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dc.contributor.advisorNery, Antonio Augusto, 1981-pt_BR
dc.contributor.authorInês, Wilian Augustopt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Letraspt_BR
dc.date.accessioned2022-08-04T17:32:05Z
dc.date.available2022-08-04T17:32:05Z
dc.date.issued2022pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/76639
dc.descriptionOrientador: Prof. Dr. Antonio Augusto Nerypt_BR
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Letras. Defesa : Curitiba, 29/03/2022pt_BR
dc.descriptionInclui referênciaspt_BR
dc.descriptionÁrea de concentração: Estudos Literáriospt_BR
dc.description.abstractResumo: A partir do Concílio de Trento (1545-1563), a Igreja Católica ampliou sua influência em diversas partes do mundo, sendo que em Portugal seu poder foi sentido tanto no âmbito ético e social quanto nos setores político e econômico. O catolicismo desempenhava uma enorme autoridade ideológica sobre a sociedade e, consequentemente, moldava a mentalidade da população e difundia suas tradições e decretos dogmáticos com o intuito de guiar os fiéis a um comportamento exemplar, conforme os seus preceitos. Na segunda metade do século XIX, a Geração de 70 se opôs aos ideais do Catolicismo, elegendo a Igreja Católica como uma das principais causas da decadência de Portugal, conforme Antero de Quental (1842-1891) declara na conferência "Causas da Decadência dos Povos Peninsulares nos Últimos Três Séculos", tida como sintetizadora dos objetivos da Geração. Os intelectuais vinculados ao grupo de 70, entre os quais, Eça de Queirós (1845-1900), Ramalho Ortigão (1836-1915), Oliveira Martins (1845-1894), Teófilo Braga (1843-1924), entre outros, redigiram e publicaram, nos mais diversos gêneros literários, inúmeras críticas ao clero, com o objetivo de mostrar aos leitores como realmente era o sistema religioso daquela época e provocar reflexões sobre o Catolicismo e os danos que ele causava à sociedade. Em 1871, Eça de Queirós, em colaboração com Ramalho Ortigão, redigiu e publicou As Farpas (1871-1882), folhetos nos quais os autores expunham, em forma de crônicas, críticas voltadas à política, ao clero, à burguesia e a aspectos da vida social portuguesa, de modo geral. Embora tenham sido publicadas por Ramalho Ortigão até 1882, Eça escreveu n'As Farpas somente entre 1871 e 1872. Anos mais tarde, o escritor publica versões do romance O Crime do Padre Amaro, em que parece prolongar os discursos críticos que vinha desenvolvendo nos textos d'As Farpas. Diante disso, a nossa pesquisa tem como objetivo principal analisar as críticas direcionadas à educação religiosa redigidas unicamente por Eça de Queirós em As Farpas (1871-1872), e como elas ressoaram na composição das personagens de O Crime do Padre Amaro, em sua última e definitiva versão, de 1880, verificando, sobretudo, como os preceitos do Catolicismo moldaram o comportamento, o caráter e as concepções de alguns personagens da narrativa.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: From the Council of Trent (1545-1563), the Catholic Church expanded its influence in different parts of the world, and in Portugal, its power was felt both in the ethical and social sphere, as well as in the political and economic sectors. Catholicism played an enormous ideological authority over society and, consequently, shaped the population's mentality and spread its dogmatic traditions and decrees, in order to guide the faithful to an exemplary behavior, in accordance with its precepts. In the second half of the 19th century, the Generation of 70 opposed the ideals of Catholicism, electing the Catholic Church as one of the main causes of the decadence of Portugal, as Antero de Quental (1842-1891) declared in the conference "Causas da Decadência dos Povos Peninsulares nos Últimos Três Séculos", seen as the synthesis of the Generation's objectives. The intellectuals linked to the group of 70, among which, Eça de Queirós (1845-1900), Ramalho Ortigão (1836-1915), Oliveira Martins (1845-1894), Teófilo Braga (1843-1924), among others, wrote and published, in the most diverse literary genres, numerous criticisms of the clergy, with the aim of showing readers what the religious system was really like at that time and provoking reflections on Catholicism and the damage it caused to society. In 1871, Eça de Queirós, in collaboration with Ramalho Ortigão, wrote and published As Farpas (1871-1882), pamphlets in which the authors exposed, in the form of chronicles with criticisms focused on politics, the clergy, the bourgeoisie, and other aspects. of Portuguese social life in general. Although they were published by Ramalho Ortigão until 1882, Eça wrote in As Farpas only between 1871 and 1872. Years later, the writer published versions of the novel O Crime do Padre Amaro, in which he seems to extend the critical discourses he had been developing in the texts. of As Farpas. Therefore, our research aims to analyze the criticisms directed at religious education written solely by Eça de Queirós in As Farpas (1871-1872), and how they resonated in the composition of the characters of O Crime do Padre Amaro, in his last and definitive version, from 1880, verifying, above all, how the precepts of Catholicism shaped the behavior, character and conceptions of some characters in the narrative.pt_BR
dc.format.extent1 recurso online : PDF.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectQueiroz, Eça de, 1845-1900pt_BR
dc.subjectLiteratura portuguesa - História e críticapt_BR
dc.subjectCatolicismo - Portugalpt_BR
dc.subjectAnticlericalismopt_BR
dc.subjectReligião e literaturapt_BR
dc.subjectLetraspt_BR
dc.titleEça de Queirós e a educação religiosa : As farpas em O crime do Padre Amaropt_BR
dc.typeDissertação Digitalpt_BR


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