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dc.contributor.authorSchultz, Ermelindo Paulo Breviglieri, 1995-pt_BR
dc.contributor.otherSánchez García, Laura, 1957-pt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Exatas. Programa de Pós-Graduação em Informáticapt_BR
dc.date.accessioned2021-06-21T18:56:58Z
dc.date.available2021-06-21T18:56:58Z
dc.date.issued2020pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/70677
dc.descriptionOrientadora: Laura Sanchez Garcíapt_BR
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências , Programa de Pós-Graduação em Informática. Defesa : Curitiba, 07/12/2021pt_BR
dc.descriptionInclui referências: p. 82-86pt_BR
dc.descriptionÁrea de concentração: Ciência da Computaçãopt_BR
dc.description.abstractResumo: Em um mundo no qual a divisão de trabalho entre seres humanos e máquinas já produz novas relações sociais, econômicas e políticas, a criatividade tem sido considerada como um fator determinante para o sucesso de indivíduos, comunidades e nações. Como consequência desta lógica de sociedade, afirma-se que aqueles que não souberem pensar e agir criativamente estarão fadados ao fracasso. No entanto, a criatividade é apropriada pela elite para a subserviência dos excluídos. Contra esta lógica que potencializa o espaço para a reprodução de um mundo ainda mais desigual e injusto, é proposto este trabalho propõe que cultivemos convivências criativas com jovens em situação de vulnerabilidade social. Convivência Criativa é o conceito cunhado nesta dissertação e se refere à prática que busca cultivar uma criatividade que parta da reflexão crítica sobre a realidade e que objetive a transformação do mundo - um mundo onde compartilhemos vida (conviver) criativamente. A ideia de convivências criativas foi construída junto a jovens socialmente vulneráveis e educadores sociais dos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) de Pinhais, no Paraná, em um trabalho de pesquisa-ação criativa e transformadora que durou dois anos e seis meses. A partir do conhecimento construído junto a jovens e educadores, esta dissertação apresenta quatro pilares que objetivam servir como base para pensar a prática de convivências criativas com jovens em situação de vulnerabilidade social em outros contextos. O primeiro pilar, "Questionar a Sociedade Criativa", é um convite para criticar e desafiar uma lógica de sociedade onde a criatividade é o principal fator para sucesso de indivíduos ou de coletivos. O segundo pilar,"Centralidade na Convivência", é um convite para que as práticas tenham como objetivo final não a criatividade em si, mas sim a co-produção de vida - contrapondo a esperança à lógica violenta vivenciada cotidianamente pelos jovens. No terceiro pilar, "Práxis Freireana-Papertiana", as ideias de Paulo Freire, Mitchel Resnick e Seymour Papert apoiam a defesa de uma prática pedagógica e politicamente transformadora que esteja, simultaneamente, preocupada com as paixões e os interesses individuais dos jovens. O último pilar, "Jovens como refazedores do mundo", é um convite para uma necessária desconstrução da visão sobre os jovens, de modo a entender que estes podem e querem transformar o mundo para que ele seja mediado por vida. Adicionalmente aos quatro pilares, esta dissertação também apresenta quatro linhas de ação para apoiar a construção de uma prática em convivências criativas com jovens em situação de vulnerabilidade social: Vivenciar, com atividades que possibilitem a vivência e experiência de formas de vida (e.g. natureza ou cultura): Expressar, com atividades que possibilitem que os jovens digam sua palavra; Projetar futuros, com atividades que apresentem um ferramental que possibilite com que os jovens desenhem e imaginem outros futuros; e Construir, com atividades que possibilitem que jovens se apropriem de ferramentas, métodos e tecnologias para efetivar, de fato, os futuros desenhados e imaginados por eles. Palavras-chave: Aprendizagem Criativa. Paulo Freire. Design Participativo. Seymour Papert. Mitchel Resnick.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: In a world in which the division of labor between humans and machines already produces new social, economical, and political relations, creativity has been considered a determining factor for the success of individuals, communities, and nations. As a result of this logic of society, it is stated that those who do not know how to think and act creatively will be doomed to failure. However, creativity is appropriated by the elite for the subservience of the excluded. Against this logic that enhances the space for the reproduction of an even more unequal and unjust world, this work proposes proposals that we cultivate Creative Coexistences with young people in a situation of social vulnerability. Creative Coexistence is the concept coined in this dissertation and refers to the practice that seeks to cultivate creativity that starts from a critical reflection on reality and that aims at the transformation of the world - a world where we share life (coexist) creatively. The idea of creative coexistence was built with socially vulnerable young people and social educators from the Social Assistance Reference Centers (CRAS) in Pinhais, Paraná, in a creative and transformative research-action work that lasted two years and six months. Based on the knowledge built with young people and educators, this dissertation presents four pillars that aim to serve as a basis for thinking about the practice of creative coexistence with young people in situations of social vulnerability in other contexts. The first pillar, "Questioning the Creative Society", is an invitation to criticize and challenge a logic of society where creativity is the main factor for the success of individuals or collectives. The second pillar, "Centrality in Coexistence", is an invitation for the practices to have as their final objective, not creativity itself, but rather the co-production of life - contrasting hope with the violent logic experienced daily by young people. In the third pillar, "Freirean-Papertian praxis", the ideas of Paulo Freire, Mitchel Resnick, and Seymour Papert support the defense of a pedagogical and politically transformative practice that is simultaneously concerned with the passions and individual interests of young people. The last pillar, "Young people as world remakers", is an invitation to a necessary deconstruction of the vision about young people, to understand that they can and want to transform the world so that it is mediated by life. In addition to the four pillars, this dissertation also presents four lines of action to support the construction of practice in creative coexistence with young people in a situation of social vulnerability: Experiencing, with activities that enable the living and experience of life forms (e.g. nature or culture)): Express, with activities that enable young people to say their own words; Designing futures, with activities that present a tool that allows young people to draw and imagine other futures; and Build, with activities that enable young people to take advantage of tools, methods, and technologies to effectively implement the futures designed and imagined by them. Keywords: Creative Learning. Paulo Freire. Participatory Design. Seymour Papert. Mitchel Resnick.pt_BR
dc.format.extent129 p. : il. (algumas color.).pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectPapert, Seymourpt_BR
dc.subjectFreire, Paulo, 1921-1997pt_BR
dc.subjectResnick, Mitchelpt_BR
dc.subjectAprendizagempt_BR
dc.subjectCriatividadept_BR
dc.subjectCiência da Computaçãopt_BR
dc.titleConvivências criativas : criatividade e consciência crítica para o cultivo de oportunidades de sonhar com jovens em situação de vulnerabilidade socialpt_BR
dc.typeDissertação Digitalpt_BR


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