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<title>Dissertações</title>
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<id>https://hdl.handle.net/1884/39689</id>
<updated>2026-08-22T00:58:35Z</updated>
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<title>Influência do intervalo entre a aplicação da insulina e a prática de exercício aeróbio contínuo, nas respostas fisiológicas de crianças e adolescentes com diabetes mellitus tipo 1</title>
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<id>https://hdl.handle.net/1884/107034</id>
<updated>2026-08-17T15:35:32Z</updated>
<published>2017-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Influência do intervalo entre a aplicação da insulina e a prática de exercício aeróbio contínuo, nas respostas fisiológicas de crianças e adolescentes com diabetes mellitus tipo 1
Resumo: Introdução: O exercício físico é parte essencial no tratamento do Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1), aliado ao controle da alimentação e insulinoterapia. O comportamento glicêmico durante e após a prática de exercícios depende de uma série de fatores como tipo de exercício, intensidade, horário de prática, alimentação e aplicação da insulina (dose, tipo e horário). Pesquisas abordando o melhor horário para a prática de exercícios em relação ao intervalo após a aplicação da insulina são escassas, especialmente em crianças. Objetivo: Verificar a interferência do intervalo entre a aplicação da insulina e a prática do exercício aeróbio, nas respostas fisiológicas agudas e comportamento glicêmico durante e após o exercício. Pacientes e Métodos: Estudo de ensaio clínico do tipo antes e depois, com coleta de dados ambispectiva realizada com 35 crianças e adolescentes com DM1 e 11 não diabéticos. Para avaliação da aptidão cardiorrespiratória foi realizada medida direta do consumo máximo de oxigênio (VO2máx) por meio do analisador de gases K4b2® em protocolo modificado de Balke em cicloergômetro. O nível de atividade física foi obtido por meio do questionário de Bouchard. Foram realizados exercício aeróbios contínuos em cicloergômetro, com intensidade a 60% do VO2máx, utilizando diferentes intervalos entre a aplicação de insulina e o exercício: 1 hora (TC1) e 2 horas (TC2) após a aplicação da insulina respectivamente, com monitoramento da glicemia capilar durante os testes e da glicemia intersticial até 24 horas subsequentes por meio de um monitor contínuo de glicemia (GUARDIAN®REAL Time - MEDTRONIC). Frequência cardíaca (POLAR® RS800CX), lactato (Accutrend®Plus ROCHE) e percepção subjetiva de esforço (PSE) (OMNI) foram monitorados durante os testes. Resultados: Dentre os 46 participantes, 35 do grupo com DM1 (GDM) e 11 do Grupo Não Diabéticos (GNDM), a média de idade foi 13,1 + 2,1 anos e o tempo de doença do GDM foi 5,9 + 3,6 anos. A maioria era eutrófico e púbere, a aptidão cardiorrespiratória não diferiu entre os grupos e o nível de atividade física foi classificado como insuficiente em 85,7% do GDM e 54,5% do GNDM. O exercício aeróbio contínuo promoveu reduções glicêmicas agudas independentemente do intervalo entre aplicação de insulina e exercício, sem diferença no tempo em hipoglicemia e tempo no alvo do TC1 e TC2 no dia dos testes e dia subsequente. Houve tendência de maior número de casos de hipoglicemia nas 24 horas subsequentes ao TC1. A frequência cardíaca (FC) aumentou durante todos os testes em ambos grupos, porém não apresentou diferenças significativas entre o TC1 e o TC2 e nem na comparação dos grupos. O lactato não diferiu entre os grupos e tampouco entre os diferentes testes para o GDM. Com relação à PSE, obtiveram-se valores mais altos para o GDM quando comparado ao GNDM, principalmente durante os estágios iniciais do teste. Conclusões: Concluiu-se que os pacientes com DM1 apresentaram menor nível de atividade física que seus pares, e que as respostas agudas ao exercício não diferiram de acordo com o horário de aplicação da insulina, porém houve maior tendência de hipoglicemias nas 24h após o exercício no TC1; Abstract: Introduction: Physical exercise is an essential part of treatment of type 1 diabetes mellitus (DM1) together with nutritional control and insulin therapy. Several studies report the benefits of exercise to these patients. Glycemic behaviour during and after the exercise is associated with several factors like exercise tipe, intensity, schedule, food and administration of insulin (dosage, tipe and schedule). Studies evaluating the best time to exercise in relation to the interval after administration of insulin are scarce, especially in children. Aim: To verify the influence of the interval between the application of the insulin and the practice of aerobic continuous exercise, in the acute physiological responses and glycemic behavior during and after the exercise. Patients and Methods: Clinical trial of before and after type study with ambivalent data collection evaluated 35 children and adolescents with DM1 and 11 subjects. For the evaluation of cardiorespiratory fitness, a direct evaluation of maximum oxygen consumption (VO2máx) was carried out by K4b2® gas analyzer in a modified Balke’s protocol on a cycle ergometer. Bouchard questionnaire was used to access the level of physical activity. Continuous aerobic tests were performed with intensity at 60% of VO2máx using different intervals between application of insulin and the exercise: one hour (TC1) and two hours (TC2) with monitoring of capillary glycemia during the tests and up to 24 hours by means of a continuous glucose monitor (GUARDIAN®REAL Time - MEDTRONIC). Heart rate (HR) (POLAR® RS800CX), blood lactate (Accutrend®Plus (ROCHE), and rate of perceived exertion (RPE - OMNI) were monitored during the tests. Results and conclusions: Among the 46 participants, 35 of the DM1 group (DMG) and 11 of the non diabetics group (NDMG), the mean age was 13,1+ 2,1 years and the DMG time of disease was 5,9 + 3,6 years. Most of participants were eutrophic and pubertal, cardiorespiratory fitness did not differ between groups and physical activity level was classified as insufficient in 85,7% of DMG and 54,5% on NDMG. Continuous aerobic exercise promoted glycemic reductions irrespective of the interval between insulin and exercise, with no differences in time in hypoglycemia and time on the target among exercise days (TC1 and TC2) and subsequent days. There was a trend towards a greater number of cases of hypoglycemia in the 24 hours following TC1. Heart rate increased during all tests, however did not present significant differences among the groups nor among TC1 and TC2. Blood lactate did not differ between groups nor between TC1 and TC2.With regard to (RPE), higher values was obtained for GDM when compared to NDMG, especially during the initial stages of the test. It was concluded that patients with DM1 presented lower level of physical activity than their peers and that the acute responses to exercise did not differ according to the schedule of insulin application, but there was a greater tendency of hypoglycemia in the 24 hours after exercise in the TC1
Orientadora: Profa. Dra Suzana Nesi França; Coorientadora: Prof. Dr. Luís Paulo Gomes Mascarenhas; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente. Defesa: Curitiba, 15/12/2017; Inclui referências; Área de concentração: Endocrinologia Pediátrica
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<title>Síndrome de resposta inflamatória sistêmica e falência de órgãos após cirurgia cardíaca infantil : um estudo clínico</title>
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<id>https://hdl.handle.net/1884/107020</id>
<updated>2026-08-17T15:04:29Z</updated>
<published>2005-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Síndrome de resposta inflamatória sistêmica e falência de órgãos após cirurgia cardíaca infantil : um estudo clínico
Resumo: A Síndrome de Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) é uma síndrome clínica que pode manifestar-se após a cirurgia cardíaca com utilização de circulação extracorpórea (CEC). A CEC é capaz de deflagrar uma resposta inflamatória por meio de liberação de mediadores inflamatórios em cascata, submetendo o paciente ao risco de disfunção de órgãos e morbidade agregada no período de pós-operatório. As manifestações clínicas da SIRS pós-CEC ainda não foram amplamente definidas e aceitas, sendo aplicados critérios clássicos de SIRS em alguns estudos. Objetivos: Avaliar a freqüência e as manifestações clínicas da SIRS pós-CEC em crianças submetidas à cirurgia cardíaca eletiva, com utilização de CEC, bem como seus fatores predisponentes. Avaliar a presença de SIRS pós-CEC como um fator de agravamento em morbidade no período pós-operatório. Métodos: Foi realizado um estudo de coorte histórico em que foram revisados todos pacientes com até 3 anos de idade que foram submetidos à correção cirúrgica eletiva de cardiopatias congênitas com utilização de CEC, sendo excluídas outras causas de deflagração de SIRS como sepse e ventilação mecânica prolongada. Com esta seleção, foram analisados 101 pacientes. Foram definidos critérios clínicos de disfunção de órgãos (hemodinâmico, pulmonar, renal e endotelial) e febre como métodos diagnósticos de SIRS pós-CEC nos 5 primeiros dias de pós-operatório, sob forma de escore. Os pacientes foram agrupados de acordo com a presença de SIRS (grupo 1) ou ausência (grupo 2). Estes grupos foram avaliados em relação aos fatores predisponentes como idade, peso, gênero, tipo de cardiopatia (cianótica ou acianótica), tempo de CEC e tempo de oclusão aórtica. A morbidade agregada à presença de SIRS pós-CEC foi avaliada em relação ao tempo de internação hospitalar, tempo de internação em unidade de cuidados intensivos e tempo de ventilação mecânica. Resultados: De um total de 101 pacientes incluídos na amostra, foram identificados 22 pacientes (21,9%) que preencheram os critérios estabelecidos para SIRS (grupo 1). A freqüência relativa a cada órgão em disfunção foi: disfunção hemodinâmica (15,8%), disfunção pulmonar (22,8%), disfunção renal (22,8%), edema intersticial (28,7%) e volume de drenagem (25,7%). A febre esteve presente em 12,9% dos pacientes. O gênero e o tipo de cardiopatia não diferiram entre os grupos (p = NS para ambos). Os pacientes com SIRS apresentavam idade média significativamente menor (grupo 1 = 6,8 + 5,5 meses, grupo 2 = 10,8 + 5,1 meses, p &lt; 0,05) e menor peso (grupo 1 = 5,3 + 1,9 quilogramas, grupo 2 = 6,9 + 2,0 quilogramas, p &lt; 0,05), enquanto apresentaram maior tempo de exposição à CEC (grupo 1 = 125,1 + 49,5 minutos, grupo 2 = 93,9 + 33,1 minutos, p &lt; 0,05) e maior tempo de clampeamento de aorta (grupo 1 = 82,3 + 34,0 minutos, grupo 2 = 64,2 + 24,3 minutos, p &lt; 0,05). A morbidade associada à SIRS pós-CEC foi observada em relação ao tempo em mediana de ventilação mecânica (grupo 1 = 120,0 minutos, grupo 2 = 13,0 minutos, p &lt; 0,05), com maior tempo de internação em unidade de cuidados intensivos (grupo 1 = 265,0 minutos, grupo 2 = 107,0 minutos, p &lt; 0,05) e de internação hospitalar (grupo 1 = 22,0 dias, grupo 2 = 10,0 dias, p &lt; 0,05). Em análise multivariada, o peso (OR = 0,68, IC95% = 0,5-0,91, p = 0,01) e o tempo de CEC (OR = 1,02, IC95% = 1,003-1,031, p = 0,02) foram identificados como os fatores de risco para SIRS pós-CEC. Conclusões: Os critérios clínicos adotados foram capazes de identificar um grupo de risco para SIRS pós-CEC. Este grupo tem como fatores predisponentes menor peso e maior tempo de CEC. Os pacientes com critérios para SIRS pós-CEC permanecem maior tempo em ventilação mecânica e apresentam maior tempo de internação hospitalar e em unidade de cuidados intensivos; Abstract: Systemic Inflammatory Response Syndrome (SIRS) is a clinic syndrome which might manifest itself associated to cardiac surgery when utilizing Cardiopulmonary Bypass (CPB) (CPB). CPB might break out an inflammatory response releasing inflammatorial mediators in cascade, subjecting the patient to the risk of organs malfunction and aggregated morbidity in the post surgical period. As the clinical manifestations of the SIRS after CPB were not thoroughly defined and accepted yet, SIRS classical criteria has been applied in some studies. Objectives: To evaluate SIRS frequency and clinical manifestations after CPB in children subjected to elective cardiac surgeries, using CPB, as well as its predisposing factors. To evaluate the presence of SIRS after CPB as an aggravating factor in morbidity in post surgical period. Methods: A historical cohort study has been done in which all up to three-year-old patients subjected to an elective surgical correction of congenital cardiopathy making use of CPB, excluding other causes of SIRS breakout such as sepsis and prolonged mechanical ventilation, were reviewed. 101 patients were analysed in that selection. Diagnosis of SIRS has been done using as clinical criteria the score of organs dysfunction (hemodynamic, pulmonary, renal and endothelial) and fever in the first 5 days of post operative course. There were made 2 groups according to the presence (group 1) or absence (group 2) of SIRS. Those groups were evaluated in relation to the predisposing factors such as, age, weight, gender, type of cardiopathy (cyanotic or acyanotic), time period of CPB and time period of aorta occlusion. The morbidity aggregated to the SIRS presence after CPB was evaluated in relation to the time period of hospitalization, time period of hospitalization in intensive care unit and time period of mechanical ventilation. Results: 22 patients (21.9% of the total) fitted the criteria established for SIRS (group 1) out of 101 patients included in the sample group. Frequency related to each of the malfunctioning organ was: hemodynamic dysfunction (15.8%), pulmonary dysfunction (22.8%), renal dysfunction (22.8%), interstitial edema (28.7%) and drainage volume (25.7%). Fever was present in 12.9% of the patients. Cardiopathy type and gender were not different between groups (p=NS for both). Patients with SIRS were less aged (group 1 = 6.8 ± 5.5, group 2 = 10.8 ± 5.1 months, p&lt; 0.05), lower weighed (group 1 = 5.3 ± 1.9, group 2 = 6.9 ± 2.0 kilograms, p &lt;0.05), had longer exposing time to CPB (group 1 = 125.1 ± 49.5, group 2 = 93.9 ± 33.1 minutes, p &lt; 0.05) and time period of aorta clamping (group 1 = 82.3 ± 34.0, group 2 = 64.2 ± 24.3 minutes, p&lt; 0.05). It was observed morbidity associated to SIRS after CPB in relation to the time period of mechanical ventilation (group 1 = median 120,0, group 2 = 13,0 minutes, p&lt;0.05) with longer time period in intensive care unit (group 1 = median 265,0, group 2 = 10,0 days, p&lt;0.05). In a multivariate analysis, weight (OR = 0.68, IC 95% = 0.5-0.91, p=0.01) and time period of CPB (OR=1.02, IC95%=1.003-1.031, p=0.02) have remained as risk factors for SIRS after CPB. Conclusions: Clinical criteria adopted were able enough to identify a risk group for SIRS after CPB. That group has lower weigh and longer use of CPB as predisposing factors. Patients with criteria for SIRS after CPB stay longer under mechanical ventilation, longer period of hospitalization and in an intensive care unit
Orientador: Prof. Dr. Nelson Itiro Miyague; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente. Defesa: Curitiba, 17/06/2005; Inclui referências
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<dc:date>2005-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Perfil socioeconômico das famílias de crianças com dermatite atópica e a relação com a qualidade de vida, gravidade da doença e acesso ao tratamento de saúde</title>
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<id>https://hdl.handle.net/1884/97955</id>
<updated>2026-04-06T20:37:48Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Perfil socioeconômico das famílias de crianças com dermatite atópica e a relação com a qualidade de vida, gravidade da doença e acesso ao tratamento de saúde
Resumo: Introdução: A dermatite atópica é uma doença inflamatória cutânea, caracterizada por lesões eczematosas recorrentes e crônicas, cujo prurido é o principal sintoma. A prevalência de dermatite atópica aumentou nas últimas décadas, tornando-se um problema de saúde global. O atendimento especializado ofertado às crianças com essa dermatose requer a atuação de uma equipe multiprofissional especializada e o acesso ao tratamento indicado para o controle da doença e a melhoria da qualidade de vida. Objetivo: Descrever o perfil socioeconômico das famílias de crianças com dermatite atópica e investigar como esses fatores influenciam na qualidade de vida, na gravidade da doença e no acesso ao tratamento de saúde. Método: Trata se de um estudo observacional, analítico e transversal, com coleta prospectiva de dados, realizado no ambulatório de Dermatologia Pediátrica de um hospital universitário. A amostra incluiu 99 crianças com dermatite atópica e seus cuidadores. A classe socioeconômica foi determinada pelo Critério de Classificação Econômica Brasil. A gravidade da doença foi avaliada pelo Scoring of Atopic Dermatitis e classificada como leve (pontuação &lt; 25), moderada (= 25 a = 50) e grave (&gt; 50). A qualidade de vida foi avaliada por meio dos questionários Infants Dermatitis Quality of Life Index, Children's Dermatology Life Quality Index e Dermatitis Family Impact Questionnaire. Dados epidemiológicos, financeiros e de acesso ao tratamento foram obtidos pelo Roteiro de Entrevista Estruturada Complementar, elaborado pela pesquisadora. Foram utilizadas correlações de Spearman e o teste Anova de Kruskal-Wallis. O nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: Nas 99 famílias avaliadas, as classes socioeconômicas C1 e B2 foram as mais frequentes, com 47 (47,6%) e 29 (29,3%) participantes, respectivamente. A dermatite atópica leve foi a mais prevalente (54,5%), seguida pela moderada (32,3%) e pela grave (13,1%) e o sexo masculino teve mais dermatite atópica grave. Não foi observada associação entre renda familiar e gravidade da dermatite atópica, porém os custos com o tratamento foram maiores nos pacientes com formas moderadas e graves da doença. A renda mensal familiar mediana foi de R$ 2.500,00, e a principal fonte de aquisição da medicação foi a farmácia comercial (97%), indicando que os participantes utilizaram recursos próprios para adquirir medicamentos e hidratantes para o tratamento da dermatite atópica. O gasto mensal com a doença foi de R$ 300,00 (IIQ = 275-400), variando de R$ 10,00 a R$ 1.500,00, o que representou 12% da renda familiar. Os custos com o tratamento foram significativamente maiores entre os participantes pertencentes à classe socioeconômica B. Conclusão: O estudo aponta que fatores socioeconômicos não impactam na gravidade da dermatite atópica. No entanto, influenciam o acesso ao tratamento e impõem uma carga financeira significativa às famílias, sugerindo a necessidade de políticas públicas para garantir o direito à saúde e o tratamento integral para crianças e adolescentes; Abstract: Introduction: Atopic dermatitis is an inflammatory skin disease, with recurrent and chronic eczematous lesions, whose itching is the main symptom. The prevalence of atopic dermatitis has increased in recent decades, becoming a global health problem. The specialized care offered to children with this dermatosis requires the work of a specialized multidisciplinary team and access to treatment indicated to control the disease and improve quality of life. Objective: To describe the socioeconomic profile of families of children with atopic dermatitis and investigate how these factors influence quality of life, disease severity and access to health care. Method: This is an observational, analytical, and cross-sectional study, with prospective data collection, carried out in the Pediatric Dermatology outpatient clinic of a University Hospital, with a sample that included 99 children with atopic dermatitis and their caregivers. The socioeconomic class was determined by the Brazilian Economic Classification Criteria. The severity of the disease was determined by Scoring of Atopic Dermatitis and classified as mild (score &lt; 25), moderate (= 25 to = 50) and severe (&gt; 50). Quality of life was assessed using the Infants Dermatitis Quality of Life Index, Children's Dermatology Life Quality Index and Dermatitis Family Impact Questionnaire questionnaires. Epidemiological, financial and access to treatment data were obtained through the Complementary Structured Interview Script, prepared by the researcher. Spearman correlations and Kruskal-Wallis Anova test were used. The minimum significance level adopted was 5%. Results: In the 99 families evaluated, socioeconomic classes C1 and B2 were the most frequent, with 47 (47.6%) and 29 (29.3%) of participants respectively. Mild atopic dermatitis was the most prevalent (54.5%), followed by moderate (32.3%) and severe (13.1%), with greater severity among boys. No association was found between family income and atopic dermatitis severity, but treatment costs were higher in patients with moderate and severe forms of the disease. The median monthly family income was R$2.500.00, and the main source of purchasing medication was the commercial pharmacy (97%), indicating participants' own resources were spent on purchasing medication and moisturizers for the treatment of atopic dermatitis. Monthly expenditure on the disease was R$300.00 (IIQ = 275-400), ranging from R$10.00 to R$1,500.00, representing 12% of family income. Treatment costs were significantly higher among participants belonging to socioeconomic class B. Conclusion: The study points out that socioeconomic factors do not impact the severity of atopic dermatitis, however, they influence access to treatment and impose a financial burden on families, suggesting the need for public policies to guarantee the right to health and comprehensive treatment for children and adolescents
Orientadora: Prof.ª Dr.ª Vânia Oliveira de Carvalho; Coorientador: Prof. Dr. Jayson Azevedo Marsella de Almeida Pedrosa Vaz Guimarães; Banca: Vânia Oliveira de Carvalho (Presidente da Banca), Solange Fernandes, André Luis Santos do Carmo, Jayson Azevedo Marsella de Almeida Pedrosa Vaz e Herberto José Chong Neto; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente. Defesa : Curitiba, 19/05/2025; Inclui referências
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<title>Aplicação da Checklist Curriculum do Modelo Denver de intervenção precoce (ESDM) do nível 1 e 2 comparando crianças sem e com transtorno do espectro autista</title>
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<id>https://hdl.handle.net/1884/97961</id>
<updated>2026-04-06T14:52:09Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Aplicação da Checklist Curriculum do Modelo Denver de intervenção precoce (ESDM) do nível 1 e 2 comparando crianças sem e com transtorno do espectro autista
Resumo: Este estudo investigou o desenvolvimento de 42 crianças brasileiras, com idades entre 12 e 24 meses, divididas igualmente em grupos com e sem diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). O diagnóstico foi realizado por médicos e confirmado por meio de entrevista com os pais ou cuidadores e pelo instrumento ADOS-2, módulo T. A avaliação do desenvolvimento foi conduzida utilizando a Early Start Denver Model Curriculum Checklist (ESDM), uma ferramenta que faz parte do Modelo Denver de Intervenção Precoce e que abrange 11 áreas do desenvolvimento, incluindo comunicação, habilidades sociais, cognição, motricidade e independência pessoal. Criada com base em pesquisas sobre os marcos do desenvolvimento infantil, a checklist foi elaborada para ser utilizada com crianças diagnosticadas com TEA. Contudo, sua eficácia em diferentes contextos culturais e em crianças sem TEA ainda não foi amplamente investigada. Dessa forma, esta pesquisa se propôs a analisar o desempenho de crianças brasileiras com e sem TEA em relação às habilidades esperadas para suas respectivas faixas etárias na Checklist Curriculum ESDM.Os resultados deste estudo mostraram que crianças com TEA apresentaram desempenhos inferiores em comunicação receptiva e expressiva, imitação, atenção conjunta e motricidade grossa (p&lt;0,05). Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos em motricidade fina e competências sociais com pares. Algumas crianças sem TEA apresentaram atrasos de 6 meses ou mais nas áreas de cognição, jogo, comportamento e independência pessoal, de acordo com os critérios descritos na Checklist Curriculum ESDM. Portanto, alguns objetivos avaliados na Checklist Curriculum ESDM demonstraram um nível de exigência e complexidade que não está totalmente alinhado ao desenvolvimento das crianças brasileiras sem TEA presentes na amostra; Abstract: This study investigated the development of 42 Brazilian children, aged between 12 and 24 months, equally divided into groups with and without a diagnosis of Autism Spectrum Disorder (ASD). The diagnosis was made by physicians and confirmed through interviews with parents or caregivers and the ADOS-2 instrument, Toddler Module. Developmental assessment was conducted using the Early Start Denver Model Curriculum Checklist (ESDM), a tool that is part of the Early Start Denver Model for early intervention and covers 11 developmental domains, including communication, social skills, cognition, motor skills, and personal independence. Created based on research on developmental milestones, the checklist was designed for use with children diagnosed with ASD. However, its effectiveness in different cultural contexts and with children without ASD has not yet been widely investigated. Therefore, this research aimed to analyze the performance of Brazilian children with and without ASD regarding the expected skills for their respective age groups on the ESDM Curriculum Checklist. The results of this study showed that children with ASD had lower performance in receptive and expressive communication, imitation, joint attention, and gross motor skills (p&lt;0.05). No significant differences were observed between the groups in fine motor skills and peer social competence. Some children without ASD showed delays of 6 months or more in the areas of cognition, play, behavior, and personal independence, according to the criteria described in the ESDM Curriculum Checklist. Therefore, some objectives assessed in the ESDM Curriculum Checklist demonstrated a level of demand and complexity that is not fully aligned with the development of the Brazilian children without ASD in the sample
Orientador: Prof. Dr. Sérgio Antonio Antoniuk; Coorientadora: Prof.ª Dr.ª Suzane Schmidlin Löhr; Banca: Sérgio Antonio Antoniuk (Presidente da Banca), André Luis Santos do Carmo, Suzane Schmidlin Lohr, Laís Faria Masulk Cardozo e Simone Carreiro Vieira Karuta; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente. Defesa : Curitiba, 21/02/2025; Inclui referências; Área de concentração: Neuropatologia e Neurodesenvolvimento: Neurologia Pediátrica
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