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<title>Teses</title>
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<id>https://hdl.handle.net/1884/39764</id>
<updated>2026-06-12T00:46:39Z</updated>
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<title>Alegoria, ícone e violência : uma releitura da Caverna de Platão</title>
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<updated>2026-06-10T19:52:30Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Alegoria, ícone e violência : uma releitura da Caverna de Platão
Resumo: Esta tese divide-se em dois momentos. O primeiro trata da uma longa busca por uma definição mais apropriada para a narrativa da caverna, apresentada no início do Livro VII da República, de Platão. Trabalhei com um conjunto de conceitos que, ao longo das Histórias das Filosofias, deu nome de batismo para aquele trecho: alegoria, mito, metáfora, translatio, metáfora alongada, enigma, hiponoia, imagem e ícone. Com o auxílio de gregos e latinos, além de uma bibliografia especializada, com destaque para a produção brasileira, apresentei um microcosmo de temas necessários para alcançar precisão nessa definição. Afinal, ao falar da caverna de Platão, é preciso enfrentar questões relativas à educação, à produção de imagens, à poesia e ao modo de filosofar que liga os antigos aos contemporâneos. Ao final dessa primeira parte, que compreende os dois primeiros capítulos, expus o conceito de "experimento imaginativo" como o nome e a prática evocada por Sócrates ao encorajar Glauco a imaginar uma cena. Somei também minha voz à de outros pesquisadores e pesquisadores que entendem a caverna de Platão como uma imagem de tipo especial, isto é, um ícone (eik?n). O segundo momento, desenvolvido no terceiro capítulo, consiste na aceitação do desafio feito por Sócrates: experimentar a imaginação, tomando como ponto de partida filosófico a possibilidade de olhar, com os olhos da alma, para aquela ambientação cavernícola. A intenção foi apropriar-me de uma imagem universalmente conhecida, de grande poder pedagógico e ampla capacidade de diálogo com diferentes públicos, e que, após esta tese, apresenta uma chance para expor outros princípios éticos e políticos que brotam da vida encarcerada. Para esse tipo de experimento, como deixar de considerar o contexto contemporâneo das vidas esquecidas, quando somos provocados por Platão a imaginar prisioneiros dentro de uma caverna, tão semelhantes como nós? Não se trata de afirmar que Platão imaginou um cárcere moderno, tampouco de desqualificar os usos que ele e a tradição de estudos platônicos pretenderam com o seu experimento imaginativo original, mas de apresentar uma leitura extemporânea da caverna que tenha a superação da violência como marca de um filosofar do cárcere. Assim, partindo da compreensão do experimento imaginativo, somei-me a uma longa tradição de pensadores e pensadoras que produziram novas imagens a partir do tempo presente e de suas ambições políticas e pedagógicas. No caso desta tese, a reelaboração de sentido da caverna ocorreu a partir das produções textuais dos privados de liberdade da Cadeia Municipal de União da Vitória, Paraná, e das memórias de ex-presos(as) torturados(as) por agentes estatais de variadas ditaduras ao longo do século XX. Ao final, ao acatar o desafio de Sócrates dirigido a Glauco, e alimentado pelos testemunhos mencionados, surgiu a imagem do(a) filósofo(a)-prisioneiro(a), e não a do filósofo-rei, bem como a proposta de uma filosofia do cárcere; Abstract: This thesis is divided into two parts. The first part entails a lengthy search for a moreappropriate definition of the cave narrative presented at the beginning of Book VII ofPlato's Republic. I worked with a set of concepts that, throughout the history of philosophies,have been used to baptise that passage: allegory, myth, metaphor, translatio, extendedmetaphor, enigma, hyponoia, image, and icon. With the aid of Greek and Latin sources, aswell as specialised bibliography – with an emphasis on Brazilian scholarship – I presented amicrocosm of themes necessary to achieve precision in this definition. After all, whenspeaking of Plato's cave, one must confront questions relating to education, to the productionof images, poetry, and to the mode of philosophising that connects the ancients tocontemporaries. At the end of this first part, which comprises the first two chapters, I putforward the concept of "imaginative experiment" as the name and practice evoked by Socrateswhen he encourages Glaucon to imagine a scene. I also added my voice to those of otherresearchers who understand Plato's cave as a special type of image, that is, an icon (eik?n).The second part, developed in the third chapter, consists of accepting the challenge posed bySocrates: to experiment with the imagination, taking as a philosophical starting point thepossibility of looking, with the eyes of the soul, upon that cavernous setting. The intentionwas to appropriate a universally known image, of great pedagogical power and a broadcapacity for dialogue with different audiences, which, after this thesis, presents an opportunityto expose other ethical and political principles that spring from incarcerated life. For this typeof experiment, how can one avoid considering the contemporary context of forgotten liveswhen we are provoked by Plato to imagine prisoners (so similar to ourselves) in a cave? It isnot a matter of asserting that Plato imagined a modern prison, nor of disqualifying the usesthat he and the tradition of Platonic studies intended with his original imaginative experiment,but rather of presenting an extemporaneous reading of the cave which posits the overcomingof violence as the hallmark of a philosophy of the prison. Thus, starting from theunderstanding of the imaginative experiment, I joined a long tradition of thinkers who haveproduced new images from their present time and their political and pedagogical ambitions. Inthe case of this thesis, the re-elaboration of the cave's meaning occurred from the textualproductions of the inmates of the Municipal Prison of União da Vitória, Paraná, Brazil, andthe memories of former political prisoners tortured by state agents of various dictatorshipsthroughout the 20th century. In the end, by heeding the challenge of Socrates directed atGlaucon, and fuelled by the aforementioned testimonies, the image of the philosopherprisoner emerged, and not that of the philosopher-king, as well as the proposal for aphilosophy of the prison.
Orientador: Prof. Dr. Bernardo Guadalupe dos Santos Lins Brandão; Banca: Bernardo Guadalupe dos Santos Lins Brandão (Presidente da Banca), Olimar Flores Júnior, Douglas Rodrigues Barros, Vivianne de Castilho Moreira e Estevão Lemos Cruz; Tese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Filosofia. Defesa : Curitiba, 04/02/2026; Inclui referências; Área de concentração: Filosofia
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>As raízes religiosas da teoria das ideias</title>
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<updated>2026-06-09T17:09:15Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">As raízes religiosas da teoria das ideias
Resumo disponível somente no PDF por conter caracteres especiais, fórmulas, equações, diagramas, entre outros
Orientador: Prof. Dr. Maicon Reus Engler; Banca: Maicon Reus Engler (Presidente da Banca), William Henry Furness Altman, Gabriele Cornelli, Bernardo Guadalupe dos Santos Lins Brandao e Pedro Luz Baratier; Tese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Filosofia. Defesa : Curitiba, 23/03/2026; Inclui referências; Área de concentração: Filosofia
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<title>O smartphone em um laboratório filosófico : da técnica à materialidade, uma investigação para uma formação humanística, técnica e sustentável</title>
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<id>https://hdl.handle.net/1884/98020</id>
<updated>2026-04-08T16:43:58Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">O smartphone em um laboratório filosófico : da técnica à materialidade, uma investigação para uma formação humanística, técnica e sustentável
Resumo: Esta pesquisa tem como objetivo repensar a forma como estuda-se os objetos técnicos no mundo contemporâneo, em especial os smartphones. Propõe-se uma abordagem filosófica que transcende sua funcionalidade, explorando sua complexidade técnica e material, fundamentada na filosofia Gilbert Simondon e em outros pensadores contemporâneos que analisam a técnica e a materialidade dos smartphones. Defende-se que essa mudança seja efetivada no ensino médio, visando uma formação técnica, humanística e sustentável, que vá além da análise usual da tecnologia, compreendendo a técnica enquanto produção humana e, portanto, parte da cultura. Promovendo uma formação mais consciente e integrada aos desafios do antropoceno, fomentando uma visão crítica sobre a materialidade dos smartphones, seus padrões de consumo e sustentabilidade e buscando superar a dicotomia entre cultura técnica e humanística. Nesta perspectiva, os smartphones são compreendidos como uma estrutura complexa, resultante da articulação entre natureza, técnica e cultura, destacando a necessidade de compreender os modos de existência dos materiais que os compõem — desde a extração de recursos naturais até seu uso e descarte — evidenciando os impactos sociais, ambientais, éticos, geopolíticos e econômicos que atravessam esses processos. Dessa forma, esta tese busca contribuir para a construção de um novo paradigma educacional e filosófico, capaz de reconciliar o ser humano com a técnica e a natureza, promovendo práticas mais conscientes e sustentáveis no uso e na criação de tecnologias; Abstract: This research aims to rethink the way we study technical objects in the contemporary world, particularly smartphones. We propose a philosophical approach that goes beyond their functionality, exploring their technical and material complexity, grounded in the philosophy of Gilbert Simondon and other contemporary thinkers who analyze the technique and materiality of smartphones. We advocate for this change to be implemented in high school education, aiming at a technical, humanistic, and sustainable formation that goes beyond the usual analysis of technology, understanding technique as a human production and, therefore, as part of culture.This approach promotes a more conscious education, integrated with the challenges of the Anthropocene, fostering a critical view of the materiality of smartphones, their consumption patterns, and their sustainability, while seeking to overcome the dichotomy between technical and humanistic culture. From this perspective, smartphones are understood as complex structures resulting from the articulation between nature, technique, and culture, emphasizing the need to understand the modes of existence of the materials that compose them — from the extraction of natural resources to their use and disposal — revealing the social, environmental, ethical, geopolitical, and economic impacts that permeate these processes. In this way, this thesis aims to contribute to the construction of a new educational and philosophical paradigm, capable of reconciling human beings with technology and nature, promoting more conscious and sustainable practices in the use and creation of technologies
Orientador: Ronei Clécio Mocellin; Banca: Ronei Clécio Mocellin (Presidente da Banca), Verônica Bahr Calazans, Paulo Vieira Neto, Alex Calazans, Diego Jair Vicentin e Pedro Peixoto Ferreira; Tese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Filosofia. Defesa : Curitiba, 30/06/2025; Inclui referências; Área de concentração: Filosofia
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>O belo em Santo Agostinho : a reverberação do bem</title>
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<id>https://hdl.handle.net/1884/98012</id>
<updated>2026-04-06T20:17:18Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">O belo em Santo Agostinho : a reverberação do bem
Resumo: Esta tese apresenta a definição do belo em Santo Agostinho como a reverberação do bem, princípio metafísico que sustenta a beleza de todas as coisas. Com base no percurso do desenvolvimento filosófico desse autor da Antiguidade Tardia, o trabalho começa tratando acerca da descoberta do bem como elemento vital, a partir das reflexões sobre o problema do mal e o livre-arbítrio que marcaram a transição do pensamento agostiniano do maniqueísmo para o neoplatonismo, aparecendo, portanto, as referências aos textos de Platão e Plotino que ofereceram as fórmulas teóricas para o filósofo africano progredir nas especulações sobre a natureza do bem e sua ressonância no belo. A pesquisa menciona uma redação perdida, De Pulchro et Apto, e analisa uma possibilidade de compreensão sobre a relação do belo e o conveniente como reportada a questões já examinadas por autores da Antiguidade Clássica. Porém, reunindo diversas abordagens sobre a teoria do belo que aparecem dispersas na grande coleção dos livros de Agostinho, o trabalho almeja propor uma noção conceitual sobre o belo e elaborar, com as devidas referências textuais, uma Filosofia da Arte fundamentada nas considerações sobre a beleza que se manifesta na música, na arquitetura, na pintura, na escultura, na poesia e na política. Temas recorrentes em várias obras, o belo, a harmonia e a ordem, aparecem como condições imprescindíveis da habilidade artística, compreendida como técnica. Na problemática contemporânea que envolve a estética como disciplina acadêmica referente à afetação dos sentidos, a pesquisa propõe uma objetividade nos padrões de beleza ao estabelecer seu fundamento teórico no princípio inteligível da verdade, instituída como regra do juízo. Sobretudo, conforme a constatação de Agostinho, a percepção se dá na alma e não nos sentidos, o que desloca assim a reflexão sobre o belo para o âmbito da contemplação através dos "olhos da alma", acudidos pela iluminação de Deus, como um brilho lançado sobre a mente humana, que proporciona a distinção das coisas e revela a sua beleza. A alma então reconhece a beleza e detém-se diante dela, porque encontra nela refletida a sua própria imagem. Essa retenção explica o amor despertado, cujo prazer arrebatado eleva o intelecto da admiração das realidades sensíveis para as imperecíveis, abrindo assim as condições para a experiência da eternidade; Abstract: This thesis presents Saint Augustine's definition of beautiful as the reverberation of the good, the metaphysical principle that sustains the beauty of all things. Based on the trajectory of the philosophical development of this Late Antiquity author, the study begins by addressing the discovery of the good as a vital element, stemming from reflections on the problem of evil and free will, which marked the transition of Augustinian thought from Manichaeism to Neoplatonism. Consequently, references to the texts of Plato and Plotinus emerge, as they provided the theoretical frameworks for the African philosopher to advance his speculations on the nature of the good and its resonance in beautiful. The research mentions a lost essay, De Pulchro et Apto, and analyzes a possible understanding of the relationship between beautiful and convenient, as related to issues already examined by Classical Antiquity authors. However, by bringing together various approaches to the theory of beautiful scattered throughout Augustine’s extensive collection of works, this study seeks to propose a conceptual notion of beauty and to develop, with appropriate textual references, a Philosophy of Art based on considerations of beauty as it manifests in music, architecture, painting, sculpture, poetry, and politics. Recurrent themes in various works – beautiful, harmony, and order – appear as essential conditions of artistic skill, understood as technique. In contemporary debates concerning aesthetics as an academic discipline related to sensory perception, this research argues for objectivity in standards of beauty by establishing its theoretical foundation in the intelligible principle of truth, instituted as a criterion of judgment. Above all, according to Augustine, perception occurs in the soul rather than in the senses, thus shifting the reflection on beauty to the realm of contemplation through the "eyes of the soul," aided by divine illumination, like a glow cast upon the human mind, which provides discernment of things and reveals their beauty. The soul then recognizes and lingers before beauty because it finds its own image reflected in it. This retention explains the love that is awakened, whose rapturous pleasure elevates the intellect from the admiration of sensible realities to imperishable ones, thereby opening the conditions for the experience of eternity
Orientador: Prof. Dr. Bernardo Lins Brandão; Banca: Bernardo Guadalupe Lins Brandão (Presidente da Banca), Maurizio Filippo di Silva, Ricardo da Costa, Léo Peruzzo Júnior e Lucio Souza Lobo; Tese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Filosofia. Defesa : Curitiba, 26/06/2025; Inclui referências; Área de concentração: Filosofia
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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