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dc.contributor.advisorWeber, Lidia Natalia Dobrianskyjpt_BR
dc.contributor.authorForteski, Rosina, 1982-pt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Educação. Programa de Pós-Graduação em Educaçãopt_BR
dc.date.accessioned2022-07-08T19:42:16Z
dc.date.available2022-07-08T19:42:16Z
dc.date.issued2022pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/76234
dc.descriptionOrientadora: Profa. Dra. Lidia Natalia Dobrianskyj Weberpt_BR
dc.descriptionTese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação. Defesa : Curitiba, 21/03/2022pt_BR
dc.descriptionInclui referênciaspt_BR
dc.description.abstractResumo: A escola tem sido estudada sob diferentes perspectivas com o objetivo de levantar os efeitos de sua existência na vida presente e futura dos alunos. Na adolescência este contexto ganha recortes de espaço de transição, de escolhas e de afirmação, contribuindo para a formação do projeto de futuro dos jovens. A Pandemia da Covid-19 impôs uma reorganização abrupta da comunidade escolar, a partir das medidas de distanciamento social, modificando a dinâmica interativa entre estudante e escola e fragilizando o potencial deste relacionamento. Neste contexto variáveis importantes relacionadas ao ambiente escolar, como a percepção sobre a escola e o professor, a motivação para estudar, o senso de pertencimento e o envolvimento acadêmico, são tensionadas. A partir deste entendimento foi estabelecido como objetivo desta pesquisa analisar a vivência de estudantes do ensino médio durante a pandemia do Coronavírus e suas relações com as características positivas da escola e dos professores, com o senso de pertencimento à escola, com a motivação para estudar, com o envolvimento acadêmico e com as expectativas de futuro destes jovens. Participaram do estudo 85 estudantes, com idade média de 16,8 anos (dp=0,9), regularmente matriculados no ensino médio de escolas públicas de Santa Catarina e do Paraná. Para a coleta de dados foram utilizados oito instrumentos, sendo dois questionários semiestruturados e seis escalas, de autoaplicação individual. A aplicação foi feita remotamente, por meio do Google Form. Na análise de dados foram geradas medidas descritivas e os testes estatísticos t de Student, Correlação de Pearson e Qui-quadrado. As respostas abertas foram analisadas por meio de uma categorização semântica. Os resultados demonstraram que os estudantes vinham vivenciando a pandemia e as aulas remotas com níveis elevados de estresse e cansaço, baixa motivação para estudar e consideráveis impactos na saúde mental. Em vários aspectos, estes impactos foram mais acentuados para as meninas e para estudantes com histórico de reprovações ou de punições escolares. Os estudantes relataram sentir falta da presença física dos professores e consideraram as interações mantidas com eles insuficientes, ainda que o vínculo professor-aluno e com a escola tenha permanecido predominantemente positivo. Os estudantes percebiam o ensino remoto como ineficiente para a sua preparação em relação ao Enem ou aos vestibulares, uma das preocupações mais proeminentes dos participantes em relação a este período. As variáveis do contexto escolar se correlacionaram positivamente entre si, reforçando a existência de relações importantes entre a percepção discente sobre o professor e a escola, a motivação, o senso de pertencimento e o envolvimento acadêmico. As principais expectativas de futuro dos estudantes estavam relacionadas à formação acadêmica no ensino superior e à conquista de trabalho, emprego e estabilidade financeira. O período de ensino remoto foi percebido como prejudicial ao futuro, especialmente pelas dificuldades de aprendizagem vivenciadas. A percepção discente positiva sobre a escola e os níveis de motivação e envolvimento acadêmico associaram-se positivamente a melhores expectativas de futuro. Conclui-se que o período pandêmico fragilizou os jovens em diversas dimensões - pessoal, relacional e educacional - diminuindo sua rede de apoio e suas possibilidades futuras, principalmente em relação ao ingresso no ensino superior através do Enem. Medidas de reparação e de atenção integral a estes estudantes se fazem urgentes, face às implicações negativas vivenciadas por esta população.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: Schools have been studied from different perspectives to survey their effects on students' present and future lives. In adolescence, this context becomes a space of transition, choices, and affirmation, contributing to the formation of young peoples' projects for the future. The Covid-19 pandemic imposed an abrupt reorganization of the school community, starting with social distancing measures, which changed the interactive dynamics between students and school and thus weakened the power of this relationship. In this context, important variables related to the school context, such as the perception that the school and the teacher, the motivation to study, the sense of belonging, and academic involvement are strained. From this understanding, this research sought to analyze the experiences of high school students during the Coronavirus pandemic and their relationships with the positive characteristics of the school and teachers, the sense of belonging to the school, the motivation to study, their academic involvement, and these youths' expectations for the future. Eightyfive students with an average age of 16.8 (dp=0.9) regularly enrolled in public high schools in Santa Catarina and Paraná participated in the study. Eight individual self-administered instruments were used for data collection: two semi-structured questionnaires, and six scales. The application of the instruments was done remotely through Google Forms. In the data analysis, descriptive measures and the statistical tests Student's t, Pearson's Correlation, and chi-square were generated. The open-ended answers were analyzed through a semantic categorization. The results showed that the students experienced the pandemic and remote classes with high levels of stress and fatigue, low motivation to study, and considerable mental health impacts. In many ways, these impacts were more pronounced for girls and students with a history of school failure or being punished. The students reported feeling that they missed the physical presence of the teachers and considered the interactions with them insufficient, although the teacher-student bond and school bond remained predominantly positive. The students perceived remote teaching as inefficient in their preparation for their National High School Exam (ENEM) and university entrance exams: this was one of the most prominent concerns among participants during this period. In this context, variables correlated positively with each other, reinforcing the existence of important relationships between student perceptions of the teacher and the school, motivation, sense of belonging and academic engagement. The students' main expectations for the future were related to higher education and getting a job, employment, and financial stability. Positive student perception of school and the levels of motivation and academic engagement were positively associated with better expectations for the future. The period of remote teaching/learning was perceived as detrimental to their future, especially due to the learning difficulties experienced. In conclusion, the pandemic period weakened youths in several domains - personal, social, and educational - reducing their support networks and their future possibilities, especially concerning their entering higher education through ENEM. Remedial measures and comprehensive care for these students are urgently needed, given the negative implications experienced by this population.pt_BR
dc.description.abstractResumen: La escuela ha sido estudiada desde diferentes perspectivas con el objetivo de identificar los efectos de su existencia en la vida presente y futura de los alumnos. En la adolescencia, este contexto gana dimensiones de transición, de elecciones y afirmación, contribuyendo a la formación del proyecto de futuro de los jóvenes. La Pandemia del Covid-19 impuso una reorganización abrupta de la comunidad escolar, a partir de las medidas de distanciamiento social, modificando la dinámica interactiva entre estudiante y escuela y debilitando el potencial de esta relación. En este contexto, se colocan en tesión variables importantes relacionadas con el ambiente escolar, tales como la percepción de la escuela y del docente, la motivación para estudiar, el sentido de pertenencia y la implicación académica. A partir de ese entendimiento, se estableció como objetivo de esta investigación analizar la vivencia de los estudiantes de secundaria durante la pandemia del Coronavirus y sus relaciones con las características positivas de la escuela y de los profesores, con el sentido de pertenencia a la escuela, con la motivación para estudiar, con la implicación académica y con las expectativas de futuro de estos jóvenes. Participaron del estudio 85 alumnos, con una edad media de 16,8 años (dp=0,9), regularmente matriculados en la enseñanza media en escuelas públicas de Santa Catarina y Paraná. Para la recolección de datos se utilizaron ocho instrumentos, dos cuestionarios semiestructurados y seis escalas de autoaplicación individual. La aplicación se realizó de forma remota, a través de Google Form. En el análisis de los datos se generaron medidas descriptivas y estadísticas t de Student, Correlación de Pearson y Chi-cuadrado. Las respuestas abiertas fueron analizadas a través de una categorización semántica. Los resultados mostraron que los estudiantes estaban vivenciando la pandemia y las clases remotas con altos niveles de estrés y cansancio, baja motivación para estudiar e impactos considerables en la salud mental. En varios aspectos, estos impactos fueron más pronunciados para las muchachas y para los estudiantes con antecedentes de fracaso escolar o castigo. Los estudiantes relataron que sintieron falta de la presencia física de los profesores y consideraron insuficientes las interacciones establecidas con ellos, aunque el vínculo profesor-alumno y con la escuela se mantuvo predominantemente positivo. Los estudiantes percibieron la enseñanza a distancia como ineficiente para su preparación en relación al Enem o a los exámenes de ingreso, una de las preocupaciones más significativas de los participantes en relación a este período. Las variables del contexto escolar se correlacionaron positivamente entre sí, reforzando la existencia de relaciones importantes entre la percepción discente sobre el professor y la escuela, la motivación, el sentido de pertenencia y la implicación académica. Las principales expectativas de futuro de los estudiantes estuvieron relacionadas con la formación académica en la educación superior y con la conquista de trabajo, empleo y estabilidad finaciera. El período de enseñanza a distancia fue percibido como perjudicial para el futuro, especialmente debido a las dificultades de aprendizaje vivenciadas. La percepción positiva de los estudiantes sobre la escuela y los niveles de motivación e implicación académica se asociaron positivamente con mejores expectativas de futuro. Se concluye que el período de la pandemia debilitó a los jóvenes en varias dimensiones -personal, relacional y educacional- disminuyendo su red de apoyo y sus posibilidades futuras, principalmente en relación al ingreso a la enseñanza superior a través del Enem. Urgen medidas de reparación y atención integral a estos estudiantes, dadas las implicaciones negativas vivencidas por esta población.pt_BR
dc.format.extent1 recurso online : PDF.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectEducação - Estudo e ensinopt_BR
dc.subjectAnálise de interação em educaçãopt_BR
dc.subjectEnsino à distância - Aspectos sociológicospt_BR
dc.subjectEstudantes do ensino médiopt_BR
dc.subjectPandemiaspt_BR
dc.subjectEducaçãopt_BR
dc.titleVariáveis do contexto escolar na pandemia do coronavírus : relações com as expectativas de futuro de alunos do ensino médiopt_BR
dc.typeTese Digitalpt_BR


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