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<title>40001016004P9 Programa de Pós-Graduação em Botânica</title>
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<id>https://hdl.handle.net/1884/39613</id>
<updated>2026-04-17T09:18:01Z</updated>
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<title>Associações de diatomáceas (Bacillariophyta) em águas costeiras e oceânicas da Bacia de Santos, Sul do Brasil (22ºs-28ºs)</title>
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<updated>2026-04-14T15:37:09Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Associações de diatomáceas (Bacillariophyta) em águas costeiras e oceânicas da Bacia de Santos, Sul do Brasil (22ºs-28ºs)
Resumo: As diatomáceas (Bacillariophyta) são um grupo de microalgas muito diversificado e abundante em ecossistemas costeiros ricos em nutrientes, além de possuírem inúmeros papéis ecológicos. A partir dos estudos sobre diversidade e distribuição espacial das diatomáceas, é possível elucidar questões sobre sua especiação, papel no ciclo do carbono e sílica, como também sobre dinâmica das espécies nos ecossistemas marinhos em função das mudanças ambientais recentes. As associações de diatomáceas são afetadas pelas variações de temperatura, salinidade e quantidade de nutrientes disponíveis. Em busca de fornecer informações sobre estrutura e funcionamento do ecossistema marinho sul-brasileiro, o presente estudo identificou os padrões de distribuição horizontal das diatomáceas ao longo da Bacia de Santos e discriminou as associações e quais os parâmetros ambientais reguladores da distribuição espacial de espécies selecionadas na Bacia de Santos (22º1’S- 28º55’S), uma região com alto potencial exploratório e abrigo de elevada diversidade de vida marinha. Durante o Inverno/Primavera de 2019, foram realizadas coletas através de um cruzeiro oceanográfico abrangendo 60 estações oceanográficas divididas em 8 perfis verticais (de A à H). As amostras foram obtidas por arrastos verticais com rede de plâncton com malha de 20µm. Os trabalhos laboratoriais incluíram a lavagem do material, centrifugação, oxidação e preparação de lâminas para visualização do material em microscópio óptico. A partir da identificação e contagem das valvas de diatomáceas em lâminas permanentes, quatro associações de diatomáceas foram discriminadas por análise de Cluster. A Associação 1 de águas costeiras e plataforma média foram afetadas pela descarga de nutrientes através de rios e estuários e pela Frente Subtropical de Plataforma. Actinocyclus octonarius, Chaetoceros didymus, Fragilariopsis doliolus e Pseudo-nitzschia pungens foram as espécies com maior contribuição relativa de valvas. A associação 2 esteve relacionada à ambientes com diferentes interferências, como o fenômeno de ressurgência, o sistema de vórtices anti-ciclônicos e descargas de rios próximas às estações. Em consequência, as espécies foram pouco frequentes, mas em picos isolados de importância relativa como Navicula pennata, Delphineis surirella, Pleurosigma diverse-striatum, Pseudo-nizschia delicatissima, P. calliantha e Skeletonema costatum. Diatomáceas características da Água Tropical (oligotrófica, com temperatura média de 21ºC e salinidade elevada em torno de 36 psu) como Azpeitia spp., Asteromphalus spp., Roperia tesselata entre outras situadas majoritariamente ao longo de todo o talude e região oceânica formaram uma terceira associação subtropical/tropical em águas de plataforma externa e oceano aberto. Finalmente, a quarta associação mostrou diatomáceas de ampla distribuição e contribuição relativa frequentemente maior do que as de outras, compreendendo a área da Plataforma interna, média, externa, Talude e Oceânica, apenas pouco representativas no sul da Bacia de Santos sob influência da Frente Subtropical. Nesta associação Nitzschia bicapitata, Thalassionema nitzschioides, Chaetoceros spp. e Bacteriastrum hyalinum foram os componentes mais importantes. Em síntese, as associações de diatomáceas discriminadas na região da Bacia de Santos no Inverno foram influenciadas não apenas pelas massas de água predominantes no sul do Brasil, mas também por eventos mais localizados (upwelling, vórtices, sazonalidade na drenagem continental), mostrando a necessidade de análises mais regionais (em mesoescala) para melhor caracterizar a comunidade do fitoplâncton, e em particular, das diatomáceas; Abstract: Diatoms (Bacillariophyta) are a group of microalgae very diverse and abundant in nutrient-rich coastal ecosystems, in addition to having numerous ecological roles. Based on studies on the diversity and spatial distribution of diatoms, it is possible to elucidate questions about their speciation, role in the carbon and silica cycle, as well as the dynamics of species in marine ecosystems due to recent environmental changes. Diatom associations are affected by variations in temperature, salinity and the amount of available nutrients. Seeking to provide information on the structure and functioning of the South Brazilian marine ecosystem, the present study performed multivariate analysis of net phytoplankton counts based on permanent slides in relation to the environmental parameters (temperature, salinity, nutrients, depth).on diatoms from the Santos Basin (23°S to 28°S), south Brazil, was carried out during autumn-winter 2019, based on 60 oceanographic stations divided into 8 vertical profiles (from A to H), stretching from coastal to open ocean waters. The samples were obtained by vertical trawling with a plankton net with a 20µm mesh. Laboratory work included washing the material, centrifugation, oxidation and preparation of slides for viewing the material under an optical microscope. Four diatom associations were discriminated by Cluster analyses, as well as the environmental vectors responsible for their geographical distribution, which were associated to the water masses features and mesoscale oceanographic activity operating in the Santos Basin. The inner- to mid-shelf association was affected by nutrient discharge from rivers and estuaries, and by the Subtropical Shelf Front; Actinocyclus octonarius, Chaetoceros didymus, Fragilariopsis doliolus, and Pseudo nitzschia pungens showed the highest relative valve contribution. An association composed of uncommon species in isolated abundance peaks like Navicula pennata, Delphineis surirella, Pleurosigma diverse-striatum, Pseudo-nizschia delicatissima, P. calliantha, and Skeletonema tropicum, occurred along the continental slope and was affected by meandering and eddies of the Brazil Current, and in waters under influence of local coastal upwelling. Species from oligotrophic warm waters, such as Azpeitia spp., Asteromphalus spp., and Roperia tesselata, among others, formed a subtropical/tropical association in the outer-shelf and oceanic waters. Finally, the fourth association comprised widely distributed diatoms over the Santos Basin, and mixing with the Tropical association to a certain extent. In this association, Nitzschia bicapitata, Thalassionema nitzschioides, Chaetoceros spp. and Bacteriastrum hyalinum were the most important components. The complex oceanographic dynamics of the Santos Basin indicate that every caution should be taken to interpret environmental drivers and to select diatom indicators, especially when aiming to select marine palaeoenvironmental proxies on a regional biogeographical scale
Orientador: Prof. Dr. Luciano Felício Fernandes; Coorientadora: Profa. Dra. Denise Matias de Faria; Banca: Luciano Felício Fernandes (Presidente da Banca), Catherine Gerikas Ribeiro e Gisele Carolina Marquardt; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Botânica. Defesa : Curitiba, 31/10/2025; Inclui referências
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Estudos in vitro de uma rara orquídea da flora do Paraná, Eltroplectris paranaënsis (Orchidaceae: Spiranthinae) : efeitos da glutamina e da ventilação natural sobre a morfoanatomia e fisiologia</title>
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<id>https://hdl.handle.net/1884/98643</id>
<updated>2026-04-01T18:08:08Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Estudos in vitro de uma rara orquídea da flora do Paraná, Eltroplectris paranaënsis (Orchidaceae: Spiranthinae) : efeitos da glutamina e da ventilação natural sobre a morfoanatomia e fisiologia
Resumo: Spiranthinae (Orchidaceae: Orchidoideae: Cranichidae) é a subtribo com maior riqueza de espécies de orquídeas terrestres Neotropicais, com mais de 500 espécies em 40 gêneros. Dentre esses, Eltroplectris Raf. conta com 11 espécies nativas do Brasil, distribuídas pelos domínios da Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. Recém descrita para a Flora do Estado do Paraná, Eltroplectris paranaënsis Engels &amp; E.C.Smidt é uma orquídea de pequeno porte e inflorescência parviflora com flores verde-claras e brancas. A espécie habita a região de sub-bosque da Mata Atlântica (Floresta Nebular) e, devido à área de ocorrência restrita e população extremamente reduzida, atende aos critérios da lista vermelha da IUCN para ser classificada como "Criticamente em Perigo". Os estudos in vitro acerca da germinação, morfogênese e estado fotossintético das plantas são métodos eficientes para a compreensão das necessidades nutricionais e fisiológicas das orquídeas, e auxiliam na sua conservação ex situ, além de agregarem conhecimento sobre essas espécies ainda negligenciadas pela ciência. No Capítulo I foi abordada a germinação in vitro de E. paranaënsis em resposta a duas composições de meio de cultura, WPM e MS/2. A maior taxa de germinação foi obtida para o meio WPM aos 210 dias de cultivo, chegando a 50,8%. O meio MS/2 apresentou a maior mortalidade de protocormos. A anatomia dos estágios de germinação revelou um rápido acúmulo de amido nos tecidos dos protocormos, provavelmente um requisito para o desenvolvimento do embrião e rompimento da testa da semente. Estômatos ciclocíticos foram observados pela primeira vez em uma orquídea da tribo Cranichidae. Ainda nesse capítulo, as plantas foram cultivadas in vitro sob suplementação de glutamina em duas concentrações (0; 6,8 e 13,6 mM), a fim de avaliar os efeitos desse aminoácido sobre o crescimento e acúmulo de pigmentos fotossintetizantes das plantas. As maiores ocorrências de escurecimento dos tecidos foram observadas no tratamento sem adição de glutamina, caracterizadas pela presença de folhas e ápices radiculares com coloração amarronzada. Os parâmetros de comprimento da maior folha e altura do meristema caulinar foram afetados positivamente pela suplementação de glutamina, sem diferença entre os tratamentos de 6,8 e 13,6 mM. As plantas cultivadas sem glutamina apresentaram menor acúmulo de clorofila a, carotenoides e xantofilas. Nas raízes, foi observado maior desenvolvimento dos polos de protoxilema do cilindro vascular e maior acúmulo de amido nas plantas cultivadas sob suplementação de glutamina. Os efeitos benéficos da suplementação de glutamina sobre a morfogênese das plantas in vitro são esperados devido a possibilidade de abreviação da rota de incorporação de nitrogênio nos tecidos vegetais, além de ser uma biomolécula essencial para a síntese de diversos outros compostos, enzimas e componentes estruturais, como clorofilas. E. paranaënsis é uma planta humícola que habita a camada de serrapilheira, e, portanto, tem acesso aos compostos orgânicos oriundos da degradação das folhas do dossel, e provavelmente está adaptada à crescer em condições de maior aporte de nitrogênio orgânico. O Capítulo II trata sobre a análise do estado fotossintético de E. paranaënsis. Em conjunto com a avaliação do crescimento, as plantas de foram submetidas à análise de gases e fluorescência da clorofila em dois momentos: 1) 60 dias de cultivo in vitro em diferentes concentrações de glutamina e ventilação natural (VN); 2) seis meses de cultivo ex vitro em casa de vegetação. A glutamina influencia positivamente o comprimento foliar e número de raízes; entretanto, a VN é prejudicial para a formação das raízes, com várias ocorrências de interrupção do crescimento. Sob VN, foi observado aumento de F0 e queda de Fv/Fm, o que indica danos causados ao Fotossistema II. Os parâmetros de dispersão de energia (NPQ e Y(NPQ)) também foram reduzidos em VN. Os frascos ventilados perdem água mais rapidamente, aumentando o potencial osmótico do meio de cultura, o que pode induzir estresse osmótico e danificar a maquinaria fotossintética. Os dados também apontam para uma falha na rota de dispersão de energia, o que pode estar relacionado com insuficiência na produção de carotenoides. Esses resultados sugerem que E. paranaënsis é sensível à baixa umidade ambiental, e, portanto, o uso de frascos vedados é recomendável para seu cultivo in vitro. A avaliação da aclimatização demonstrou elevada plasticidade fisiológica de E. paranaënsis, pois todos os parâmetros da fotossíntese ficaram idênticos entre as plantas, independentemente do tratamento ao qual haviam sido submetidas anteriormente. A transpiração e condutância estomática de todas as plantas foi igual a zero, o que indica que os estômatos permaneceram fechados durante todo o período de análise. Dessa forma, conclui-se que E. paranaënsis provavelmente realiza fotossíntese tipo CAM, sendo que novos estudos devem ser realizados para investigar o comportamento fotossintético da espécie. Ao final, nos meses de Janeiro e Fevereiro (2025), várias plantas entraram em florescimento, e as cápsulas se desenvolveram corretamente. Dessa forma, esse trabalho descreveu também o ciclo de vida de Eltroplectris paranaënsis, da germinação de sementes à maturação das cápsulas. A capacidade de florescimento e produção de cápsulas demonstra que as plantas de E. paranaënsis produzidas in vitro são fisiologicamente funcionais e estão aptas para reintrodução no ambiente natural, podendo ser utilizadas no resgate dessa rara espécie; Abstract: Spiranthinae (Orchidaceae: Orchidoideae: Cranichidae) is the subtribe with the highest species richness of Neotropical terrestrial orchids, with more than 500 species amongst 40 genera. Among them, Eltroplectris Raf. has 11 species native to Brazil, distributed along the biomes of Amazon, Caatinga, Cerrado and the Atlantic Rainforest. Recently described for the Paraná State Flora, Eltroplectris paranaënsis Engels &amp; E.C.Smidt is a small orchid with parviflorous inflorescence of greenish-white flowers. The species inhabits the understorey of the Atlantic Rainforest (Cloud Forest) and, due to restricted site and extremely reduced population size, it fills IUNC Red List criteria to be evaluated as Critically Endangered. In vitro studies regarding germination, morphogenesis, and photosynthetic state of the plants are efficient methods to enable the comprehension of nutritional and physiological needs of orchids, and aid on their ex vitro conservation, in addition to building knowledge about those species still neglected by science. Chapter I regarded the in vitro germination of E. paranaënsis in response to two culture media composition, WPM and MS/2. The highest germination rate was obtained on WPM medium at 210 days of cultivation, reaching 50.8%. MS/2 medium had the highest protocorm mortality. Anatomy of the germination stages revealed a rapid accumulation of starch in the protocorm tissues, probably a requirement for embryo development and testa rupture. Cyclocytic stomata were seen for the first time in an orchid of the Cranichidae tribe. Still in this Chapter, the plants were cultivated under glutamine supplementation in two concentrations (0; 6.8 and 13.6 mM) in order to evaluate the effects of this amino acid in the growth and photosynthetic pigment accumulation of the plants. The major occurrence of tissue browning happened on the treatment without glutamine, characterized by leaves and root apexes with brown colour. Only the parameters of longest leaf and shoot apical height were positively affected by glutamine, without any difference between the treatments of 6.8 and 13.6 mM. Plants cultivated in the absence of glutamine had the lowest accumulation of chlorophyll a, carotenoids and xanthophyll. In the roots, it was observed further development of the protoxylem poles in the vascular cylinder and higher accumulation of starch in the plants cultivated under glutamine supply. The beneficial effects of glutamine on the in vitro morphogenesis are expected due to possible abbreviation of the nitrogen uptake route in the plant tissues, besides being an essential biomolecule to the synthesis of several other compounds, enzymes and strutural molecules such as chlorophylls. E. paranaënsis is a humiculous plant that inhabits the leaf litter layer, and thus has access to organic compounds from the degradation of leaves, and it is likely adapted to grow in conditions of broad organic nitrogen supply. Chapter II regards the photosynthetic state analysis of E. paranaënsis. In combination with the evaluation of the growth, the plants were submitted to a gas analyser and chlorophyll fluorescence in two moments: 1) 60 days of in vitro cultivation under different glutamine concentrations and natural ventilation (NV); 2) six months of ex vitro cultivation in greenhouse. Glutamine influences positively the leaf length and root number; however, NV is detrimental to root formation, with several occurrences of growth interruption. Under NV, it was observed an elevation of F0 and reduction of Fv/Fm, which indicates damages to the photosystem II. The parameters of energy dispersal (NPQ and Y(NPQ)) were also reduced by NV. Ventilated flaks loose water quickly, rising the osmotic potential of culture media, which may induce osmotic stress and damage the photosynthetic apparatus. The data also point to a failure in the energy dispersal route, possibly related to an insufficient carotenoid production. These results suggest that E. paranaënsis is sensitive to low environmental humidity and, therefore, the usage of sealed flasks is recommended for its in vitro culture. The acclimatization analysis showed high physiological plasticity from E. paranaënsis, as every parameter became identical amongst the plants, regardless of the treatment to which they were previously submitted. Transpiration and stomatal conductance of all plants were equal to zero, indicating that stomata remained closed during analysis period. Therefore, it can be concluded that E. paranaënsis probably performs CAM photosynthesis, as novel studies should be carried to investigate the photosynthetic behaviour of the species. At the end, in the months of January and February (2025), several plants entered flowering, and capsules developed correctly. In this sense, this work also described the life cycle of Eltroplectris paranaënsis, from seed germination to capsule maturation. The capacity for flowering and capsule production shows that plants of E. paranaënsis produced in vitro are physiologically functional and are suitable for reintroduction in nature, and may be used for the recovery of this rare species
Orientador: Prof. Dr. Hugo Pacheco de Freitas Fraga; Coorientadora: Profª Drª Leila do Nascimento Vieira; Banca: Hugo Pacheco de Freitas Fraga (Presidente da Banca), Marcelo Pedrosa Gomes e Miguel Pedro Guerra; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Botânica. Defesa : Curitiba, 11/07/2025; Inclui referências; Área de concentração: Botânica
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<title>Estudos filogenéticos e moleculares no gênero Triplophyllum Holttum (Tectariaceae) com ênfase em espécies amazônicas : estrutura do plastoma, evolução de caracteres morfológicos e taxinomia</title>
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<id>https://hdl.handle.net/1884/99048</id>
<updated>2026-03-13T14:31:11Z</updated>
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<summary type="text">Estudos filogenéticos e moleculares no gênero Triplophyllum Holttum (Tectariaceae) com ênfase em espécies amazônicas : estrutura do plastoma, evolução de caracteres morfológicos e taxinomia
Resumo: Triplophyllum pertence à familia Tectariaceae e está representado por cerca de 25 espécies distribuídas nas regiões neotropicais, africanas e de Madagascar. No Brasil, o gênero é especialmente diverso no bioma amazônico, onde ocorrem sete espécies. Estudos prévios confirmam a monofilia do gênero, mas a amostragem limitada ainda impede a clara resolução das relações entre as espécies. Neste estudo, apresentamos os genomas completos de Hypoderris e Triplophyllum e os comparamos com outros genomas já disponíveis, representando as principais linhagens de Polypodiales. Reconstruímos a filogenia molecular para Triplophyllum, com base em quatro marcadores plastidiais: o gene rbcL, e os espaçadores intergênicos rps4-trnG, trnG-trnR e trnL-trnF, e realizamos a reconstrução dos caracteres morfológicos para o gênero. Também descrevemos cinco novos táxons neotropicais: Triplophyllum atlanticum, Triplophyllum ctenitoides, Triplophyllum dalyi, Triplophyllum juruenense, e Triplophyllum neblinae, e designamos um neótipo para Triplophyllum funestum. Os genomas plastidiais sequenciados apresentam 157.784 pares de base para Hypoderris brauniana e 152.493 pb para Triplophyllum hirsutum, ambos com 132 genes, além da descrição de um elemento MORFFO (1866 pares de base). A filogenia incluiu sequencias de 70 espécimes e recuperou Triplophyllum como monofilético, com clados neotropicais, africanos e malgaxes, embora algumas relações internas permaneçam com baixa resolução. As principais sinpomorfias para Triplophyllum incluem o rizoma reptante e as nervuras livres. As principais homoplasias incluem as glândulas na lâmina e indúsios, e tricomas entre nervuras; Abstract: Triplophyllum belongs to the family Tectariaceae and is represented by about 25 species distributed in the Neotropical, African, and Madagascar regions. In Brazil, the genus is particularly diverse in the Amazon biome, where seven species occur. Prior studies confirm the monophyly of the genus, but limited sampling still hinders a clear resolution of the relationships among species. In this study, we present the complete genomes of Hypoderris and Triplophyllum and compare them with other genomes already available, representing the main lineages of Polypodiales. We reconstructed the molecular phylogeny for Triplophyllum, based on four plastid markers: the rbcL gene, and the intergenic spacers rps4-trnG, trnGtrnR, and trnL-trnF, and performed the reconstruction of morphological characters for the genus. We also describe five new Neotropical taxa: Triplophyllum atlanticum, Triplophyllum ctenitoides, Triplophyllum dalyi, Triplophyllum juruenense, and Triplophyllum neblinae, and designated a neotype for Triplophyllum funestum. The sequenced plastid genomes show 157,784 base pairs for Hypoderris brauniana and 152,493 bp for Triplophyllum hirsutum, both with 132 genes, in addition to the description of a MORFFO element (1866 base pairs). The phylogeny included sequences from 70 specimens and recovered Triplophyllum as monophyletic, with Neotropical, African, and Malagasy clades, although some internal relationships remain poorly resolved. The main synapomorphies for Triplophyllum include a creeping rhizome and free venation. The main homoplasies include lamina and indusia glands, and hairs among the veins
Orientador: Prof. Dr. Paulo Henrique Labiak Evangelista; Banca: Paulo Henrique Labiak Evangelista (Presidente da Banca), Mateus Arduvino Reck, Fernando Bittencourt de Matos e Jefferson Prado; Tese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Botânica. Defesa : Curitiba, 18/07/2025; Inclui referências
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<title>Da semente ao espinho : desenvolvimento das aréolas em espécies de Cactaceae</title>
<link href="https://hdl.handle.net/1884/100972" rel="alternate"/>
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<id>https://hdl.handle.net/1884/100972</id>
<updated>2026-02-13T17:44:12Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Da semente ao espinho : desenvolvimento das aréolas em espécies de Cactaceae
Resumo: Cactaceae constitui um grupo monofilético amplamente diversificado, distribuído predominantemente nas Américas, bem reconhecido por espécies com caules suculentos, pela presença de espinhos e folhas muito reduzidas. O Brasil destaca se como um dos principais centros de diversidade da família, abrigando elevado número de espécies e endemismos. A principal sinapomorfia do grupo é a presença de aréolas, gemas axilares especializadas que originam espinhos, tricomas e estruturas vegetativas e reprodutivas, independentemente do grau de suculência ou da presença de folhas. Embora as aréolas sejam uma característica marcante na família, a maior parte dos estudos baseiam-se indivíduos adultos, resultando em lacunas acerca do desenvolvimento inicial das aréolas. Dada a importância destas estruturas no grupo, aliado à grande diversidade morfológica dos seus representantes, este estudo investiga a ontogênese areolar desde a germinação de sementes, em dez espécies de Cactaceae, com ênfase em representantes nativos do Brasil, pertencentes à subfamília Pereskioideae e Cactoideae, nas principais tribos: Rhipsalideae, Cereeae e Hylocereeae. Para tanto, sementes foram germinadas em caixas plásticas tipo Gerbox® com substrato para cactos. Foram estabelecidos quatro estádios de desenvolvimento: EI – antes do aparecimento da aréola; EII – primeira aréola; EIII – primeiros espinhos na primeira aréola; EIV – três ou mais pares de aréolas com espinhos. Os caules das plântulas foram emblocados em Historesin®, seccionados longitudinalmente em micrótomo rotativo, corados com azul de toluidina e montados em lâminas permanentes. Com exceção de Pereskia aculeata, que apresentou hipocótilos folhosos, todas as espécies estudadas apresentaram hipocótilos e cotilédones suculentos. As aréolas se originam a partir das laterais do meristema apical caulinar (MAC), sempre na axila do primórdio foliar; tricomas multisseriados surgem na sequência, seguidos pelos espinhos não lignificados, com traços vasculares presentes na base das aréolas. As espécies se distinguem quanto à zonação do MAC, mais evidente em P. aculeata, e o tamanho do MAC varia entre as espécies. Apesar da grande variabilidade das formas de crescimento e morfologias dos caules em Cactaceae, e também dos espinhos quanto à disposição, número e tamanho, a anatomia da aréola desde o início do seu desenvolvimento são altamente conservadas em todas as linhagens de cactos estudadas; Abstract: Cactaceae is a widely diversified monophyletic group, distributed predominantly in the Americas, well known for species with succulent stems, spines and very small leaves. Brazil is the third major centre of diversity for the family, hosting a large number of species and endemics. The main synapomorphy of the group is the presence of areoles, specialised axillary buds that give rise to spines, trichomes, and vegetative and reproductive structures, regardless of the degree of succulence or the presence of leaves. Although areoles are a striking feature in the family, most studies are based on adult specimens, resulting in gaps in knowledge about the early development of areoles. Given the importance of these structures in the group, combined with the great morphological diversity of its representatives, this study investigates areolar ontogenesis from seed germination in ten species of Cactaceae, with an emphasis on native representatives of Brazil belonging to the subfamilies Pereskioideae and Cactoideae in the main tribes: Rhipsalideae, Cereeae, and Hylocereeae. To this end, seeds were germinated in Gerbox-type boxes with cactus substrate. Four stages of development were established: EI – before the appearance of the areola; EII – first areola; EIII – first spines in the first areola; EIV – three or more pairs of areolas with spines. The stems of the seedlings were embedded in Historesin®, sectioned longitudinally in a rotary microtome, stained with toluidine blue and mounted on permanent slides. With the exception of Pereskia aculeata, which had leafy hypocotyls, all species studied had succulent hypocotyls and cotyledons. The areoles originate from the flanks of the shoot apical meristem (SAM), always in the axil of the leaf primordium; multiseriate trichomes appear next, followed by non-lignified spines, with vascular traces present at the base of the areoles. The species differ in terms of SAM zoning, which is more evident in P. aculeata, and SAM size varies between species. Despite the great variability in growth forms and morphologies of the stems in Cactaceae, and also in the arrangement, number and size of spines, the anatomy of the areola from the onset of its development is highly conserved in all the cactus lineages studied
Orientador(a): Profa. Dra. Patrícia Soffiatti; Coorientador: Dr. Diego Rafael Gonzaga; Banca: Patrícia Soffiatti (Presidente da Banca), Bruno Francisco Sant'Anna dos Santos e Dayana Maria Teodoro Francino; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Botânica. Defesa : Curitiba, 30/09/2025; Inclui referências
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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