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<title>Teses</title>
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<id>https://hdl.handle.net/1884/39767</id>
<updated>2026-08-13T12:00:07Z</updated>
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<title>Migrantes de Moçambique : trabalho e experiências políticas nas minas do Rand (1896-1954)</title>
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<updated>2026-08-13T11:55:24Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Migrantes de Moçambique : trabalho e experiências políticas nas minas do Rand (1896-1954)
Resumo: O tema deste estudo são os trabalhadores de Moçambique em suas migrações laborais e nas suas experiências políticas nas minas de ouro de Witwatersrand na África do Sul, no período de 1896 a 1954. Para a escrita da tese utilizaram-se, além das fontes, ampla bibliografia sobre o mundo do trabalho, colonialismo e as mobilizações nas minas do Rand. Abordou-se também o contexto político e econômico em vigor na África do Sul e em Moçambique no recorte temporal acima exposto; e como se configuravam as relações transnacionais entre esses dois países. Os objetivos principais para esta tese foram verificar a inserção dos trabalhadores de Moçambique neste ambiente mineiro e averiguar como eles desenvolveram experiências políticas e participaram de parte das greves que ocorreram durante o período proposto. Através das fontes e das orientações teóricas de Norbert Elias e John Scotson sobre as relações entre estabelecidos e outsiders, observamos como impulsionou-se o amplo fornecimento de mão de obra para a exploração das minas, recrutada no território sul-africano e, especialmente, na colônia portuguesa de Moçambique. A nossa análise contemplou ainda, como os migrantes eram alojados e inseridos no Rand, sem obliterar a sua participação política e agência nas mobilizações e agitações nas minas, considerando as diferenças e aproximações com as bases conceituais e teóricas sobre a formação de classe e consciência de classe de Edward Palmer Thompson. Observamos ainda que ao regressarem a sua terra natal e liderarem uma greve, esses trabalhadores subalternizados foram duramente punidos com a prisão, trabalho forçado e a expulsão, sob trabalho prisional, para São Tomé; Abstract: The subject of this study are the Mozambican workers during their labor migrations and their political experiences in the Witwatersrand gold mines in South Africa, from 1896 to 1954. In addition to the sources, extensive bibliography on the world of work, colonialism, and mobilizations in the Rand mines was used for the writing of this thesis. The political and economic context in effect in South Africa and Mozambique during the aforementioned time period was also addressed, as well as how transnational relations between these two countries were configured. The main objectives of this thesis were to verify the integration of Mozambican workers into this mining environment and to ascertain how they developed political experiences and participated in some of the strikes that occurred during the proposed period. Through the sources and theoretical guidelines of Norbert Elias and John Scotson on the relations between established and outsiders, we observed how the widespread supply of labor for mining was driven, recruited from South African territory and, especially, from the Portuguese colony of Mozambique. Our analysis also considered how migrants were housed and integrated into the Rand, without obliterating their political participation and agency in mobilizations and unrest in the mines, taking in the account the differences and similarities with the conceptual and theoretical bases on class formation and class consciousness of Edward Palmer Thompson. We observed that upon returning to their homeland and leading a strike, these marginalized workers were harshly punished with imprisonment, forced labor, and expulsion, under prison labor, to São Tomé
Orientadora: Profa. Dra. Marionilde Dias Brepohl de Magalhães; Banca: Marionilde Dias Brepohl de Magalhães (Presidente da Banca), Naiara Batista Krachenski Stadler, Silvio Marcus de Souza Correa, Carlos Alberto Medeiros Lima e Felipe Barradas Correia Castro Barros; Tese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em História. Defesa: Curitiba, 12/12/2025; Inclui referências
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<title>Entre o altar e a fogueira : relações de gênero na censura católica a romances (1907-1924)</title>
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<updated>2026-06-09T16:09:50Z</updated>
<published>2017-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Entre o altar e a fogueira : relações de gênero na censura católica a romances (1907-1924)
Resumo: Nas primeiras décadas do século XX no Brasil, a igreja católica procurava recuperar seu lugar de privilégio tanto no nível das consciências dos indivíduos, quanto no âmbito político. Sentindo os efeitos da emergência da laicização do Estado e, ao mesmo tempo, deparando-se com as mudanças características do mundo moderno, o episcopado brasileiro reagiu a esse processo buscando recatolicizar as elites do país. Para tanto, investiu de forma extensiva na divulgação de suas ideias por meio da imprensa e no combate às "más leituras". Nesse cenário, o franciscano Pedro Sinzig e grupos de leigos vinculados ao Centro da Boa Imprensa e à Liga pela Moralidade voltaram-se para um amplo projeto de saneamento de textos literários. Para tanto, lançaram mão de inciativas de censura como a construção do Através dos Romances: Guia para as consciências, uma espécie de índex que classificava obras literárias consideradas recomendadas ou não para os católicos; a defenderam mudanças na legislação brasileira para que livros que fossem atentatórios à moral e aos bons costumes pudessem ser censurados; e denunciaram obras, escritores e editores por disseminarem publicações "imorais". Ao mesmo tempo em que combatiam as leituras consideradas sediciosas, os militantes católicos também se preocuparam em escrever, editar e promover uma literatura de caráter formativo, produzida em conformidade com os ideais católicos. Nesse sentido, essa pesquisa tem como objetivo principal investigar a construção de modelos ideais de feminilidade e de masculinidade no interior do discurso católico sobre a leitura nos primeiros anos do século XX no Brasil. Para isso, analisamos o discurso produzido pelos católicos sobre a leitura nesse contexto; reconstruímos o percurso através do qual esses discursos sobre "as más leituras" se transformou em práticas de censura; investigamos as razões pelas quais determinadas publicações eram consideradas "nocivas" para os católicos e os discursos sobre gênero que essas inciativas de censura revelam; e percorremos o projeto de construção de obras literárias consideradas edificantes, analisando os ideais de masculinidade e feminilidade por elas vinculadas. Para realizar esses objetivos, essa pesquisa lançou mão de uma vasta documentação. Além da publicação Através dos Romances, foram analisados textos publicados pela revista Vozes de Petrópolis entre os anos de 1907 e 1924 que versavam sobre temas como literatura, leitura, moralidade, feminismo, família, modernidade. Para compreender as atividades de Liga pela Moralidade, também foram consultados seus relatórios, seus boletins e a correspondência trocada entre Pio Ottoni (um dos presidentes da liga no período estudado) e o chefe de polícia Belisário Távora. Além disso, analisamos algumas obras consideradas "nocivas" pelos católicos, como A Silveirinha, de Julia Lopes de Almeida e Mademoiselle Cinema, de Benjamim Costallat. Por fim, analisamos dez publicações tidas como "edificantes", promovidas pelo Centro da Boa Imprensa, entre traduções e obras da autoria de Pedro Sinzig e da aclamada escritora católica Ancilla Domini. Palavras-chave: leitura, catolicismo, relações de gênero, literatura "edificante"; Abstract: In the first decades of the twentieth century in Brazil, the Catholic Church sought to regain its place of privilege both at the level of the consciences of individuals and in the political sphere. Feeling the effects of the emergence of state secularization and, at the same time, facing the characteristic changes of the modern world, the Brazilian episcopate reacted to this process seeking to recatolicize the country's elites. To do so, he invested extensively in the dissemination of his ideas through the press and in the fight against "bad readings". In this scenario, the Franciscan Pedro Sinzig and groups of laymen linked to the Center of the Good Press and the League for Morality turned to a broad project of sanitation of literary texts. To do so, they used censorship initiatives such as the construction of "Through the Romances: A Guide to Consciences", a kind of index that classified literary works considered to be recommended or not for Catholics; they defended changes in the Brazilian legislation so that books that were harmful to morals and good customs could be censored; and denounced works, writers and editors for disseminating "immoral" publications. While fighting the readings considered seditious, Catholic militants also bothered to write, edit and promote a literature of formative character, produced in accordance with Catholic ideals. In this sense, this research has as main objective to investigate the construction of ideal models of femininity and masculinity within the Catholic discourse on reading in the first years of the twentieth century in Brazil. For this, we analyze the discourse produced by Catholics about Reading in this context; we reconstruct the course through which these discourses on "the bad readings" have turned into practices of censorship; we investigated the reasons why certain publications were considered "harmful" to Catholics and the discourses on gender that these censorship initiatives reveal; and we go through the project of constructing literary works considered edifying, analyzing the ideals of masculinity and femininity linked by them. To achieve these goals, this research has relied on extensive documentation. In addition to the publication Through the Romances, texts published by "Vozes de Petrópolis" were analyzed between 1907 and 1924, dealing with themes such as literature, reading, morality, feminism, family, modernity. In order to understand the activities of the League for Morality, his reports, his bulletins and the correspondence between Pio Ottoni (one of the league presidents during the period studied) and police chief Belisário Távora were also consulted. In addition, we analyze some works considered "harmful" by Catholics, such as A Silveirinha by Julia Lopes de Almeida and Mademoiselle Cinema by Benjamim Costallat. Finally, we analyzed ten publications considered as "edifying", promoted by the Good Press Center, between translations and works by Pedro Sinzig and the acclaimed Catholic writer Ancilla Domini. Keywords: reading, Catholicism, gender relations, "uplifting" literature
Orientador : Profª Drª Karina Kosicki Bellotti; Tese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em História. Defesa: Curitiba, 01/09/2017; Inclui referências : f. 226-241
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<title>Qué otra cosa puede festejar? Paixão política nas narrativas sobre a Copa do Mundo de Futebol na Argentina (1975-1978)</title>
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<id>https://hdl.handle.net/1884/44987</id>
<updated>2026-05-22T19:02:24Z</updated>
<published>2016-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Qué otra cosa puede festejar? Paixão política nas narrativas sobre a Copa do Mundo de Futebol na Argentina (1975-1978)
Resumo: A Copa do Mundo de 1978 constituiu um dos exemplos limites das relações políticas tecidas a partir do futebol, durante os regimes autoritários na América Latina. A competição, realizada na Argentina sob a égide do autointitulado Proceso de Reorganización Nacional, delimitou um momento de inequívoca aproximação entre a ditadura comandada pela junta militar, então encabeçada pelo tenente-general Jorge Rafael Videla, e o futebol como fenômeno cultural massivo e midiatizado. Em sua configuração específica, mobilizou atenções que se prolongaram temporalmente desde os anos prévios de organização do evento e preparação esportiva das equipes. Também motivou intensos debates políticos e culturais que se propuseram a discutir o país e tensionar as apreciações construídas sobre o esporte para além do território argentino. Reflexões particularmente significativas em ambientes onde o futebol partilhava de singular apreço cultural e popular. Um desses lugares era o Brasil, vizinho sul-americano que vivia as complicações de sua própria ditadura civil-militar - sob uma atmosfera de crescente contestação interna -, almejava um bom desempenho na competição e detinha no futebol um importante elemento de representação imaginária nacional. Em ambos os espaços, os discursos produzidos sobre o futebol e a Copa do Mundo aglutinaram múltiplas leituras políticas que dialogavam com o público e com seus respectivos contextos sociais. Construções que flutuavam desde a adesão ideológica aos projetos autoritários oficiais, até reflexões que reivindicavam atitudes de crítica política e social. Nesse sentido, compreendemos o futebol enquanto importante aglutinador de paixões e afetos que possibilitaram a construção de narrativas polissêmicas. Locuções que buscavam operacionalizar sentimentos e emulara a sensação de pertencimento nacional, com objetivos e sentidos distintos, de acordo com os problemas, perspectivas e interesses abordados por seus articuladores. A partir disso, o presente trabalho se propõe a analisar as múltiplas narrações produzidas sobre o futebol e a Copa do Mundo de 1978 a partir de diferentes suportes documentais, sobretudo alguns veículos da imprensa periódica de cada país. Seja como manifestação cultural e afetiva de grande apelo popular; pressuposto lugar de alienação política, propaganda e instrumentalização; ou espaço inovador na articulação de uma critica política capaz de sensibilizar os sujeitos dispersos em uma sociedade de massas. Para isso, examinamos discursos variados, textuais e imagéticos, propagados sobre a modalidade esportiva, os respectivos selecionados nacionais e ao evento em si, bem como de que formas tais enunciados se articulavam entre si e com as propostas políticas e ideológicas circulantes na época.  Palavras-chave: Ditaduras Latino-Americanas; Esporte; Sensibilidades; Paixão.; Resumen: La Copa del Mundo de 1978 constituye uno de los ejemplos límites de las relaciones políticas tejidas a partir del fútbol durante los regímenes autoritarios en América Latina. La competición cumplida en Argentina, bajo el control del Proceso de Reorganización Nacional, ha delimitado un momento de inequívoca aproximación entre la dictadura comandada por la junta militar, encabezada por el teniente-general Jorge Rafael Videla, y el fútbol como fenómeno cultural masivo y mediatizado. En su configuración específica, movilizó atenciones que se alargaron temporalmente desde los años previos de organización del evento e preparación deportiva de los equipos. También ha motivado diferentes debates políticos e culturales que se propusieron a debatir el país y tensionar las apreciaciones construidas sobre el deporte para adelante del territorio argentino. Reflexiones particularmente significativas en ambientes donde el fútbol repartía de singular aprecio cultural y popular. Uno de esos lugares era Brasil, vecino sudamericano que vivía los disgustos de su propia dictadura civil-militar -aún que en un atmósfera de creciente contestación interna -, miraba un buen desempeño en el torneo y tenía en el fútbol un importante elemento de representación imaginaria nacional. En ambos los espacios, los discursos producidos sobre el futbol y la Copa del Mundo aglutinaron lecturas políticas múltiples que versaban sobre sus respectivos contextos sociales. Construcciones que fluctuaban desde la adhesión ideológica a los proyectos autoritarios oficiales, hacia reflexiones que reivindicaban actitudes de crítica política y social. En ese sentido, comprendemos el fútbol en cuanto fuerte aglutinador de pasiones y afectos, que han posibilitado la confección de narrativas polisémicas. Locuciones que intentaron activar sentimientos y emular la sensación de pertenencia nacional con objetivos y sentidos distintos, de acuerdo con los problemas, perspectivas e intereses abordados por sus articuladores. De esa manera, la presente investigación se vuelta para el análisis de las narraciones producidas sobre el futbol y la Copa de 1978 a partir de diferentes soportes documentales, sobretodo algunos órganos de prensa de cada país. Sea manifestación cultural e afectiva de grande significación popular; presupuesto lugar de alienación, propaganda e instrumentalización; o espacio novedoso en la articulación de una crítica política capaz de sensibilizar los sujetos dispersos en una sociedad de masas. Para eso, examinamos discursos variados, textuales e imagético, propagados con respecto a la modalidad deportiva, las respectivas selecciones nacionales y al evento, bien como de que formas tales enunciados se relacionaban entre ellos y con las propuestas políticas e ideológicas en circulación.  Palabras clave: Dictaduras Latinoamericanas; Deporte; Sensibilidad; Pasión.
Orientador : Prof. Dr. Luiz Carlos Ribeiro; Coorientador : Prof. Dr. Pablo Alabarces (UBA); Tese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em História. Defesa: Curitiba, 24/08/2016; Inclui referências : f. 470-485
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<dc:date>2016-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Através da imagem : nonsense e crítica social nos desenhos de humor de Miran (Oswaldo Miranda) nO Pasquim e no Jornal do Brasil – 1972-1986</title>
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<id>https://hdl.handle.net/1884/101820</id>
<updated>2026-04-28T16:46:18Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Através da imagem : nonsense e crítica social nos desenhos de humor de Miran (Oswaldo Miranda) nO Pasquim e no Jornal do Brasil – 1972-1986
Resumo: Esta pesquisa investiga a retórica do nonsense nos desenhos de humor produzidos por Miran (Oswaldo Miranda) e publicados na imprensa brasileira entre 1972 e 1986, especialmente na tira diária "Essenfelder", do Jornal do Brasil, e nas ilustrações presentes em O Pasquim. O recorte temporal abrange desde a primeira publicação em O Pasquim, até a última ocorrida também nesse jornal, enquanto a tira "Essenfelder" ocorreu entre esse período, em 1973. Considerando o contexto histórico autoritário da ditadura civil-militar brasileira, examina como o nonsense funciona como um recurso expressivo capaz de condensar a sensação de ausência de futuro que marcou a experiência social do período, articulando paródia, ironia e crítica política. A partir de referenciais da teoria da imagem e dos estudos sobre a contracultura, analisa-se de que modo a visualidade nonsense – entendida como um jogo retórico de rupturas, incongruências e deslocamentos de sentido – atua como um operador crítico que desestabiliza a normalidade cotidiana e reconfigura o olhar do espectador. Em termos metodológicos, a pesquisa articula a interpretação semântica e formal das imagens, a análise de sua circulação em meios de comunicação alternativos e hegemônicos, e o exame histórico das estratégias de linguagem utilizadas à época para contornar a censura. Os resultados evidenciam que o uso do nonsense por Miran lhe permitiu, pelas vias do absurdo, ironizar diversos aspectos da realidade social brasileira sob o regime militar, como o poder autoritário, o fim das utopias, a moralidade da classe média e o consumismo. Por outro lado, revela uma ambiguidade do desenho de humor, ao afirmar uma ideia machista e conservadora a partir de imagens estereotipadas de mulheres representadas como prostitutas ou donas de casa. Além disso, demonstram que a circulação das imagens em diferentes meios gerou formas distintas de humor gráfico, evidenciando como a visualidade experimental da imprensa alternativa e a narrativa seriada da grande imprensa funcionaram como estratégias complementares na construção de sentidos críticos; Abstract: This research investigates the rhetoric of nonsense in the humorous drawings produced by Miran (Oswaldo Miranda) and published in the Brazilian press between 1972 and 1986, especially in the daily strip "Essenfelder," from Jornal do Brasil, and in the illustrations featured in O Pasquim. The time frame encompasses the period from the artist’s first publication in O Pasquim to his last contribution to that same newspaper, while the strip "Essenfelder" appeared within this interval, in 1973. Considering the authoritarian historical context of the Brazilian civil-military dictatorship, the study examines how nonsense operates as an expressive resource capable of condensing the sense of the absence of a future that marked the social experience of the period, articulating parody, irony, and political critique. Drawing on image theory and studies on counterculture, the research analyzes how nonsense visuality — understood as a rhetorical play of ruptures, incongruences, and shifts in meaning — acts as a critical operator that destabilizes everyday normality and reconfigures the viewer’s gaze. Methodologically, it combines semantic and formal interpretation of images, the analysis of their circulation in both alternative and mainstream media, and a historical examination of the linguistic strategies used at the time to escape censorship. The results show that Miran’s use of nonsense enabled him, through the paths of the absurd, to satirize various aspects of Brazilian social reality under the military regime, such as authoritarian power, the collapse of utopias, middle-class morality, and consumerism. On the other hand, the research reveals an ambiguity inherent to humorous drawing, as it reaffirms a sexist and conservative stance through stereotyped depictions of women portrayed as either prostitutes or housewives. Furthermore, it demonstrates that the circulation of these images across different media generated distinct forms of graphic humor, highlighting how the experimental visuality of the alternative press and the serialized narrative of the mainstream press functioned as complementary strategies in the construction of critical meaning
Orientador: Prof. Dr. Artur Correia de Freitas; Banca: Artur Correia de Freitas (Presidente da Banca), Karoline Marianne Barreto, Marilda Lopes Pinheiro Queluz, Rosane Kaminski, Fabricio Vaz Nunes; Tese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em História. Defesa : Curitiba, 05/02/2026; Inclui referências
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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