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dc.contributor.advisorMacagno, Lorenzo, 1965-pt_BR
dc.contributor.authorBiliatto, Carusa Gabriela Dutra, 1987-pt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Antropologia e Arqueologiapt_BR
dc.date.accessioned2022-05-13T20:12:37Z
dc.date.available2022-05-13T20:12:37Z
dc.date.issued2022pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/75686
dc.descriptionOrientador: Prof. Dr. Lorenzo Gustavo Macagnopt_BR
dc.descriptionTese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Antropologia e Arqueologia. Defesa : Curitiba, 09/03/2022pt_BR
dc.descriptionInclui referênciaspt_BR
dc.descriptionÁrea de concentração: Antropologia e Arqueologiapt_BR
dc.description.abstractResumo: A etnografia que embasa esta pesquisa foi realizada com Secundaristas em Luta de São Paulo, uma coletividade formada por componentes das transformações do Comando das Escolas Ocupadas, depois, Comando das Escolas em Luta e, por fim, Secundaristas em Luta de São Paulo. O trabalho de campo transcorreu entre novembro de 2015 e junho de 2020. Neste estudo, focalizo um recorte a partir da ocupação – que durou entre o fim da manhã de 28 de abril de 2016 e o início da manhã de 6 de maio de 2016 – e do pósocupação do Centro Paula Souza, uma autarquia pertencente à Secretaria do Desenvolvimento Econômico do estado de São Paulo, que administra Escolas Técnicas (Etec) e Faculdades de Tecnologia (Fatec) estaduais, com cerca de 300 mil estudantes distribuídos em 336 municípios. Este estudo teve por tema mais geral a relação entre o significante "juventude" e o significante "ação" no marco do debate sobre culturas juvenis. A questão com a qual lidei poderia ser formulada inicialmente pelos seguintes termos: como são elaborados os modos de organização da ação coletiva entre Secundaristas em Luta de São Paulo? A pesquisa está situada no campo de antropologia das juventudes, sobretudo, em seu segmento voltado aos fazeres políticos. Apresento ao debate possibilidades de interpretar experiências denominadas por perseguições pelos interlocutores de pesquisa como componentes de um ‘cálculo do conflito’ manejado não apenas por parte das forças de repressão e pretensão de legitimidade do Estado. Antes, nos estertores da ação, está uma espécie de vínculo vivaz que conecta interlocutores desta pesquisa. Por esse caminho, começaríamos a desempacotar um ponto de ver o processo das ocupações se abrindo em um olhar junto com lideranças informais. Isso porque, o lugar de negação da figura da liderança é concebido de maneira diferente do lugar das lideranças informais. Nos termos dos interlocutores desta pesquisa, lideranças informais são um problema tanto quanto a necessidade de lidar com ele. Proponho o exercício de pensar como são construídos modos de organização da ação coletiva operacionalizadas neste contexto, atravessando engenharias institucionais. Em um sentido, Secundaristas em Luta de São Paulo posicionam diferentes modos de existência em uma relação de ocupação para com engenharias institucionais, tomando-as como um problema no âmbito do ordenamento democrático no Brasil, interferindo e modificando-as a partir de seus modos próprios de organização da imprevisibilidade e do ‘cômputo do conflito’.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: The ethnography underlying this research was carried out among Secundaristas em Luta de São Paulo, a collective formed by transformative components of the Comando das Escolas Ocupadas, later, Comando das Escolas em Luta and, finally, Secundaristas em Luta de São Paulo. The fieldwork took place from November 2015 to June 2020. In this study, I focus on an specific time-span of such an occupation – from between latemorning of April 28th, 2016, and the beginning of the morning of May 6th, 2016 – and the post-occupation period of Centro Paula Souza, an autarchy belonging to the Economic Development Department of the State of São Paulo which manages State Technical Schools and Faculties of Technology, with around 30,000 students distributed in 336 municipalities. This study has as its most general theme the relationship between the signifier "youth" and the signifier "action" within the framework of the debate on youth cultures. The question in a nutshell can be formulated thusly: what are the modes of organization of collective action among Secundaristas em Luta de São Paulo? The research is situated in the field of anthropology, above all, in its basic principle of political actions. I bring to the fore possibilities of interpreting that which my research interlocutors called "persecutions" by the State as components of a 'calculation of conflict' managed not only by the forces of repression and the State's claim to justice. Rather, amidst the throes of action, there was a kind of lively bind connecting such interlocutors. In this way, we may unfold a perspective of the occupation process which opens up to a common perspective among informal leaders. This is because the place of denial of the figure of leadership is conceived differently from the place of informal leadership. In the terms of the interlocutors of this research, informal leadership is as much a hindrance as something to be tackled. I propose the collective way of thinking about how the organization of action set forth in this context is constructed, crossing institutional engineering. In a sense, Secundaristas em Luta de São Paulo represent different forms of existence in their relation to an occupation relationship to an institution, taking it as a problem within the scope of the Brazilian democratic framework, interfering and modifying it after its own organizational procedures characterized by unpredictability and ‘conflict strategy'.pt_BR
dc.format.extent1 recurso online : PDF.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectEstudantes do ensino de segundo graupt_BR
dc.subjectEstudantes - Atividades políticaspt_BR
dc.subjectMovimentos estudantispt_BR
dc.subjectAntropologiapt_BR
dc.titleTocar a luta : notas etnográficas de percursos com secundaristas em luta de São Paulo (2015-2020) na ocupação e no pós-ocupação do Centro Paula Souzapt_BR
dc.typeTese Digitalpt_BR


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