time, and iconic properties of the signed form. Based on empirical data from public YouTube videos, spontaneous productions on WhatsApp and Instagram, as well as acceptability judgments provided by two native libras consultants, the work analyzes three progressivity operators: Prog-F, Prog-P, and Prog-Pass. These items are inves tigated regarding their aspectual, temporal, and compositional behavior, as well as the actional class restrictions of the predicates with which they combine. The results show that progressivity operators in libras (Brazilian Sign Language) are preferentially asso ciated with activity predicates, in accordance with Rothstein's (2004) generalizations for the progressive in oral languages. Furthermore, the data indicate that these opera tors not only encode aspect but also contribute to temporal interpretation. In particular, Prog-Pass was consistently interpreted as a marker of the present perfect progressive, describing events initiated in the past and still relevant in the present, suggesting the existence of a grammaticalized item for this temporal relation in libras. From a mor phosyntactic point of view, the PROG operators exhibit the profile of dependent forms Câmara Jr (1970) and Basilio (2004): they are morphologically autonomous but se mantically and syntactically dependent on a verbal predicate. They do not behave like free adverbs or affixes, but as functional morphemes that realize features of time, as pect, and, in certain contexts, modality. On a theoretical level, the work articulates Wil bur's (2008) Event Visibility Hypothesis with Schlenker and Lamberton (2024) propo sal, according to which abstract semantic properties become compositionally accessi ble through iconic parameters of the signed form. Thus, space, direction of movement, and the repeated movement of the fingers are analyzed as iconic codifications of tem poral and aspectual relations. Finally, a reinterpretation of a datum from Finau (2004) is proposed, arguing that the item treated there as a temporal classifier actually instan tiates a progressivity operator; Resumo em Libras: QR Code disponível
Orientador: Prof. Dr. Luisandro Mendes de Souza; Banca: Luisandro Mendes de Souza (Presidente da Banca), Luciana Sanchez Mendes e André Nogueira Xavier; Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Letras. Curitiba, 23/02/2026; Inclui referências; Área de concentração: Estudos Linguísticos
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>A Psychomachia de Prudêncio em tradução poética</title>
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<updated>2026-06-30T17:16:08Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">A Psychomachia de Prudêncio em tradução poética
Resumo: A partir da discussão sobre as literaturas da Antiguidade Tardia e, em especial, sobre a poética de Aurélio Prudêncio Clemente e suas possibilidades quando vertidas ao português, este trabalho propõe uma nova tradução do poema épico-didático-narrativo, também qualificado como épico-alegórico, intitulado Psychomachia, acompanhada de notas que põem em discussão elementos históricos e literários, bem como teóricos e práticos pressupostos à tradução poética; Abstract: Based on discussions regarding the literature of Late Antiquity, particularly the poetics of Aurelius Prudentius Clemens and its potential when translated into Portuguese, this work presents a new translation of the Psychomachia, a poem described as epic-didactic-narrative and also epic-allegorical. Notes discussing historical and literary elements as well as practical and theoretical aspects of literary translation are also included
Orientador: Prof. Dr. Guilherme Gontijo Flores; Banca: Guilherme Gontijo Flores (Presidente da Banca), Bernardo Guadalupe dos Santos Lins Brandão e Fabio Paifer Cairolli; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Letras. Defesa: Curitiba, 20/02/2026; Inclui referências
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