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dc.contributor.authorPierin, Juliana de Oliveira, 1992-pt_BR
dc.contributor.otherCremasco, Maria Virginia Filomena, 1969-pt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Psicologiapt_BR
dc.date.accessioned2021-09-09T18:46:21Z
dc.date.available2021-09-09T18:46:21Z
dc.date.issued2020pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/71870
dc.descriptionOrientadora: Prof.ª Dr.ª Maria Virginia Filomena Cremascopt_BR
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Psicologia. Defesa : Curitiba, 14/12/2020pt_BR
dc.descriptionInclui referências: p. 120-127pt_BR
dc.description.abstractResumo: O tema da presente pesquisa visa elaborar a questão que circunda a práxis da clínica psicanalítica em face ao atendimento de sujeitos que fazem uso de substâncias psicoativas. Enquanto observamos em algumas terapêuticas a anulação do lugar do sujeito que sofre e fala, centralizando a questão no objeto-droga, a psicanálise propõe uma visão focada nos processos psíquicos inconscientes individuais de cada um. E considera o uso de substâncias uma consequência do processo do sujeito em encarar seu sintoma. É possível observar que o discurso social, quando é pautado em uma moral conservadora, visa culpar o objeto causador do sintoma submetendo o indivíduo à tratamentos que o excluem de seu meio social e cortam suas relações de vida. Inclusive, as que não são causadoras de sofrimento. Seguindo um modelo de comportamento, algumas terapêuticas associam o modelo ideal à uma necessária abstinência do uso, enquanto a psicanálise não deixa à critério do sujeito decidir sobre sua abstinência ou não, compreendendo que a cura não significa retornar ao estado anterior ao surgimento do sintoma. Uma outra possibilidade terapêutica são as políticas de redução de danos que consideram o sujeito singular buscando integrar sua participação no desenvolvimento de seu projeto terapêutico de forma ética. Os seus processos de escolha são considerados, buscando não apagar sua voz. Sem colocar expectativas sociais e um julgamento totalitário, a redução de danos vai muito além da mera substituição de uma substância por outra menos nociva, ela entra no discurso de reeducar e conscientizar o sujeito sobre as implicações de seu uso, visando lhe conferir maior autonomia e consequente ganho na qualidade de vida. Enquanto a psicanálise parte da escuta do sujeito inconsciente, que possui um lugar distinto do que ocupa no saber médico. Para tanto, a pesquisa busca discorrer sobre como a psicanálise, enquanto práxis, pode contribuir com as políticas de redução de danos nos tratamentos de usuários de substâncias psicoativas. Como uma alternativa aos tratamentos intervencionistas e limitadores da subjetividade, o trabalho visa propor um outro olhar para o sujeito que faz uso de substâncias, sem que isso o defina por si só, para além de questões morais ou legais. Assim, baseado no método psicanalítico de construção de caso, foram atendidos dois pacientes que fizeram e/ou fazem uso de substâncias psicoativas (considerados por eles mesmos como prejudiciais). A construção de caso aparece em dois momentos, sendo o primeiro de narrativa da história do sujeito e no segundo através da construção teórica a partir da consonância do método psicanalítico com a vertente da redução de danos. Palavras-chave: Psicanálise. Redução de danos. Método clínico psicanalítico. Usuários de substâncias.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: The subject of the present research is to analyze the possibility of dialogue between the psychoanalytic clinic and the harm reduction policies, through sessions with psychoactive substances users. The work is justified from the moment in which we observe in some therapies the annulment of the place of the subject who suffers and speaks, centralizing the question about the substances in use, psychoanalysis proposes a vision of looking at the individual's unconscious psychic processes , the use of substances being a consequence of the subject's process facing his anxieties. Therefore, the research takes place in two distinct moments, first by theoretical construction in which it is intended to bring the entire scenario of objectification of interventionist treatment policies, in contrast to the deconstruction of these practices from the insertion of harm reduction strategies in the world. and especially in Brazil. Questioning the normative constructions of normality-disease patterns and prospects for healing, we seek to bring this interface of psychoanalysis with harm reduction practices that give the subject a unique place to listen to his psychic symptom, which is not a ready datum appearing in relation to that which escapes the normality curve.Therefore the initial chapters are engendered in the construction of the theoretical pillars that support the research proposal, going through fundamental principles of harm reduction strategies and of psychoanalytic clinical practice. With that, we get into concepts that refer to the principles of treatments, to the subject's place of speech, the construction of the place of the unconscious subject of psychoanalysis, the importance of this differentiation as a break up with other dualistic (normal-pathological) care practices. Still in the interface dialog, the work seeks to elucidate the diagnostic issue with regard to the use of substances, without framing specific and structural patterns on the subject. The question becomes more about listening to the stories and elaborating a construction analysis regarding the unconscious discourse that makes it possible to look at the subject as a whole and build from there a treatment path, based on a diagnosis that guides and does not imprison these subjects in a norm. In this way, we worked on the second stage of the construction of two clinical cases, served by the pillars of psychoanalytic practice, creating the interface with the principles of harm reduction in treatment. From these cases it became possible to consider the importance of giving visibility for the subjects to tell their story, without framing them from the relationship with the substances in use, concluding that the substances in use do not necessarily represent the cause of the issue, but a possible consequence. Keywords: Psychoanalysis. Harm Reduction. Psychoanalytic method clinical. Psychoactive substances users.pt_BR
dc.format.extent1 arquivo (127 p.).pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectPsicanálisept_BR
dc.subjectPsicotropicospt_BR
dc.subjectAbuso de substanciaspt_BR
dc.subjectPsicologiapt_BR
dc.titleA clínica psicanalítica e as políticas de redução de danospt_BR
dc.typeDissertação Digitalpt_BR


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