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dc.contributor.advisorLeão, Igor Zanoni Constant Carneiro, 1952-pt_BR
dc.contributor.authorSaid Junior, Mansur Mahmudpt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Sociais Aplicadas. Curso de Graduação em Ciências Econômicaspt_BR
dc.date.accessioned2022-06-06T19:37:13Z
dc.date.available2022-06-06T19:37:13Z
dc.date.issued2006pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/76296
dc.descriptionOrientador: Igor Zanoni Carneito Leãopt_BR
dc.descriptionMonografia(Graduação) - Universidade Federal do Paraná,Setor de Ciências Sociais Aplicadas, Curso de Ciências Econômicaspt_BR
dc.description.abstractResumo: A mineração brasileira foi responsável por mandar ouro a Inglaterra para sustentar suas importações de tecidos que eram de longe superiores as exportações de vinhos segundo o proposto pelo tratado de Methuen. Estas transações comerciais foram influenciando negativamente a balança comercial lusitana e o único modo de sustentar suas importações era direcionando toda a sua exploração colonial a coroa britânica. Na colônia, o ouro atraiu para Minas Gerais, depois dos primeiros achados, grande parte da população da colônia e até do resto do mundo, com a simples ilusão de explorar e enriquecer rapidamente. A metrópole começou a controlar essa atividade para auferir algum lucro, pois despertou a atenção de todos. Várias maneiras para efetuar um controle rígido e tirar parte desta riqueza em forma de impostos e outros métodos foram implantadas até que a Casa de Fundição se tornou a mais importante, o principal meio de retirada e controle do imposto quinto, que representava 20% de todo ouro explorado pelos mineradores, conforme as vontades do rei português. Além dos impostos, Portugal arrecadava ouro da colônia através do comércio obrigatório entre a colônia e a metrópole, inviabilizando a produção interna que muitas vezes era proibida pela coroa lusitana. Um acordo que na teoria parecia ser interessante para ambos, na verdade acabou provocando uma desestabilização na economia lusitana. São duas as causas principais para tal desestabilização, a primeira é que as manufaturas inglesas eram mais caras que os vinhos portugueses, ou seja, tinha um valor agregado maior e portanto precisava de maior quantidade de vinho para comprar dada remessa de tecidos, a segunda é que todas as transações entre os países eram intermediadas por navios de bandeira britânica e para tanto, fretes caríssimos eram cobrados para os transportes dessas mercadorias. Além dessas duas causas citadas, havia o aspecto dos luxos vividos pela coroa portuguesa, que ostentavam seus palácios e gastavam cada vez mais com bens supérfluos, importando produtos da Inglaterra a um custo bem elevado. Ao invés de investir em sua produção interna para substituir as importações e desenvolver seu comercio e sua indústria, procurou acreditar que a exploração colonial seria ilimitada. Em suma, todo o luxo que a coroa ostentava e o desequilíbrio na balança comercial provocado pelas importações devido ao tratado eram pagos com o ouro retirado das minas brasileiras. O referido ouro acabara de chegar em Portugal e já era remetido a coroa inglesa nos navios britânicos, que abarrotados partiam. Isso propiciou a formação de capital por parte da Inglaterra e consequentemente levou ao investimento na estrutura industrial e em inovações tecnológicas, ajudando muito a concretizar a Revolução Industrial.pt_BR
dc.format.extent53 f.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectRevolução industrialpt_BR
dc.titleO tratado de Methuen e a revolução industrialpt_BR
dc.typeMonografia Graduaçãopt_BR


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