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dc.contributor.authorKirsten, Rafael Roberto, 1991-pt_BR
dc.contributor.otherFerreira, Danielle Malheirospt_BR
dc.contributor.otherVairo, Karine Pinto ept_BR
dc.contributor.otherMalaghini, Marcelopt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Biológicas. Programa de Pós-Graduação em Genéticapt_BR
dc.date.accessioned2020-07-27T17:25:08Z
dc.date.available2020-07-27T17:25:08Z
dc.date.issued2019pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/67559
dc.descriptionOrientadora: Profa. Dra. Danielle Malheiros Ferreirapt_BR
dc.descriptionCoorientadores: Dra. Karine Pinto e Vairo, Dr. Marcelo Malaghinipt_BR
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Genética. Defesa : Curitiba, 29/03/2019pt_BR
dc.descriptionInclui referências: p. 57-62pt_BR
dc.description.abstractResumo: A utilização das ciências forenses oferece a possibilidade de solução de crimes que anteriormente não poderiam ser resolvidos. A entomogenética forense, que se destina o obter DNA humano a partir de insetos adultos ou imaturos com o propósito de relacionar um suspeito à cena de crime, oferece recursos de identificação humana que não estão disponíveis por outras abordagens tradicionais, como em casos de grau avançado de decomposição. Uma das aplicações da entomogenética forense se dá em casos de violência sexual seguida de morte. Nesses casos, a colonização de cadáveres por insetos pode se dar de maneira muito rápida e a perícia convencional que visa a coleta de material genético do agressor com swabs pode ser ineficaz, uma vez que o material genético do agressor pode estar degradado pela condições de decomposição ou ter sido ingerido por larvas necrófagas que colonizam o corpo da vítima. Apesar de já se saber que é possível recuperar e analisar DNA humano a partir de larvas, ainda é preciso otimização e padronização dos procedimentos técnicos. Portanto, este trabalho destinou-se a simular a principal dificuldade técnica ocorrente nestes casos, que é a mistura de material genético feminino (vítima) em quantidades muito maiores do que de material genético masculino (agressor) e verificar qual o melhor método de extração de DNA para esta situação. Para tanto, larvas necrófagas (Sarconesia chlorogaster) foram alimentadas com materiais biológicos de origem humana (sangue de origem feminina e sêmen), em diferentes proporções, visando simulação de situações próximas às encontradas em casos reais. Para isso, larvas foram alimentadas com dieta artificial acrescida de mistura de material genético masculino e feminino em 3 diferentes proporções: 1:100, 1:200 e 1:400, respectivamente. Cada tratamento foi submetido a três métodos de extração de DNA diferentes: extração direta e extração diferencial, ambas utilizando fenol-clorofórmio para a purificação, e extração automatizada. Todas as amostras foram submetidas à análise de STRs autossômicos e à análise de STRs sexual-específico provenientes do cromossomo Y. Foram utilizados 15 exemplares de larvas por tratamento para extração de DNA e obtenção de perfis genéticos, e estes foram comparados ao perfil genético do doador de sêmen. Os estágios larvais utilizados para as análises foram 2º e 3º instares. Em amostras de larvas de 2º instar tratados com proporção de 1:100 e submetidos a extração automatizada foram recuperados 13 de 27 locos STR autossômicos, do qual foi calculada uma probabilidade de 1 em 2.425.148.933.279.370 perfis na população. Em amostras de larvas de 2º instar tratados com proporção de 1:200 e submetidos a extração diferencial foram recuperados 10 de 27 locos STR autossômicos na fração espermática, do qual estimou-se a razão de 1 em 4.997.317.973 perfis. Em amostras de larvas de 3º instar tratados com proporção de 1:100 e submetidos a extração diferencial foram recuperados todos os 27 locos STR autossômicos na fração espermática calculada a probabilidade de 1 em 2.741.599.494.726.060.000.000.000.000 perfis. Este tratamento também possibilitou a recuperação de 18 de 22 locos Y-STR, mostrando uma probabilidade de 1 em 52.313 haplótipos cadastrados em seu banco de dados utilizado. Não foram obtidos perfis viáveis para o tratamento de 1:400, assim como em metodologia de extração direta. Estes resultados demonstram que larvas de Sarconesia chlorogaster, especialmente aquelas submetidas a extração diferencial, podem conter DNA humano masculino passível de análise se estas tiverem ingerido sêmen do agressor, mesmo tendo ingerido também material biológico proveniente da vítima em quantidades muito superiores, como se verifica em casos reais. Sendo assim, fica demonstrado que a análise do conteúdo de larvas necrófagas pode ser incorporada aos procedimentos periciais e fornecer, desta maneira, uma ultima possibilidade de identificação de agressores sexuais, quando os procedimentos padrão não são satisfatórios. Palavras-chave: Entomogenética forense. Identificação humana. Genética forense. Violência sexual.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: Forensic sciences offers the possibility of solving crimes that previously could not be resolved. Entomogenetic forensic investigation, which determines how to obtain human DNA from adult or immature insects for the purpose of relating a suspect to the crime scene, offers human identification features that are not available by other traditional approaches, like in advanced cases decomposition. One of the applications of forensic entomogenetics is in cases of sexual violence followed by death. In these cases, colonization of bodies by insects can be very quick and fast, as conventional view, the collection of genetic material from the aggressor with swabs can be ineffective, since the genetic material of the aggressor may be degraded by the decomposition conditions or have been ingested by necrophagous larvae that colonize or the victim's body. Although we already know that it is possible to recover and analyze human DNA from larvae, it is still necessary to optimize and standardize technical procedures. Therefore, this work aims to simulate the main technical problem that occurred in these cases, which is the mixture of female genetic material (victim) in much larger victims of male genetic material (aggressor) and to verify which is the best method of DNA extraction for this situation. For that, the necrophagous larvae (Sarconesia chlorogaster) were fed with biological materials of human origin (blood of female origin and semen), in different proportions, using the variables of occurrence close to the samples in real cases. For this, the larvae were fed an artificial diet plus a mixture of male and female genetic material in 3 different proportions: 1:100, 1:200 and 1:400, respectively. Each treatment was submitted to three different DNA extraction methods: direct extraction and differential extraction, both using phenol-chloroform for purification, and automated extraction. All samples were submitted to the analysis of autosomal STRs and the analysis of sexual-specific STRs from the Y chromosome. 15 specimens of larvae were used per treatment for DNA extraction and obtaining genetic profiles, and these were compared to the donor's genetic profile of semen. The larval stages used for analyzes were 2nd and 3rd instars. In samples of 2nd instar larvae treated with a 1:100 ratio and submitted to automated extraction, 13 of 27 autosomal STR loci were recovered, of which a probability of 1 in 2,425,148,933,279,370 profiles in the population was calculated. In samples of 2nd instar larvae treated with a ratio of 1:200 and submitted to differential extraction, 10 of 27 autosomal STR loci were recovered in the sperm fraction, from which the ratio of 1 in 4,997,317,973 profiles was estimated. In samples of 3rd instar larvae treated with a ratio of 1:100 and subjected to differential extraction, all 27 autosomal STR loci were recovered in the sperm fraction, calculating the probability of 1 in 2,741,599,494,726,060,000,000,000,000 profiles. This treatment also made it possible to recover 18 out of 22 Y-STR loci, showing a probability of 1 in 52,313 haplotypes registered in their used database. No viable profiles were obtained for the treatment of 1:400, as well as in direct extraction methodology. These results demonstrate that Sarconesia chlorogaster larvae, especially those subjected to differential extraction, may contain male human DNA that can be analyzed if they have ingested the aggressor's semen, even though they have also ingested biological material from the victim in much higher quantities, as seen in real cases. Thus, it is demonstrated that the analysis of the content of necrophagous larvae can be incorporated into the expert procedures and, in this way, provide a last possibility of identifying sexual aggressors, when the standard procedures are not satisfactory. Key-words: Forensic Entomogenetics. Human identification. Forense genetics. Sexual violence.pt_BR
dc.format.extent74 p. : il. (algumas color.).pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectEntomologia forensept_BR
dc.subjectGenetica forensept_BR
dc.subjectCriminologia - Identificaçãopt_BR
dc.subjectCrime sexualpt_BR
dc.subjectLarvapt_BR
dc.subjectGenéticapt_BR
dc.titleIdentificação humana a partir de larvas necrófagas em situações de simulação de violência sexual seguida de mortept_BR
dc.typeDissertação Digitalpt_BR


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