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<title>40001016039P7 ; 40001016170P6 Programa de Pós-Graduação em Filosofia</title>
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<id>https://hdl.handle.net/1884/39763</id>
<updated>2026-05-21T19:10:53Z</updated>
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<title>Rogers e Skinner : uma análise kuhniana da (in)traduzibilidade, o mesmo alvo, léxicos diferentes</title>
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<updated>2026-04-28T17:03:49Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Rogers e Skinner : uma análise kuhniana da (in)traduzibilidade, o mesmo alvo, léxicos diferentes
Resumo: A presente dissertação investiga o problema da comunicação entre diferentes tradições psicológicas, tomando como estudo de caso a Abordagem Centrada na Pessoa (ACP), de Carl Rogers, e a Análise do Comportamento (AC), de B. F. Skinner. Inserida no contexto da reconhecida diversidade teórica da Psicologia, a pesquisa desloca o foco do debate tradicional entre unidade e pluralidade para a questão da (in)traduzibilidade entre sistemas distintos. Para analisar essa questão, o trabalho adota como referencial teórico o pensamento de Thomas Kuhn em sua fase pós-Estrutura, com ênfase nas noções de matriz disciplinar e estrutura lexical. Diferentemente das leituras mais difundidas na Psicologia – frequentemente restritas à obra A estrutura das revoluções científicas –, esta pesquisa mobiliza desenvolvimentos posteriores do autor, nos quais a análise é deslocada para uma perspectiva sociolinguística, centrada nas taxonomias que organizam o vocabulário científico. A partir desse aparato conceitual, busca-se compreender como diferentes comunidades científicas estruturam seus mundos por meio da linguagem e em que medida isso afeta a possibilidade de comunicação entre teorias. Metodologicamente, a dissertação realiza uma reconstrução das matrizes disciplinares e das estruturas lexicais da ACP e da AC, com base na análise de obras de Rogers e Skinner, bem como registros de encontros e críticas mútuas. A análise comparativa dos dois sistemas de Psicologia foi conduzida com o objetivo de mapear tanto pontos de comunicação quanto zonas de tensão entre essas estruturas. Os resultados indicam que, embora existam bolsões locais de intraduzibilidade, também há áreas significativas de traduzibilidade. Nesse sentido, a intraduzibilidade não implica incomunicabilidade absoluta, mas sim dificuldades localizadas de tradução que podem ser analisadas e, em certa medida, contornadas. A consequência final, portanto, não é cética (a impossibilidade do diálogo), nem unificadora (a promessa de uma língua comum), mas a de propor uma chave de leitura para o que se observa quando Psicologias distintas tentam se comunicar: há zonas de correferência em que a interlocução se sustenta, e há bolsões em que o que se exige não é substituição, mas interpretação/aprendizagem do uso – a saber, um tipo de bilinguismo teórico capaz de sustentar resíduos sem apagá-los. No debate sobre unificação e pluralidade, isso significa que não é preciso supor uma Babel global para reconhecer limites de comunicação: há comunicação parcial, mas ela se torna instável quando se exige articulação lexical fina. Por fim, a dissertação propõe o princípio de generosidade epistemológica como uma estratégia para lidar com os impasses comunicacionais identificados; Abstract: This dissertation investigates the problem of communication between different psychological traditions, taking as a case study the Person-Centered Approach (PCA), developed by Carl Rogers, and Behavior Analysis (BA), developed by B. F. Skinner. Situated within the context of Psychology’s well-recognized theoretical diversity, the study shifts the focus from the traditional debate between unity and plurality to the issue of (un)translatability between distinct systems. To analyze this issue, the dissertation adopts as its theoretical framework Thomas Kuhn’s post-Structure thought, with particular emphasis on the notions of disciplinary matrix and lexical structure. Unlike the most widespread readings in Psychology – often limited to The Structure of Scientific Revolutions – this study draws on the author’s later developments, in which the analysis is reframed within a sociolinguistic perspective centered on the taxonomies that organize scientific vocabulary. Based on this conceptual apparatus, the study seeks to understand how different scientific communities structure their worlds through language and to what extent this affects the possibility of communication between theories. Methodologically, the dissertation reconstructs the disciplinary matrices and lexical structures of PCA and BA through an analysis of works by Rogers and Skinner, as well as records of their encounters and mutual criticisms. A comparative analysis of the two psychological systems was conducted with the aim of mapping both points of communication and zones of tension between these structures. The results indicate that, although there are local pockets of untranslatability, there are also significant areas of translatability. In this sense, untranslatability does not imply absolute incommunicability, but rather localized difficulties of translation that can be analyzed and, to some extent, addressed. The final implication, therefore, is neither skeptical (the impossibility of dialogue) nor unifying (the promise of a common language), but instead proposes a framework for interpreting what occurs when distinct Psychologies attempt to communicate: there are zones of co-reference in which interlocution is sustained, and there are pockets in which what is required is not substitution, but interpretation/learning of use – that is, a form of theoretical bilingualism capable of sustaining residual differences without erasing them. In the debate on unification and plurality, this means that it is not necessary to posit a global Babel in order to acknowledge limits to communication: there is partial communication, but it becomes unstable when fine-grained lexical articulation is required. Finally, the dissertation proposes the principle of epistemological generosity as a strategy for addressing the communicative impasses identified
Orientador: Prof. Dr. Ronei Clecio Mocellin; Coorientador: Prof. Dr. Marcio Luiz Miotto; Banca: Ronei Clecio Mocellin (Presidente da Banca), Alexandre Dittrich, Márcio Luiz Miotto, Paulo Vieira Neto; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Filosofia. Defesa : Curitiba, 10/03/2025; Inclui referências
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>O conceito de synderesis em Santo Tomás de Aquino</title>
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<updated>2026-04-09T15:33:44Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">O conceito de synderesis em Santo Tomás de Aquino
Resumo: Estas reflexões, que estão organizadas em três capítulos, têm o objetivo principal de explorar o conceito de synderesis no pensamento de Santo Tomás de Aquino, buscando demonstrar que ela é um habitus. No primeiro capítulo, estudamos, sob a perspectiva de Aristóteles e Santo Tomás de Aquino, os instrumentos teóricos necessários que lançam as bases filosóficas para a compreensão da synderesis no domínio do intellectus. Entre esses, incluímos os primeiros princípios per se nota, o problema da inatidade e os conceitos de potência, ato, habitus e virtude. No segundo capítulo, apresentamos um contexto histórico-filosófico da synderesis, iniciando com o texto da Glossa de São Jerônimo de Estridão, que influenciou todas as elaborações posteriores, seguindo com o desenvolvimento desse conceito pelos pensadores medievais, primeiramente acerca de suas propriedades e depois sobre a sua natureza. Também examinamos a recepção e a interpretação da synderesis pelos grandes mestres medievais São Boaventura de Bagnoregio e Santo Alberto Magno, que representam duas vertentes de pensamento. O primeiro situando a synderesis no plano do affectus e o segundo no plano do intellectus. No terceiro capítulo, por fim, fizemos uma leitura detalhada das discussões de Santo Tomás de Aquino em relação à synderesis. Partimos da obra de sua juventude, o Scriptum Super Sententiis, passamos pelas Quæstiones Disputatæ De Veritate, escrita durante o seu primeiro período de regência na Universidade de Paris, chegando até a obra de sua maturidade intelectual, a Summa Theologiæ. Nesta última, a synderesis é definida como o habitus dos primeiros princípios operativos per se nota, responsável tanto por fornecer a premissa maior do silogismo moral, quanto por julgar a decisão articulada na conclusão desse mesmo silogismo. De resto, evidenciamos, na filosofia de Santo Tomás de Aquino, a synderesis como o ponto de convergência entre o fundamento último da Metafísica e a ação moral do homem; Abstract: These reflections, organized into three chapters, aim to explore the concept of synderesis in the thought of Saint Thomas Aquinas, seeking to demonstrate that it constitutes a habitus. In the first chapter, we examine, from the perspective of Aristotle and Saint Thomas Aquinas, the theoretical tools necessary to establish the philosophical foundations for understanding synderesis within the domain of the intellectus. Among these, we include the self-evident first principles per se nota, the problem of innateness, and the concepts of potency, act, habitus, and virtue. In the second chapter, we present a historical-philosophical context for synderesis, beginning with the text of the Glossa by Saint Jerome of Stridon, which influenced all subsequent elaborations. We then follow the development of this concept by medieval thinkers, first regarding its properties and later its nature. We also examine the reception and interpretation of synderesis by the great medieval masters Saint Bonaventure of Bagnoregio and Saint Albert the Great, who represent two distinct ways of thought: the former situating synderesis within the realm of the affectus and the latter within the realm of the intellectus. Finally, in the third chapter, we conduct a detailed examination of Saint Thomas Aquinas’s discussions on synderesis. We begin with his early work, the Scriptum Super Sententiis, proceed through the Quæstiones Disputatæ De Veritate, written during his first teaching period at the University of Paris, and conclude with his intellectual masterpiece, the Summa Theologiæ. In this final work, synderesis is defined as the habitus of the self-evident operative first principles per se nota, responsible both for providing the major premise of the moral syllogism and for judging the decision articulated in the conclusion of that syllogism. Moreover, we highlight synderesis in Saint Thomas Aquinas’s philosophy as the point of convergence between the ultimate foundation of Metaphysics and the moral action of man
Orientador: Prof. Dr. Lúcio Souza Lobo; Banca: Lúcio Souza Lobo (Presidente da Banca), Rogério Miranda de Almeida, Daniel Cortteline Scherer; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Filosofia. Defesa : Curitiba, 19/02/2025; Inclui referências; Área de concentração:
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>O conceito de história em Marx</title>
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<id>https://hdl.handle.net/1884/95735</id>
<updated>2026-04-09T14:47:49Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">O conceito de história em Marx
Resumo: O problema da história em Marx é algo que está atrelado ao desenvolvimento de sua obra, desde as primeiras formulações até o fim de sua vida. Por essa razão, esse problema não fugiu de discussões durante a própria história da filosofia contemporânea, com autores como Lukács e Althusser, nos manuais soviéticos, entre outros. A abordagem da questão da história em Marx traz em si várias questões que aparecem como um bloco e passam na reflexão a respeito do tema, mas que não podem ser resolvidas diretamente. Uma das formas de começar a responder essas questões está diretamente ligada ao modo com que adentramos o conceito de história. A tentativa da presente reflexão é mostrar que, a partir do conceito de história, certos problemas em Marx podem começar a ser resolvidos. Não se trata de esgotá-los ou algo do tipo, mas mostrar como o pensamento de Marx demonstra, a partir desse simples conceito, todo o seu rigor. Uma vez colocado em questão esse rigor, as nomenclaturas e sistematizações que atravessam a compreensão da obra de Marx podem ser respondidas. No caso desta reflexão, trata-se do problema do materialismo histórico como uma possibilidade de esgotar a teoria da história marxiana. Argumenta-se no escopo desta dissertação que tal conotação sistemática que projeta o funcionamento da economia como uma espécie de determinação central para ler a história não cumpre o papel de um bom conceito de história: ao contrário, dificulta sua compreensão, assim como a compreensão que tenta ver em Marx uma espécie de antropologia que se desenrola no tempo. Essas sistematizações serão discutidas e mostradas em suas limitações internas até a maneira como o conceito pode aparecer. Veremos no curso desta dissertação que não se trata de uma sistematização, mas, ao contrário, de uma teoria que vai apresentar a história e reforçar o seu caráter de abertura, indecisão, ou, ainda, contraditório como um desenvolvimento que, por excelência, é dialético, mas não sistemático; Abstract: The problem of history in Marx is something that is linked to the development of his work, from its first formulations to the end of his life. For this reason, this problem has not escaped discussion throughout the history of contemporary philosophy, with authors such as Lukács and Althusser, the Soviet manuals, and others. The approach to the question of history in Marx brings with it several questions that appear as a block and are reflected upon in the reflection on the subject, but which cannot be resolved directly. One of the ways to begin to answer these questions is directly linked to the way in which we enter the concept of history. The attempt of this reflection is to show that, based on the concept of history, certain problems in Marx can begin to be resolved. It is not a question of exhausting them or anything like that, but of showing how Marx's thought demonstrates all its rigor from this simple concept. Once this rigor is questioned, the nomenclatures and systematizations that permeate the understanding of Marx's work can be answered. In the case of this reflection, we are dealing with the problem of historical materialism as a possibility of exhausting Marx's theory of history. It is argued within the scope of this dissertation that such a systematic connotation that projects the functioning of the economy as a kind of central determination for reading history does not fulfill the role of a good concept of history; on the contrary, it makes its understanding difficult, as does the understanding that tries to see in Marx a kind of anthropology that unfolds in time. These systematizations will be discussed and shown in their internal limitations, up to the way in which the concept can appear. We will see in the course of this dissertation that this is not a systematization, but rather a theory that will present history and reinforce its character of openness, indecision, or even contradiction as a development that is dialectical, but not systematic, par excellence
Orientador: Prof. Dr. Benito Eduardo Maeso Araújo; Coorientador: Prof. Dr: Paulo Vieira Neto; Banca: Benito Eduardo Maeso Araújo (Presidente da Banca), Rodnei Antonio do Nascimento, Paulo Vieira Neto; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Filosofia. Defesa : Curitiba, 11/02/2025; Inclui referências
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>O smartphone em um laboratório filosófico : da técnica à materialidade, uma investigação para uma formação humanística, técnica e sustentável</title>
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<updated>2026-04-08T16:43:58Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">O smartphone em um laboratório filosófico : da técnica à materialidade, uma investigação para uma formação humanística, técnica e sustentável
Resumo: Esta pesquisa tem como objetivo repensar a forma como estuda-se os objetos técnicos no mundo contemporâneo, em especial os smartphones. Propõe-se uma abordagem filosófica que transcende sua funcionalidade, explorando sua complexidade técnica e material, fundamentada na filosofia Gilbert Simondon e em outros pensadores contemporâneos que analisam a técnica e a materialidade dos smartphones. Defende-se que essa mudança seja efetivada no ensino médio, visando uma formação técnica, humanística e sustentável, que vá além da análise usual da tecnologia, compreendendo a técnica enquanto produção humana e, portanto, parte da cultura. Promovendo uma formação mais consciente e integrada aos desafios do antropoceno, fomentando uma visão crítica sobre a materialidade dos smartphones, seus padrões de consumo e sustentabilidade e buscando superar a dicotomia entre cultura técnica e humanística. Nesta perspectiva, os smartphones são compreendidos como uma estrutura complexa, resultante da articulação entre natureza, técnica e cultura, destacando a necessidade de compreender os modos de existência dos materiais que os compõem — desde a extração de recursos naturais até seu uso e descarte — evidenciando os impactos sociais, ambientais, éticos, geopolíticos e econômicos que atravessam esses processos. Dessa forma, esta tese busca contribuir para a construção de um novo paradigma educacional e filosófico, capaz de reconciliar o ser humano com a técnica e a natureza, promovendo práticas mais conscientes e sustentáveis no uso e na criação de tecnologias; Abstract: This research aims to rethink the way we study technical objects in the contemporary world, particularly smartphones. We propose a philosophical approach that goes beyond their functionality, exploring their technical and material complexity, grounded in the philosophy of Gilbert Simondon and other contemporary thinkers who analyze the technique and materiality of smartphones. We advocate for this change to be implemented in high school education, aiming at a technical, humanistic, and sustainable formation that goes beyond the usual analysis of technology, understanding technique as a human production and, therefore, as part of culture.This approach promotes a more conscious education, integrated with the challenges of the Anthropocene, fostering a critical view of the materiality of smartphones, their consumption patterns, and their sustainability, while seeking to overcome the dichotomy between technical and humanistic culture. From this perspective, smartphones are understood as complex structures resulting from the articulation between nature, technique, and culture, emphasizing the need to understand the modes of existence of the materials that compose them — from the extraction of natural resources to their use and disposal — revealing the social, environmental, ethical, geopolitical, and economic impacts that permeate these processes. In this way, this thesis aims to contribute to the construction of a new educational and philosophical paradigm, capable of reconciling human beings with technology and nature, promoting more conscious and sustainable practices in the use and creation of technologies
Orientador: Ronei Clécio Mocellin; Banca: Ronei Clécio Mocellin (Presidente da Banca), Verônica Bahr Calazans, Paulo Vieira Neto, Alex Calazans, Diego Jair Vicentin e Pedro Peixoto Ferreira; Tese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Filosofia. Defesa : Curitiba, 30/06/2025; Inclui referências; Área de concentração: Filosofia
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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