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dc.contributor.advisorZampronio, Aleksander Roberto, 1967-pt_BR
dc.contributor.authorCoelho, Leticia Costa Mastrangelo, 1993-pt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Biológicas. Programa de Pós-Graduação em Farmacologiapt_BR
dc.date.accessioned2021-07-26T22:17:10Z
dc.date.available2021-07-26T22:17:10Z
dc.date.issued2020pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/70031
dc.descriptionOrientador: Prof. Dr. Aleksander R. Zamproniopt_BR
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Farmacologia. Defesa : Curitiba, 30/07/2020pt_BR
dc.descriptionInclui referências: p. 52-60pt_BR
dc.description.abstractResumo: É bem estabelecido, em dados de literatura, que os hormônios sexuais podem afetar as respostas inflamatória e imune. Mulheres geralmente demonstram ter maior reatividade imunológica quando comparadas a homens, uma vez que elas apresentam maior número circulante de linfócitos T e imunoglobulinas, são menos suscetíveis a infecções de origem bacteriana e parasitária. Porém, são as que mais sofrem de doenças relacionadas ao sistema imunológico, como doenças autoimunes e dores crônicas. As diferenças sexuais também podem afetar a resposta febril. Alguns estudos já demonstraram a influência dos hormônios sexuais sobre a resposta febril utilizando endotoxina bacteriana, denominado lipopolissacarídeo (LPS) de bactérias gram-negativas, como modelo de indução de febre em animais de laboratório. Contudo, pouco se sabe a respeito da influência hormonal sobre as respostas febris induzidas por outros padrões associados a patógenos (PAMPs), tais como o zimosan A (Zym) e o ácido poli-inosínico:policitidílico (Poli I:C) que representariam estímulos de origem fúngica e viral, respectivamente. Além disso, alguns estudos já demonstraram, em machos, que existem diferenças nas respostas febris induzidas por esses PAMPs em relação à liberação de citocinas e mediadores centrais. Entre estas diferenças, a endotelina-1 (ET-1) atua como mediador na resposta febril induzida por LPS e Zym, mas não por Poli I:C em machos. O objetivo desse estudo é investigar se os hormônios sexuais afetam a resposta febril induzida por Zym e Poli I:C e o envolvimento de ET-1 como mediador central na resposta febril induzida por LPS, Zym e Poli I:C em ratas Wistar fêmeas. Os resultados revelaram que, semelhantemente ao LPS, a resposta febril induzida por Zym (3 mg/kg, i.p.) e Poli I:C (300 ?g/kg, i.p.) é significativamente maior em fêmeas OVX quando comparadas à fêmeas falso-operadas. A suplementação estrogênica (17??- estradiol, 10 ?g/kg, 5 d, s.c.) em ratas OVX reduziu as respostas febris induzidas por Zym e Poli I:C. Ainda, a administração do antagonista de receptor ETB, BQ788 (3 pmol, 2 ?L), diminuiu a resposta febril induzida por LPS (50 ?g/kg, i.p.) somente em fêmeas com ciclo estral normal, mas não em fêmeas OVX. A injeção de BQ788 também não alterou as respostas febris induzidas por Zym e Poli I:C tanto em fêmeas falso-operadas quanto em OVX. Esses resultados sugerem que os hormônios sexuais, particularmente o estrogênio, reduzem a intensidade da febre induzida por Zym e Poli I:C, igualmente ao que também já foi relatado com a febre induzida por LPS em fêmeas. A ET-1, assim como em machos, participa como mediador na resposta febril por LPS somente em fêmeas falso-operadas, mas não na resposta febril induzida por Zym ou Poli I:C, independentemente da condição hormonal. Esses resultados reforçam a existência da influência dos hormônios sexuais femininos que possivelmente modulam a resposta febril e demonstram que a resposta febril envolve diferentes mediadores dependendo do agente patológico que a esteja causando bem como da condição hormonal do indivíduo em que ela ocorre. Palavras-chave: endotelina-1, estrogênio, diferenças sexuais, resposta imunept_BR
dc.description.abstractAbstract: It is well established that sex hormones can affect the immune and inflammatory response. Women generally show greater immunological reactivity when compared to men, as they have a larger number of circulating T lymphocytes and immunoglobulins, are less vulnerable to bacterial and parasitic infections. However, they have a superior prevalence of autoimmune diseases and chronic pain. These sex differences in immune response can also affect the febrile response. Several studies have already demonstrated the influence of sex hormones on the febrile response using bacterial endotoxin, such as lipopolysaccharide (LPS) of gram-negative bacteria, as a model for inducing fever in laboratory animals. However, little is known about the hormonal influence on the febrile response induced by other pathogen-associated molecular patterns (PAMP), such as zymosan A (Zym) and polyinosinic:polycytidylic acid (Poly I:C) that would represent stimuli of fungal and viral origin, respectively. In addition, some studies have been shown, in males, that are differences in the febrile response induced by these PAMPs in relation to the release of cytokines and even central mediators. For instance, endothelin-1 (ET-1), an important central mediator of LPS- and Zym-induced fever, do not participate in the febrile response induced by Poly I:C in males. The purpose of this study was to investigate if female sex hormones affect the febrile response induced by Zym and Poly I:C and the involvement of ET-1 as a mediator on fever induced by these PAMPs in females. The results revealed that, similarly to LPS, the febrile response induced by Zym (3 mg/kg, i.p.) and Poly I:C (300 ?g/kg, i.p.) is significantly higher in ovariectomized (OVX) female rats compared to sham-operated female rats. Estrogen replacement (17??- estradiol, 10 ?g/kg, 5 d, s.c.) in OVX females reduced Zym and Poly I:Cinduced fever. In addition, the administration of the ETB receptor antagonist BQ788 (3 pmol, 2 ?L) reversed the febrile response induced by LPS (50 ?g/kg, i.p.) in cycling females but not in OVX females. BQ788 did not change the febrile response induced by Zym or Poly I:C in both cycling and OVX females. These findings suggest that female sex hormones, and particularly estrogen, reduce the intensity of fever induced by Zym and Poly I:C, similarly as described to LPS. ET-1, as well as in males, participates of the febrile response induced by LPS in cycling females but not by LPS in OVX females, but not in the febrile response induced by Zym or Poly I:C, regardless of hormonal condition. These results reinforce the influence of female sex hormones in modulating the febrile response and show that the febrile response in females can involve different mediators depending on the agent that is causing it. Keywords: endothelin-1, estrogen, sex differences, immune responsept_BR
dc.format.extent60 p. : il.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectEndotelinaspt_BR
dc.subjectEstrogêniospt_BR
dc.subjectHormônios - Imunologiapt_BR
dc.subjectHormonios sexuaispt_BR
dc.subjectFebrept_BR
dc.subjectFarmacologiapt_BR
dc.titleFebre induzida por Zimosan e ácido poli-inosínico : policitidílico em fêmeas: influência de hormônios sexuais e participação de endotelina-1pt_BR
dc.typeDissertação Digitalpt_BR


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