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dc.contributor.authorSantos, Yohana Silva Marques dos, 1993-pt_BR
dc.contributor.otherLimongi, Maria Isabel de Magalhães Papaterra, 1967-pt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Filosofiapt_BR
dc.date.accessioned2020-09-29T21:15:06Z
dc.date.available2020-09-29T21:15:06Z
dc.date.issued2019pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/62767
dc.descriptionOrientadora: Profa. Dra. Maria Isabel de Magalhães Papaterra Limongipt_BR
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Filosofia. Defesa : Curitiba, 14/02/2019pt_BR
dc.descriptionInclui referências: p. 75-77pt_BR
dc.description.abstractResumo: No Leviathan, o termo poder (power) pode ser entendido em dois sentidos, diferenciados em sua versão latina pelo uso dos termos potentia e potestas para traduzir, conforme a natureza do poder em questão, o inglês power. O primeiro sentido, ou ainda o poder enquanto potentia, refere-se à capacidade dos corpos em produzir efeitos físicos uns nos outros. Já o segundo sentido, ou o poder enquanto potestas, refere-se ao poder legal ou juridicamente qualificado, capaz de produzir efeitos jurídicos como aqueles derivados da ação contratual. Contudo, ainda que do ponto de vista dos efeitos, ambos produzam efeitos físicos, seja em termos de força, coação ou exercício da violência e que tradicionalmente se tenha interpretado a teoria do poder hobbesiana exclusivamente desse modo, Hobbes integra em sua análise o campo da significação. De acordo com Yves-Charles Zarka, a definição de poder hobbesiana está relacionada à dimensão do signo, entendido como aquilo que é referido ou tomado por outra coisa, de modo a formar uma "semiologia do poder". Nesse sentido, a disputa estabelecida para a obtenção de reputação, apresentada pelo filósofo como o produto de uma das três causas principais de discórdia em estado natural, a saber, a glória, deve ser entendida não como consequência de um traço negativo da natureza humana, mas como uma disputa por um signo de poder e que é ele mesmo poder, uma vez que é capaz de determinar o comportamento dos homens para a reunião de forças, garantindo a continuidade do poder e a preservação da vida. No entanto, enquanto no estado de natureza o estabelecimento dos signos de poder se dá sobre o valor (value) atribuído a um homem, isto é, sobre as opiniões referentes ao seu poder, correspondendo desse modo a uma produção e uma interpretação privada dos signos, no estado civil os signos estabelecidos são políticos, produzidos pelo soberano sob a forma da lei civil. Ou seja, há uma reorganização dos signos de poder no estado civil através da distribuição de cargos públicos que deve ser regulada pela lei, entendida também enquanto signo da vontade soberana. Sob essa perspectiva, pretende-se mostrar que a disputa entre os homens no estado de natureza, bem como a resolução desta no estado civil pelo exercício da lei, deve-se não somente aos obstáculos físicos empreendidos, mas também aos signos de poder instituídos. Palavras-chave: Hobbes. Poder. Semiologia. Política.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: In the Leviathan, the term power can be understood in two ways, differentiated in its Latin version by the use of the terms potentia and potestas to translate, according to the nature of the power in question, the English word power. The first sense, or the power as potentia, refers to the capacity of bodies to produce physical effects in each other. Yet the second sense, or the power as potestas, refers to the legal or juridically qualified power, capable to create juridical effects as those derived from the contractual act. However, even though, concerning the effects, both produce physical effects, be them in terms of force, coercion or exertion of violence, and traditionally the Hobbesian theory of power has been interpreted exclusively in this way, Hobbes integrate in his analysis the domain of signification. According to Yves-Charles Zarka, the Hobbesian definition of power is related to the dimension of the sign, that is understood as what is referred to or taken as something else, in order to form a "semiology of power". In this regard, the dispute stablished to obtain reputation, showed by the philosopher as the product of one of the three main causes of the discord in state of nature, namely, the glory, must be comprehended, not as a consequence from a detrimental trait of human nature, but as a dispute for a sign of power, that is itself power too, since it's capable to determine the men's behavior to the reunion of strengths, ensuring the continuity of power and the preservation of life. Nonetheless, whereas in state of nature the establishment of signs of power is given upon the value bestowed to a man, that is, in respect to the opinions regarding his power, therefore corresponding to a private production and interpretation of the signs, in the civil state, the stablished signs are political, produced by the sovereign in the form of civil law. In other words, there are a reorganization of the signs of power in civil state through the distribution of public offices that must be regulated by law, likewise understood as a sign of the sovereign will. Under this perspective, we intend to show that the dispute between men in state of nature, as well as its resolution in civil state by the exertion of law, it's attributable not only to the physical obstacles undertaken, but also to the instituted signs of power. Keywords: Hobbes. Power. Semiology. Politics.pt_BR
dc.format.extent77 p.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectHobbes, Thomas, 1588-1679 - Crítica e interpretaçãopt_BR
dc.subjectPoder (Filosofia)pt_BR
dc.subjectSemióticapt_BR
dc.subjectPolíticaspt_BR
dc.subjectFilosofiapt_BR
dc.titleA Semiologia do poder em Hobbespt_BR
dc.typeDissertação Digitalpt_BR


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