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<title>Dissertações</title>
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<id>https://hdl.handle.net/1884/39590</id>
<updated>2026-04-25T09:34:55Z</updated>
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<title>A importância da experiência vivida na formação dos educadores em solos</title>
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<updated>2026-04-08T11:58:50Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">A importância da experiência vivida na formação dos educadores em solos
Resumo: A Educação em Solos é um campo emergente que busca se consolidar como área de conhecimento, reunindo profissionais de diversas áreas que se autodenominam, dado a inexistência de um processo formal e institucionalizado de formação, em Educadores em Solos. Nesse sentido, a primeira parte deste estudo teve como objetivo identificar uma metodologia que nos auxilie a compreender os processos de autodenominação e formação desses educadores, considerando a inseparabilidade entre identidade pessoal e profissional, especialmente em profissões fundamentadas em valores e relações humanas. Para isso, iniciamos com uma narrativa histórica sobre o surgimento da Pesquisa (Auto)biográfica no Brasil. Na sequência, exploramos os principais aportes teóricos relacionados aos conceitos de formação experiencial, (trans)formação da identidade e a arte de narrar a própria vida, que são fundamentais para compreensão das abordagens narrativas. Concluímos evidenciando o potencial da Pesquisa (Auto)biográfica para compreender a formação dos Educadores em Solos. Na segunda parte, operamos com a Pesquisa (Auto)biográfica e a teoria tripolar da formação com o objetivo de identificar as dimensões de hetero (interações com os outros), eco (interações com o meio e com as coisas) e autoformação (interações consigo mesmo) dos sujeitos que se autodenominam "Educadores em Solos". Os participantes foram selecionados com base em três critérios: a) autores do livro Educação em Solos; b) profissionais do livro Iniciativas de Educação em Solos no Brasil; e c) integrantes do grupo de WhatsApp "Educação em Solos" que atuam como professores ou pesquisadores. Com os 52 profissionais que aceitaram participar, foi realizada uma conversa explicativa, por meio de videoconferência ou presencial, e, nesse momento, foi solicitada a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, e, posteriormente foi enviado as perguntas para produzirem suas narrativas. As perguntas tiveram o objetivo de obter quatro conjuntos de informações: aqueles que se autodenominaram Educadores em Solos, o perfil biográfico, a narrativa de vida e formação, e a reflexão sobre a prática educacional. Do total, 32 profissionais entregaram as narrativas, que foram analisadas pelo método de Análise de Conteúdo identificando-se unidades de registro relacionadas às dimensões tripolar de formação e suas subcategorias. Dos 32 participantes da pesquisa, 26 se autodenominaram Educadores em Solos. A partir da análise das narrativas e cálculo das frequências das categorias de análise, identificamos que 40,8 % das menções dos profissionais foram relacionadas com a heteroformação, 30,6 % com a ecoformação e 28,6 % com a autoformação. A (re)construção da identidade de Educadores em Solos acontece de forma permanente e ao longo das suas vidas. Por meio de processos de hetero, eco, autoformação. Esses processos tramam suas trajetórias profissionais e pessoais. O ser Educador/a em Solos foi influenciado pelas vivências acadêmicas (100 %), familiares (92,3 %), atividades profissionais acadêmicas (92,3 %), escolares (84,6 %), comunidade (46,2 %) assim como pela reflexão e reelaboração da prática (92,3 %). Por fim, essas compreensões reforçaram a necessidade de promover pesquisas e processos formais que abordem a complexidade da formação dos sujeitos; Abstract: Soil Education is an emerging field that seeks to consolidate itself as an area of knowledge, bringing together professionals from different areas who call themselves Soil Educators, given the lack of a formal and institutionalized training process. In this sense, the first part of this study aimed to identify a methodology that helps us understand the processes of self-designation and training of these educators, considering the inseparability between personal and professional identity, especially in professions based on values and human relations. To this end, we begin with a historical narrative about the emergence of (Auto)biographical Research in Brazil. Next, we explore the main theoretical contributions related to the concepts of experiential training, (trans)formation of identity and the art of narrating one's own life, which are fundamental to understanding narrative approaches. We conclude by highlighting the potential of (Auto)biographical Research to understand the training of Soil Educators. In the second part, we used (Auto)biographical Research and the tripolar theory of formation to identify the dimensions of hetero (interactions with others), eco (interactions with the environment and with things) and self-formation (interactions with oneself) of the subjects who call themselves "Educators in Soils". The participants were selected based on three criteria: a) authors of the book Educação em Solos; b) professionals from the book Iniciativas de Educação em Solos no Brasil; and c) members of the WhatsApp group "Educação em Solos" who work as teachers or researchers. An explanatory conversation was held with the 52 professionals who agreed to participate, via videoconference or in person, and at that time, they were asked to sign the Free and Informed Consent Form, and then the questions were sent to produce their narratives. The questions aimed to obtain four sets of information: those who called themselves Soil Educators, their biographical profile, their life and training narrative, and their reflection on their educational practice. Of the total, 32 professionals submitted narratives, which were analyzed using the Content Analysis method, identifying recording units related to the tripolar dimensions of training and their subcategories. Of the 32 participants in the research, 26 called themselves Soil Educators. Based on the analysis of the narratives and calculation of the frequencies of the analysis categories, we identified that 40,8 % of the professionals' mentions were related to hetero-training, 30,6 % to eco-training, and 28,6 % to self-training. The (re)construction of the identity of Soil Educators happens permanently and throughout their lives, through processes of hetero-, eco-, and self training. These processes weave their professional and personal trajectories. Being a Soil Educator was influenced by academic experiences (100 %), family experiences (92,3 %), academic professional activities (92,3 %), school experiences (84,6 %), community experiences (46,2 %), as well as by reflection and reworking of practice (92,3 %). Finally, these understandings reinforced the need to promote research and formal processes that address the complexity of the training of subjects
Orientadora: Profa. Dra. Fabiane Machado Vezzani; Coorientadores: Prof. Dr. Valentim da Silva e Prof. Dr. Marcelo Ricardo de Lima; Banca: Fabiane Machado Vezzani (Presidente da Banca), Maria Antonia Ramos de Azevedo, Maria Helena Menna Barreto Abrahão, Nerilde Favaretto; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Agrárias, Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo. Defesa : Curitiba, 04/02/2025; Inclui referências; Área de concentração: Solo e Ambiente
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<title>A função do solo na saúde humana : saberes ancestrais e caracterização dos solos usados em rituais de benzeção e práticas de cura no Estado do Paraná</title>
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<updated>2026-04-07T18:45:56Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">A função do solo na saúde humana : saberes ancestrais e caracterização dos solos usados em rituais de benzeção e práticas de cura no Estado do Paraná
Resumo: O solo é uma fonte de recursos inestimável e o seu uso terapêutico é conhecido de longa data. A medicina popular e integrativa, por meio de benzedeiras e terapeutas no Estado do Paraná incorpora o uso do solo em seus rituais e tratamentos. Este trabalho objetiva explorar o uso do solo por benzedeiras e terapeutas integrativos no Estado do Paraná, além de caracterizar os solos utilizados. Para a seleção dos participantes e coleta de dados adotou-se o método bola de neve, que totalizou a identificação de 23 pessoas, em onze municípios do Paraná, sendo nove delas benzedeiras e 14 terapeutas integrativos. Entrevistas semiestruturadas foram aplicadas para coleta das informações e as transcrições foram submetidas à Análise de Conteúdo categorizando em: 1) História do uso; 2) Solos utilizados; e 3) Usos do solo; além de subcategorias para melhor compreensão dos resultados. Os resultados demonstraram que a história do uso do solo foi permeada pelo sentimento de respeito e cuidado que os entrevistados possuem com esse elemento, influenciados pelo seu modo de vida e pelo conhecimento que perpassa gerações, e que foi aprofundado por meio de cursos na área de práticas integrativas de saúde. O solo mais utilizado foi de textura argilosa (69,6 %) e coletado em mata virgem, em profundidade, mas textura franco-arenosa (8,7 %) ou arenosa (4,4 %) também foram utilizados. Os locais de coleta foram variados: mata virgem (56,5 %), áreas livres de contaminação (17,4 %), ambientes considerados sagrados como nos olhos d’água do Monge João Maria (17,4 %), no quintal de casa (13%), em barrancos (13 %) ou cupinzeiros (4,4 %), podendo, inclusive, ser comprado (26,1%) e alguns entrevistados indicam solos de mais de um local. As indicações foram para a cura de problemas como infecções e inflamações, dores, problemas digestivos e reumáticos, feridas, doenças de pele, câncer, dentre outros. Os entrevistados relataram o emprego na forma de emplastro, chá, para ingerir, aterrar o corpo ou membros, confecção de garrafadas, máscaras faciais, para cortar o ar e pomada. E as formas de uso podem ser associadas a ervas medicinais, óleos vegetais, urina humana ou de animais, própolis, cebola, cinza, sal grosso com vinagre ou com pimenta do reino. Ainda, recomendaram a utilização de tecidos para aplicação do solo, deixá-lo sob o sol ou a lua para intensificar sua ação, utilizar água sem cloro no preparo, aquecer o solo em banho-maria, não o misturar com utensílios de alumínio, evitar a coleta sob árvores como a aroeira e fazer dietas durante o tratamento. Para análise dos solos utilizados, foram coletadas 21 amostras, atendendo a forma como os entrevistados realizam. As profundidades de coleta variaram conforme a situação: de aproximadamente 0,5 m quando coletadas em mata e quintal; em escavações de 0,3 mx 0,3 m quando retiradas de barrancos expostos; e em camada exposta para os ambientes alagados. As amostras foram secas ao ar, homogeneizadas e passadas em peneira de 2 mm (TFSA) para determinação da granulometria e dos atributos químicos. A mineralogia da TFSA foi determinada por difratometria de raios-X (DRX) e a argila foi submetida aos tratamentos com ditionito citrato-bicarbonato (DCB) e ao oxalato de amônio (OA) para quantificação dos óxidos de Fe cristalinos e de baixa cristalinidade pelo ICP-OES. Os teores de caulinita, gibbsita e dolomita foram quantificados por análise térmica. Emplastros foram preparados com água e com chá de cipó mil-homens (Aristolochia spp.) pelo método da pasta saturada a partir de 50 g de solo e a solução extraída foi encaminhada para leitura por ICP-OES. Infusões de solo foram preparadas com 5 g de solo e 50 mL de água, agitadas e mantidas em repouso por 16 horas, uma alíquota do sobrenadante foi filtrada e outra submetida ao método EPA-3015A. Em seguida as soluções das infusões foram lidas por ICP-OES. Os atributos químicos, granulométricos e mineralógicos foram analisados através da análise de componentes principais e análise de agrupamento a fim de agrupar solos com características semelhantes. Quanto à caracterização do material, os solos apresentaram predomínio de frações de silte, bem como pH ácido e baixa saturação por bases e CTC. Quatro solos apresentaram textura argilosa ou muito argilosa. A caulinita e o quartzo estiveram presentes em todos os solos amostrados, além da presença de minerais 2:1 em oito solos. O emplastro com chá mostrou maior concentração de íons em comparação ao emplastro com água, com destaque para o solo de cupinzeiro que apresentou maior liberação de substâncias como P, Al, Ba, Mn e Cu. Para as infusões de solo, o Fe e o Al apresentaram as maiores concentrações, com destaque para o Al no solo de cupinzeiro. Sete solos presentaram concentrações de Fe acima do valor permitido de potabilidade, contudo, ressalta-se que a ingestão de 50 mL da infusão não apresenta riscos, visto que a recomendação diária de ingestão de água é de 2 L. Assim, cinco solos podem ser utilizados tanto para os emplastros, quanto para as infusões. Quatro grupos de solos foram formados com base na semelhança das características químicas, granulométricas e mineralógicas: i) solos coletados nos olhos d’água do Monge João Maria, usados no tratamento de feridas e problemas de pele; e ii) dois solos comprados aplicados para infecções e inflamações; iii) cinco solos argilosos empregados no tratamento de dores; e iv) cinco solos com mais de 40 % de areia utilizados em múltiplas doenças. Sendo os grupos i e ii utilizados como emplastros e os grupos iii e iv para o preparo de emplastros e chá. Este estudo evidenciou as formas de uso ancestrais e diversificadas do solo em benzeções e práticas de cura. A análise dos solos indicou uma variabilidade nas composições químicas, granulométricas e mineralógicas que se relacionam aos efeitos terapêuticos, resultando na contribuição para a valorização do conhecimento empírico; Abstract: Soil is an invaluable resource and its therapeutic use has been known for a long time. Folk and integrative medicine, through healers and therapists in the state of Paraná, incorporates the use of soil in its rituals and treatments. This study aims to explore the use of soil by healers and integrative therapists in the state of Paraná, in addition to characterizing the soils used. For the selection of participants and data collection, the snowball method was adopted, which totaled the identification of 23 people, in eleven municipalities of Paraná, nine of whom were healers and 14 were integrative therapists. Semi-structured interviews were applied to collect information and the transcripts were subjected to Content Analysis, categorizing them into: 1) History of use; 2) Soils used; and 3) Soil uses; in addition to subcategories for better understanding of the results. The results showed that the history of land use was permeated by the feeling of respect and care that the interviewees have for this element, influenced by their way of life and by the knowledge that has been passed down through generations, and which was deepened through courses in the area of integrative health practices. The most commonly used soil was clayey (69.6%) and collected in virgin forest, at depth, but sandy loam (8.7%) or sandy loam (4.4%) textures were also used. The collection sites were varied: virgin forest (56.5%), areas free of contamination (17.4%), environments considered sacred such as the springs of Monge João Maria (17.4%), in the backyard (13%), in ravines (13%) or termite mounds (4.4%), and it could even be purchased (26.1%) and some interviewees indicated soils from more than one location. The indications were for curing problems with infections and inflammations, pain, digestive and rheumatic problems, wounds, skin diseases, cancer, among others. The interviewees reported using it in the form of a plaster, tea, to ingest, to ground the body or limbs, to make bottles, face masks, to cut the air and as an ointment. And the forms of use can be associated with medicinal herbs, vegetable oils, human or animal urine, propolis, onion, ash, coarse salt with vinegar or black pepper. They also recommended using fabrics to apply the soil, leaving it under the sun or moon to intensify its action, using dechlorinated water in the preparation, heating the soil in a bain-marie, not mixing it with aluminum utensils, avoiding collecting it under trees such as the aroeira and following a diet during the treatment. To analyze the soils used, 21 samples were collected, according to the way the interviewees did it. The collection depths varied according to the situation: approximately 0.5 m when collected in the forest and backyard; in 0.3 m x 0.3 m excavations when taken from exposed ravines; and in an exposed layer for flooded environments. The samples were air-dried, homogenized and passed through a 2 mm sieve (TFSA) to determine the granulometry and chemical attributes. The mineralogy of the TFSA was determined by X-ray diffractometry (XRD) and the clay was subjected to treatments with dithionite citrate-bicarbonate (DCB) and ammonium oxalate (OA) to quantify the crystalline and low-crystalline Fe oxides by ICP-OES. The kaolinite, gibbsite and dolomite contents were quantified by thermal analysis. Plasters were prepared with water and mil homens vine tea (Aristolochia spp.) by the saturated paste method from 50 g of soil and the extracted solution was sent for reading by ICP-OES. Soil infusions were prepared with 5 g of soil and 50 mL of water, stirred and left to stand for 16 hours. An aliquot of the supernatant was filtered and another was subjected to the EPA-3015A method. The infusion solutions were then read by ICP-OES. The chemical, granulometric and mineralogical attributes were analyzed through principal component analysis and cluster analysis in order to group soils with similar characteristics. Regarding the characterization of the material, the soils showed a predominance of silt fractions, as well as acidic pH and low base saturation and CEC. Four soils presented clayey or very clayey texture. Kaolinite and quartz were present in all sampled soils, in addition to the presence of 2:1 minerals in eight soils. The poultice with tea showed a higher concentration of ions compared to the poultice with water, with emphasis on the termite mound soil that showed a greater release of substances such as P, Al, Ba, Mn and Cu. For soil infusions, Fe and Al presented the highest concentrations, with Al standing out in termite mound soil. Seven soils presented Fe concentrations above the permitted potability value; however, it is worth noting that the ingestion of 50 mL of the infusion does not present risks, since the daily recommendation for water intake is 2 L. Thus, five soils can be used for both poultices and infusions. Four groups of soils were formed based on similar chemical, granulometric and mineralogical characteristics: i) soils collected from the springs of Monk João Maria, used to treat wounds and skin problems; and ii) two purchased soils applied for infections and inflammations; iii) five clayey soils used to treat pain; and iv) five soils with more than 40% sand used for multiple diseases. Groups i and ii are used as poultices and groups iii and iv for the preparation of poultices and tea. This study highlighted the ancestral and diverse forms of use of soil in blessings and healing practices. The analysis of the soils indicated a variability in the chemical, granulometric and mineralogical compositions that are related to the therapeutic effects, resulting in the contribution to the valorization of empirical knowledge
Orientadora: Profa. Dra. Fabiane Machado Vezzani; Banca: Fabiane Machado Vezzani (Presidente da Banca), Josiane Carine Wedig, Daniel Hanke; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Agrárias, Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo. Defesa : Curitiba, 23/01/2025; Inclui referências; Área de concentração: Solo e Ambiente
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<title>Uso da bentonita como condicionador de substrato em cultivo semi-hidropônico de morangueiro</title>
<link href="https://hdl.handle.net/1884/97966" rel="alternate"/>
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<id>https://hdl.handle.net/1884/97966</id>
<updated>2026-04-06T15:02:13Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Uso da bentonita como condicionador de substrato em cultivo semi-hidropônico de morangueiro
Resumo: Este estudo investigou o potencial da bentonita como condicionador de substrato no cultivo protegido de morangueiros em sistema semi-hidropônico, avaliando seus efeitos sobre as propriedades físico-químicas do substrato, o desenvolvimento das plantas, a produtividade e a qualidade dos frutos, em diferentes concentrações iônicas da solução nutritiva. O experimento foi conduzido com a cultivar San Andreas, utilizando substrato de casca de arroz carbonizada enriquecido com quatro doses de bentonita (0%, 5%, 15% e 30%) e submetido a cinco níveis de condutividade elétrica (CE) na solução nutritiva (0,7, 1,2, 1,7, 2,2 e 2,7 dS m-¹). Os resultados demonstraram que a bentonita melhorou a retenção hídrica e a disponibilidade de cátions essenciais, como cálcio e magnésio, favorecendo a produtividade e a firmeza dos frutos. A dose ideal para maximizar a produção foi de 27,52% de bentonita no substrato, resultando em um aumento de 42% na produção comercial de frutos em comparação ao substrato sem bentonita. A CE influenciou significativamente a produtividade, sendo o melhor desempenho obtido em 0,93 dS m-¹, enquanto valores mais elevados comprometeram o desenvolvimento das plantas e reduziram a qualidade dos frutos. Não foi observada interação entre bentonita e CE, indicando que a bentonita não mitigou os efeitos da salinidade. Dessa forma, o uso desse argilomineral mostrou-se eficiente para melhorar as características do substrato e otimizar a produção de morangos em sistemas semi-hidropônicos, mas requer ajustes na solução nutritiva para evitar impactos negativos da alta condutividade elétrica; Abstract: This study investigated the potential of bentonite as a substrate conditioner in the protected cultivation of strawberries under a semi-hydroponic system, evaluating its effects on the physico-chemical properties of the substrate, plant development, yield, and fruit quality under different ionic concentrations of the nutrient solution. The experiment was conducted with the San Andreas cultivar, using a carbonised rice husk-based substrate enriched with four bentonite doses (0%, 5%, 15%, and 30%) and exposed to five electrical conductivity (EC) levels in the nutrient solution (0.7, 1.2, 1.7, 2.2, and 2.7 dS m-¹). Results showed that bentonite improved water retention and the availability of essential cations, such as calcium and magnesium, enhancing both yield and fruit firmness. The optimal bentonite dose for maximum commercial yield was 27.52%, resulting in a 42% increase compared to the untreated substrate. EC significantly influenced productivity, with the best performance observed at 0.93 dS m-¹, whereas higher EC levels impaired plant development and fruit quality. No interaction between bentonite and EC was observed, indicating that bentonite did not mitigate salinity effects. Thus, the use of this clay mineral proved effective in improving substrate characteristics and optimising strawberry production in semi-hydroponic systems, although nutrient solution adjustments are required to avoid negative impacts of high EC levels
Orientador: Prof. Dr. Volnei Pauletti; Coorientadores: Prof. Dr. André C. Auler, Prof(a). Dr(a). Francine L. Cuquel; Banca: Volnei Pauletti (Presidente da Banca), Tiago Luan Hachmann e Maria Helena Fermino; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Agrárias, Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo. Defesa : Curitiba, 26/03/2025; Inclui referências; Área de concentração: Solo e Ambiente
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<title>Construção e validação de barra porta-ferramentas para mensuração das forças na operação de preparo do solo</title>
<link href="https://hdl.handle.net/1884/98471" rel="alternate"/>
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<id>https://hdl.handle.net/1884/98471</id>
<updated>2026-03-23T16:14:56Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Construção e validação de barra porta-ferramentas para mensuração das forças na operação de preparo do solo
Resumo: A utilização de práticas conservacionistas na agricultura, com destaque para o sistema de plantio direto, tem se intensificado nos últimos anos com o objetivo de alcançar um equilíbrio entre produtividade, qualidade do solo e sustentabilidade. No entanto, essa prática apresenta desafios significativos, como a compactação em camadas superficiais no solo. Diante desse cenário, pesquisas têm sido desenvolvidas se dedicando ao estudo da relação solo-máquina, com o intuito de aumentar a eficiência operacional e minimizar os impactos negativos sobre o solo durante as operações de preparação e semeadura. Nesse contexto, o estudo das forças atuantes na interação solo-ferramenta tem se mostrado de grande relevância para o desenvolvimento de novos implementos agrícolas que otimizam as operações e minimizam as perturbações do solo. O objetivo do presente trabalho foi o desenvolvimento de uma barra porta-ferramenta capaz de mensurar as forças horizontais (Fx), verticais (Fy), e longitudinais (Fz) em diferentes tipos de ponteiras durante o processo de preparo do solo com o propósito de coletar dados sobre a resistência mecânica do solo. O experimento em faixas, conduzido no delineamento de blocos casualizado, resultaram em três tratamentos, sendo a haste com ponteira de 3 cm com asas, ponteira de 3 cm sem asas e ponteira de 4,7 cm sem asas. Para cada tratamento, foram realizadas sete repetições, totalizando 21 unidades experimentais. Os parâmetros analisados foram profundidade, força longitudinal, força transversal, força vertical, velocidade operacional e potência. Os dados foram inicialmente avaliados quanto à normalidade, pelo teste de Shapiro-Wilk, e à homogeneidade de variâncias, pelo teste de Brown-Forsythe. Quando ambas as premissas foram atendidas, aplicou-se a análise de variância (ANOVA) pelo teste F, utilizando o software R (R Core Team®). Em casos de significância (p = 0,05), as médias foram comparadas pelo teste de Tukey. A barra porta-ferramentas apresentou desempenho e confiabilidade satisfatórios, validando a fase de testes. A haste de 3 cm com asas proporcionou a maior mobilização do solo, evidenciada pela elevada força longitudinal e demanda de potência. A haste com ponteira de 3 cm sem asas apresentou desempenho intermediário, sendo a única a gerar força transversal positiva. Já a haste com ponteira de 4,7 cm sem asas mostrou comportamento semelhante à de 3 cm sem asas quanto às forças longitudinais e à demanda de potência, porém com maior força vertical, indicando maior resistência à penetração do solo; Abstract: The adoption of conservation practices in agriculture, particularly the no-tillage system, has increased in recent years in pursuit of a balance between productivity, soil quality, and sustainability. However, this system also poses challenges, such as compaction of the surface soil layers. In this context, research on the soil-machine interaction aims to improve operational efficiency while minimizing negative impacts on the soil during tillage and sowing operations. The study of forces involved in soil tool interaction is essential for the development of new agricultural implements that optimize soil disturbance and energy use. This study aimed to develop a toolbar capable of measuring longitudinal (Fx), transverse (Fy), and vertical (Fz) forces for different tine configurations during soil preparation, in order to assess soil mechanical resistance. The strip trial was conducted in a randomized block design with three treatments: a tine with a 3 cm tip and lateral wings, a tine with a 3 cm tip without wings, and a tine with a 4.7 cm tip without wings. Each treatment included seven replicates, totaling 21 experimental units. The variables evaluated were working depth, longitudinal force, transverse force, vertical force, operational speed, and power demand. Data were subjected to the Shapiro-Wilk test for normality and the Brown Forsythe test for variance homogeneity. When assumptions were met, analysis of variance (ANOVA) was applied using the F-test, with comparisons of means performed by the Tukey test (p = 0.05), in R software (R Core Team®). The toolbar showed satisfactory performance and structural reliability, confirming its effectiveness. The 3 cm tip with wings resulted in the highest soil mobilization, associated with greater longitudinal force and power requirement. The 3 cm tip without wings showed intermediate performance and was the only one to produce a positive transverse force. The 4.7 cm tip without wings had similar longitudinal force and power demand to the 3 cm wingless tip but presented greater vertical force, indicating higher resistance to soil penetration
Orientador: Prof. Dr. Samir Paulo Jasper; Banca: Samir Paulo Jasper (Presidente da Banca), Jorge Wilson Cortez e Murilo Battistuzzi Martins; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Agrárias, Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo. Defesa : Curitiba, 09/07/2025; Inclui referências
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